Poesia eu sou Asim sim Serei

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Se sou gulosa,
deveria engolir palavras -
dessas que sobram,
gorduras localizadas.
Assim
a poesia seria slim,
e a gula teria um estético
fim.

Do que sou feita

Não sei amar pelos meados
Amor de incompletudes me exasperam
Sou feita de vastidões, não de bocados.

Minh'alma é ventania no alto da Serra
É enxurrada que arrasta pinheirais
É tudo ou nada mais.

Então não me venha com pedaços
Ou nega-me o universo
ou deixa-me quedar nos teus braços!

Não sou poeta ao pé da letra
Sou a contemplação dos planetas
Dos redemoinhos de constelações
A entidade frívola e agoniante
que perambula as noites através
De um caos
do meu caos
do eu-caos
Sou a participação efervescente
dos seus pensamentos
a parte que põe lágrimas em teus olhos
essas mesmas que jaz em tua alma
Sou a concupiscência e o abstracionismo
a caricatura mais bem elaborada
Do nada
do oco
do vazio
de mim
Sou o borrão mal delineado
trabalhado, pontilhado
desastrado, remendado
arregaçado e dolorido
Que um dia já foi frase inteira

Graça

O meu para sempre
é provisório.
Sou viço falho de infinitos
Fagulha afogada de sonho
Ave aviltada de si.
Grito falhado,
sorte ufanada.
Mas onde sou vencida em tudo
um anjo mudo
me abençoa os nadas.

Reconheço, sou difícil de lidar. Talvez seja meu jeito ou quem sabe a minha falta de jeito. Vai ver, eu tenha desaprendido a entender essas coisas de sentimentos. Ou, quem sabe ainda, eu não queira ou não esteja preparada para o tanto que me ofereces. Pode ser alguma coisa ainda doendo aqui dentro, que me impeça de acreditar novamente em palavras bonitas. Sou meio quebrada, sabe? Me colei ao longo dos dias com persistência e coragem. Juntei um caco aqui, outro ali, não deu pra consertar inteira, mas me reconstruí da melhor forma que pude. Não sou triste nem descrente, muito pelo contrário. Apenas estou reorganizando o meu lado de dentro.

- Flavia Grando -

⁠O ESCRITOR

Posso ser homem
E até ser mulher
Ideias me consomem
Sou coisa qualquer

Posso ser astronauta
Alienígena, talvez
Um mero internauta
Africano, chinês

Posso voltar no tempo
Ou ir direto ao futuro
Até congelar o momento

Posso derramar ódio
Ou transbordar amor
Prazer, sou o escritor

Sou seu enquanto conto
Enquanto canto baixo
Quieto num canto

Enquanto houver versos
Inversos a dor

Enquanto houver cantos
Avessos ao sofrimento

Enquanto você for a poesia
Escrita em universos
Com ou sem rimas

Eu sempre serei seu

SONETO DUM PISCIANO

Sou peixes, das águas da emoção
dum olhar profundo, sou cardume
que bóia na nascente do coração
das irrigas condoídas, e de nume

Ter zelo e dedicação, sua missão
doar-se num dos lados do gume
alma encharcada de expressão
gota a gota, afeto com perfume

Banha o outro nas tuas chagas
içando doçura nas tuas austagas
peixes, místico servidor do amor

Neste mar, e com suas dragas
devora a tirania, e as pragas...
Do zodíaco, eterno sonhador!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Sou viajante.
E não preciso de muito para isso,apenas um café,um punhado de solidão e doses de pura sensibilidade poética.
Imagino cidades amarelas com tons laranjas abaixo de um céu esverdeado;
percorro casas abandonadas,ferrovias vazias e cemitérios cheios;
Choro com os órfãos que foram maltratados e esquecidos;
Durmo na rua com aqueles que não tem a quem pedir socorro;
Encontro paz com aqueles que fazem a guerra;
Faço jardins em trincheiras e dou cor a Auschwitz.
Transformou a dor,encubro a tristeza e distribuo sorrisos.
Me chamem de louca que eu lhes mostrarei onde está a insanidade.

Sou a favor da rua
Do vento na cara
Do sorvete gelado
Da ajuda inesperada

Sou a favor da felicidade sem custo
Do dinheiro doado
Do mergulho no mar
Do dedo na tomada

Sou a favor da dúvida
Do desejo que grita
Do tapa na cara
E do outro lado da face

Sou a favor de qualquer amor
Da palhaçada no trabalho
Da ligação para dizer eu te amo
Do trote, da bebida e do alcool

Sou a favor do talento
Da surpresa, do arrepio
Da gargalhada da criança
Da mesa e do convite

Sou a favor dos que andam pelo meio da rua
Dos que entram em mar revolto
Dos cachorros vagabundos
Dos que não têm conta em banco

Sou a favor de presentes fora de datas
Da carta escrita a mão
Da janela aberta
Da música cantada no trânsito parado

Sou a favor de quem só conjuga no presente
Do orgamo aguardado
Da expectativa atendida
Da sobremesa açucarada

Sou a favor da carona
Da vida na estrada
Do pedido de desculpas
Da ligação para casa

Sou a favor dos que não se definem
Dos que não rotulam
Dos que se vestem diferente
Dos que dizem o que pensam, sem ofenças, seu merda

Sou a favor do choro
Dos que pedem ajuda para dar um nó
Dos que pedem ajuda para tirá-lo da garganta

Sou a favor dos alunos
Dos que nadam com ou sem direção
Dos que sabem que seremos comida de vermes

Sou a favor do deslimite
Da não fronteira
Dos que não tem time
Dos que abraçam mendigos com cheiro de mijo

Sou a favor da mudança
Dos atos que cativam outros
Do serviço sem rosto
De comer o pão que caiu no chão

Sou a favor do tempo que não para
Do tempo que decreta o fim e o novo começo
Do tempo que ensina professores à alunar

Sou a favor dos que são contra
Porque só assim somos humanos
Somos ideias e ideais
Eu sou a praia
Eu sou a montanha

Por onde anda aquilo tudo?
Sou de paixão,
de gostar muito.

Se fora sem explicação,
sem adeus,
nem abraço.
Metade que vai,
metade que chega.
Conformismo ou cansaço?

(PLUR)IDENTIDADE

Sou o rosto do outro
e o outro sem rosto...

Sou a cara e a coroa
duma moeda não cunhada...

Sou o lado de cá
e a margem de lá...

Sou a escada que sobe
e a rua que desce a pique...

Sou o nada de tudo
e o tudo de nada...

Sou a sede que ferve
e a cheia gelada...

Sou o outro sem rosto
e o rosto do outro...

Sou um...
Sou dois...
Sou tantos...
Sou (PLUR)IDENTIDADE!...

📜 © Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

Sou extensa, fluida ...
... carrego em mim o oposto daquilo, a que me entrego em definição. Portanto, expandir é meu prazer, a metamorfose diante dessa sutileza que não tenho, é o que tenho de mais concreto e o intangível é o que me contorna!

SOMAS DA VIDA

Sou poeta,
Mestre sem diploma.
Mestre na arte de amar.
Más que também se apaixona.

Tive vários amores,
Tive vários amigos,
Grandes desilusões,
Diversas decepções,
E um amor eterno.

Amar.
Amar é cuidar.
Amar é zelar.
Amar é dividir.
Amar é somar.

Somar todas as virtudes,
Subtrair os defeitos,
Multiplicar o carinho,
Dividir o mesmo espaço,
Seguir o compasso,
Fazer a soma da vida.

- JP RODRIGUES

⁠Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.

No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.

Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.

És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!

Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.

⁠CONFISSÕES
Confesso que sou apaixonado
Pelo seu corpo
Pelo seu cabelo
Pelo seu olhar.

Não vou mentir
Nem negar
Que já fiz loucuras na madrugada
De tanto te olhar.

Ai de mim
Que escrevo ruim
Será que algum dia sentirei
O néctar que tanto falam
Por aí...

Pela escrita ou pela fala,
Sou sílaba que não se separa.
Sou muitas de mim.
Sou palavra não inventada...⁠

⁠Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.

SOU UM NOVO HOMEM

Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por voce, de tudo sou capaz.

Ela chegou
Bagunçou minha solidão
Eu não acreditava em amor
Ela me mostrou um mundo novo
Que eu não conhecia
A semente ela plantou
E hoje estar colhendo
Eu sou um novo homem
Aprendi amar com você
Todas as noites divido contigo meu prazer.

Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por você de tudo sou capaz
Sou um novo homem
Você me resgatou
Hoje tenho consciência
Que existe amor
E o meu é você,

Poeta Antonio Luis

"" Ou sou, o maluco que escreve
Ou é você, o doido que se atreve
A ler tamanha insanidade
Nesses versos que modulam minha capacidade...
.
Só posso te agradecer
Pela parceria e caminhada
Pero ousadia, verbo balada.
Somos dois a não entender nada.
Que fique assim...