Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

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"MÃE"
Os maiores tesouros de uma mãe
São os filhos que ama
Filhos gerados com amor
Onde devemos criar os nossos filhos
Para um mundo melhor...
Com honra, integridade e caráter.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"VÉU"

Levanto o véu da ironia.
Que cobre a minha cama vazia.
Silencio de loucuras e momentos.
Feitos de poemas, de versos e orações.
Já sofri por antecipação.
E sombrio está este meu coração.
Os meus sonhos são regados de absinto e mel.
Dos ventos leves que balançam o meu véu.
Ninguém é alegre ou triste...
Afinal são os dois opostos da vida.
Lanço e escrevo a minha dor aos quatro ventos.
Até que o meu amado grite de amor...
As nossas almas visitam-se...
Sem sequer nos darmos conta.
Campo fértil de amor....onde floresce poesia.
Levanto o véu da ironia, que cobre a nossa cama.
Onde as nossas almas sempre se encontram.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ADORMECIDA"

Como uma loba adormecida
Que procura o verdadeiro amor.
Procura o caminho da felicidade
Do compromisso - sem abandono -
O silêncio grita todos os segredos
Partilha as angústias
As minhas alegrias sem fim
O meu silêncio é um segredo.
Que voa alto à procura do teu coração.
Tu ouves o meu silêncio distraído como um trovão
O teu nome ecoa no fundo das montanhas…
Retratos falados, sem traços abstratos
Nas linhas paradoxais esboçadas.
Descritas por uma suposta aparência
Sobrevivi ao absinto que bebi do ressentimento
- Erva amarga - pura imaginária -
Adormeço em silenciosa melancolia.
Olhos famintos, de braços estendidos, mãos cheias
Os meus pensamentos negam o que os meus olhos veem.
Dar um tempo não é perder tempo
Mas é perder-se no tempo.!!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"LUA"

Numa noite fria de lua cheia
Vagueio pela praia contigo
Onde aquecemos o nosso coração
Meu amor
Sacia a minha fome.
Preenche o meu vazio
Gritando, gritando o meu nome
O silêncio quebra-se com o vento
Caminhamos pelas águas descalços
De mãos entrelaçadas....
Sentados na areia, vemos as ondas do mar...
Levar todas as nossas dores
O vento do outono refresca os nossos sentidos
Trocamos carinhos e beijos
Sentimos a brisa do perfume do mar
Abraços apertados, sinto o teu respirar
Estranhos desejos nos faz amar.
A lua, tem uma magia para o amor
Que nos leva a sonhar e a desejar.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"VAGABUNDO"

Vagabundo com inúteis sonhos
Cadáver com o fardo de ser livre
Sangue espalhado pelas paredes
Pedaços do que fomos em casa

Dor maldita espalhada na mente
Serpente venenosa, cuspe a culpa
Sentida por dentro no corpo doente
Amada sem dor, sem amor, sem nada


As águas no rio corre entre as fragas
Mar adentro numa entranha e velha casa
Fagulhas da fogueira perdida de ilusão
Agonizando assim os raros sonhos

Diversas ironias quase perdidas
A dor que fez de nós maltratar-nos
Sonhos antigos sonhos esquecidos
Passos de outros com restos todos!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"SILÊNCIOS"

Prefiro o silêncio às vaidades destrancadas.
Afogando os sentidos em simples sussurros
Descuidados, estudados, sentidos, esquecidos.
O nosso silêncio é ter o chão...
Feito em areia quente da praia
Fazendo o nosso lar na maresia do nosso amado mar
É vivermos o que começamos
Com a coragem para recomeçar.
Sentir o desassossego
Nos nossos lençóis de linho amassados.
Viver em sobressalto
Com o coração aos saltos pela tua ausência.
Das lembranças, para reviver todos os momentos eternos.
Das raras vezes
Que eu não senti a lâmina vazia dentro de mim.
Desta depressão
Que me escraviza em muitos momentos....
Feita em gritos silenciosos
Que escorrerem pelas minhas mãos.
Quando nada faz sentido
É escrever como um enigma eterno.
O tempo faz da nossa vida
Uma simples história escrita num diário.
Folhas adormecidas
Onde acordo sempre nos teus braços meu amor.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"LITERATURA"

A literatura
Derruba o meu tédio
Deixando
De fora a minha solidão
Como é bom ver-te
É como ter o tempo certo
O tempo de espera
Na espera do tempo
Caminho do tempo
Do tempo um caminho
Esperança do momento
No tempo da esperança
Parir o tempo
Na estrada do tempo
Certa no momento, como é bom ler!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"CONTEMPLAÇÃO"

Escuto as notas do silêncio
Onde morre um verso numa estrada de alcatrão
Poema vazio desamparado no chão
Escrito numa folha tantas vezes ignorada
Escrevo simplesmente pelo prazer que me confere a escrita
Não para tu gostares, mas se gostares melhor ainda
O gosto de sentir a areia quente deste outono
Toca a minha alma fria no verão passado
Caminho de um destino já tantas vezes adormecido
Sinto no corpo uma dor talvez esquecida
Árvore no outono sem folhas despida de pranto
Onde quero celebrar as rugas do meu rosto.
Amar-te com o tremor das minhas mãos
Beijar a tua boca com os meus lábios calejados
Contemplar-te com emoção e serenidade...
Que repousa no meu peito
Neste tapete de outono
Onde a solidão nos abriga ao seu íntimo sonho
Escuto as notas do silêncio
Lidas e escritas numa folha em branco tantas vezes ignorada!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

FIOS DO LUAR

Pelos fios do luar
No sossego outono
Anda de efémeros sons
Os juncos de lama negra
Pelo plutão perdido no espaço

Charco de vales sombrios
Nos lençóis quentes da cama
Poesia de caído véu
Poeta purificado em urano

Essa lua brilhante da noite
De beijo dado no escuro
Abraço de espasmo cego
Num enxame de leitura efémera

Armadura de giz em Vénus
Pelos versos feitos de raiz
Alma de mercúrio vermelho
Na fogueira de velho centeio

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Minha querida mãe do céu
Dá-me a paz que preciso
A paciência que procuro
Desata-me os nós do meu coração
Iluminando a minha pobre alma
Obrigado doce mãe 🌺

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Ó doce mãe da misericórdia
Perdoa todas as falhas que tenho cometido
Alivia a minha alma deste corpo já doente
Aumenta a fé que tantas vezes me falha
Obrigado doce mãe🌺

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ACORDA AMOR 💘

Amor tu que acordas o silencio
Dentro da minha alma
Que falas ao meu coração
Que silencias todas as dores
Que o meu corpo sente
Que calas as saudades
Que o meu corpo sente de ti
E quando sorris os pássaros cantam
E as flores abrem as suas pétalas
Como se alguém as amassem
Sentindo- se amadas
E eu meu amor sinto-me num céu
De varias cores num raio de luz
Quando sinto a tua voz, o teu olhar
O teu sorriso com a vontade de te amar

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VESTE-ME O CORPO🌺

Veste-me o corpo, a alma
Para ocultar todas as minhas cicatrizes
Vestido azul, borboletas em saudade
Memórias, pretéritos de mim
Pedra presa no mar, ausência de ti
Alastra-se numa escultura solitária
Entrega-se aos olhos que não vêem
Ao coração que nada sente
A boca sem sorrisos
Aos lábios que já não beijam
Mar revolto na minha escuridão
Veste-me a alma para não ficar despida
Veste-me com amor o meu corpo de ti
Rosas vermelhas despidas de mim
Pedras molhadas no sentimento de nós

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🌺VOLÚPIA EM FLOR


⁠Volúpia em todas as flores que florescem
Entre as cores que a primavera dá
Num sortilégio sentido das palavras
Pétalas que ferem, dilacerando a solidão
Nas folhas de mágico clamor ao vento
Volúpia, encantamento da sentida fome
Abrasadora alegria que ferozmente te trinco
Num mar de brasas, ó meu eterno amor
Leva-me contigo, pois amar-te é o meu destino
Rosas na cama de escondidos lençóis em volúpia
Volúpia em flor de nos, só de nos meu amor
Rosas despidas, pétalas de felicidade em sentimento

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⁠ENQUANTO SANGRAS FLORESCES 🌹


Enquanto não sagrarem as pedras
O sal das lágrimas não secarão
A raiz deixará de sentir saudades
E os meus olhos não conseguirão fechar
Retratos da minha alma esquecida
Macieira em flor, pomar de retalhos
No meio do nevoeiro em cinzentas águas
Solta a âncora para atracar nos abraços
Que bailam nas palavras, ventania de triste vida
Para bater no fundo da esperança despida
E ao longe vejo-te como as flores desejam luz
Tecendo o perfume dos dias que nada dizem
Nas pedras que sagram dos beijos já dados
Enquanto sangras floresces em sentimento
Nas velhas primaveras das almas que lavras.

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⁠ENCONTRO-TE PERDIDO


Encontro-te perdido sem corpo
Pilares do olhar na memória
Que a sombra te guarda
Tear de agulhas que dilaceram
Na luz que destroem as almas
Vinho de fios leves na linha de água
Que vai correndo nos secos ossos
Tábuas secas de veneno, corpo morto
Dividido ombro que ampara no leito da sua morte
Nos farrapos que despedaça, sustento da vida
Coberto de oceanos em estranho errante
Nas curvas de campos floridos de dor
Encontro de pó em blasfemos sentimentos
Neste teu leito de morte já sem corpo

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⁠TROCO EM FLOR
🌸
Do cardo em flor
Vide de florido sentimento
Num céu de esplendorosas rosas
Estrela do mar nas roseiras de pedra
Sono eterno dos braços que cantam
Luz de assobio num sonhar dos poetas
Tempestade de rios nas cartas dum fino mundo

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Quando eu for velhinha
E me perguntarem se valeu a pena
Ter vivido tudo o que eu vivi
Vou responder que sim
Valeu cada segundo vivido

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Se o tempo
Envelhecer-te o corpo
Guarda na alma a tua juventude
E no coração a tua infância
Só envelhece quem quer

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Levante a cabeça
E siga por mais difícil que seja
O sol nasce todos os dias
E a vida vale sempre a pena ser vivida

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