Poesia eu sou Asim sim Serei
HIP–HOP
Favela Lugar de gente sofrida.
Dizem que só tem bandido.
O coração fica ferido.
E daí a vida é airada,
Na favela tem gente que trabalha,
E daí tem a vida que é foda
Tem o pessoal do Hip Hop.
O som que fala.
Não é nenhum som pop.
Este é o som que fala.
Fala dos problemas,
Quer apontar a solução.
Que todos querem é educação.
Esporte e lazer ter prazer.
Pra poder viver.
É do gueto, que é deste jeito.
É de sangue na veia.
É do pensamento.
Ë do elemento e tem o conhecimento.
Grafite, Dj e Mc’s nós somos assim.
O som que veio da comunidade,
Como uma pequena ilha,
O som que tem a sua Gíria.
Bate-cabeça é nosso estilo.
E o gênero é Rap positivo.
B.boy chapo a coco com rap no pé.
Mostrar para os Gambé que temos fé.
Não tem problema.
O Rap é arte e poema.
Fica a Pampa que ninguém estranha.
É isso ai embaçado.
E fim de papo.
A LEI
Os gatos no telhado
Os homens com os ratos
Sentados na sala.
Armando as malas.
Nos degraus, desesperados.
Com os miados.
AMÉM
Vivendo como um santo
Dormindo como anjo.
Ninguém descobre o manto.
Cada um fica no seu canto.
E fim de papo.
Meu aliado.
Tudo explicado.
40 ANOS.
Porque muito se diz:
“A vida começa após os quarentas”.
E na periferia é assim, a periferia é assim.
Periferia, tiros.
Pá, pá, pá...
Sangue no jornal.
Abandono total.
Quarenta anos de periferia
Não era o que queria.
O que eu queria mesmo.
Era me mandar...
CÁRCERE
Agora
Depois do... depois de...
O homem volta a ser.
Um ser sagrado
Tudo será perdoado.
Não foi nenhuma
Passagem fenomenal.
Não era nem carnaval.
Apenas natal.
Do indulto ficamos mudos.
Saímos pro mundo.
Pensamos, mas não voltamos.
A dor da gente.
É a dor que sente
A minha mãe.
A minha mina.
Pobre mãe.
Pobre meu pai.
Descanse em paz.
Minha mãe, também foi uma menina.
Por favor, entendam.
Meus amigos parentes e vizinhos.
A minha expressão.
Não está na proporção.
Do meu coração.
HuMAUnidade
Gente que só pensa em si.
Maltrata a alma.
O corpo ele acaba.
O lugar é meu.
Conquiste o teu.
Vive na superioridade.
Nada de oportunidade.
Coisas do Oriente.
E era uma borboleta, que voou, voou...
Sobre os quatro cantos do planeta.
Encontrou com muitos senhores e, senhoras.
Percorreu toda uma história, de sabedoria.
Quando um sábio chinês.
Perguntou-lhe:
Posso ser você?
Sonhando que era uma borboleta, pousou!
Em um velho poço.
De onde bebeu d´água purificada.
Tornando-se moço.
Ensinou para seu povo.
Se não tens nada para me trazer!
Leva-te o que tens aqui!
Minha mente frutífera, se compara a uma grande e frondosa arvore. Em cada galho, em cada folha há mil historias.
Porem quando tento escrevê-las, tenho um repentino bloqueio, as ideias fogem se escondem pareço não ser capaz de escrever nem um simples haicai. Talvez tentar registrar minhas ideias seja como por um herbicida. Mas, sei que minha imaginação é imarcescível que não murcha e continua imperecível, bem guardada.
"Rosa Negra, seus mistérios e segredos, tão doce quanto rara, joia rara brilhante na noite escura.
Doce mistério no cheiro doce de flor..."
Pedro🌻✍️
O VERSO FERIDO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A faca do verso feriu-me
Machucou minha emoção e meu falar
Recorda o primeiro poema
Que saiu entre os dedos
A poesia não marcou hora em mim...
Um mergulho nas
emoções do autor.
Um giro pelos contornos
de sua alma que pede
para ser lida.Fragmentos,
esboços de sua vida.
Assim é a poesia!
Alma e pele...
Um gozo que começa
na mente e faz vibrar
o coração e sem pressa
vai escrevendo a emoção.
O Vôo da Borboleta
Em um mundo vasto e colorido,
Onde a diversidade se faz presente,
Uma borboleta surge, destemida,
Representando a comunidade LGBTQ, florescente.
Suas asas esplêndidas, radiantes,
Um arco-íris vibrante a se adornar,
Em cada cor, cada tom brilhante,
A individualidade se revela sem hesitar.
Essa borboleta voa livremente,
Espalhando aceitação e amor,
Desafiando preconceitos, resplandecente,
Mostrando ao mundo seu valor.
Em seu voo gracioso, quebrando padrões,
Conquista espaços, transforma corações,
Despertando consciências, desatando nós,
É símbolo de liberdade, de novas visões.
Essa borboleta leve, delicada,
Enfrenta ventos hostis, sem medo,
Reflete a força da luta, da jornada,
Superando adversidades em seu enredo.
Ela dança no céu, em harmonia,
Emana coragem, inspiração,
Celebra a diversidade, dia após dia,
Destacando a importância da inclusão.
Que essa borboleta encante, ensine,
E leve sua mensagem mundo afora,
Quebrando barreiras, fazendo brilhar
A diversidade que enriquece a nossa flora.
Então, voe, borboleta, voe sem temor,
Ilumine caminhos, encante olhares,
Seja o símbolo de amor e de valor,
Orgulho LGBTQ, a linda flor que desabrocha sem cessar.
Metamorfose
No casulo, a lagarta sonha,
Com asas que ainda não tem.
A espera é longa, mas vale,
Pois a mudança vem.
De rastejar pelo chão,
A voar pelo céu azul,
A vida se transforma,
Num ciclo belo e sutil.
MATANÇA
Palavras
morrem dia a dia
dentro dos dicionários,
mausoléus cerrados.
Desvanecem pela ausência
de bocas que as falem,
de mãos que as escrevam,
de olhos que as resgatem.
Em ordem alfabética,
fenecem empilhadas,
mudas, esquecidas
da música que continham,
das fragrâncias que insinuavam...
Palavras mortas
são fantasmas vingativos:
deixam-nos como herança
apenas ruído.
Melodia Inexprimível
Quando o amor se revela,
Silente, busca um olhar,
Parece dançar com ela,
Mas, nas palavras, hesitar.
Quem ousa exprimir o que sente,
Encontra o peito a pulsar,
Fala, e, por vezes, mente,
Em silêncio, pode sufocar.
Ah, se ela visse em mim,
Seu olhar me alcançar,
Soubesse que a amo assim,
Sem um som, me revelar!
Mas quem sente, cala,
Procura em vão a voz,
Fica só, com a alma opaca,
À mercê do tempo atroz.
Se pudesse enfim contar-lhe,
O que por temor não ousou falar,
Já não precisaria buscar-lhe,
Pois, em poesia, estou a lhe falar.
Detalhes do Amor
Não adianta tentar esquecer de nós,
Em cada jornada, estarei presente,
Detalhes de nossa história tão intensos,
Inapagáveis na mente que sente.
Pequenas pérolas, memórias preciosas,
Grandiosas demais para serem ignoradas,
A cada momento, sutil e harmoniosa,
Permanecerão vivas, não serão apagadas.
Se outro alguém cruzar teu caminho,
Com longos cabelos e sorriso assim,
A culpa é tua por relembrar de mim,
Que um dia existiu, mas chegou ao fim.
O som do vento que sopra no jardim,
A calça desbotada que tanto me dizia,
Imediatamente, no coração, um clarim,
Trazendo à tona o que foi nossa poesia.
Se alguém, no teu ouvido, sussurrar,
Palavras de amor, tentando se aproximar,
Duvide se é possível tanto amar,
Como o amor que um dia soube entregar.
À noite, no silêncio que te envolve,
Buscando meu retrato no espaço vazio,
No entanto, meu sorriso que não se dissolve,
Te visita nas sombras, como um raio de estio.
Se alguém tocar teu corpo como fiz,
Sem querer, evite chamar meu nome,
Não permitas que uma lembrança te repita,
Para alguém que não pode te dar o mesmo.
Eu sei que o tempo transforma e desfaz,
Apagando detalhes da história vivida,
Mas em cada esquina, em cada paz,
Te lembrarás de mim, seja como for devida.
Não adianta nem tentar me esquecer,
Pois em cada batida, em cada melodia,
Estará presente em ti, a cada amanhecer,
Esse amor que um dia nos deu tanta alegria.
Eterno Vínculo
Nas noites serenas, ao luar brilhante,
Ecos duma história que o tempo não rompeu,
Dois corações unidos pelo amor constante,
Na dança das estrelas, seu destino nasceu.
Jovens sonhadores, juntos caminharam,
Viagens, festas, alegrias partilharam,
Mãos dadas, enfrentaram, e juntos lutaram,
O amor entre eles, um laço eterno, selaram.
Mas um dia, a vida trouxe provações,
E no vendaval das tempestades, se separaram,
Porém, mesmo distantes, nos corações,
A saudade ecoava, e um ao outro aclamaram.
Em caminhos distintos, buscaram sentido,
O vazio do peito, a saudade insistia,
Até que o destino, com mãos decididas,
Os uniu novamente, no mesmo percurso tecido.
No reencontro, brilharam como estrelas no céu,
A sinfonia do universo os uniu mais uma vez,
Em lágrimas e sorrisos, juraram um novo véu,
E o passado se tornou uma doce embriaguez.
Agora, lado a lado, na jornada da vida,
Caminham juntos, renovados, na mesma estrada,
E que a poesia do amor, fiel e destemida,
Seja a luz que os guia, a cada nova alvorada.
Que a Sinfonia de Estrelas que os cercou,
Permaneça a embalar seus corações,
E que o laço que entre eles se formou,
Seja o alicerce sólido das suas emoções.
Que o amor que os uniu no reencontro vibrante,
Seja eterno e forte, qual laço puro e constante.
Assim, nesta ode à união que o destino traçou,
Celebro a história de amor que despertou,
Ao casal que o tempo não separou,
Estrelas reencontradas, na poesia do viver, se eternizou.
Aquarela do Amor
Nas trilhas do destino, o encontro se fez,
Dois seres em sintonia, laços tecidos de vez.
Era um conto a desvendar,
O casal se entrelaçava, no amor a navegar.
Ela, brisa suave que acalma o mar,
Ele, sol radiante, a vida a iluminar.
Juntos, como folhas dançando ao vento,
Pintavam quadros vivos, num eterno movimento.
Seus olhares, estrelas cintilantes no céu,
A sinfonia do amor, doce e singela como um véu.
No compasso dos dias, a trama se urdia,
Cada página escrita, uma nova poesia.
Em cada gesto, um buquê de emoção,
Nas entrelinhas, escondiam-se afeição.
Cada beijo, uma chama a incendiar,
E a cada abraço, o mundo a desacelerar.
Sob o sol a sorrir, em dias claros a se ver,
Nas noites escuras, juntos a sobreviver.
Mas em todas as estações, lado a lado a caminhar,
Sob o véu do destino, o amor a florescer.
A jornada eterna, como uma constelação,
Que guia os apaixonados, em doce fascinação.
Um enredo que encanta, como um cântico sereno,
Que ressoa nos corações, em um amor pleno.
Pedras da Labuta
No palco da vida, os contrastes se entrelaçam,
Onde uns têm praias e outros, a labuta sem parar.
Choro e fome afligem os humildes,
Enquanto fama joga prata ao vento no ar.
Tempo impiedoso no ambiente ruge,
Escurecendo lembranças na memória,
O calor arde, o dragão voraz.
Partimos repentinamente,
Sem delongas, seguimos em frente,
O passado não mais nos satisfaz.
Ser feliz é sonho a alcançar,
Sorrir e cantar é a essência a buscar,
Mil invenções borbulham em nossa mente,
Mas é quando a poesia se arrebenta,
Que as pedras, enfim, revelam seu canto apaixonado.
Neste mundo diverso, desigual,
Paisagem que oscila entre luz e sombra,
A música dos destinos ecoa, sem igual.
Quem é próspero vive à beira-mar,
Mas quem labuta sem ter lar.
Quem não chora, passa fome a penar,
Mas quem tem fama, joga prata no ar.
O tempo, implacável, impõe suas marcas,
Nos desafios, construímos nossa história,
Caminhamos sem parar, em busca do lugar
Onde a felicidade vem nos abraçar.
Com sorrisos e canções a acompanhar,
Criamos o verso, a prosa, a melodia no ar,
E quando a poesia ressoa e se liberta,
São as pedras que cantam, enfim, com alma inquieta.
