Poesia Operarios em Construcao
É tempo de sorrir
Passado, presente e futuro
Verde e maduro
Ou o fruto escuro, entrando em senescência
Mas viva o hoje e cuide da sua essência
O tempo é agora, de se alegrar, o ontem bastará, e o futuro, sabe Deus
Mas viva o hoje, sorria hoje, dê o seu máximo hoje
O amanhã você deixa pra amanhã
Aproveite a manhã, pois logo chegará o entardecer
Tudo hoje há de ser, e o amanhã de se completar, as vezes pode faltar
Tempos bons irão chegar e você irá se fartar, mas nem tudo conseguimos controlar
Alguns acontecimentos improváveis, outros, viáveis, mas logo fará sentido
Ou não, depende de sua interpretação
E da potência que é colocada, somos seres não precisamos de tomada
Para nos recarregar, uma boa noite de sono já vai dar
Mas o tempo é agora, o amanhã está distante, e se errou hoje haverá uma nova chance
Então descubra o que você gosta para assim não viver uma vida que só desgosta
Poesia incompleta, e cheia de temas, que trazem possíveis soluções
Já deu de problemas.
No tilintar das taças
Me perdi a pensar
Será que ele me ama ?
Será que vai me amar ?
Tomo um gole
Deste doce vinho
As emoções
Sentimentos tinindo
Você chega perto e me
Dá um beijo tímido
Afasta sutilmente apenas
Para que caiba as palavras
Entre nossas bocas
Sai um Eu te amo afoito
Ah, eu nem acredito
Que ele me ama
Assim como eu o amo!
Poeta
Um mar estrelado, seus olhos olham abismado.
É tanta luz, é tanta beleza...
Quer colocar tudo em versos, com certeza.
Um murmúrio de águas cristalinas.
Perfeição da vida.
Caminhos que se cruzam.
Vida que encontra vida.
O poeta olha com seus olhos sensíveis...
Coração a tudo perscrutar.
Quantas maravilhas pra ele em versos colocar.
Um mar imenso de água tão salgada.
Um infinito que se perde... parece no nada.
As ondas que não param um instante sequer... a areia vem molhar... depois voltam pro infinito mar...
Vem e vão num bailado cuja música a brisa está sempre a tocar.
Poeta que tudo vê.
Toca com os olhos do coração.
A perfeita natureza a florescer,
O dia que morre na noite... que vê todo dia nascer,
Que se passa na alma do poeta?
Quanta sensibilidade nela há...
Em poucos versos toda a maravilha do mundo consegue ele poetar.
No seu âmago busca esperança.
Vê dias maus... vê sim...
Aceita a dor e cada uma do seu jeito.
Dentro do peito ajeita cada uma de um jeito.
Retalhos lesados
Era uma vez uma mulher sozinha.
Fechada em sua agonia ela escrevia.
Histórias de amor e fantasia,
e coisas que jamais vivia.
Um dia,percebeu que o tempo escorria
e resolveu se apaixonar.
Mas,em tudo e todos,punha defeito
sua alma não tinha mais jeito
machucada e com defeito.
Quando se apaixonava fugia
e o amor que queria ficava somente
nas páginas que riscava
linhas descaradas do ser complexo
que se tornara.
Mas dentro do peito sangrava
Sua vida era colcha de retalhos lesados
que ela tecia
Com fios de poesia costurados
sua alma era doente e ela nem sabia ...
Passos
Meus passos...
Compasso.
Descompasso.
Um som solitário.
Desencontros.
Sem abraços.
Ficou um vazio.
Procuro uma paz...
Que nada nem ninguém de me trazer é capaz.
No passo, passo.
Do sonho à loucura.
Numa eterna procura...
O dia que nasce.
Nova esperança com ele parece que renasce.
A força da porta aberta.
Do meu âmago novos sonhos desperta.
Fonte de louca inspiração.
Respiro a magia...
Com o nascer de um novo dia.
Acalma-se meu coração.
O tempo passa.
O sol pelo céu passa.
O mundo reaparece: mais da metade é só desgraça.
Sim, a mesma paisagem.
O mesmo ar a nos rodear...
Flores... as mesmas pelo caminho continuo a encontrar.
Mas há tantas pedras...
No fim do dia só penso um mundo poderia rodar mais leve... mais devagar...
Mais amor poderiam os homens do seu coração tirar.
Descrer
quero algo que me arrebate dos veios da lucidez
quero algo que me resgate da nascente dos meus olhos
quero algo que me indenize o deslize juvenil
quero perder-me até que eu possa falar diferente
o meu sorrir moribundo.
Amando...
Curta muito...
Conheça alguém,
convide-a para sair,
permita-se amar.
Ame muito...
Se entregue ao amor,
aprenda com os erros,
Ame-se muito.
Seja o amor...
Se planeje,
viva da melhor forma,
siga em frente sempre.
Meu Deus,que amor
é esse que estou sentindo...?
Não encontro explicação
para este vendaval de emoções
Hoje eu não encontro palavras
que expliquem
o que estou sentindo.
Hoje sou essa poesia calada.
Apenas sentindo...
Almas conectadas fluindo.
Eu não vejo um corpo
Vejo sua alma me possuindo...
Emoções espelhadas surgindo.
Se não é amor, então me diz o que é...
Homenagem a Drummond
No meio do caminho tinha... meio caminho andado.
Depois de todo um caminho andado, ainda há caminho.
"Ralouin" não é festa tupiniquim
Mas a gente festeja mesmo assim
Também comemora-se hoje
(com menos alegria)
O Saci Pererê e a nossa Poesia!
Menino mais levado, desconheço
Se te pega te vira pelo avesso
Não pede balinha ou qualquer gostosura
Gosta só de fazer travessura.
se perca
pelo menos por instantes
seja anormal
pelo menos para os normais
seja amor
pelo menos por você.
No fim do dia
eu sou as cinzas de um fogo que queima sem arder
sendo aos teus olhos
pó e nada
aos outros
líquida, ouro e desejo
Movendo os instantes dentro de mim
quando uma estrela se apaga
um cometa reluz no céu
é o que chamamos de sorte
fazemos pedidos em segredo
morrer e renascer
incontáveis vezes em uma noite
é uma espécie de beleza rara
Imagens te mostram em segundos Momentos marcantes.
porém, apenas a mente pode
Nos retirar o sono com odor dos sabores, beijos, Risadas e dores.
Tem pessoas tão deliciosas
que dá vontade de raspar o céu
da boca delas para provar.
Tem pessoas tão apetitosas
que incita a vontade de amar
e degustar,numa poesia,esse mel.
Tão gostosas de sentir...
que queria ter comigo para abraçar e ingerir
como se fossem florais para acalmar
o coração e me fazer levitar na
imaginação.
Aquele garoto que não sabia de muita coisa, mas ainda enxergava tanta bondade nos outros.
Um garoto, que agora, sente saudade do seu avô, das pescarias em um rio manso. Que não dava peixe, e nem mesmo dava tranco.
Mas fomos aqueles momentos, e isso é irreversível em meus pensamentos.
Não consigo entender a possibilidade de sermos apenas instantes.
Em todo mundo, sem exceção, há uma linha tênue entre o ódio e a explicação.
Ódio: de entender.
Explicação: pra todas as versões de si mesmo que lutou pra ficar bem, e hoje você respira, e é um bom começo.
Uma pena que as condolências; que rítmicas, dançam em uma coreografia ridícula de pena, junto ao meu peito problemático que hoje bate como um marca passo.
Estou inteiro e jovem o suficiente pra dizer que eu sinto muito ter-te perdido desse mundo. Porém, crucificado em tanto vinho amargo e sem rótulo que me deixaram, junto às adegas de carvalho roto, deixado pros ratos em um esgoto. Às sobras.
Minhas mãos tocam o infinito que há dentro das memórias intactas, e ainda quentes, da perturbação. E hoje sou um pouco mais frequente em olhar pra frente, tentando não ser só essa solidão que me devasta, que me devora, que me tira os pedaços de carne e couro quando me visita e me assola.
Que trinfa e range os dentes, faminta, me olhando a par das mandíbulas ferozes, que me atroz um grito soberbo, e perante um grito, gemido, que me tenha calado. Junto ao pé do holofote cenográfico, sou um ator.
E hoje choro lágrimas de confete, assim como a maquiagem no riso do palhaço, assim como a graxa que faz lustrar e rodopiar os asfaltos.
O passado é meu local de encontro, onde há dois amantes em um solo sem dono.
Não há fronteiras para o meu pudor.
Sou um navegante encontrando teu porto; pra me alocar, entrar no cais e me derramar o transbordo que carrego,
que é bem maior que todo o mar.
Sou estrangeiro em seus traços.
Porém, fui extraditado pelos inúmeros pecados.
Me levaram pra casa à força.
Nunca mais pertenci ao seu abraço,
que foi embora de vento em popa.
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