Poesia eu sou Asim sim Serei
Arrancaria eu os olhos do coração?
Pra assim perder a emoção
De vê-lo novamente?
transformaria então,
nostalgia consequentemente...
Eu nunca sei quando as estórias acabam. Por isso sempre fico preso entre uma e outra, ou entre nenhuma e nenhuma outra; entre um recomeço sem fim e um fim sem término.
Talvez por ser mais espectador ou coadjuvante, do que protagonista da minha vida, tenha essa enfermidade de não dar conta de quando baixa o pano.
As luzes apagam, o público sai, os colegas limpam a maquiagem e eu continuo lá: com a fala na cabeça, o texto decorado, aguardando a deixa.
A deixa que nunca vem.
Sempre tive medo das coisas e das pessoas. Um pavor e uma falta de fé. Talvez por isso eu tenha criado minha própria companhia teatral, onde sou diretor; contra-regra; atores e público.
Enceno só para mim uma tragicomédia.
A realidade me faz tão mal e me deixa tão fraco que fico, no fundo do palco, muitas vezes, a sussurrar o texto a mim mesmo.
Às vezes não ouço.
Quase sempre não ouço, porque sussurro baixo e minha voz é trêmula...
O público não entende a peça, logo, não aplaude. Eu, furioso, demito a todos: ao autor; ao diretor; aos atores...
Expulso o público do teatro e ateio fogo a tudo.
E ali dentro fico eu, junto às cortinas e aos holofotes, incandescentes; queimando, queimando, queimando...
Sem saber da tua defesa,
Eu te julguei , Eu te condenei e Eu decidi a tua sentença! Ahhhhh...Como estou carente de Amor e de Senso de Justiça !!!
Toda vez que, magoada, eu digo que vou mudar com você, eu realmente mudo.
E quer um conselho?
Cuidado com as mudanças que você não consegue enxergar porque são internas...
00:50 e eu aqui literalmente contando os minutos do relógio pra te ver!
Cada tic e cada tac me fazem acreditar que o sol está mais próximo de nascer ao leste...
Hoje até tentei me conter, não pensar, não lembrar e muito menos imaginar, mas...
Não sei como será, não sei se vai me abraçar, se vai apenas dizer oi. Se vai dar um sorriso ou mesmo simplesmente dizer bom dia! Na verdade, não sei nem mesmo se vai estar lá, se vai me receber...
De todo jeito, viajo imaginando inúmeras cenas possíveis. Sonhos perfeitos e imperfeitos. O que importa agora é dormir e acordar saindo pra mais um capítulo de um longo e infindável livro.
Tic tac, mais uma volta no relógio, mais um minuto perto...
Saudades demais da sua pessoa, da sua amizade, do seu jeitinho.
Congelado duma forma de neve,existiria seu sabor de café?
Pois bem,eu direi.
- Rematou o que era doce,doce,doce,doce,doce,doce...
Queria eu, que o tempo parasse
Que a vida, que a vida brilhasse
Queria eu, que o mundo mudasse
Que o amor, nunca lhe faltasse.
Viveria eu, atordoado a chorar
Seria um louco, um louco a cantar
Jorraria meu sangue pra esse solo sugar
Daria meu mundo... pro amor me amar.
Canção do amor livre
Se me quiseres amar não despe somente a roupa.
Eu digo: também a crosta feita de escamas de pedra
e limo dentro de ti,
pelo sangue recebida tecida de medo e ganância má.
Ar de pântano diário nos pulmões.
Raiz de gestos legais e limbo do homem só
numa ilha.
Eu digo: também a crosta essa que a classe gerou
vil, tirânica, escamenta.
Se me quiseres amar.
Agora teu corpo é fruto.
Peixe e pássaro, cabelos de fogo e cobre. Madeira
e água deslizante, fuga ai rija cintura de potro bravo.
Teu corpo.
Relâmpago, depois repouso sem memória, noturno.
Eu volto aí,um dia.
Me acena um adeus,ou mesmo um até logo.
Ou me abraça apertado.
Me jurando agradecer por esses dias por ti guardados.
Quem seria eu se eu pulasse essa, ou aquela?
Me cabe a entender, pra onde vai o que me leva?
O caminho aperta...
O que pode caber aqui? Ali? Assim... Talvez caiba algo.
Que vida embaçada.
Que coisa Equivocada.
Você paralisa por instantes, e a vida já estaciona dores desenterradas.
Engrupir realidades.
Distanciar direções sem direções...
Tocar os intocáveis..
Aquilo de...
Me perdoa se te fiz chorar, eu preciso tanto dessa forma de viver.Deixa as feridas desinflamar. Já conheço essa de "deixas". Me perdoa se eu te fiz calar. Não me lembre assim dessa ilusão.
ALINE
acreditando que minha vida é uma brincadeira
fizesse que eu escapasse da solidão
beijando-te com ternura e infinda paixão
unir-me para sempre ao teu amável coraçao
ALINE
haveremos de notar,felizes nesse instante
junto ao meu ser,nossos corações a de bater
conseguisse a quem venero sempre adorar
de pronto minha alma a ti sorrindo lhe darei.
Caruso, o canário que herdei, ficou um bom tempo sem cantar, e eu estranhei isso...
Até parece que já sabia dos ensinamentos que eu iria enfrentar e lamentava por mim.
Minha outra herança emocional, o Loro, também quis se manifestar.
Por um bom tempo só o que eu escutava era a sua voz esganiçada e, vez por outra, seu grito ardido que entrava no meu cérebro de modo lancinante. Acho que era seu jeito de querer me prevenir acerca das coisas doídas e profundas que eu teria de aprender, um modo peculiar que me lembrou o tridente de Netuno e a loucura de Plutão.
Mas, hoje o meu Caruso voltou a cantar...
Eu nunca vou entender as “maldades de amor”...
Quando duas pessoas estão juntas presume-se que isto acontece por amor, mas se existe este sentimento tão sublime entre ambas porque permitem tanta dor?
Amor não combina com disputar, usar, magoar, ofender, perturbar, tolher, manipular, cercear, atemorizar, deprimir, diminuir e principalmente com agredir fisicamente.
Fico pensando sobre o que mantém duas pessoas numa relação doentia assim...
Mas, sei que isto acontece porque uma recua demais, cede demais, permite demais e a outra se aproveita disto. Não há consenso, apenas retroalimentação...
Até concordo com o discordar como preservação das personalidades, mas jamais com o possuir direitos sobre o querer, o sentir e o pensar do outro...
Amor, no meu pensar, é outra história...
Meus sonhos mais reais
É errado acreditar?
Eu sempre quero aceitar
Te ver aceitar
Me aceitar
Não custa sonhar
Na verdade
Bem na verdade
É impossível não sonhar
Ao olhar teu olhar
Só sei que sou garoto ao te ver
Sou ingênuo e sou eu
Sem merecer
Sou teu
Todo teu
Me aceites, eu suplico
Me dê um beijo
Não me deixes mais ferido
Mate meu desejo
Do eu e você
Ser unido
Tão belo quanto teu vestido
Quando casares comigo
Então me namore
Menina dos meus sonhos mais reais
Construiremos a história mais bela
De todos os casais
Sendo, simplesmente, nós
Falando a língua que a gente entende
Rindo de tudo
E nos olhando diferente
Entendendo o outro, mesmo mudo
Mas simplesmente
A gente
Eu e você
Iguais na diferença
Contentes na presença
Eu e você
Aceite essa consequência.
Eu prometo, ser só teu e de mais ninguém
Fazer você a dona do meu coração
Eu me guardei esperando te encontrar
No momento exato em que eu te vi, já saberia que seria teu um dia
Não foi miragem era você eu vi... Assim tão linda
Linda, me encantei com seus cabelos soltos pelo ar
Linda, linda
Impossível ter você somente no olhar.
Eu prometo, te guardar de todo o mal
Dar meu carinho e tudo o que você quiser
Vai ser assim, tudo tão real pra nós
E o Deus do Céu vai proteger
Nosso grande amor eu e você
A vida inteira será você pra mim
Bem mais que linda...
Linda, me encantei..
Talvez o que me doa mas não é você ver me dito não mas por eu não ter tido a oportunidade de demostrar o meu carinho, o meu anseio, o meu eu por você.
Talvez o que me dói e me continuará a me doer e não ter tido a oportunidade de fazer brotar seu sorriso em cada manhã e em cada tristeza
Sem partir ao meio eu partir sem ter a outra metade, logo a tarde descansava a verdade pois não tinha a quem contar, entreguei os velhos planos ao passado e renovei o estoque sem marasmo ou preguiça que viesse acumular. Tardei em maldar a vida, submergir sobre a fantasia e a estadia da antiga forma de pensar.
Nos fones musicas sessentistas que continuam a me encantar,
tentei achar aquilo que procurava e só de raiva continuo sem encontrar, não seja assim tão difícil, as vezes acho impossível e outras tão farto que me passo em não enxergar.
Sou eu mal zelado do meu sorriso torto, cabelo por cortar, barba por fazer, roupas surradas e coração remendado, cicatrizado e um pouco mais frágil que antes. Não são os olhos, nem a boca vermelha, nem a confusão dos cabelos e o por do sol, nem a intensidade, tão pouco a sinceridade que compunha o que restou. É só lembrança boa, daquela que se conta com veemência, brilho nos olhos e experiência. Quem dera eu fosse ajuizado, talvez, todavia, entretanto fosse um pouco mais antenado e esperto administrador do acaso, fazendo com que meu fado fosse apenas câimbra na língua e mordida nos lábios.
Eu volto pra casa mas fica na lembrança:
Lua cheia na janela
Frango com pequi na panela
A vaca leiteira na cancela
Morcego entre o forro e o telhado
Cheiro de carneiro assado
Ruminar do cavalo malhado
Da vizinha a risada
Muqueca de peixe improvisada
Alvorecer da passarada
Manga madura amolecida
Broa doce amanhecida.
Escova de dente vencida
Ao longe ver a chuvinha
Jabuticaba docinha
Internet perto da cozinha
Saber que vou embora
Mas voltarei outrora
Quiçá sem muita demora...
Mel
Eu não tenho a fé que tu tens.
Nem o deus que tu persegue.
Mas assim como você.
Eu ainda vivo trabalho.
Talvez eu não seja santo.
Mas quem é?
Qual ser humano nunca pecou.
Nunca desejou ser melhor.
Sem ter com o que ou quem competir.
Somente por pensar.
Por se enganar.
Dizem que a fé move montanhas.
Minhas mãos não movem.
Mas constroem coisas.
Que não se movem.
E todos insistem em chamar de lar.
