Poesia eu sou Asim sim Serei
Sou um completo apaixonado, libero minhas emoções sem medo de ser feliz. Sofro por isso com certeza, pois as vezes essa paixão não é correspondida, mas vale a pena liberá-la sempre, pois quem nunca sentiu a dor de um amor pode dizer que viveu sem experimentar a maior emoção existente no universo. Então se permita, sofrer faz parte, porém o amor cura qualquer sofrimento.
Sou um homem cheio de amores. Amores inacabados, amores acabados, amores. Na estrada da vida terei muita coisa pra contar, mas nenhuma delas terá a melhor história do que a dos meus amores. Amar vai muito além de querer alguém por perto, amar é deixar um pedaço de si no coração do outro e levar do outro esse mesmo pedaço. Feliz daquele que consegue captar essa minha essência, pois levará consigo o mais puro sentimento, pois ele é Divino.
Não sou o primeiro, nem o último a constatar que a vaidade invariavelmente é a motivação mais aparente nas atitudes mais nobres.
Sou de um tempo ultrapassado, onde era papel do homem cuidar das necessidades da mulher. Atualmente, parece que é crescente o modelo onde o homem sem oferecer nada, recebe!
Sou de um tempo ultrapassado, em que ser o homem provedor era parte significativa da demonstração de amor. Parece que este modelo já sucumbiu.
Sempre vou amá-la, mas devo aceitar que posso nunca mais vê-la. Sou perfeitamente capaz de amar uma pessoa e, ainda assim, abrir mão dela.
A função de qualquer religião é me fazer maior e melhor do que já sou. Me fazer encarar meus erros, sem me dar o direito de julgar o dos outros.
Sou grata pelas grandes riquezas, a tua grandiosa presença, que os recursos terrenos não podem comprar!
Sou jardim fechado, Sou do meu amado, e Ele me vê, sente o meu aroma, e me faz produzir frutos, o meu pomar está cheio, porque tenho o teu cheiro .
Não me declara pelo aquilo que sou hoje, porque o meu dia de amanhã, está na mão de Deus. Se convertam e vai cuidar da sua alma.
Senhor, reconheço que sou falho e indigno da Tua misericórdia, mas sei que Tu sondas os corações e consideras a sinceridade daquele que Te busca (Salmos 51:17).
Tenho inclinação para me destruir, sou o martelo e o muro que trinca. Cada falha vira sentença, cada pensamento uma marreta contra mim mesmo. Temo a força das minhas próprias mãos, que insistem em demolir o pouco que ainda permanece de pé.
Sou uma pessoa feliz, presa num inverno que insiste em ficar. Carrego o sol na memória, o riso nos ossos, o amor em cicatrizes abertas. Mas, por agora, é a tristeza quem ocupa o palco, enquanto minha alegria espera, quieta, nos bastidores.
Na madrugada silenciosa, sou único habitante do meu universo interior. O quarto se expande em paisagens oníricas que existem só em mim, cores e estrelas que brilham enquanto sonho acordado, mas desaparecem ao nascer do dia.
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
Preso a esta cadeira, sou tronco retorcido pela dor, mas ainda assim, tento me erguer, mesmo que o vento forte, vindo do leste, queira me dobrar como galho em dia de tempestade.
Sou como um relógio quebrado… Já não marco as horas, não desperto, não sirvo de guia. Apenas ocupo espaço, imóvel e silencioso… E quando alguém me olha, tudo o que vê é o instante exato em que entrei em colapso… Como se minha existência inteira fosse resumida ao segundo em que parei de funcionar.
Sou como um barco furado… E meus pensamentos, como as águas do mar, vão, lenta e silenciosamente, invadindo meu interior. Não há resistência, não há conserto… Apenas a certeza inevitável de que, pouco a pouco, eu vou afundando.
A dor não define quem sou, mas revela quem escolho me tornar, quem sabe uma alma que renasce das próprias cinzas, tecendo, com mãos feridas, já rasgadas pela vida, sua nova tentativa por uma redenção.
Entre a queda e o voo, habito o intervalo das coisas esquecidas, sou pássaro de asas frágeis, que escuta o chamado do céu, mas repousa entre galhos secos, esperando que o vento, um dia, lhe ensine a direção.
