Poesia eu sou Asim sim Serei
Como romântica que sou...
Apesar de não acreditar no "pra sempre",continuo acreditando no amor.
E que seja eterno enquanto dure.
Não sou mais o sol que te aquece.
Não sou mais a luz que te ilumina.
Não sou mais a sombra que te refresca.
Não sou mais a água que te sacia.
Não sou mais a lua que te encanta.
Não sou mais o dia que te espera.
Não sou mais a manha que te brinda.
Não sou mais a madrugada que te agoniza.
Não sou mais o lado vazio da cama que te implora.
Não sou mais a ducha que te molha.
Não sou mais o sabonete que te ensaboa.
Não sou mais o pente que te penteia.
Não sou mais o caminho que te companha.
Não sou mais o poeta que te escreve.
Não sou mais as rimas que te explica.
Não sou mais a surpresa de cada encontro.
Sou apenas a despedida de tantos momentos bons.
Sou apenas o que sobrou de mim em você.
Sou apenas aquele abraço, que te faltou um dia.
Sou apenas, e nada mais...(Patife)
Não gosto de me sentir propriedade de ninguém, sou livre para ir e vir, mas sempre com a mesma ternura. Mas nesse meu ir e vir, pode ser que não a reencontre, esse é o preço que tenho a pagar...
(Saul Belezza - Mario Valen - Patife)
Sou daqui mesmo, terra boa e santa.
Onde tantas e tantos já descansam.
Lugar bom de se viver, de famílias puras.
dentre elas, a minha e a tua.
Não seria justo, falar da minha, esquecendo a tua.
Terra dos Freitas, Pereiras, Martins, Faria,Cabral e Venceslau.
Sem esquecer os Procopios e dos Buenos, Avelinos
Nesse mundo raro, não posso me esquecer dos Barros.
Vejo as pessoas felizes, mas não esqueço os Rodrigues.
As vezes fico tenso, mas aí me lembro dos Lourenços.
As vezes até esqueço de nomes, mas jamais dos Gomes.
Escrevo coisas sem eira e beira, sem esquecer dos Vieiras.
Sem presunção, mas não posso esquecer os Assunção.
Mas respeitos a todas, com maior admiração...(Patife)
Sou simples, sem frescuras, e dou toda liberdade da companheira extravasar sexualmente. Comigo é claro...
(Patife)
*Sou um jovem do passado que vive o presente, com a certeza que no futuro o passado vai estar presente.*
(Saul Beleza)
PRAGAS E MAUS OLHADOS
Rude destino
Este que só me deixou
Desde menino
Ser o que sou
Sem ser o que queria:
Ator de ganha pão,
Cantor,
Escritor,
Poeta maldito,
Sonhador proscrito,
Padre,
Frade,
Na madre
Mãe do meu grito.
Maldito destino,
Espírito atroz,
Sem letra nem hino,
Demoníaco,
Algoz,
Cardíaco!
Maldita praga
Aziaga,
Me rogaram!
Aterrador olhar me deitaram
Logo à nascença,
Ou talvez até quando espreitaram
A barriga de minha mãe,
Quando como uma prensa
Começou a inchar
A crescer,
A medrar...
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 28-07-2022)
RESISTÊNCIAS sei lá quantas já escrevi
Resisto,
Porque quero
E não por acaso mero,
Porque sou tão teimoso
Que até as pedras da rua
Quando me sentem mancando
Pelas dores negras e cruas
Que me vão martirizando,
E mostrando que nada valho,
Dizem em jeito jocoso:
- Que resistente bandalho!
Resisti,
A promessas de riquezas vãs,
Prometidas por gentalhas
Canalhas, com olhos de rãs;
Seres avaros, repugnantes
Com cartões de governantes,
Sei lá por graça de quem
Foi o santo que os pôs na cripta
De donos de tantas parvónias
Que mencioná-las irrita
E revolta até também
Algumas orquestras sinfónicas.
Continuo a resistir,
Ao meu relógio sem horas
Porque só me traz a desoras,
Sem saber que mal lhe fiz,
As notícias mais pandoras
Deste meu ledo País.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 17-11-2024)
COM VOCÊ
Com você sou criativa
Tenho asas, não tenho limites.
Com você não tenho medo, nem pudores
Tenho planos, ouso sonhar.
Com você faço e aconteço
Corro riscos, quebro regras, me reinvento.
Com você voltei a sorrir
Passei a valorizar os minutos do dia.
Com você preciso ir além
Quero sempre mais e nenhum porém.
Com você voltei a acreditar na felicidade
E a agradecer pelo milagre do amor!
Não que seja poeta.
Não sou!
Nem escritor, artista
ou compositor, mas
De repente me vejo triste
E a tristura quero que esvaia
pelos meus dedos aflitos
Quero que após a escrita
o vazio que fica,não dure
Repentino se farte
De uma alegria perene
rara, desconhecida...
E um arremedo se faça
De um poeta que passa
Que derrama na tinta
no papel e na graça
Um pouco da alma
Que do artista já indo
Vai sorrindo...
E não sendo!
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No meio desta multidão, sou apenas um estrangeiro
Que busca compreensão, para seguir em meu caminho.
Madrugada.
Solidão e solitude.
Sou amante, praticante
da solitude.
Principalmente nas madrugadas.
Madrugadas libertam o pensar.
Por vezes o pensar dói, ao contrário
do imaginar.
Não sou uma pessoa boa. Tenho defeitos. Tenho manias. Tenho tiques.
Não sou perfeito. Te incomoda. Foda-se!
"Ação e Reação"
Não me julgue mal, mas sou adepto da Terceira Lei de Newton. Aprendi com as pessoas a valorizar as que honram aquilo que diz,
pois não me interessa o que de mim falam, me interessa o porquê de mim a ti falam e o que farei a respeito disso.
Rótulos Superficiais
Dizem por aí que sou arrogante, desinteressado, descompromissado. Na verdade, até me importo com algumas pessoas, mas a maior questão é, que, eu não tenho tempo para coisas triviais, sentimentos supérfluos... Gosto daquilo que verdadeiramente incendeia a alma, toca o espírito, que nos molda, que ressoa por dentro, que genuinamente nos conecta, entende? Gosto daquilo que é substancialmente verdadeiro.
Canção do Bardo - O Paladino e o Reino do Norte I-XIV
Sou um cavaleiro negro andante
Por trevas, vales e tormenta forte.
Um Paladino, buscando adiante,
O Reino florido, o vale do norte.
Jazo exausto e oscilante,
Deito-me aos braços desta sorte.
Rompo o encanto — paladino errante,
Sob névoa, tenho visto a morte.
Eis-me aqui, presente,
Sob dia e noite, viajante.
Sigo firme e persistente,
Até alçar meu fado distante.
NOVOS TEMPOS
Vivemos Democracia,
Respeitem minha opinião!
Sou contra ignorância
Greve e Revolução.
A hora de protestar
É sempre na eleição,
Fazendo a nossa parte
Não votando em ladrão.
Pátria amada querida
Ecoa em nossa memória,
Quem clama por ditadura
Nunca estudou a História.
Mas como diz o poeta:
O tempo é sempre Senhor.
Que vá embora as mazelas
E o Brasil mostre o seu valor,
E que venham novos tempos
E uma nação superior.
Poema: a culpa de um prédio
Sejam todos bem-vindos ao poema: a culpa de um prédio.
Sou um prédio cinco estrelas.
Perdão um hotel cinco estrelas.
Todos usufruem, desfrutam da minha beleza.
Não há quem resista aos meus confortos.
Aqui já desfrutaram as mais belas celebridades.
Sou o melhor, o mais sofisticado prédio que já existiu.
Mas o que ninguém sabe é que, culpo-me todos os dias.
Tudo que se pode imaginar nos solos hoje em dia é somente concreto.
A floresta não existe mais,
As pessoas também.
Todos que me admiravam não estão mais aqui.
Estão desprovidos de vida.
Eu continuo belo, com um pouco de poeira.
Mas do que adianta ser o mais belo para si mesmo?
Sem poder compartilhar o melhor de si?
Pena que não pude falar,
Pois fui destruído por máquinas enormes.
Ainda tenho medo de elas um dia me derrubar.
Queria saber de onde elas vieram.
Mas só vim acordar quando já era um prédio.
Sinto falta dos seres humanos,
Pois tenho a certeza que eles não iriam permitir
As máquinas fazerem o que fizeram conosco:
Toda uma floresta tornou-se concretos.
Caso existir alguém vivo ai
Venha-me visitar, pois estou muito solitário.
Voltem sempre.
Sou mero fruto do presente...
Estacionado num beco...
A beira do deslumbre...
Abracei sobretudo meu apogeu,
Sonso... seja atrevido... nas pois o tempo se declarou inocente, mas, ninguém pode ser culpado até seja declarado culpado.
Ausência de detalhes te torna um filho do silêncio.
Sendo ateu desdém do clamor dos deuses.
Calo me na sinopse pois o verbal seja atendido pelo cliente apenas murmúrios sem fundamento nenhum.
Alegações dito isso sois o absurdo diante o imenso vazios de suas almas.
