Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
Lágrimas são como chuvinha mansa de outono, lavando a alma para que ela fique mais limpa e, então, receba com mais alegria o próximo verão...
Vejo-me simples, pequenae quase uma sombra frente ao mundo. Esteparece querer engolir os que são cumpridores do dever e carregam n'alma, ainda, uma parte boa de criança e a usam para tentar abafar o barulho intensodos que não conseguem entender: nunca saberemos o que se passa realmente com o outro, cada pessoa é única, corpo e mentee isso devemos respeitar.
Renasça a cada dia, como o sol e siga pelas horas, sendo feliz dentro do que puder, sem esquecer de agradecer pela vida que lhe permite trabalhar, estudar e ser útil.
Toda a natureza desde a aurora até o crepúsculo, nos mostra a beleza de ser, de viver e até de morrer para renascer novamente em perpétuo sim...
Olhemos tudo com atenção e carinho, não deixemos passar nem um único dia de nossa existência sem saudar a vida, a música e a poesia dentro e fora de nós...
Muitas pessoas são ricas, famosas e bonitas, mas não são felizes. Enquanto outras são doentes, não têm dinheiro, mas optaram pela felicidade. Essa vem de dentro para fora, nem tem explicação.
Fique cada vez mais forte quando lhe quebrarem. Junte os cacos e os cole com a cola indestrutível da fé e esperança. Seja mais você, sempre!
Que importa se é inverno lá fora? Podemos sempre ter o verão dentro de nós, basta sintonizar com o sol de nosso interior, exclusivo e único.
Não existe o modo certo para amar, cada pessoa tem o seu. O amor também não precisa ter definições, para alguns pode ser um tesouro de esmeraldas, a outros apenas seixos de rio deslizando ao sabor das águas. Ambos tem o mesmo valor.
Não são necessárias palavras para transmitir sentimentos. Quase sempre eles podem ser lidos nos olhos.
Ah...o mar que arrebata, que nos faz pequenos frente a ele e também que é inconsciente. Muitas vezes se enfurece, agindo sem piedade jogando suas águas nas areias das praias, levando-as indiferente. Porém num vai e vem, de repente ele se amaina, retrocede, faz marola e chega suavemente numa canção de ninar que faz tão bem! Aí chegam as gaivotinhas, nele se alimentam, ensaiam voos de alegria e liberdade que mostram a sabedoria da natureza. Tudo tem seu porque, sua hora sem vacilo, seu caminho a percorrer. Frente a tudo isso cabe a cada um de nós refletir: basta ser o que somos e simplesmente viver.
Poemas são como um denso revoar de gaivotas que empurramcom suas asas o crepúsculo.Alio poeta consegue tocar, se quiser, com suas palavras mágicas em varinha de condão.Podem tambémazular o sol que teima em ser luz amarela ao amanhecer. Num poema tudo se concebe em nome dos sentimentos, risos ou dor.
Tudo aquilo que regarmos com fé no canteiro de nosso coração é o que germinará e nos deixará mais fortes.
Quem poderá entender um poeta que fala a linguagem do coração, não do dele, muitas vezes e sim aquele da inspiração? Manda assim palavras ao léu para que caiam onde sejam necessárias, aconchegando almas como num céu ou dando alento aos que lutam sem vitórias.
Mesmo em condições adversas, quando nada mais parece favorável e o dia está nublado e cinza, de repente uma pequena nesga de céu azul e sol aparecem mostrando que a esperança existe. Preste atenção nisso, a vida continua...
O que nos acorrenta parece frágil, mas é a maior força existente, ligando nosso "eu" ao mundo exterior e pode ser chamado de amor.
A felicidade é uma porta que se abre apenas de dentro para fora. É como a pérola que fica na ostra e só nasce depois de enfrentar vazios, preparando-se assim para a vida lá fora, brilhante e valiosa.
Não devemos perder a esperança, mesmo que ela, muitas vezes se pareça com uma interminável perseguição ao impossível.
Só devemos nos importar na vida com o que sentimos e somos, não interessa o que as pessoas pensam de nós. Devemos agir sempre de acordo com a nossa consciência.
Um dia pode ser uma eternidade quando se espera o amor, mas pode-se viver o amor num único dia e ele valerá por toda a eternidade.
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