Poesia eu sou Asim sim Serei
Eu desisto de desistir... de ser eu própria. Cada vez que até tento, são-me trocadas as voltas. Karma, destino, o que nasci para. Chamem-lhe o que quiserem mas eu desisto de desistir
Eu não entendo porque as pessoas fazem as outras chorarem se podem fazer elas rirem, é tão simples e dói bem menos.
[...] Sabe o que eu sinto? Tem duas coisas me puxando, dois tipos de vida — e eu não quero nenhum deles. Quero um terceiro, o meu. Que ninguém tá curtindo. [...] — não estou conseguindo viver como eu gostaria — e não tenho coragem de ficar sozinho e tentar, você me entende? Acho que não. Eu vou levando, tenho horas de soluções drásticas, vou levando. Mas não sei até quando. [...] E eu fico muito comigo mesmo nisso tudo — cada vez mais sufocado, mais necessitado que pinte um VERDADEIRO ENCONTRO com outra pessoa, seja em que termos for. Parece que ou eu ou os outros não somos mais tão disponíveis. Será que estou fechando, perdendo a curiosidade? Eu não sei. Vou dormir. Amanhã te escrevo mais um pouco.
Eu precisava ir dormir pois teria que acordar bem cedo, mas à noite, é como se o resultado de todas as palavras do dia se resolvessem, e o sono faz questão de mostrar, esfregar na sua cara até que você não queira mais dormir.
O sol brilha, o céu está muito azul, sopra um vento magnífico e eu anseio tanto - anseio tanto - por tudo... Tenho saudades de conversar, de liberdade, de amigos, de estar sozinha. Tenho tanta saudade... de chorar!
Eu vivia num quarto repleto de espelhos; tudo o que eu via era eu mesmo. Me apeguei ao meu espírito e quebrei meus espelhos, agora o mundo todo está aqui para me ver.
E chega a ser patético lembrar que há pouco tempo atrás eu me cansava tanto pra fazer alguém feliz, e agora eu me canso horrores pra tentar esquecer disso.
Me diz, como eu não me apaixono? Estou apaixonado por você, não sei como parar, estou louco por você, garota. Você me faz bem, você é o motivo para eu ainda estar aqui, nesse mundo cruel, que eu nunca me dou bem, com você não é diferente...
E, de repente, eu senti a leveza de me interessar por outro alguém. Sem passado pesando, sem presente passando despercebido. Fiquei feliz, não em começar uma possível nova história, nem em, quem sabe dessa vez, acertar. Não tava surtando e planejando um futuro lindo, com filhos correndo pela casa e cachorro no quintal, com o cara que eu mal conheço. Nada de planos bonitos, que sempre acabam rasgados pelo chão. Era um interesse simples, era pele, olhos nos olhos, arrepio, nada demais. O que me fazia sorrir de canto a canto era eu estar andando na direção de um outro alguém, sem me sentir acorrentada a nada e a mais ninguém. Sem nenhuma expectativa e nenhuma obrigação. Não tava ali pra adormecer minha dor por umas horas, não tava distraindo minha saudade. Tava ali e só, ficando bem, sem forçar. O ponto não era o novo cara, entende? Era meu reabrir de asas. Revoei.
“Repentinamente abri uma janela de ouro ao ser eu mesma, então dezenas de pombos alçaram vôo. Genuíno e valente é aquele que confessa sua verdade e tem força pra conviver com as conseqüências de seus atos.”
Alguns chamam de paciência, outros de inteligência emocional, eu chamo de agendamento. Tenho pavor dessas situações completamente evitáveis em que alguém tenta organizar as próprias vontades, e o pior de tudo, me obriga a fazer o mesmo. Eu não sou organizável, nem eu, nem meus sentimentos, e essas pessoas que vivem pedindo calma e esperando a próxima hora chegar deveriam entender que eu tenho necessidade de agora e não posso agendar a minha fome. Não posso escolher querer depois, nem amanhã, nem daqui cinco minutos, nem semana que vem. Seria muito bom poder dizer: "vou te amar de segunda a quinta, das 2 ás 5. Sexta, sabado e domingo eu vou te esquecer um pouquinho, mas não se preocupe, segunda eu prometo que relembro o quanto eu te quero." e apesar de saber o quão impossível é datar a felicidade, eu ás vezes tento isso. Mas não pense que faço isso por alguém que decidiu organizar o momento que deseja a minha presença, ou por que talvez eu esteja aceitando a idéia de querer alguma coisa pela metade. Não é nada disso, mas é que se o preço de ser feliz por 4 dias, seja ser menos feliz por 3, no momento me parece uma boa oferta, afinal, pior que agendar a felicidade, é não saber quando ela vai voltar.
Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural.
A experiência dos outros não me serve de guia. Apenas uma pessoa pode saber se eu procedo com honestidade, com aplicação, com franqueza e com rigor, ou se o que faço é falso, defensivo e fútil. E essa pessoa sou eu mesmo.
Hoje eu sei, mais do que nunca, que o mundo da muitas voltas e nelas muitas coisas deixam de ser o presente e se tornam o passado, assim como o futuro remoto se torna o agora. Não percebemos as mudanças na sua alvorada e sim quando nos pegamos sentindo certa nostalgia e reparamos aí que essa saudade é um mero reflexo de que aquilo em que pensávamos não é a mesmo o que pensamos hoje, aquilo que achávamos que era importante hoje não merece tanta relevância, aquilo que gostávamos eram apenas expectativas, e sim, aqueles em que pensávamos, dotávamos de importância e gostávamos hoje são lembranças. Não são tudo e todos que acabam no passado. Existem sentimentos, pessoas, lugares, coisas, que são imutáveis em apenas uma volta, precisam de aperfeiçoamento e continuação, ou, simplesmente, não mudam jamais. São estes bens que aquecem o meu coração a cada volta, a cada ciclo que encerro e começo. Hoje estou encerrando um ciclo e começando outro. Por quê? Por que estou me sentindo nostálgica, ou seja, sofri milhões de metamorfoses, naquilo que penso, naquilo gosto, naquilo que sinto. Esse novo eu deixou para trás, não porque quis e sim porque é necessário, algumas opiniões, alguns atos, algumas pessoas e abriu espaço para novas emoções e sensações. Esse novo eu ainda tem um coração aquecido com os bens imutáveis, mas precisa buscar novos horizontes, novos ideais e novos afetos.
Eu andei procurando até reencontrar esse pedaço. Esse rio que corre em 3 córregos. E permeia margens tão diferentes que acabam refletindo anseios mútuos. São os opostos que convergem nessa vida!
Eu amo a natureza. Me sinto em casa, me sinto em paz quando estou com ela, quando estou nela. Me sinto parte dela. A verdade é que todos nós, todos os seres vivos, somos parte dela.
Eu tenho um negócio: fazer redações para as pessoas. Acho que nunca pensei que precisaria de outra pessoa.
Havia coisas acerca das quais eu antes possuía um conhecimento certo, ao menos na minha opinião, e na dos outros. Pois bem, essa espécie de estudo chegou a produzir em mim uma tal cegueira que desaprendi até aquelas coisas que antes eu imaginava saber.
