Poesia Felicidade Drummond
Sabíamos exatamente no que aquilo ia dar, mas apesar dos apesares, tínhamos fé que a insegurança iria nos deixar, um dia. Nós nos seguramos no ar, ou melhor, na falta dele. Já estávamos cansados, queríamos algo diferente. Alguma coisa que trouxesse felicidade misturada com calmaria. Tinha chegado a hora que seguiríamos caminhos diferentes, nossas jornadas seriam opostas e, nossa vida andaria para frente. Porque nós dois sabíamos que a magia tinha acabado. Agradeço por ter sido na hora certa, assim temos boas coisas a recordar e, muitas risadas a repassar. Durou o suficiente para se tornar lembrança, história e recordação. Não doeu tanto assim, não nos matou, não nos deixou desamparados e, foi a vida que nos fez entender que nós tínhamos um prazo de validade. Ainda posso ver seu sorriso de lado numa visão embaçada do quanto ela se parecia com a natureza, enquanto me dava dores de cabeça. Nos vemos - vez ou outra - conversamos e, até irritamos um ao outro, só que não é mais como era. Nós queremos mais e, não é porque somos egoístas, mas porque nosso rumo agora é amadurecer e crescer e, isso significa nos separarmos. Separação não significa dizer "nunca mais", não é um adeus. Só tenho a agradecer a ela por todos os momentos bons, por todas as brigas e desentendimentos, por todas as gargalhadas profundas, por todo o medo que tivemos desse dia chegar, por todos os abraços que nos tiravam do chão, por todas as surpresas e por todas as decepções, por todos os passos que dávamos juntos. Ela me transformou, me fez ser alguém melhor, mesmo que indiretamente. Ela fez meu mundo cor de arco-íris. Ela marcou vários capítulos da minha história e, é por isso que temos que nos deixar partir, para que um dia nos encontremos numa esquina qualquer dizendo o quanto foi bom termos nos esbarrado ali, há alguns anos atrás.
Zé o poeta burro, sem saber ler e escrever vivia sentado ao muro, ouvindo da noite seus murmúrios, apaixonado o poeta burro, sem palavras ou sussurros, de atos calados e astutos, confiante e de olhar distante, zé burro assim como era chamado, afastado de tudo e influenciado por nada, assim me lembro dele e da poesia calada que fazia e eu digo burro mesmo é quem não lhe entendia
Arita Damasceno Pettená (28 de junho de 1932) é uma poetisa, professora e política brasileira natural de Florianópolis e radicada na cidade de Campinas (São Paulo).
A vida de quem vive pode ser tão mais interessante do que as histórias. Nós é que esquecemos de amparar o olhar nas frestas da realidade.
Gente falsa tem meu total desprezo... Gente falsa e leviana deveria pagar tributo mais caro pra deixar de ser imbecil e parar de enganar as pessoas...
O maior palhaço é aquele que ri do outro, pois, jamais sabe que a graça da qual ri, pode ser relativa a si e não ao outro.
Saudades da sua pele na minha, tipo todo dia. Assim, feito uma dança bonita. Uma bossa nova. Comunhão de dois.
Você é o meu verso mais bonito. O meu texto bem escrito. Minhas palavras soltas de coração repleto e amado.
A melhor prece é a que sai do coração daquele que já entendeu o que o AMOR significa, mesmo que ainda se saiba limitado na sua capacidade de amar.
Sou pedaços de um amanhecer suave, tenho pensamentos doces ao olhar o sol, murmuro orações de Paz a todos os seres, pois de Amor sou feita e de silêncios vivo.
Queria tanto ser uma estrela... mas, isso não foi possível! Acabei me tornando algo muito melhor...um Céu! Onde duas Lindas Estrelas Brilham todos os dias...Meus Filhos!
Há quem da forma se apropria e nela se revela. Como há quem na essência se expande e, por isso, não se esconde.
Quero o aconchego do meu tempo abraçando feito dia, a escola das auroras escorrendo feito noite, amanhecendo pequenina e orvalhando poesia!!!
como é difícil ao homem reconhecer a beleza e a sublimidade das coisas quando estas se refletem fora de si ou, pelo menos, quando pensa, ser fora. Talvez, seja porque em si mesmo não as reconheçam. Mas, são, e em todo ser espelhadas, por aí ...
Semeastes tuas manifestações sobre esse solo, germinastes em faces e concedeu-me os frutos, nessas expressões. Hoje, lhe reconheço, recebo, aceito e sou grata! Em mim ouço-te... nítida voz em comunhão!
O casamento é o que honra o compromisso, para a moça é o sonho que se realiza, para o cavalheiro; sua maior conquista!
Saber sentindo a vida e sua dinâmica em movimento, é acolher que nada é igual nesse agora. A continuidade da dança da vida, marca o presente com sua perspicaz coerência de jamais ser a mesma, portanto, tomar a si ou qualquer outra referência pelos passos marcados que os pensamentos traduzem, é querer parar a roda e fixar a fluidez da existência; acreditar na estagnação do "ser" e limita-lo ao tempo e espaço, inexistentes.
Pensei que chorar fosse coisa de gente fraca, mas acabei percebendo que chorar é um modo de defesa, de liberar toda a dor que te consome pouco a pouco...
As tardes passam através de minha janela, do lado de fora do ônibus, tem efeito especial de fumaça, de vidraças refletindo o sol nas praças. Tem uma beleza mística que disfarça meu tédio em solidão.
Todos os poetas são infinitos no universo de suas emoções e estão sempre em expansão. Nem mesmo a morte é capaz de para-los! Sou um mero cometa cruzando uma nebulosa de tanta gente boa. Mas se passei no seu céu eu fico grato que tenha me apreciado
