Poesia eu sou Asim sim Serei
Eu não tenho medo do Tribunal de Deus... O Juízo? é meu Pai amoroso, o Advogado? é meu irmão mais velho, a quem o Juiz mais ama, a Principal Testemunha? é o Espírito Santo, que é meu melhor amigo... Como serei condenado assim? Minha absolvição é mais que garantida.
Muitos vão falar: "fuja das objeções". Já eu vou te dizer: "aprenda com as objeções". Porque nenhum não ou nenhum talvez pode definir seus objetivos e suas metas.
A vontade de curar essa dor que é tão mais forte que eu, que chegou na alma. Que dói tão dilacerante, quanto a mentira pra mim mesma que tá tudo bem. Não tá.
A arte está ligada à moral, diria eu. Uma das maneiras como se dá essa ligação é que a arte pode proporcionar um prazer moral; mas o prazer moral próprio da arte não é o prazer de aprovar ou desaprovar tal ou qual ação. O prazer moral na arte, bem como o serviço moral que a arte realiza, consiste na gratificação inteligente da consciência.
Eu não acredito na saudade falada. Acredito na saudade demonstrada, na inquietação pelo reencontro, na força de um abraço apertado e na duração de um beijo demorado.
Você desperta em mim desejos que nem eu sabia que existiam… e com você, eu quero explorar cada um deles.
Eu gosto da ideia de fotografar uma fantasia, e desafiar qualquer pessoa a dizer: “isso é mentira?”.
Não adianta me mandarem um roteiro e esperarem que eu apenas dirija. Eu preciso saber do que estou falando.
Eu muitas vezes gosto da solidão, eis que amo a liberdade; e só quando estou só sinto-me realmente livre.
Ahhhh tempo tempo tempo, como eu queria que você andasse devagar, ahhhh tempo tempo tempo, que não espera nós passageiros da vida ao menos nos assentar, ahhhh tempo tempo tempo, para que correr assim? Tens todo tempo do mundo e logo na minha vez decide acelerar? Tempo tempo tempo, deixe-me ao menos apreciar a bela paisagem que é a vida, deixe-me ao menos respirar com calma sem me preocupar, pois já estou ficando velho e não estou vendo você passar... Ahhhh tempo tempo tempo, por favor corra devagar.
Todo mundo falava que eu ia acabar assim, que meu sobrenome é amaldiçoado e que ia morrer ou matar antes da formatura. E acho que meio que tinham razão.
"Quando eu morrer, lembrem-se apenas das coisas ruins que fiz, pois só assim não irão sofrer, mas pense que morri por merecer"
E se eu deixar pra lá de mostrar as pessoas o meu valor? Eu se eu me acolher e viver ao inves de me expor? E se eu impor minhas regras e leis? E se eu disser " Aqui você não tem vez?" . Eu sou o que importa . Eu sou a coisa toda, eu sou o enredo completo.
""Eu vivo refletindo. Vivo escrevendo e publicando minhas reflexões, que são para mim mesmo, para ver se eu aprendo. O problema é que sou um péssimo aluno.""
Eu procuro seguir a Natureza, viver em harmonia com a Vida, com o corpo, com o momento, não preciso de certezas pra estar em paz. Eu me importo com o que posso viver não com o que posso provar. Eu cuido da minha respiração agora, da minha comida, dos meus passos, se eu tiver bem com isso, o que vier depois não me preocupa. As pessoas vivem discutindo ideias e ainda sim se sentem inquietos, eu não tenho respostas e nem certezas e mesmo assim durmo tranquilo. Eu sigo o que é natural, o silêncio, o equilíbrio, o que me faz bem sem prejudicar ninguém, não sigo dogmas e nem rejeito tudo, eu observo, eu aceito e me ajusto. Eu cuido do pequeno, minha mente, meu corpo e minhas atitudes, o resto se ajusta com o tempo.
Eu nunca consegui chamar meu gêmeo pelo nome de batismo dele, sempre o chamei de Yê e ele vice-versa.
Eu sempre falhei em falar, minha garganta dava nós e minha mente não sustentava uma só frase, arames se agarravam como colares no meu pescoço e qualquer palavra se desfazia rapidamente, minha incapacidade de contar com a boca me deu o nobre talento de escrever, eu escrevia bíblias sobre coisas banais, enciclopédias sobre histórias de amor e dicionários sobre o mais simples acontecimento, redações não eram pra mim, eu queria escrever poemas e poesias, textos lindamente trágicos e tragicamente lindos, a caneta era arma, e o que saía não eram só palavras, eram sentimentos, partes de mim, quase como gotas do meu sangue e pedaços do meu cérebro, eu colocava partes da minha alma em cada sílaba e uma doze de humanidade em cada letra. As noites eram as mais barulhentas, quando todos estavam quietos, era quando o papel gritava cada pensamento meu, cada carta, cada música, poema e textos nunca e jamais lidos eram como discursos, palestras e sermões jamais e nunca ouvidos, eram segredos encantadores, vozes medrosas silenciadas, pensamentos impuros e inquietantes, suspiros quase sussurrantes, e tudo isso em um pouco de tinta e papel
Será que essa força que você sente é real, ou apenas um roteiro decorado? Muitas vezes esse "eu" artificial não te protege, te apaga. Acha que é adaptação? Para mim, é tem sido covardia domesticada.
Eu me pergunto se meus pseudos-textos são lidos. Se lidos, levantam questionamentos. Se levantam questionamentos, há um senso crítico. Se há um senso crítico, há vontade de mudar. Se há vontade de mudar, há uma força de se compreender e transformar seu local em um sistema mais inclusivo.
Se o seu deus não gosta do jeito que eu vivo, então que ele venha falar comigo, e não você em nome da sua religião. Afinal de contas, são vocês que dizem que ele é onipresente e onisciente. E por que eu deveria ter medo de um deus que também é onibenevolente? A menos que, ao estar a fazer isso, você só esteja provando que seu deus não existe assim como deuses nenhum existem.
