Poesia eu sou Asim sim Serei
CENÁRIO DA VIDA
Cenário da vida! Cenário dos sonhos!
Não se pode viver em um só mundo
Necessária coragem para sobreviver à realidade
Como impedir a fuga momentânea para o mundo dos deuses
Onde a magia do universo é extraída das explosões dos
sentimentos.
O vício é contra gotas
De um elixir de veneno
Igual um café pequeno
Tomado em colher de chá
É corda de se enforcar
Com laço de marinheiro
O vício faz Prisioneiro
Sem paredes para confinar.
Razão
Penso sempre todo dia
a que mal alguém foi acometido
para que, de tal ato, desencadeasse algum aviso.
Aviso de dor e angustia que tenho sentido.
Ao me deitar, repenso tudo sob um prisma
de tudo que me aflige de um passado
não tão distante.
E, de repente, sou laçado
em uma corda asquerosa de misantropia.
Sinto uma necessidade maior da solidão,
mesmo sabendo que isso não é a solução.
Remoo minhas feridas e meu desespero,
mesmo sabendo que será minha última injeção.
E, no dia seguinte, percebo que tudo foi um exagero.
Reflito muito sobre o tempo, em especial o passado
Busco encontrar respostas para minhas questões,
mas elas sempre estiveram de onde saíram
E hoje eu vejo, se eu as tivesse encontrado
a tempo,
meus monstros nem teriam se formado.
Nem tudo tem razão
Seja atento ao tempo para que não perca o presente,
procurando a lógica em fatos sem explicação.
Morte de poeta é um DÓ
Uma poetisa na vida é RÉ
Seres que habitam em MI
Infortúnio de um FÁ
Como fá de um outro SOL
Amando assim eu LÁ
Levito em SI
POEMA
O que é que é poema?
Será samba sem tambor?
Ou um rock sem guitarra?
Será prece sem louvor?
Ou é canto sem coral?
É cura pra todo o mal,
um remédio para a dor.
O PINGUIM
O pinguim quando ele anda
Vai bailando engraçado
O passinho bem curtinho
Parece sapateado
Vai ver é pra esquentar
Pois se fica a hibernar
Ele morre congelado
Soneto de Quando Morri
As quatro paredes deste quarto triste
Me sufoca de pavor e pena
Ao reviver a imortal e triste cena
Do morrer de alguém que ainda existe.
Eu, fora de mim, sou quem assiste
O pouco de vida que me envenena
Angústia e carga numa vida pequena
Beber o veneno e de viver desiste.
Vejo-lhe os olhos calar o peito
Urros e gemidos finda o efeito
E a dor é arrancada do íntimo fundo.
Trancou o livro da pouca sorte
Se despede da vida e abraça a morte
Encontrando a paz no desejo profundo
Metades - texto 3
E assim acordei tão sozinho
Feito bêbado caído na sarjeta
Uma réstia entrando na gaveta
Pássaro aluindo o seu ninho
Um pacote deixado no caminho
Encharcado de sereno e madrugada
Um capim nascido na estrada
Onde vida jamais passou por ela
O solo da cuíca na Portela
Uma porta trancando a entrada
O muro, cegueira arbitrada
Um olhar solitário na janela.
De bilhões de anos atrás
uma brincadeira do destino
somos feitos da mesma estrela
oque formou o nosso vínculo
a conexão dos nossos átomos
nos atrai com um fascinio
quando olho nos seus olhos
vejo o brilho da nebulosa
vermelha da cor da paixão
e negra da cor delírio
um buraco negro no meu peito
com um turbilhões de emoções
transbordando de amor
o pensamento é só você
com seu jeito hipnotico
viciei-me em ti
e agora digo com clareza
um amor puro que não tem mais fim
Perdão por te amar perdidamente
pois o amor também dói
mas quem ama nunca sente
a pressão que nos corrói*
Perdão por te amar tão loucamente
somos feitos um pro outro
a sintonia nos acalma
mas nosso amor queima como a brasa do mais forte fogo
Seu olhar me traz o sereno
o teu corpo a sensação
seu sorriso me traz a paz
suficiente é,e preenche meu coração
e tu agora, o que farás?
quando o tom luar deste brilho
já não reluz mais seus cílios
já não sei como ficarás,
quiça, chorarás
então que tu olhes para si
busco a logicidade no buraco mais profundo
eu juro, no mais profundo, obscuro e abstruso
pôs-me tu em eterno frenesi
eterno conflito, efêmero amor
desapareceram já as infinitas cicatrizes
que a todo momento agonizavam com a dor
que já não sei quando criaram-se as raízes
profundas
diga-me as palavras que desejas
que sejam agradáveis, já não flamejas
mas mesmo que desagradáveis, despejas
uma última vez de ouvi-la será
para todos, um dia a mais se passa
por mim, um dia a menos que caça
em um breve futuro, minha alma escassa
quando é que tu virá, ó donzela vestindo preto?
E lá nas profundezas de cada vazio
uma nova grande luz então se acende
Pensamentos gelados, a mente com frio
Abre-se o ser ao seu novo consciente
Onde o lado direito seria mais feliz
e o lado esquerdo tornaria-se então eloquente
Perdoa-se para todos, porém,
de seus neurônios tão hostis
O medo de calafrios é grande
Que até a mais linda flor-de-lis
Percebe que se arrepende
Quando aquilo que nunca diz
É o que mais torna-lhe infeliz
E a Tu que ficou morrendo pelas almas
que nunca iriam se acalmar:
-Uma de nós, inquieta, te salvas
daquela chama que não iria se apagar
daquela vez que Tu irá se lembrar
que quem você acha que ama
não iria mais amar
No mais frio espaço existente
uma alcateia tenta correr
liderados por todos os lobos
Fazem o Ser então sobreviver:
- Aquele que mais a frente está
Traça um caminho abstrato
Em que o Ser pra algum lugar irá
Traça as lembraças de um retrato
Que o Ser para sempre lembrará
Quando naquele dia estavam os dois
Os dois sob a luz de um nublado luar
Achando que para sempre iria durar
O amor que ninguém jamais quis amar.
- Já o que estava mais pra trás
uma infeliz notícia tinha pra dizer
Que o caminho à frente se ofuscará
A alcateia vai dar a meia-volta, volver
Ou o Ser então, gravemente se machucará
Com a imagem daquela pessoa, aquela mesma
que com ele estava ao luar
Que encontrou um novo amor,
que encontrou alguém para amar.
- Dois lobos irmãos são os que tomam o meio
Sentem o Ser tocar, sentem o Ser morrer
Sentem o que é o amar
que o Ser nunca conseguiu ter
Porém, no vazio do frio ninguém brinca
Abaixo do zero, uma estaca em seu peito finca
Os irmãos sentem a dor
Os irmãos sentem o pavor
E eles também sentem a angústia
Quando a morte exala o seu odor
- E por fim, existem aqueles
aqueles que que beiram as laterais
Cada som do bárbaro frio que chega neles
Para o Ser, tornam-se fatais
A lástima de cada um de seus pais
Tempos que já não são normais
As luzes que já não brilham mais
Relações que já ficaram banais
Nenhuma delas essenciais
Para o Ser, tornaram-se fatais.
A alcateia então percorre
sua jornada centenária
Assim então o Ser morre
Essa jornada foi um porre
E os lobos são de uma mente imaginária
Pobre homem novo
em seu deserto pessoal
Oasis pegando fogo
Fogo que queima o espiritual
Droga de miragem Infernal
O ideal que é imaterial
Torna-se utópico, no final
Um Demônio de areia
Sua mente incendeia
Em um trauma eternal
Areia movediça
Buraco negro mental
A mente não dá justiça
Para um pobre ser mortal
A mente é submissa
E o pobre homem já não é excepcional
Ardentes sons chuvosos são os que rasgam meus tímpanos
o que falar para uma pessoa que vive em ímpares?
Já não vivo mais sobre a harmonia dos outros humanos
Melodia da vida tocando em tons menores
Belas vidas acompanhando seus compassos
Claves de Sol iluminando suas vidas
Enquanto eu, tropeço a cada passo
Nem Clave de Fá é a base para a minha
Orquestra vazia tocando em uma artéria
no lado mais escuro da inexistente matéira
a passagem era bela, agora só é velha
assim como uma paixão, só é deletéria
quasi niente - Chego ao fim do espetáculo
Só restam os batimentos, Acapella do Oráculo
O tempo acabando: o violão parou
a tuba parou
o cello parou
a Bossa Nova acabou
Não restam batimentos, nem Acapella do Oráculo
Universo paralelo
Transcendendo a teoria das cordas
o que segura o universo
É na verdade um mar de rosas
Rosas murchas, espinhosas
Infelizmente frias, e também dolorosas
O princípio da incerteza
Dita-me com clareza
A exímia beleza
do não saber onde estou
com a velocidade em que estou
com o amor que Tu manifestou
Gato de Schrördinger
Revirando-se na caixa
Ele não sabe o que vê
Ele não sabe o que acha
Se o Universo irá morrer
Ou ainda há de viver
Viver como um ser
sem outro que se encaixa
sentimento gasto
sentimento raso
escolhas que já fiz
escolhas que agora faço
o destino em um traço
um futuro tão escasso
caminhos que já andei
caminhos que agora eu passo
o coração mental
sem seu marcapasso
agora que torto o compasso
o céu em mormaço
nublando nosso abraço
"não desistirei mais"
sentimentos de aço
segure em meu braço
coração caiu no abismo
coração em pedaços
sentimentos em estilhaço
escolhas que nunca mais farei
que hoje ainda faço
o que odeio é a paz
a paz, não a guerra
a paz é uma maldição
uma maldita que enterra
meus sonhos, emoção
a finita emoção
efêmera emoção
zero emoção
interior em paz
um grito lá atrás
ele não aguenta mais
ele não quer sofrer mais
ele não quer não amar mais
mas o grito ja traz
consigo a emoção
infinita emoção
eterna emoção
eterno looping
mas que maldição
E Hoje
Desde a primeira vez que lhe vi
Me apaixonei
Pelo seu olhar encantador
Seu sorriso maroto
Seus cabelos cacheados
Sua voz grave
E seu cheiro tão deliciosamente particular
Depois fui lhe conhecendo melhor
E o amei
Pelo seu jeito de ser
Uma mistura de tímido com extrovertido
Pela sua inteligência
Pelas suas ideias progressistas
Pelo seu caráter
E hoje
Só sei que quero passar
toda a minha vida a seu lado
