Poesia eu sou Asim sim Serei
DEUS
E se te perguntarem? Quem é Deus?
Deus é aquele que liberta, aquele que vive e reina,
Deus é aquele que cura, ele é um Deus de ternura,
de amor, de paz, mas também é um Deus de guerra.
Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Deus vivo que enche o coraçao do homem com fogo.
Deus, Deus, quem é Deus?
Deus rico, soberano e ainda juiz.
É aquele que nunca deixa a igreja cair aos prantos.
Deus de aliança, Deus de esperança, Deus de adoraçao.
Uma coisa vou te contar,
pela madrugada o sol vem a raiar
e de noite é quase difícil de sonhar
Por um breve momento, complicado eu achei,
bem naquela pracinha, eu me encontrei.
Naquele banco apertado, ali eu sismei,
nao demorou tanto, logo me revelei,
cainda aos prantos, eu me machuquei.
Vivendo de coraçao partido,
bem ali naquela praça, sem nenhum cupido.
Pessoas me vaiando, logo em meus ouvidos.
Somente esperando, ou a espera de alguém, bem lá,
lá naquele trem.
Nada me convém pois tudo eu sabia,
e bem ali sentado, tudo acabaria.
Sob a neblina,
atrás da colina,
sopra o vento,
tornando-se ventania.
Logo o sol se anunciará.
Mas poderia ser chuvisco, chuva, temporal.
Pouco importa...
Tanto faz ser um dia de sol ou de chuva. Nada mudaria.
O encanto está em quem sabe aproveitar o dia.
O encanto está em quem sabe ver além da colina.
O encanto está em quem sabe viver cada dia.
Como se despertasse de um coma profundo.
Como se, de alguma maneira, perdesse a cegueira.
Como se reencontrasse a beleza escondida nas profundezas do próprio ser.
Amarga vida
Jardim sem flores.
Amarga vida
Amor sem amores.
Amarga vida
Julieta sem Romeu.
Amarga vida
Ou amargo sou EU?
ANA
Tudo tem sido difícil pra ti Ana
a existência lhe tem muito exigido
mas já via Guerreiras...nunca como tu
Voltou...em casa continua tua saga
quase 7 décadas de amizade fraterna temos
e não tememos nada...só a Ele
Queria tanto poder te abraçar
mas abraço nossa história
nossos reconssolos
nossas poesias vividas
Pai, humildemente agradeço
por tudo
mas e mais ainda por Ana
uma bússola grudada em minha Alma
piu
Você tem fome de quê?
Essa fome de viver
Um vazio existencial
Fome de algo mais
Querer mais que o substancial
Ter alcance da cultura
Ter oportunidades na vida
Para encontrar a cura
Dessa fome infinita
Dessa sede que desidrata
Que nos deixa fracos
E que nos maltrata
Enquanto uns querem apenas
Água e comida,
Outros querem dinheiro
Para comprar um livro
Tem sede de justiça
Tem fome de cultura
Desejo e necessidade
De se viver a vida!
E você tem fome de quê?
Um caminho a pensar..
“A incerteza da vida nos motiva a viver
O incômodo nos faz despertar
E ilusão é mero estado de loucura
Sonhar seria de fato sair dessa doença..”.
dormir — brasa atada a brasa
despejado em caminhão de mudança
(semente que todo presente sem fogo é)
dormir — as medidas da casa que habitamos
sem plástico-bolha
sem feltros sem gota de esperança
enquanto meus ouvidos balançam as lâminas e
meus joelhos pesam o que descabe em seu contento
(e pelo resto desse orelhão aplicado a seco)
me deixando casca
de não saber se vida é caminhão parado
se é caminhão movimento
Bloco de rima
altruísmo desastroso erva luz
par do meu florescer interminável
enxerto na bolsa do teu alicerce
segura pelo meu desastre
neste jogo de semente em algodão
demora na construção da pá
empresa escalando rendições em teu poço
em teu mito do desinteresse
auxiliado pela repetição (elo-azar)
essa mancha patinada — geração
quilha substituindo o céu
nó da surdez e os crimes da natureza
enquanto escapa de mim em fundura
rumo ao que se emenda com desistência
com o uso excessivo de lembranças
adesivo da chegada ao outro
esse arpão que BUM e descasca o excitamento
de centro do mundo e menos a enraizar
sumindo dentro dos crimes da natureza
esse tiro guardado dentro da flor
mudez que empresta aos teus olhos o voar
no rosto imerso no espelho
a confirmação de que o meu superpoder
é colocar carroças na frente dos bois
tablado batendo o susto
no compro ouro corriqueiro
onde o ferro volta à carne
e no reflexo do caixa o olhar de máquina
jornada duma luz que não aceitei –
metragem cansaço inesperado
(razão preenchimento do odiar)
e uma voz na cópia me dizendo
nunca foste tu o salvador
desfazendo o refrão dos que lutam
e são imprescindíveis
as lágrimas da passeata
e invadido pela esperança que alastrei
sem encontrar a guerra santa
que havia dentro do poema e da canção
removo as verdades estampadas
nas camisetas
alinhavo o que se rasgou no heroísmo
admito que o tempo é maior (e dá repuxo)
que são intermináveis os sonhos
apesar da evasão que nasce deles
já atingido pela chance do amor
(jarro terrível)
falho escudo imprescindível
então numa festa com uísque de graça
uma bonitinha de cabelo curto
chega bem perto de você
e diz que sente pena de você
diz que você está se tornando
tão patético quanto as personagens
que inventou
Do cimo da árvore
vê como te perdem a pista.
Eles nunca olham para cima:
Esquecem que a quem escapa
É como se lhe nascessem asas.
não me importo que o vestido
suba com o vento
até certo centímetro da perna
lembro-te que já disseste todos os fins
das coisas
aceito até os pardais
que chocam em contramão com
Bóreas
aceno às mulheres
nas varandas
e digo-lhes:
prendam bem a roupa no arame
ladrões há muitos
o meu vestido é uma bandeira:
agita sem rasgar
sem fronteira sem hino
recorta os flancos e funde nos joelhos
uma profunda melodia:
o mar na areia
mas não sou cacique
e o vento não me fala
não há um gesto de tréguas
e ainda tento
ainda penso agarrá-lo entre os dedos
ainda o procuro na gota de silêncio maior
vento, vem
vento, fica
mas só o meu vestido se espanta
e dança
contra a minha vontade
Estou muito feliz hoje
Com a linda conjunção
Lua e Júpiter no céu
Chamando toda atenção
E aqui todos na Terra
Os vendo com emoção
Sensações
Sempre com jeitinho carinhoso
Cada carinho, um conforto
Um sorriso deslumbrante
Sentir o coração ofegante
Diante… Olhando atencioso
Fluidos surgindo no rosto
Um pingo, vários ruídos
Chão molhado, corpo encharcado
Olhos vidrados, adiante
Cores nascendonos montes
Luz vibrando no horizonte
Vermelho branco intenso
Aurora sorrindo ao vento
Encantados lábios molhados.
A MAIS BELA FLOR
Tudo que dissestes em nome de Deus
Olho logo vejo um retrato teu
Pra que mentir?
Menti pra mim
Olhando esses quadros lembro de você
Daquele seu jeito manhoso de ser
Pra que mentir?
Menti pra mim
Você é como a mais bela flor
Cheia de espinhos que me machucou
Pra que mentir?
Menti pra mim
Procuro num belo dia encontrar
Uma flor mais linda pra me machucar
Não vou enganar
Nem mesmo a mim
Quando um erro nos tira uma paixão
É porque a consequência vem à tona
O nocaute nos faz beijar a lona
É um golpe certeiro no coração
Nós sofremos com a desilusão
Mas a culpa é o que mais nos faz sofrer
Dói o peito dá vontade de morrer
Porém somos obrigados a suportar
Se um dia meu amor me aceitar
Nenhum erro vai fazer-me lhe perder
DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA
No esporte ele trabalha
E nos dá educação
Ensina alongamento
E também musculação
Nos ajuda na corrida
Traz qualidade de vida
Faz tudo de coração
