Poesia eu sou Asim sim Serei
Quem sou eu?
Pé no chão, cabeça firme e coração leal.
Posso até demorar, mas quando decido ir, ninguém me para.
Não vivo de promessa, vivo de constância.
Não falo muito, faço.
Não corro atrás de aplauso, corro atrás de resultado, aprendendo e buscando fórmulas
Quem anda comigo sabe,
sou tranquilo até me testarem,
paciente até abusarem,
forte porque aprendi a lei da espera.
Não pulo etapas.
Faço Construção interna
E quando chego, fico.
Não queira ser como eu.
Sou um poço de fracassos, de dores cravadas na alma, traumas não resolvidos, amores cortantes, lembranças amargas, vergonhas gigantescas e fiascos incontáveis. Lembro-me mais das minhas falhas do que das minhas virtudes.
Não seja como eu: inevitavelmente grosso, habitualmente arrogante e, por fim, eternamente apaixonado.
Sinto muito, mas aquele que você viu — aquele que dizia conhecer — foi apenas a parte que eu escolhi mostrar, numa tentativa de parecer menos inútil do que realmente me sinto.
A verdade é que a única coisa verdadeiramente boa em mim sempre foram vocês e o meu amor genuíno. Um amor que, mesmo existindo por inteiro, muitas vezes não soube demonstrar — e, por isso, pode não ter parecido suficiente.
Algo brando e singelo sou,
eu e você
em um destino paralelo.
Era eu a te amar,
você a me escutar —
sou verdade
ou pesadelo
no teu pensar?
Poderíamos ter sido
o amor mais verdadeiro,
nos amar de janeiro a janeiro.
Mas o amor,
essa droga delicada,
ficou entre parênteses.
Você foi faísca.
Eu fui quem te ofereceu
o mundo inteiro.
Girei palavras
tentando falar de amor:
era você e ela
ou era você e eu
nesse mundo
onde eu pensava
que tudo era só dor?
Você é minha inspiração diária,
o fragmento mais belo
nesse mundo de ilusões
onde sobrevivi
escutando refrões
de um amor
que nem sei se foi verdade
ou se foi meu pensamento
afastando a realidade.
A cruzada dessa guerra
foi perdida uma vez —
só para eu saber
se caminho sozinha
ou se ainda vou te encontrar
para viver
uma vida bela,
leve
e singela.
Entre o vermelho e o amarelo, eu sou mais o verde e o branco, que trazem esperança e paz, as cores dos meus times Palmeiras e Icasa.
Benê Morais.
O sol continua quente.
A metáfora sou eu em você.
Tudo é riquíssimo, mas o tom é triste.
O lobo agora está na matilha.
Salve-me, até porque quero a luz.
A flor de lótus não trouxe a felicidade prometida.
E você, Lobo, olhando para o infinito…
Isso me fere, pois seus olhos estão frios,
o sorriso morre em sua boca,
e você não está em mim.
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Por isso eu sou gigante
Eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício, só faz rima pobre
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Sou gigante
Sim, eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício
"Eu sei, prezei pela verdade.
Mas sou mentiroso e ela sabe.
Ela descobriu, quando eu disse que já não sinto saudade.
Quando ela disse que ia e eu respondi 'já vai tarde'.
É mentira, é verdade.
E ela sabe.
Sabe pois, a boca pode mentir, mas o ardor da pele, o brilho no olhar, servem à verdade.
A boca que lhe desenhava o corpo, em cada curva de prazer, é a mesma que professa inverdades.
Um todo de nada, palavras de amor, puro fulgor, juras, leviandades.
Amar é vaidade.
É crer que se é possível querer e conquistar a da alma, metade.
E eu a amei, amei-a em cada esquina da cidade.
Em cada bar, em cada copo, em cada dose, em toda parte.
Vá, amor, vá; me odeie, esperneie, grite, fale.
Acho é bom, que mesmo em ódio, estarei novamente em sua boca, em cada frase.
Rogo para que o silêncio lhe encontre e minha boca, novamente, te cale.
Sem voz, sem sussurros, somente os gemidos, e o arrepiar, o choque da tez, como eletricidade.
Eu minto, amor, minto, pois fingir não te amar, fazer te odiar, é o único jeito de manter a minha sanidade.
Lhe amaldiçoo por me corromper, logo eu, que sempre prezei pela verdade..."
"Eu sou só o palco em que desfilas.
Eu sou a escuridão, para que você seja a luz que brilha.
Serei palavras soltas, para que meus pedaços você os una e recite poesia.
Serei tristeza, para que sejas alegria.
Serei a carne, para que me sangre com sua lâmina fria.
De bom grado, serei a morte, para que sejas vida.
Serei a seca, para que você seja a chuva por sobre as pradarias.
Farei-me efêmero, para que tu se eternize em minhas escritas.
Entre modas, sonhos de bodas, palavras não ditas.
Alianças derretidas.
Palavras, promessas, juras vazias.
Sentimentos, olhares, mulheres malditas.
Percebi que sou nada, além do palco em que tu, amada minha, desfilas..."
Quem sou eu?
Eu sou uma flor vermelha, que se abre no sereno, eu sou uma menina apaixonada, também sou baixa e morena.
Eu sou aquela pessoa que pensa muito, sou aquela pessoa que fala demais,
Eu sou aquela poesia perdida, sou o poema nunca lido sou uma Rosa perdida que ninguém colheu, aquela flor excluída que também é uma das mais lindas.
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
Eu te amo, Ba.
Te amo com tudo o que sou
e com tudo o que tenho para te oferecer.
Amo você de maneira despida,
transparente.
E ainda me surpreende
às vezes até me custa acreditar
que esse amor que entrego inteiro
seja recebido
e devolvido
na mesma intensidade.
Já não sou quem eu era,
e o que fui não me define.
Sou o eco das escolhas feitas,
e também das que deixei partir.
Carrego no presente
as marcas do passado,
não como peso,
mas como aprendizado.
Quem me tornei nasceu
das quedas que enfrentei,
das dores que entendi
que não precisavam ficar.
Mudanças não chegam como fim,
elas vestem a alma de coragem.
São portas que se abrem
quando o coração decide recomeçar.
E assim sigo,
não negando quem fui,
mas honrando cada passo
que me trouxe até aqui.
Estou mal: Será que eu sou feliz e não tô vendo?
Estou bem: Será que tô escondendo a dor ou realmente tô sentindo essa alegria?
A gente chega num ponto, que não consegue entender nem o que sente. Parece que não sabemos mais quem somos.
Um dia estamos mto tristes, com mto medo, apavorada com as "vontades de Deus", se machucando com as lembranças do passado, lamentando o que poderia ter feito ou dito de diferente, culpando pessoas que deveriam ter te protegido, condenando os covardes, que nunca vão deixar vc saber, se sua vida, seus erros, se suas escolhas, poderiam ter sido diferentes.
No outro dia, acontece algo bom, alguma coisa dá certo, aí os medos passam, a esperança aparece (é só uma visita?), a gente faz planos, começa até a acreditar que pode ser feliz sim, começamos a combinar de cuidar da beleza, da mente, do espírito, cuidas das pessoas. Até o perdão visita nosso coração, tudo tá fluindo..
Mas vem o outro dia, "ah não" ou "ainda bem", tem o outro dia, e outro, e outro... e cada dia de um jeito, cada dia um medo desbloqueado, e cada dia uma esperança linda..
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.
Não vou te provar quem és,
mas jamais me peça que eu escolha
entre o que sou
e o que você espera que eu seja.
Cada qual vive a sua realidade,
buscando a própria verdade.
Eu fui feita para o mundo,
você, para ser quem almeja se tornar.
Cada um com suas escolhas,
seus motivos,
sem padrões impostos.
Idealizações não são iguais
— e acreditar que todos chegam ao mesmo lugar no fim
é um mito perigoso.
Vamos exatamente
para onde nossas escolhas nos levam.
Às vezes acho que sou louca,
Às vezes tenho certeza.
Seriam loucos os outros?
Quem sou eu na correnteza?
Por favor, Entre no meu coração e veja!
Por favor, Exista e me compreenda.
Esse mar dentro de mim,
Quero bem que Tu vejas.
Onda após onda, enquanto eu respirar.
Nunca cessa, nuca para.
Eu não tenho descanso
Mas eu sou como o mar...
Mesmo que não nos encontremos
Me repara!
Há espuma em mim
Quando vem a noite a maré sobe
Transbordo em lágrimas
Minha boca salga
Eu sou ressaca
Se parece impossível dentro de mim ter mar, vos confirmo: me afoga e me traga...
Da mesma forma espero em Ti,
Que sem olhos, veja minhas águas
Eu só sei chorar e sentir
Menos que as pedras, sou temporária...
Se Tu não existir
Quem entenderá minha dor?
De a parte todo amor, não sermos nada...
Te compreendi pelo limbo das folhas e todas flores brotadas
Após a morte, não precisa haver mais nada!
Mas como poderei eu ter existido
Sem que Tu tivestes visto minha praia?
Habite meu coração, o sinta e estarei salva
Mesmo que nunca nos encontramos além dessa jornada.
Exista; quero ser para Ti como as flores e a praia.
Dizem por aí
Dizem por aí, que sou eu quem rouba as tuas lembranças,
quando estás pensativa.
Dizem que sou eu quem rouba os teus amigos,
roubo alimentos e delírios e levo embora a tua bússola de destinos.
Dizem por aí, que roubo a tua água, sabão e esponjas que lavariam os teus erros.
E dizem mais.
Dizem que fui ligeiro, ao encher os teus olhos de areia e pendurar aranhas nas luas cheias plantadas em teus jardins.
A Globo não diz, mas teus seios cresceram me esperando.
Não diz que os meus arbustos floresceram, exercitando os seus músculos, dentro da solidão e saudade de ti.
Dizem por aí, que eu me fiz passar por alguém que a levaria ao cinema.
Mas, de bolsos vazios? Claro que não apareci.
Te neguei refúgio, neguei-te a claridade e roubei os teus cigarros.
Fiz desenhos alunares e a deixei sonhando com o altar.
É claro que todos estão certos, afinal, sou esse monstro repleto de traças e de brochuras. Sou único, a montar e desmontar os teus quebra-cabeças.
Dizem as esquerdas, que conhecestes a liberdade, através de mim!
Não dou testemunhos falsos.
Juntos, caminharemos firmes rumo ao massacre.
Deixe que falem que sou romanesco e até simplório. Deixe que chorem.
Lágrimas salgadas de oceano são sintomas sem vidas. Foi o Fernando quem falou essa coisa.
Loucuras sem método? Aguarde notícias.
Só não interfira no que faço. Deixe-me errar. Eu sei errar sozinho.
Quando o poeta está errando, deixe que enlouqueça.
Não afugente os seus delírios.
De mãos dadas, rumaremos ao desastre.
Pode ser que nos matem e que nos rasguem, e até nos apaguem. Se a direita ressuscitar, isto é certo.
Mas vamos nos pertencer. Formaremos uma só ideia. Alimentaremos a tudo que de certa forma possa gerar futuros.
Chegaremos ao futuro expondo nossas vísceras. Seremos dois gigantes destemidos. Não vamos perpetuar orçamentos em segredo.
Mesmo que o dia escureça
Eu sou tua clareza
O peso é do mundo, não teu
Descansa em mim — sou céu - Frase da música Não é só seu do dj gato amarelo
