Poesia eu sou Asim sim Serei
EU SEM MIM...
Eu tenho sentido falta de mim
Pois tenho vivido a sua vida
Com saudades de você...
Quase não sei de mim,
Só me visito de vez em quando
Pra não perder origem de mim mesma.
Não posso me desviar para os lados
Meus olhos não aceitam qualquer outra visão
Meus ouvidos não aceitam outro som
Que não sejam teus
Minha boca sente necessidade de sua saliva,
É como nécta pra minha existência.
Estou debruçada em meus sentimentos
E mergulhada em tudo o que ele verte.
Teu nome é o foco desse sentimento...
Esse amor... A quem agora sirvo
Torço para que nosso amor vença!
Sinto que é delicioso ser amada assim...
Por ti...
Que todas as barreiras sejam derretidas
Com o calor q esse amor tem.
E Serão...
Com o fogo que se desprende desse nosso olhar...
Que invade e se fixa...
E nos eterniza.
Tua ausência me martiriza
Mas tua presença em mim é constante
Em meu coração és permanente
Embora morra a cada dia sem ti ...
BUSCANDO TEU NOME
Novamente aqui...
Metodicamente...
Eu e minha exaustão
Minha sede insaciável de não sei o que!
Como uma carcaça de sonhos utópicos
Ventos sopram teu nome
Nem sei como se chama
Se não apenas: meu amor
Não sei o quanto estás longe
E o que guardo de ti
São apenas momentos inconclusos
Mas vejo o teu sorriso como vitrine
Em qualquer lugar do mundo.
Em lembranças perdidas...
Como uma vaga neblina
Que voa velozmente
Seja para onde for,
Procura o teu nome
Como em asas de Beija flor.
IMENSURÁVEL SAUDADE
E se eu te esqueci...
Tem algo muito estranho dentro d mim!!!
Amor não se explica!
“reconhece-se em outra pessoa;
Torcemos mais um pelo outro,
Muito mais do que por nós mesmo;
Nada faz sentido se não houver a presença...
Amor, não sou eu mesma, “Te sou”
À noite se durmo, sonho contigo
Você está em todos os meus sonhos
Até sonho acordada!
Acordada, meus pensamentos são teus
Sem tua presença tudo é breu
E todas as promessas que se perdeu
Em um tempo chamado saudade
Se eu te esqueci?
Tem algo estranho em mim...
Que a todo o momento chama teu nome
Sentimentos se misturam
e se perturbam aqui dentro!
O que fizeste a mim?
A saudade desenha tuas linhas perfeitas
É só pensar em ti que teu cheiro reascende
Nesta ausência machucada, coração doente
Instantes de reações nostálgicas
Basta apenas fechar meus olhos para ver-te
Sentir-te...
Respirar-te...
Alimentar-me de ti...
Sem nunca querer me despedir.
"Eu, você e o mar, oceanos de amor a desbravar .
Nos vemos apenas na superfície, por medo de mergulhar,
medo de se afogar.
Eu, você e o mar, ainda iremos nos conquistar,
por perder o medo de errar, por perder o medo de amar..."
Você é revestida de tamanha doçura e simplicidade que eu penso não te merecer...
Você já existia sim, dez mil dias antes de te conhecer,
Era destino traçado, arranjado, encontro determinado.
Você é tiro certeiro, o que há de mais verdadeiro, consegue me render com o dom divino de ainda me surpreender...
Que o nosso destino seja selado, juramentado, eternizado.
Que você venha como o meu maior presente, a minha única festa e como tudo que há de mais sagrado que se sente...
Quando não há mais nada a fazer o melhor é se recolher.
Porque eu já tive pressa e o meu ímpeto de nada adiantou.
Não estou perdido,
apenas me alimento da esperança de ser surpreendido.
Que eu possa oferecer e receber...
Abraço que acolhe.
Olhar que conforta.
Presença que ilumina
e o silêncio que traduz ao coração
o que palavras insistentes não conseguem dizer.
Seria tão bom se meu interfone tocasse de repente,
eu surpreso fosse atender
e ouvisse a sua voz como música ao dizer...
"Oi, vim te dar um abraço porque preciso hoje de você"...
"PRA QUANDO VOCÊ CHEGAR..." ✍️
Eu já mudei meu mundo inteiro de lugar esperando por você.
Foram tantos os sonhos em letras corridas de ilusões...
Me preparei inteiro para você, então, ainda espero pelo tempo melhor que vai começar, o tempo da sua chegada.
Que seus sorrisos me tragam paz, que o seu olhar me hipnotize e me domine, me desarme e me renda por querer me entregar. Que a sua presença me faça esquecer da vida lá fora.
Não demora, vem logo, ando mesmo perdido enquanto te espero e te sublimo, mas quero ainda ter esta certeza, de viver porto seguro, um horizonte de luz, holofote de nós dois...
Não vou me perder mais por aí. Eu decidi esperar...
Pra quando você chegar.
Vem me amar..
Como é que você está menina bonita?
Eu sei, me contaram que não andas nada bem... Andaram lhe roubando seus sonhos mais lindos, os de menina, aquela que na sua pureza tinha a certeza, de que amar e se entregar seria ato de grandeza, de viver tanta beleza... Eu sei menina do sorriso de holofotes, brincaram com seus sentimentos, gente que bate forte, gente que usa e abusa, de quem como você, ainda tem fé e não pega em armas nem se blinda contra a maldade do mundo.
Levanta menina que agora é mulher, isso é apenas o início, no duro aprendizado, de que amar não é pecado, mas que para ser de verdade, precisa amar e ser amado. Não chore mais, a vida ainda tem tanto a oferecer... O que sentes agora, se dissipa no tempo, na chegada em sua vida de quem mereça a sua acolhida. Estejas certa de receber, todo esse amor com que sonhou, de quem também sempre te esperou, mas ainda não te tem porque não te encontrou... Linda princesa, tu não perdestes nada, aí ainda mora um grande coração e precisas ter a certeza de que em breve virá alguém de verdade a te demonstrar, que amor não é para ser dor... Sua dor há de virar cicatriz, para que possas viver como a menina que sempre sonhou, com brilho nos olhos, um grande amor e ser feliz.
Se eu conseguisse te fazer entender...
Como é simples sentir, ter coragem e viver.
Sem problemas, sem dúvidas, sem fazer pouco caso.
Porque se há desencontros, a gente não devia ter complicado.
Não pode ser assim, sentimento é para ser realizado.
É simples assim, a gente se gosta e o amor merece resposta.
Fique comigo, porque viver sem você eu não consigo.
O mais importante aconteceu, nossos caminhos se cruzaram...
A gente precisa se resolver, a gente precisa se viver.
Fique, modifique, descomplique...
Volta logo para mim, juntos faremos um lindo jardim.
Das flores faremos trampolim, para viver de amor enfim.
Que haja, que seja sagrado, que seja sem fim.
Vem...
Sabe amor, eu nunca fui calmaria.
Vivi por muito tempo perdido e em agonia,
Pois nas minhas inquietações, sempre soube que você existia.
No fundo sabia que você voltaria e que nunca fora uma fantasia,
Nosso reencontro será em euforia, seremos pura empatia,
pois guardei cada pedacinho de sua geometria, da sua energia, da sua beleza que extasia...
Vivo então esta estranha mania de te recriar dia após dia,
como se fosse voltar por meio de algum tipo de feitiçaria,
Saiba que quando você voltar, eu e você seremos amor em demasia, viverei você em idolatria, como quem te reverencia.
Seremos a mais pura magia, ou a mais perfeita alquimia.
Vem amor, pois não suporto mais viver-te apenas em poesia..
Se eu puder lhe aconselhar, não se atenha aos nós do passado, vire a página, procure olhar para frente. Sei que os nós emocionais nos prendem demais e é difícil se libertar, mas precisamos compreender a necessidade de seguir adiante, a arte de desatar, ou nunca seremos felizes.
Vai doer, vai machucar, mas feridas viram cicatrizes.
Assim amadurecemos.
Sabe, é preciso ter coragem, para recomeçar e se encontrar.
Ambidestro...
Não mais a quero e tudo se acabou
Jamais eu poderia lhe dizer
Que sinto, ainda, a falta do seu ser
Até quem não devia, enfim, notou
Que algo externo e vil nos separou
Não sei como não pude antes ver
amar dói tanto! É quase qual morrer...
Só sabe disso quem um dia amou:
Fazer valer a pena é, sim, difícil
Não percamos mais tempo com a dor
Bobeira é adiar; não é favor
E a cura nos lavou de todo indício
Jogamo-nos em fundo precipício
Oh! Pode faltar tudo, não o amor...
Peraltas...
Deslizo em lisa derme morna
E adorna o eu que pulsa
Trêmulo, hirto, ávido...
Há de não ser fátuo!
Sinto, sorvo o olor no ar
Sem par ou acre e úmido...
Desligo o tempo inútil
E o riso sem siso ecoa!
É brado e traga a glande,
A grande seta a ir
Ao fundo, ao raso...
Acaso afunda em seiva própria
E escolhe, ainda, ser espada
Em onda já que o tempo
É nada...
E vai e volta...
A flor não solta...
Eis quer danada,
Ainda,
Degustar-me e dou-me,
Dou-me, e dou-me e fogem-me
Meninos...
Sinos tocam, chocam-se
Frenéticos
Orbes,
Rijos,
Risos...
Que eu me sinta sempre renovada no amor.
E com esperança de dias melhores e de paz.
Que renasça a fé em meu coração.
Que nada tenha sido em vão.
Poetisa. Jalcy Dias.
NÃO SEI SE AINDA SEI...
Eu sei que a guerra é maléfica
E que ela aterroriza
A vida, a terra e o mar.
Também sei que dois mais dois são quatro
Como Sol e Lua são vastos,
E a poeira vem do chão.
Mas já não sei se dois mais um são três,
Uma vez que o mundo ficou pequeno
E cabe na palma da mão.
Portanto, não sei se ainda sei
O que ainda ontem eu sabia,
Pois, se desejo misturar café e leite,
Sou obrigado a dar um beijo
Na senhora [tecnologia].
AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro
ADOLESCÊNCIA
Eu corria e não parava,
Eu falava e não ouvia,
Pois queria apenas falar, falar, falar...
Na verdade, eu gritava
Para alguém me escutar,
Mas ninguém me dava ouvido,
E eu voltava a falar:
Falava disso, daquele, daquela,
Do nada, de tudo e da guerra...
Para alguém me encontrar.
Foi assim durante dias, e meses, e anos...
E eu não sabia onde eu estava;
Ora aqui, ora ali ou acolá,
Sinceramente eu não parava.
O mundo era pequeno pra mim,
E eu, pra ele, grande demais;
E não houve harmonia entre mim e o universo;
Corri, gritei, lutei, mas não obtive sucesso.
Realmente, não achei o que eu queria,
Pois, na verdade,
Nem eu mesmo sabia.
Só mais tarde,
Encontrei a minha identidade!...
AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro
Borboleta errante.
Eu vi borboletas voando em duplas.
Depois de um tempo, só uma voltou.
Bem-vinda, borboletinha, ao meu mundo.
De possuir o céu,
de voar sem rumo,
de amar o prumo torto da vida,
de ter a esperança, perdida,
de encontrar nesse quintal mundano,
a outra borboleta que errando,
foi com o vento, passear.
E toda vez que aquela mão te féria, meu peito doía, e o coração gritava.
Quem dera eu menina frágil, interromper a cena, que me torturava.
