Poesia eu sou Asim sim Serei
Há flores em seus cabelos, e espinhos em meus pulsos. Eu estou despedaçado e você dilacerada. Você se atreveu a invadir o canteiro do vizinho, só que como uma moçinha turrenta, você não pensou nas consequências. Na alvorada do amanhecer, sugiro que você vá embora antes que morra sem nenhuma pétala restante em seus olhos. Eu te observo e sorrio verdadeiramente. Ah, já fazia um bom tempo desde que… Esquece. Não vale a pena, mas você sim. Andorinha de asa quebrada pousou em meus ombros e como um encanto me amarrou. Não faço ideia do porque quero cuidar de uma rosa cheia de espinhos marrenta e boca suja que pode muito bem ir e vir quando quiser. Aquela babaca me faz querer arrancar os dentes, um por um. E, mesmo assim eu lhe causo alguns dano irreparáveis. Percebe a ilógica do caso? Eu a tenho tão fácil e ao mesmo tempo tão raro. Nós fazemos mal um para o outro, mas sabe o que dizem...
O que dizem mesmo?
Desculpa lá eu te dizer isto,
a partir de agora eu não facilito.
Por isso vamos fazer a diferença,
sem pedir por favor nem licença.
"...No seu coração, meu coração eu vou por...
...E diante das estrelas, estará escrito nosso Amor..."
Eu quero ir para casa.
Eu estou na minha casa, mas quero ir para casa.
Eu posso sentir ... Esta não é a minha casa.
É amor
É amor toda vez que eu te beijo e quero beijar de novo
É amor toda vez que eu vejo meu futuro e você está lá
É amor toda vez que você entende o que eu sou
É amor toda vez que você me abraça
É amor toda vez que nos queremos e não queremos nos largar.
Definhar
Um punhal atravessou meu coração
e me rasgou inteira por dentro
E eu sangrei...
por anos a fio, sangrei...
Lançada num vale de escuridão e dor
A alma despedaçada,
definhando...
Foi assim viver sem teu amor,
é assim viver sem ti, Amor!
(Poema do livro "Letras do Tempo")
Que, em todo caminho,
por menor que seja,
eu tenha a grandeza
de valorizar
as flores tocadas
por minhas mãos
e as marcas deixadas
por meus pés...
Que não me falte eu
É
Muito
Difícil
Ser
Eu...
Mas
adoro
essa dificuldade.
Que não me falte a glória,
A prosa
Poesia
Os beijos quentes
A língua fria...
Afiada
Navalha
Sobre
A maldade
....
Que não me falte
O afeto
O teto
O pão
O dia
Noite
Lua
Mar
....
Que não me falte a mão estendida
Para me salvar... Se eu precisar...
Que não me falte eu...
Pétalas ao sopro da brisa...
Luz ao som do mar...
Estrelas
Lábios
Desejos
Sob
O ócio
Sobre o olhar
Meu vício
Eu a vi pela primeira vez
Por ela fiquei vidrado
senti seu perfume tão doce
eu estava enfeitiçado
Seu cheiro me envolveu
Devagar fui me aproximando
E ao experimentar
ela já foi me conquistando
Suave era seu gosto
Que gostosa sensação
pedi mais e um pouco mais
palpitava o coração
Sentir o seu sabor
se tornou uma rotina
e eu não podia mais
viver longe da menina
Ela me dominou
Dependente fui ficando
Ela era o meu vício
Estava me entregando
Não queria nada sério
era só uma diversão
mas quando percebi
já estava em suas mãos
Tentei me afastar
Eu estava sem saída
O jeito era me entregar
pra tal menina: a bebida!
Valores
Hoje eu quero te mostrar
o que a vida vai te ensinar
que a pobreza enobrece
o que a riqueza se esquece
aquele menino que quebrou
o brinquedo novo que ganhou
nao sabe que o seu vizinho
é um menino pobrezinho
que brinca com uma madeira
fingindo ser o seu carrinho
um pai que é muito ausente
dá um carro em forma de presente
mas será que isso tem valor
ou seria melhor o amor
de um filho que caminha a pé
e tem orgulho de ser o que é
Hoje eu quero te mostrar
o que a vida vai te ensinar
que a pobreza enobrece
o que a riqueza se esquece
quantas vezes você se deparou
com uma comida que não te agradou
e nem pensou na mãe que com carinho
preparou aquele mingauzinho
que pouco lhe matou a fome
mas fez de você um grande homem
a riqueza compra um bem material
e deixa de lado aquele ideal
de se tornar uma pessoa nobre
apesar de ter sido tão pobre
e tudo aquilo que se tem
não é nada pra quem é alguém
Hoje eu quero te mostrar
o que a vida vai te ensinar
que a pobreza enobrece
o que a riqueza se esquece
Ah! Fico sentindo a fragrância das flores, que vem nas asas do vento
Me ponho a pensar,
Se eu tivesse o poder de voltar lá naquele momento, interferir no tempo,
Influenciar os acontecimentos!
— Ah! se eu pudesse voltar no tempo
— Protegeria nosso amor, evitaria tanta dor.
— Foi você que me ensinou que afeto é flerte, romance, poesia e euforia, portadores de alegria
A sina…
— Viver na solidão,
maltratando o coração,
é tanta desilusão,
que veio com a separação
— Crueldade, enfrentar essa saudade,
viver tão distante da felicidade,
Vivemos muitas coisas...
— Juntos desamarramos as amarras, emaranhadas que o tempo traz
desfizemos nó
Éramos dois,
vivendo como um só
— Andávamos contentes lado a lado, nenhum ficava pra trás
— De repente você partiu, outro rumo seguiu, sem muita explicação, só me disse que não poderia ficar,
— Que o mesmo caminho, já não íamos juntos trilhar
E agora, o que eu faço?
Com tantos lamentos, são muitos os conflitos, palavras sangradas, mal faladas
Recordo e sinto saudade
Você foi meu amor da mocidade!
Entendíamos através do olhar, mesmo em silêncio conseguíamos nos comunicar!
Ah!, se eu pudesse no tempo voltar!
Rosely Meirelles
Das sete faces do desprezo
A Carlos Drummond de Andrade
Quando eu nasci, não teve sequer um anjo torto
Que me dissesse que a vida não é
Tão fácil o quanto parece ser
Disse: Vai, Valter, ser baiano na vida.
Ladeiras faz bem ao coração
Jovens apaixonados na esquina
Dizendo que não se apega a ninguém.
A tarde de puro sol, o perigo
É imprevisível mesmo que o dia
Seja azul.
O ser vestido de uniforme
Vai trabalhar no ônibus lotado
Sequer sabe se vai ser assaltado,
Acha que tem muitos amigos
No fim de semana.
O ser vestido de uniforme,
Mal sabe quando vai quebrar a cara.
Meu Deus, que sociedade de muita fé,
Que muito chama pelo Senhor,
Pessoas de muita fé e pouco amor.
Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Carlos,
Eu seria outro poeta (?)
Nesse mundo vasto
Que maltrata meu coração.
Mundo mundo vasto mundo
Chega de ilusão?
Eu bem que vou dizer,
Esse mundo cheio de gente eu solitário
Em meu ego e vaidade
Vou me afogando
Sem sequer um abraço!
Quisera eu saber
em que tom cada
palavra tua é dita, escrita...
Quisera eu ler
teus pensamentos,
acompanhar teus passos,
conduzir teu ritmo.
O frenesi de nossas almas,
dos nossos corpos,
de nossos corações;
todos cantando uma só canção
e recitando uma só poesia: O amor.
O amor que embala tudo!
Palavras que eu escrevo aqui
Foram feitas pra dizer
Que no dia que fui te conhecer
Todo o vazio que havia em mim
Tua presença foi suprir
Do que me adianta a boêmia dos domingos de verão, se o álcool perdeu seu efeito quando eu me perdi de mim?
Do que me adianta a química a abrasar minhas entranhas, se a vida por conta própria tornou-se uma distópica alucinação em carmim?
Do que me adianta a fumaça, o trago, a catástrofe, se meus pulmões insistem em resistir a este fim?
Do que me adianta a retalhação da derme, se eu sei que a vida vai cicatrizar e mais uma vez me matar ao fim?
Do que me adianta a fuga, se até o valhacouto atirou suas culposas paredes, em pura fúria, contra mim?
Agora à procura de redenção, eu prometo e ponho assim minha honra em jogo. Prometo não mais ser feliz, se isso custa o ar de quem antes dissera ficar, mas nunca me contara sobre sua incapacidade de respirar. Prometo não mais amar, se isso custa o conforto de quem antes jurara não se incomodar. Eu, tolo pássaro, sei que nunca poderia voar, mas ainda assim quatro vezes quebrei minhas asas ao tentar, e há uma única coisa que não posso prometer, algo que não me atrevo a jurar, não posso dizer que por uma quinta vez, não voltarei a quebrar.
O Amor e o Tempo
O tempo passa vagarosamente
As horas passam e eu perco o rumo
Passeando por minhas lembranças eu entendo
Você jamais saiu dos meus pensamentos
Penso no amor que poderíamos ter vivido
Se tivéssemos coragem
Se conseguíssemos demonstrar
Seria um felizes para sempre?
Se… há, tudo passou
O que sentimos nunca foi dito
Mas ainda penso com carinho
No que poderíamos ter vivido
A verdade é que no fundo
Eu sempre estarei cultivando
Esse belo amor platônico
Que guardarei só para mim
Sambedo em Dia de Chuva
Eu te dei o meu amor
mas não te culpo
Que você não saiba carregar
oooi....
Quando a gente ama
a gente espera
que o outro saiba aceitar
oooiii...
Mas é tolice é ilusão
É vaidade a pretensão
de querer que outro deixe
a gente lhe amar...
Então vamos seguindo
a vida sempre expandindo
e a gente a encontrar
tanta gente que podia
ser dona da alegria
que a gente mesmo podia se dar
Pense bem meu irmão
minha amiga
Pense nesta solução:
O amor só vale a pena nessa vida
se ele não tiver dono não!
Laiá laiá (bem triste)
Laiá laiá (agora sorrindo)
Laiá laiá ( Reza!)
O Amor tem dono não!!!
Nada digo eu para aquelas plumas
quando as vi caindo
Enquanto jogadas nas ruas
passava dançando, sorrindo
e nenhum pingo de mágoa escorria
E as noites foram passando
cada vez mais as plumas brilhando
E cada vez mais o corpo decaía
e nenhum sorriso mais -senão o delas-
naquelas ruas surgia
Agradeço a quem me protege sem que eu veja...
Que segue ao meu lado
(Como um dia me prometeu.)
Mesmo que eu não mereça
Mãe, amiga, guerreira
Rainha do Universo
Mãe Divina ordenadora da Lei
Triunfante! Majestosa
O teu poder não tem fim
A tua tempestade não há quem resista
Trabalhas de dia e de noite
No sol e na lua
Na treva e na luz
Relampeja
Venta,
Reluz,
Acende,
Ilumina!
Reenergiza e Cura.
A Glória de Deus em mim...
