Poesia Livro
O que realmente me impressiona é um livro que, quando você acaba de lê-lo, você deseja que o autor que o escreveu fosse um amigo incrível seu e que você pudesse ligar pra ele quando sentisse vontade.
Há duas maneiras de abrir a cabeça de uma pessoa: ler um bom livro ou usar um machado. Recomendo o de Assis.
Quando você abre o livro, é como num teatro: ali está a cortina. Você a arrasta para o lado, e a apresentação começa.
Em certas situações nós precisamos virar a página do livro da vida para percebermos que aquilo que vem depois é muito melhor.
Não é estranho como um livro fica mais grosso depois de ser lido várias vezes? Como se cada vez ficasse algo grudado entre suas páginas. Sensações, pensamentos, ruídos, cheiros… E então, quando folheia novamente o livro depois de muitos anos, você descobre a si mesmo ali, um pouco mais novo, um pouco diferente, como se livro tivesse guardado você, como uma flor prensada, estranha e familiar ao mesmo tempo. (No livro Sangue de Tinta)
Um livro não se torna real até as pessoas o lerem. E ele se torna real de novo cada vez que alguém o lê.
Sentei-me para fazer o meu livro. Escrevi e escrevi sem parar. Um dia, olhei no espelho e a barba estava lá. Gostei, sobretudo, porque desvia a atenção. Deixaram de apontar-me como 'aquele careca' e passei a ser 'aquele barbudo'.
Não me julgue pela capa, sou um livro rústico. No que se refere a caráter, minhas páginas têm conteúdo, é só prestar atenção no sentido de cada frase neste livro que é minha vida. Não tenho nada a esconder. As histórias são reais, vividas, choradas, mas sem arrependimentos. Se gostar do livro, leia; se não gostar, não abra, pois se você me julga pela capa, não perca seu tempo para ler. Acredito que eu não lhe julgaria pela capa.
Minha vida é um livro aberto, porem com algumas páginas arrancadas e outras em branco. Mas muita gente ajuda escrevê-la, é uma pena que outras são rabiscadas ou se apagam
E quando quero me desligar do mundo, procuro um bom livro e entro num mundo mágico de palavras, um lugar diferente da realidade, onde não exista você, mas apenas eu.
Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos.
O grande livro que sempre me valeu e que aconselho aos jovens, um dicionário. Ele é o pai, é tio, é avô, é amigo e é um mestre. Ensina, ajuda, corrige, melhora, protege. Dá origem da gramática e o antigo das palavras. A pronúncia correta, a vulgar e a gíria.
Está escrevendo com um cara que você amava, e o livro é sobre o relacionamento com sua namorada morta. Acha que será simples?
"Você deveria escrever um livro", Ron disse Hermione, "traduzindo as coisas loucas que as meninas fazem para que os meninos possam entendê-las".
Descubro cada vez mais que o paraíso são os outros. Vi num livro para adultos. Li só isso: o paraíso são os outros. A nossa felicidade depende de alguém. Eu compreendo bem.
Não seja um livro aberto para quem pouco entende de bons conteúdos. Tem pessoas que não sabem valorizar o que leem e acabam usando os seus sentimentos, a sua história, as suas confidências contra você mesmo quando os interesses delas estiverem acima de qualquer laço afetivo.
Uma xícara de café bem quente, vento no rosto, e um bom livro na mão, talvez levasse embora esses pensamentos estranhos que me tiram do normal, me levam pro inconsciente, pro paranormal.
Eu só quero alguém que me leia como um bom livro e desfrute de cada capitulo na ânsia desesperada de conhecer o final dessa história.
Quanto vale uma pessoa? Um amigo, um amor? Quanto vale aquele livro que você morre de ciúmes? Ou aquele amigo que quase nunca liga? Como algum escritor disse por aí, "cada pessoa vale o sentimento que desperta na gente." Tem gente que vale uma risada deliciosa regada de paz interior. Tem gente que vale a nossa autoconfiança, a nossa rebeldia, o nosso amor silencioso, o nosso amor sem querer nada em troca, as nossas noites mal dormidas, os nossos sonhos empacotados embaixo da árvore cujo plano de fundo são as estrelas. Outros valem uma conversa boa e duradoura, um choro de alegria, uma ansiedade que faz nascer borboletas no estômago. Tem gente que vale nossa paz infinita quando abraçamos como se não houvesse o depois, como se o futuro não existisse, mas coubesse no abraço.
