Poesia eu sou Asim sim Serei
Não sou candidato a nada no Brasil e não apoio ninguém. Por conscientização, aconselho, paguem multa. A politica deixou de ser uma honrosa representação e descambou para uma marginal profissão.
Não sou mais que um pequeno e frágil pé de bambuzinho verde, que quando passa a suave brisa da manhã eu me curvo até o chão mas meus irmãos e amigos, eles sim são gigantes, fortes e poderosos, são como arvores centenárias frondosas e me protegem sempre das piores ventanias e tempestades.
Sou um ser divino, filho do Grande Pai celestial em espirito e verdade. Não cai com o pecado original, vivo da generosidade e da abundancia, sendo assim tudo que propõe o "religare" a mim não conecta, por que nunca estive e estarei longe da divindade que é a vida. Minha cultura espiritualista advém da natureza e do meio ambiente, próprio da vida e da mãos de Deus, que dialogam comigo o tempo todo, pelo vento, pelas águas, pelo Sol, pela Lua e pelas estrelas. Onde habita eternamente o meu sagrado.
Sou parte do passado. Venho de uma geração com formação de caráter e personalidade, entre uma família de pai e mãe, crença em Deus e amor cívico a terra onde se nasce. Nestes tem tempos tínhamos valores e não tínhamos preços. Hoje a realidade, mudou com a transfiguração de novos pesos e conveniências adaptáveis, paternidades e maternidades isoladas, a crença na tecnologia e o comprometimento transitório só onde se tem vantagem. Agora todos tem preços e por desuso, não tem valores, algum.
Não tenho o menor direito de me sentir próximo ao perfeito mas sou bem mais poucos erros e muito mais acertos.
Sou carioca e reconheço que a muito da arte se faz aqui mas a cultura brasileira em todo seu esplendor, só mesmo em São Paulo. A arte e cultura de todo o Brasil levada a serio com toda a dignidade que merece.
Sou pacifista mas em região isolada com intensa criminalidade sou a favor da liberação de armas de fogo para o cidadão comum.
Sou apolítico partidário, as únicas politicas que tenho interesse são as publicas referentes a educação, arte e cultura. No entanto me entristece ver o nosso continente nacional brasileiro tão dividido, polarizado meio a meio, parece me que uma metade do Brasil vive em uma atmosfera e a outra vive na outra, com valores, aspirações e nacionalismo bem diferentes. A unidade histórica sempre nos manteve livres e soberanos, diante do resultado do ultimo pleito eleitoral presidencial, tenho medo.
Sou pequenino e de origem simples, muito esforçado e agradecido perante ao que acredito mas por vida tenho amigos fortes, poderosos e muito importantes. O maior deles nem ouso dizer seu nome, por que se assim fizer, toda a terra e todo céu, estremecem.
Sou fruto e flor de um universo criativo e generoso. Um lugar quase hipotético mas que existe, nos que tem fé e são mansos de coração. Vivo na preocupação diuturna com as crianças, com os filhotes e todas as sementes, por que sei que delas dependerei no meu futuro. A vida segue e só o amor vence.
Por vida e trabalho sou forte mas pelos anos, pelos bons encontros e pelas despedidas, meu coraçãozinho descompassado, se tornou bem frágil.
Sou desprovido de soberba mas tenho vaidade como principio, para alcançar vários patamares de saberes em universos, que por simplicidade e humildade me eram inalcançáveis e inatingíveis.
Sou unicista na arte, fujo de coletivas de vários artistas com muitas cores, mil movimentos e muitas linguagens, que por fim atordoam minhas vagarosas percepções. Da mesma forma, que me cansa e me esgota grandes shows de telão e aglomerações...a solidão de cada pedaço me dá retorno e me completa homeopaticamente, bem mais.
Em espiritualidade não sou mestre mas um discípulo atento e disciplinado de Grandes Mestres que me guiam diuturnamente na estreita Senda da Luz.
Sou tão pouco de mim todos os dias, pelo cósmico segredo de não querer ser e nada com certeza, pela afirmativa dizer. Rogo a vida, minha leal e fiel confidente, não tão distante do presente, que um dia há de amanhecer, simplesmente, sob os mil raios de luzes das manhãs e tenha enfim chegado a grande síntese, de perceber que tanto fiz mas nunca serei e eu não sou nada.
Meu nome é trabalho, construção e conexões. Onde não sou necessário ou sou covardemente hostilizado por imbecis vaidosos, sorrio amarelado e me afasto de mansinho pois estava equivocado e não faço e nunca fiz parte deste lugar.
Sou como um rascunho. Sou o rascunho. E pelo jeito a mão tremia quando feito. Pelo jeito pretendia passar a limpo um outro dia.
Sabe por que a fofoca existe? Há pessoas que usurparam tanto a vida alheia que tornaram-se altamente estranhas de si. Assim, a única maneira de não ter que encarar o próprio “eu” é perambulando a existência do “outro”.
Sua melhor versão era aquela em que se travestia de poeta e inundava o mundo inteiro com seus versos.
Todas as palavras ditas foram citadas com lágrimas indesejadas. Enquanto você estava em silêncio, crucificando a minha dor, brincando com o meu mais retardar sentido.
