Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
Contágio livre
eu vi no metrô
uma moça sorrir sozinha
e ri
talvez, se alguém me visse sorrir
essa pessoa pensaria
que estou rindo sozinha
e riria
então
em alguns segundos
toda barra funda
estaria
à gargalhar!
Mal Poeta
Fez poeta bom de rima
Fez poeta bem se ensina
Fez dos versos sua sina
Fantasias que imagina
Emociona, contagia
Faz chorar ou alegria
Não poeta, poesia
Pois poeta é quem cria
E o que cria se copia
Se transforma, se corrompe
Como a poética democracia
Que fez mais poetas presos
Do que poetas poesias
Mais poetas censurados
Do que poetas deu ouvidos
Poetas mortos, poetas vivos
Não eleitos ou eletivos
Não faz poeta presidente
Não faz poeta o vice
Roubam do poeta presidente
Do poeta roubam o vice
Jamais a liberdade
Democrática poesia
Sem poeta, sem presidente
Não carece nem de vice
Liberdade vem do verso
Do universo a poesia.
LIMITADO, POÉTICO E SUBJETIVO
Nem ontem, nem tampouco amanhã;
o que é real e eterno é somente o hoje.
O ontem é limitado!
Tudo sobre ele já vivemos, caso contrário, não poderíamos dizer se foi bom ou ruim. Eis então o porquê do limite resistência: resgate incessante ao que se foi...
O amanhã é como a bonança que surge após uma tempestade!
Só sabemos que virá, mas nunca a hora que vingará e traz consigo inevitavelmente, prisão para os sentidos em virtude dos sonhos de expectativas alimentadas no consciente e no subconsciente...
O hoje traz mais certeza que o ontem e mais incerteza que o amanhã!
Esse mesmo hoje é tão vasto de possibilidades e intensamente sutil em percepções que quando de fato nele estamos, absorvemos toda a plenitude embalsamada do puro saber;
Simplesmente por “agora” viver...
O passado é limitado, o presente é poético e o amanhã subjetivo!
Então...
Podemos nos apegar aos pré-conceitos formados ou aos sonhos divagantes das expectativas ou tão somente nos entregamos a magicalidade surreal da própria vida...
As escolhas fazem parte do processo de resistência, entrega e libertação...
Viver é a verdadeira conecção...
Havia barulhos no porão, e todos temiam que fossem fantasmas.
Eu que sou alérgica, temia que os fantasmas fossem gatos.
O medo é tão relativo...A coragem também!
[Fernandha Franklin]
É incrível como o tempo passou
E ainda assim nada mudou
Aliás tudo somente acrescentou
Um amor verdadeiro que nunca passou.
No passar do vento
No tic tac do relógio
O vento passa
Pra levar tristeza, ganancia e ódio
Flores preenchem vasos
E lagrimas molham velórios
Moço a vida não é só lamentar,
se queres vingar na vida,
acredita que vais ter de lutar.
Nunca pares de aprender,
a vida nunca para de ensinar,
luta por aquilo que acreditas,
e com tempo e dedicação
o sucesso há-de chegar.
Para ti que tens o rei na barriga,
não penses que o mundo gira á tua volta,
faz-te homem nessa vida e luta por algo que importa.
E Tom Jobim lá precisa de letras para se expressar?
Dentre poucos compositores, mestres e artistas
Tom Jobim está dentre poucos que sem uma palavra ou frase
É capaz, de, através da música, dizer o que muitos corações tristes ,felizes, amargurados ou entusiasmados raramente são capazes de fazer
Pois música provoca sensação, ação, sentimento
Música não apenas "fala" e declara
Mas expressas sentimentos harmoniosos
E compromete-se com os bons ouvintes
Assim como um coração apaixonado é apenas um coração sem amor
Músicas não são atemporais sem boas intenções
É Tom Jobim brincando de ensinar a amar
Em que palavras são descartáveis
Mas atitudes genuínas são indispensáveis
Moço acorda para a vida
e para de viver nessa ilusão,
como é que podes falar tanta merda
se nunca tiveste noção nem razão.
Todos somos frios e categóricos ao afirmarmos:
"O amor não tem explicação!";
aí...vem um caloroso carinho categórico,
e nos dá várias explicações.
Profanos são esses delírios
Que alegram o meu ser
Corrompem minha alma
E me enchem de prazer
Numerados como os dias da semana
Encher-me de agonia eles vêm
a agonia de saber que são errados
os quais, são chamados capitais
delírios de codinome pecados.
Meu conselheiro é o vento
Com ele ando à conversar
Ainda que nada fale
Está sempre à me alcançar
Sempre me faz refletir
Em minhas lembranças imergir
Este mesmo vento sempre sopra
Trazendo consigo amargura
De tal forma, vai e volta
Sendo para mim, ares de tortura.
Dizem que cada um de nós somos uma gota no Oceano.
E somos.
Mas também somos nós que decidimos
Se seremos uma gota que gastará toda a vida no marasmo do
alto mar
Ou seremos uma gota, no meio de uma onda de revolução.
Acreditar ou não no futuro do país,
Gasta a mesma quantidade de energia.
Por que não acreditar!?
Se acreditamos e somente uma vez acertamos…
Gastaremos a mesma energia que desistindo.
Só que quem desiste não tem a chance de às vezes perder.
Quem desiste não tem a chance de às vezes errar,
Quem desiste nunca terá a chance de acertar.
O amor é essa falta do que se tem
É a presença daquela que não vem
É o que se vê quando os olhos não veem.
No picadeiro cheio de luz
Há muito o que se ver
Senhoras e senhores!!!
Grita o palhaço da entrada, todo listrado de cores
Entrai! pois não custa nada, na saída é que se paga!
Entra o palhaço em cena, explode a multidão!!! \o/\o/\o/
Ri palhaço! corpo de borracha e de aço! Rebola como uma bola, tem dentro não sei que mola, que grune, emperra, geme, zuni e faz Sorrir.
Não me defino como poeta,
pois não me vejo como tal.
A meu ver, poeta é um pessoa
que tem pleno domínio,
sobre um vasto vocabulário.
Eu, no entanto,
sou apenas um sujeito
que se deixa dominar
por um determinado número de palavras.
É tarde
meu sono não me acompanha
escuto por entre os grilos da noite
o seu acinte resfolegar da solidão
O tempo perpassou por entre nós
e não nos demos conta do fugaz desejo que embebia nossos corpos
Nossa mente fora devassada por solilóquios assombrosos
que insistiam em negar o óbvio
Minha trêmula carne desvaneceu
perante a frustrante incerteza
de não ter certeza que um dia seríamos só nós
E assim
desejosos da comunhão carnal
desejo esse alimentado pelos alambiques soturnos
embaralhado pelas confissões ao pé do ouvido
fomos nos deixando à deriva no horizonte
Enganados pelas correntes
nossos corpos tomaram distâncias náuticas
Hoje, meus olhos se perdem de vistas
e não encontram os seus
Bravejo cânticos
Provoco estampidos
Procuro nos meus dedos o toque das suas mãos
mas já não te vejo
Não te sinto
Não me ouço
Não te entrego
Nem me redimo
Fica à mercê das coisas mundanas
Procuro em cada escaninho da noite
o som dos seus passos
Mas o silêncio encerra a madrugada
Quando dou por mim
o sol rompe minha retina
mais um dia se afiança no meu destino
Sigo meu caminho na vastidão desértica
desse oceano amoroso
que a falta de seus braços
comprimindo meu corpo
me faz
Eu me lembro...
Eu me lembro
De quando tudo era bom
Quando curtiamos um som
Sem saber onde ia
Pensando em um novo dia
Me lembro de seus olhos claros
Seu cabelo incrível
Eu me lembro da felicidade que mim cercava
E da tristeza que de me sentia falta
Eu me lembro do amor que me recordo
E daquelas honrarias de esquecimento
Eu me lembro...
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