Poesia Livro
Decidi deixar a saudade lá fora fazendo companhia para as lembranças de um tempo que não vai mais voltar. Decidi aceitar o caminho que o destino reservou para mim, aquele que é cada vez mais longe de você. Em outros tempos eu estaria chorando, birrando e até esperneando, tentando fazer de tudo para não acabar, mas percebi que já acabou faz tempo. Eu só não tinha me permitido perceber, ou ainda não estava sentimentalmente preparada para enxergar o fim. Por isso não quero mais nada que me prenda ao passado. Não quero mais reviver o que já aconteceu. Não foi sempre assim, por um bom tempo fiz questão de lembrar das coisas boas que existiram entre nós, mas ultimamente só consigo lembrar que deixamos elas se perderem com o tempo. Ultimamente, em cada canto que eu olhava, em cada música que eu escutava as lembranças traziam uma espécie de vazio. Já não me completava mais. Decidi que deixar a saudade para trás e seguir em frente é fazer com que as lembranças se tornem apenas lembranças. É aceitar que o passado é apenas passado, e aceitar que todo aquele amor não era realmente amor, era apenas um sentimento intenso que com o passar do tempo perdeu a intensidade. Decidir deixar tudo lá fora, decidi deixar o destino se encarregar de colocar coisas novas aqui dentro. E um dia, antes que eu me dê conta, tudo o que eu deixei lá fora, não me afetará mais. Simplesmente impedi que minha vida pertencesse a alguém e tomei as rédeas para que dependa somente de mim. Essa é a parte boa de seguir em frente: assumir o controle, seu próprio controle, as coisas se tornam mais naturais, e você volta a ser feliz, aos poucos, mesmo sem perceber.
"AME A TODOS SEM DISTINÇÃO, SEM FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS. TODAVIA, DEDIQUE-SE ÀQUELES QUE ESTÃO E/OU SÃO INCAPAZES DE CUIDAREM BEM DE SI MESMOS..."
"Adoro receber críticas, mas somente de pessoas que tenham competência intelectual, virtude moral, cabedal teórico, humildade e capacidade dialógica para reconhecer o meu direito inalienável à réplica..."
"Insistir em relacionamento falido é compulsão e não persistência. É falta de amor próprio, auto-estima. A pessoa precisa de tratamento psiquiátrico e/ou psicológico..."
Dizem por ai que quando morremos a nossa vida passa diante dos nossos olhos em frações de segundos e toda verdade é esclarecida. E dizem também, que depois de toda essa transição, sua alma vai para o céu ou para o inferno. Sinto decepcionar sua crença, mas não é bem assim que acontece, e isso é tudo que precisa saber até agora.
A verdade é que nunca acreditei em vida após a morte, achava que fosse uma coisa banal. Sem explicações concretas e convincentes. No mundo em que vivemos tudo se tornou questionável e eu, como um mero mortal, não poderia agir diferente. Até que uma fatalidade mudou tudo e junto com ele os meus questionamentos. Somos humanos e estamos sujeitos a poucas certezas nessa vida, mas eis um pequeno fato: Você também vai morrer!
As pessoas passam a vida correndo atrás de respostas, mas a própria morte é o resultado dessa sentença e alguns só saberão quando morrerem.
Quem ama sente mais pelos outros que por ele. O amor é primo da insanidade. O amor é o que denuncia. O amor é o que nos faz crescer em sabedoria. O amor é tudo, até romântico
A grandeza do amor está muito além do que nossa mente humana e pequena pode criar, às vezes é preciso fazer uma renuncia do que um dia fomos e entender o que estamos nos tornando. Entendi a grandeza do amor quando eu já nem o tinha comigo e isso me fez crescer.
As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma. Pois o aroma é o irmão da respiração. Com esta ele penetra nas pessoas, eles não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.
Um graduando em história que aprende as teorias que constroem a história, quando impelido ao estágio nas escolas se depara com o livro didático. Antes esse era a única forma de conhecimento, era endeusado, agora, por sua vez, o aluno olha para o livro como mais uma possibilidade de se aprender as coisas.
Gostamos de falar da luz divina, mas tentamos ocultar os nossos pecados com justificativas, a preferida é: Ele me fez assim. Ousamos transferir os nossos pecados ao próprio Deus, nem mesmo Adão e Eva foram tão longe.
Amamos em verdade e espírito quando acreditar nele não nos traz nenhum benefício, quando a Sua ausência não consegue mais nos assustar pois “sentimos” a Sua respiração suspensa.
A vantagem do cristão não está na sua saúde, mas em conhecer e aceitar a sua doença. O tratamento proposto pelo “hospital” não é um processo de cura instantânea. É um método que começa agora e só terminará na eternidade. Quem se recusar continuará eternamente doente.
Há filmes, livros, pinturas, músicas, florestas e paisagens que são itinerários espirituais por onde passeia o sopro do Espírito de Deus.
Quando o cristianismo tenta se adaptar a cultura, ele tende a transbordar para fora da sua existência. Torna-se um parasita do verdadeiro cristianismo, atraindo algumas pessoas, mas não transformando vidas.
O escândalo do cristianismo é que existe apenas um caminho. A boa notícia é que, apesar de toda a nossa teimosia, egoísmo e pecado, ainda há um caminho.
O invisível não pode ser apreendido no visível. Na verdade o visível é a sombra de uma realidade maior que está além do limitado alcance da nossa visão.
Deus não existe. Se Ele existisse seria apenas mais um objeto. Deus antecede a existência, assemelha-se mais ao invólucro que a agasalha, a nascente de onde sai o filete da vida. A linguagem é limitada. Só é possível a teologia no terreno da analogia. Deus não se encaixa num exemplo mais amplo, porque se encaixasse, o gênero do qual Ele se tornaria membro seria maior do que o próprio Deus. Todo esforço linguístico sequer toca nas bordas da divindade. Sem Ele “nada do que foi feito se fez”.
A qualquer momento, quando estiver desprevenido, Deus pode vir e pedir algo que balançará os alicerces daquilo que imaginara para a minha vida. Quando não estiver esperando, poderei ser surpreendido pelo “Não temas!”. A questão não é como Ele vem, mas como eu respondo ao chamado.
