Poesia eu sou Asim sim Serei
O TECO-TECO
Cuidado com teco-teco
ele dispara e eu não breco
decida abaixo esta perto
para, pare! Vou dar um treco.
Olhe a lagoa, veja o marreco
bregueço, breco ou não breco
desenvolvido pelo progresso
hoje outro voar eu ate peço.
Não eu não quero passar perto
desse troço treco de teco-teco
ultima, estava com meu caneco
passando baixinho muito perto
matou assim o meu marreco.
Eu quero mesmo é um burrinho
para sair logo cedo bem cedinho
ainda assim sem vê no escurinho
descer muito bem devagarzinho
aquele estreito caminhinho.
Antonio Montes
FAZER LÁGRIMAS
Não vou mais chorar...
Mas se por ventura
eu vier fazer lagrimas!
Farei baixinho
para que ninguém ouça
e nem venha me ver.
Não...
Eu não vou mais chorar!
Mas se eu chorar...
Tenha há certeza
que será por você.
Antonio Montes
LUGAR NEM UM
Eu sei e o será...
Juntou-se ao talvez
E saiu por ai
sabe-se lá quando!
Um papo de: Não sei oque.
Um dia... Quem sabe...
Uma hora... Não agora!
No ano que vem?
Ora, ora, quem diria!
Ah! Não há nada!
Na, dica de nada!
Será mesmo...
Não... Não sei
pode ser... Quando?
Vai chegar?!
Do jeito que a coisa esta
Nã, nã, ni... Nã não!
Antonio Montes
-NICOTINA
Desde que cê foi, eu perdi a seleção. Aceito tudo que vem, escancaro o coração. Não passou de ilusão. Alimento a fantasia. Não te esqueço noite e dia, mesmo entendendo a condição.
Esquecer-te, sempre foi preciso. Ainda mais, depois de agora. Que de fato, foi embora. Sem ao menos dar aviso. Queria que fosse comigo, te fazer a mais feliz. Perturbador é saber que por um triz, essa missão não foi a minha. E hoje, você caminha feliz com outro sorriso.
Admito! Sempre foi difícil olhar pra frente e seguir. Pior é saber que ele vai viver aquilo que eu não vivi. Vixe! Dói partir. Porém, não existem opções. O que resta? Recordações. E a saudade daquilo que não escrevemos. A esperança grita, dizendo: AINDA PODEMOS! Mas a maturidade me manda ir.
Às vezes, queria que você não tivesse existido... Mesmo sabendo que foi bom pra mim.
ROGO
Quando eu estiver acabrunhado
De não ter jeito, de dor no peito
Tudo no espírito for atormentado
E o perfeito coberto de imperfeito
Me tragas a linguagem das flores
Traze-me um sorriso de proveito
No mortiço, por favor mais cores
Na inspiração a poesia e o canto
Que muito já ensaiou os amores
Traze-me a tal ternura, que tanto
Nos faz acalanto, e nos embalou
Só não me deixes, aqui, só pranto!
E no espanto de que tudo acabou
Nem que seja de mentira, entretanto
Meu velho amor, siga, assim eu vou!
Luciano Spagnol
2016, novembro
Cerrado goiano
Mais uma noite sem escrever mais uma hora sem pensar em palavras bonitas, será que eu me cansei de frases bonitas será que está na hora de criar algo verdadeiramente profundo .
Talvez isso aconteça quando minha alma e principalmente minha mente se aquietar de todo mal que a perturba e meche com a minha estrutura física e mental l .
EU-NINHO
Como um ninho de passarinho eu me alojei em tua vida, construindo pela delicadeza dos gestos e palavras. Quantos ovos me habitarão? Um emaranhado de fios de textura gravetosa, um nicho de encantamento para os olhos. Em todas as minhas gestações de eras, meu eu- ninho que te abraça, e te permite voar. Por saber, que a liberdade do nosso amor o sustenta.
-mas Iva, cotovia não é pássaro da nossa região!
-eu sei, eu sei, mas cotovia é pássaro que canta a esperança de forma tão melodiosa, e no meu coração tem cotovia desde menina.
"Ela gosta do campo,
da cidade pequena..
quem dera se
eu fosse Vinicius tu
serias Ipanema"
"Poesias a Ela"
TE DISSE
Eu te avisei, avisei para você,
não nadar nas nuvens!
Pois as nuvens...
São apenas partículas
o como tal, não dá para nadar.
Pois bem... As nuvens se
transformou em chuvas
despencou, e formou um alto mar.
Agora... Peixe você não é;
para ficar a nadar por ai
pra lá e pra cá.
Veja?! O mar com suas ondas,
se transformou em espuma
e as espumas, um dia nas areias
irão se acabar.
Antonio Montes
ARQUEAMENTO
Sem tempo...
Eu passei pelo tempo
e vi o tempo, voando lento
com seus ventos em desalentos
sonhos no contra tempo
me deixando sem tempo
todo tenso... Propenso
toda vida no penso
viver penso,
tempo... Um alvo,
um dardo...
Mirado ao vento.
Antonio Montes
TOMBO DE LÁGRIMAS
Traga-me...
A sua taça de carinho
e eu... Embebedar-me-ei
pelo seu amor
Assim, ébrio...
Tombarei pela sua paixão
E a cada tombo...
Lágrimas derramarei
desse meu apaixonado
coração.
Antonio Montes
AZOS
Com o passar dos anos
os anos passam elevando a idade
e eu emperro meus passos
correndo atrás da vaidade...
Aonde sonhos tornam-se pesadelos
e fim de sonho,
... São dores de esqueleto.
Com o passar dos anos...
O alvorecer dos dias trazem duvidas
e as águas límpidas das lagrimas
escorridas da vida...
São sucumbidas pelo ralo da pia.
Não tenho laço...
Ninguém tem laços,
que pudesse laçar o tempo...
Para que tanta idade...
sem que possa arfar saudável
se não pode pular e correr.
Se eu pudesse, laçaria os ventos
amarraria os tempos
só para ver os sentimentos realizados,
mas como pode essa idade
esse tempo sem pernas
correr assim ... Sim, sim!
Correr, viver correndo
fazer que me leva,
mas que na verdade... Esquece de mim.
Antonio Montes
TRAÇADO
Para todos os cantos
parecendo encanto,
... Eu tenho um plano.
Mas em todos os anos
solavancos e trancos
todavia, desenganos.
Aglomeram as lagrimas
evapora as pragas
na exposição dos planos.
E ao bater assas
quando voa da casa
lá se vai os tutanos.
Eu tenho um plano...
Um cisco para o ninho
sem lagrimas e jeitinho.
Que sabe se de perto
e na medida da goela
eu decole da terra, tão fera.
É... Eu tenho um plano
tão perto, um reto decreto
desse tempo incerto.
Roedores de tudo
nesse mundo sem fundo
somos todos analfabeto.
Antonio Montes
VONTADE DE LUA
... Lua, lua cheia
se eu fosse um rato
você fosse um queijo
assim alto e tão alvo
insistente em minha vida.
Com todo esse ensejo
e essa vontade larga
ah, se eu tivesse asas!
Com esse doce beijo
e essa paixão que se propaga
lua, lua...
Eu voava pela noite
ia até o céu e te abraçava
expulsava de ti o dragão
e nunca mais te largava.
Antonio Montes
MALEDICÊNCIA
Vagando sob sentimentos
me deparo com as mãos
fazendo rascunho do meu eu
... Desenhando letras,
formando palavras
vês e outra...
pintando frases claras
com anáguas de amor,
no breve momento do adeus.
Sigo embrenhando nesse emaranhado,
frisando aqui, frisando ali...
Entrego-me as lagrimas da saudades
que hoje encontra-se...
Calvagando sob trote das lembranças.
Me arrisco aos ventos
e as poeiras dos avarentos e ariscos...
Arrancam-me suspiro, movidos
por sonhos, e esses...
Se expressa nos soluços
das recordações, e flecham-me
com os dardos das solidões.
Antonio Montes
NÃO QUERO FLORES
Flores ao morrer?... Não!
Eu não quero flores ao morrer
morto não poderei sentir perfumes
muito menos ver
Se não pode me mandar flores...
Enquanto vivo morto... Pra que?!
Flores e sorriso?
Sim, sim eu preciso
... Preciso enquanto estou vivo
Morto não terei alegria nem prazer
também não poderei agradecer
então não!...
Eu não quero flores ao morrer.
Antonio Montes
CABEÇA DE ALHO
Estou de olho e até surpreso
com a cabeça de alho
às vezes, eu fico preso.
Ela não coça a carcaça
e nem, carrega piolho
não embaralha o baralho
nem se deixa de molho.
A cabeça de alho, é a cabeça,
que se o povo tivesse...
Não teria encalhos
não armaria arapucas,
com as suas deixas
e nem pregaria talhos,
com suas madeixas.
O povo...
Não tem cabeça de alho
e vivem a se embaralhar
com seus reles baralhos.
Antonio Montes
Finjo ser poeta sendo um cretino
varias pessoas botando fé
e eu me destruindo
as vezes tudo o que eu queria era um bom vinho.
Tocando seu coração | Sinvall Simões
Eu sei que não devia fazer
O que tô fazendo agora
Sentado em tua calçada
Depois que me pôs pra fora
Sei que tem seus motivos
Te deixei magoada
Admito fui pra gandaia
E só voltei de madrugada
É que a carne é fraca
O coração é cafajeste
Mas juro que o meu amor
É maior que o que tu me deste
É que a carne é fraca
O coração é vagabundo
Mas juro que o meu amor
É o maior que existe no mundo
Perdoa amor
Tem compaixão
Eu sei que cantando aqui de fora
Estou tocando seu coração
Perdoa amor
Não faz assim
Eu sei que cantando aqui de fora
Você vai voltar pra mim
