Poesia eu sou Asim sim Serei
MANOBRA DE FILA
Lá na fila de espera
uma senha, uma hera
a hora ali, sim impera
ao mando fiel da Era.
O tempo ali demora
e o soar do marcador
o esperado, apavora
com lagrimas, e suor.
Cara feias estão ao ar
do esquema poluído
ali acontece um piscar
do paixão desconhecido.
O desrespeito do esquema
que com grana, faz festa
contas do povo é tema
e flores em suas florestas.
Março 8
Como lhe definir mulher? Sim és tu!
Capaz de levar a ruína o mais bravos guerreiros
Como não ouvir o timbre de tua voz que hipnotiza
Como não se render aos encantos sem me por de joelhos
És tu Mulher!
A mais misteriosa das criações de Deus
Criatura que nenhum sábio ousou a desvendar
A mulher; como não se perder em ti
Apaixonante é cada qual no seu jeito peculiar
És tu Mulher
Sincera em tuas manifestações emocionais
Amo não amo; alegre,triste,chorona e sorridente...
Socorro! Senhor que injustiça!
Sem manual não da pra entender claramente!
És tu mulher
Sempre meiga
Seu olhar,seu abraço e sua voz,percebe a simplicidade ?
Nos perdoe por não compreender.
E muito obrigado por nos cuidar nos guardar
Obrigado pelo simples fato de nos transformar
És tu Mulher
Sonhadora,guerreira e que vai a luta ao levantar se da cama !
Firme em sua intensa batalha cotidiana
Feroz como uma leoa que defende seus filhotes
Pois seus amados são os bens mais preciosos
Tu querida Mulher
A ti lhe que dedico a minha ousadia
Que mesmo sem lhe compreender por inteira
Lhe escrevo essa homenagem
Nas linhas de minha poesia
E um muito obrigado a você dia 8 de Março de 1857
Por esfregar em nossa face !
Que sem você Mulher eu nada faço
à você ficam meu carinho,beijos e abraços.
As aparências enganam sim,
o roto retalho que somos,
fica entre as nuvens dos olhos
que nos alcançam.
É preciso mais que olhos,
é preciso alma,
é preciso ir além
desse "eu" recoberto
e encrustado na pele
já tingida por tantas máscaras!
O amor fidedigno não é aquele
que devora os carinhos os beijos,
deste ou daquele, e sim, o vário
que padece a renúncia, o eixo
que consegui vida na saudade
e equilíbrio na paixão...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Não são os beijos tão pouco a paixão, que traz ensejos nos amores, e sim, as flores lavradas nos canteiros do coração.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
LETRAS MEDIDAS
Não quero letras medidas
nem frases em matemática
quero sim, poemas da vida
sentimentos em poesias
em qualquer tipo de cascata.
Essa estrofe toda pesada
em pesos pesados das silabas
cada fonema uma cabeçada
uma rima todo enfeitada
em métricas do tudo, nada.
Eu quero poesias soltas
falando de tudo que há
escapadas dos quadrados
livres de todas as cordas
que amarrou o lado de lá.
Poemas sem nem um enfeite
tirados do nossos dia, a dia
palavras que em si se ajeite
que traga um dardo de malicia
com uma pitada de alegria.
Antonio Montes
“ Felicidade está nos momentos mais singelos, quando abro a janela e percebo vivo, sim estou viva, resplandeço”.
Cassia Guimarães
MINHA PRISÃO
Descobrir que minha prisão sempre foi meu corpo,
Sim, meu corpo era arma da luxúria,
Meu corpo era instrumento da promiscuidade,
Essa prisão sempre foi matéria feita Hades...
Minha prisão estava em minhas palavras,
Estava impregnada na minha mente,
Manchava com sangue minha existência
Essa prisão sempre foi matéria feita Seol...
Minha prisão era de segunda a segunda,
De noite a noite, de dia a dia
De horas a horas, de frames a frames
Essa prisão sempre foi matéria da eternidade...
Minha prisão era um templo profanado,
Uma dicotomia de sentidos,
Uma alegria transitória,
Essa prisão sempre foi matéria da morte...
Minha prisão era meu corpo,
Era minha alma,
Era meu espírito,
Essa prisão sempre foi matéria da minha ignorância!
Agora grito: Liberdade (JC)!
A PRÓPRIA VITÓRIA
Ame quem amar! Espere quem esperar!
Nada de se deixar abater,
E sim amar mais você.
Você mesmo acima de tudo.
A perfeição é a sua vida!
Do jeito que ela se encontra.
Transmita a sua alegria,
Pela sua própria vitória.
08/07/2020
Dia do Catequista
Ser catequista é ser iluminado,
É dizer sim a um bonito chamado.
Ser catequista é ensinar com amor
E no seu tempo livre se dispor.
Ser catequista é falar de Jesus
E do que representa sua cruz.
Ser catequista é mostrar o lado cristão
E falar da bíblia com o coração.
Ser catequista é evangelizar
E o amor de Deus compartilhar.
Parabéns por essa missão!
Hoje te colocamos em oração!
Jogam minhas cinzas no mar.
Não dá tempo nem de acenar.
Não volto nunca mais. Digo sim, digo não.
Entro em extinção. Sem nada nas mãos, com peso nas costas.
Sempre vou lembrar de você enquanto eu respirar.
Quando digo que não há sombra de dúvidas
Não é porque elas não existem
E sim porque não há luz sobre elas
Meu, coração
E um pobre beato
Que sem nem ao menos
Conhecer o seu, amor
Ainda sim! Cultiva
Os teus, carinhos.
TRANSBORDAMENTOS
Não quero estar cheio,
nem muito menos vazio!
Quero sim, transbordamentos!
(Anderson Delano Ribeiro)
" INVEJA "
Na boca não lhe amarga a nicotina,
mas, sim, o fel da inveja ali sentida!
Julgara que a paixão fôra, em partida,
e que voltara a armar à própria sina!...
Sua alma, machucada, ressentida
perante a solidão, tão pequenina
lhe impulsa essa vontade má, ferina,
de dar vingança a tal paixão perdida.
O olhar propaga o fel que está presente
no sentimento incauto que, ora, sente
e já não faz segredo de que existe…
A nicotina não lhe amarga a boca,
mas essa inveja, intolerante, louca,
que, sem olhar pro tempo, ali persiste!
Viena
Talvez... Talvez sim.
Talvez isso passe, olhe, veja,
que belos campos verdes,
Paciente é o tempo.
Paciência de um fim de tarde.
Paciência de um ponteiro que bate.
Paciência de um casal em um parque.
Paciência de brisa que assopra a árvore.
Talvez... Talvez sim,
talvez com paciência, isso passe.
" FELIZ "
Feliz se pode ser, como é o intento,
nas coisas simples, sim, do dia a dia…
É como livre, leve, em harmonia
se dança, num momento, junto ao vento!
Qualquer pequeno instante de alegria
vivido intensamente e a contento
se faz, para a alma, um eficaz sustento
e nos envolve pleno em sua magia.
O essencial (aos olhos, invisível)
se torna assim, perante nós, possível
mediante um coração terno e feliz…
De instantes breves de felicidade
se pode aqui viver, na intensidade,
o bom da vida que sempre se quis!
"Brasa"
Sinto? Talvez sim.
Mas não como antes.
Havia um fogo em mim,
onde cada emoção era álcool.
Bastava um toque —
e eu explodia em chamas.
Belo, mas perigoso.
Foi assim que me afoguei em fantasias,
jogando horas do meu vasto dia
em cenários que não existiam.
Romance era refúgio
(e cárcere também).
Depois, veio o silêncio.
A dor me acordou.
E o fogo… virou brasa.
Hoje, é morno.
Quase não aquece,
mas também não queima.
Estranho.
Talvez necessário.
Talvez... uma saída, proteção.
Mas sinto falta, confesso
da melancolia que me fazia poesia,
da música suave ao apreciar a vista na janela,
do cheiro da chuva,
da beleza quieta do mundo.
Agora, meus olhos molham,
mas não choram.
A lágrima não escorrega
ela apenas sussurra.
E algo, dentro de mim,
a seca.
No começo, temi.
Temi virar pedra.
Temi nunca mais sentir.
Mas talvez...
seja uma lição.
Nem sempre a vida é sentimento.
Às vezes é fé.
Às vezes é razão.
Às vezes é só... viver.
Viciada em fugas
mundos paralelos de doçura.
Mas um dia doeu tanto,
que eu fui embora dali pra sempre.
Desde então,
sinto tudo mais leve.
Até demais.
Deveria doer.
mas só pesa.
E o medo volta:
e se eu não sentir nunca mais?
Mas talvez...
só talvez...
sentir de forma calma
também seja amar, também seja sentir.
E há esperanças
uma brasa, ainda queima de maneira escaldante
quem sabe torne-se eu novamente uma amante?
dessa vez, sem impulsos
sem extremos.
Sim, esse desconhecido aqui
dentro está doendo e dói muito.
Tanto que me faz chorar
Mas sabe o que é pior?
Embora você seja o motivo
você não é antídoto.
Que bom, você
não querer comigo ficar,
porque eu não me perdoaria
se te fizesse de mim gostar...
P.s. Eu não valho a pena gostar 😢
