Poesia de Destino
Muitas vezes para uns
pode parecer bobagem,
mas preocupo-me
com o destino
de alguns dos generais
do meu hemisfério
porque de várias vidas
são importantes hastes
neste mundo que por
hábito colecionam desastres.
Lembro-me bem do General
que deste mundo que perdeu
a vida com companheiros
num piscar de olhos
nos céus da América Central,
à partir daí um soldado
se sentiu legitimado
à fazer de alvo um Quetzal,
parece até que tudo ocorreu
simetricamente arquitetado
para a infelicidade de todos.
Depois de todos estes anos
nunca na minha vida
pensei que assistiria
o anúncio do risco
de extinção de um Quetzal,
nesta noite não consigo
parar de lembrar
deste heróico General
que pelas existência
das matas da América Central
lutou com todas as forças até o final.
Enquanto puder falar vou fazendo
o recordatório e carregando
os versos de calvário sem fim
desta dolorosa noite que vem
sentando praça por toda
a América Latina,
o nosso caminho vem ficando
estreito a cada dia neste tempo
que entre nós pede oração,
mão estendida e toda a poesia
para uma tropa e um outro General
que continua preso injustamente,
e que desde março ninguém
tem mais notícia.
As nossas origens
nas Rosas de Alexandria
estão no meu caminho,
Sob a sorte do destino
firme sigo traçando
o rumo ao que é infinito.
Sob o giro da orbe
te busco poeticamente,
me animo pedindo fé
às tropas do continente,
E sendo voz pela liberdade
de todos os povos,
enquanto você não vem.
As estrelas e a Lua
dançam no céu da noite
feito da cor dos teus
olhos de azeviche,
A Via Láctea para nós
não será nunca limite.
Que seja na Fortaleza
de Nossa Senhora
da Conceição de Araçatuba
ou até mesmo distante,
Que a gente receba a fortuna
de ter nas mãos o amor
que a gente tanto procura.
Não revelo que tua presença
tem crescido o dia inteiro,
e que em silêncio te levo
no aconchego do peito,
Porque entre meus
braços abrigado te quero.
O punhal do destino
coloquei na cintura,
Porque amar requer
audácia e bravura,
e assim veio a dança.
No indelével paraíso
do coração em sigilo
resguardo o teu beijo
no rosto que tocou
este coração intenso.
O tempo não constrói
para nós dois o limite,
O lótus do teu amor
divino seguro firme
com as duas mãos.
No esperado porvir
desta Lua das Flores
que de nós se aproxima,
os olhos atentos se
voltam para a Caxemira.
As perseidas virão
no céu do destino,
e meus dias têm
sido de preparação
num acorde místico
e caleidoscópico.
As minhas veias
estão em chagas,
e a minha alma
queima como
as florestas turcas;
Sob todas as luas
o qanun da herança
toca mais alto
do que a promessa
de um novo amor.
A espera tem sido
tinta do presságio,
Ela tem me feito
leal companhia
onde há dispersão
e covardia instituída.
Marte e Mercúrio
em conjunção
na borda virão
e tudo mais o quê
distante achava;
A tua voz como
a única canção
a ser conquistada,
para a alegria
será sussurrada.
A espera como
via de mão única,
e como companhia
oportuna não tenta
ser maior do que
a sua existência.
Se o teu coração
não for só meu,
nada fará sentido,
e como quem guarda
o mapa do paraíso:
O amor que levo
por você silencio,
nós somos maiores
do que tudo isso,
e você também crê nisso.
O pássaro de ferro
foi detectado
e recolocado
ao destino correto,
ele não deveria
ter molestado,
assim como os
setenta outros,
e só estamos
na metade do ano.
Não há como
não suspeitar:
que recomeçou
o terrorismo elétrico
que deixou
a Pátria vizinha
num escuro tétrico.
Tudo isso parece
ter a assinatura
do Império que
não cansa de furtar
a paz alheia,
roubar o tempo,
afastando com
intrigas os melhores,
e impedindo quem
precisa a merecida
liberdade alcançar.
O General é vítima
de um pesadelo,
e está há mais
de um ano sem direito
a audiência pré-liminar
e nem um livro
até ele pode chegar,
até onde essa
dureza vai te levar?
Sinto-me triste até
pela falta de cuidado
com a saúde
do velho sargento,
porque do jeito
que está não dá.
Balneário Gaivota
Por obra do destino
entre praias e lagoas,
nasceste irmanada
com a linda Sombrio,
e por ti sou encantada.
És onde meu coração
e a razão encontram
todos os motivos para
viver em celebração
neste poético torrão.
Balneário Gaivota,
és aquarela divina
pintada pelas mãos
do nosso Criador,
a tua Natureza
é puro esplendor.
Balneário Gaivota,
te amo dia após dia,
te amo mês após mês,
sigo trotando firme
com o meu alazão
e rezando por toda a Nação
na Cavalgada de Santos Reis.
Escuta, meu amor,
na boca do povo
o pranto da Wiphala,
nas linhas e cores
das veias do destino
tem sido escrito
o poemário do século
com latino-americanos
e todos sacrifícios
em nome da liberdade
e dolorosos fatos.
O perigo dos governos
autoproclamados,
com apoios de países
com vil interesse
é para semear
o genocídio e depois
fazer os seus
crimes apagados,
porque juridicamente
são menos do que ratos.
Escuta, meu amor,
não nos encontramos,
não sei nem se
um dia nos encontraremos,
peço que a tropa e o General
não os deixemos em nome
do que nós acreditamos;
Sofro a dor dos humildes
que os homens do golpismo
da Bolívia estão matando
e no Chile outros andam
o seu povo estão cegando.
O General que
foi levado
sem destino
agora ocupa
a cela que
havia sido
ocupada
pelo deputado
no sombrio
cárcere de
Fuerte Tiuna.
Amazônicas
cinzas que
sagram
a constante
indignação
um espírito
ameríndio
que não
se ajoelha,
não se rende
e na vida
não se cala
por nada.
Os Generais
que ali estão
são três,
Neste cárcere
onde não
há justiça
muito mais
do que
há um mês.
O destino tem
a sua sedução
e colocou você
para ser paixão,
E de um jeito
inesperado fez
o meu coração
o teu coração;
Ele que antes
de você chegar
era muito mais
duro do que aço,
E agora mora
dentro do melhor
abraço do mundo.
O destino
conta com
a nossa
boa vontade,
e Todos
os Santos:
nas mãos
da sereia
oculta
está a concha
acústica
da História
que clama
pela verdade.
A justiça
e a paz
como
poemário
do jeito
que deve
ser em
nome
da grandeza
de todo
um povo
sempre
pede diálogo.
O capricho
político não
leva a nada,
a História
é muito clara:
boliviana
nasceu
Antofagasta,
por mais que
uns ignorem
e tentem
mudar o quê
foi escrito,
porque da
memória
ninguém apaga.
LXXXIV
Tua gente veio
e o destino fundou,
a tirolesa cruzou
o céu da memória
que foi com amor
foi feita a História.
O sino da Matriz
a manhã brinda,
não deixa esquecer
que a herança de fé
é a coisa mais linda.
Tua gente cruzou
um Oceano inteiro,
o acorde na gaita
do tempo tocou:
tudo nesta terra
cada um superou.
O passo do teu
lindo folk trentino
ninguém parou,
em nós e aqui
mora a esperança.
Tua gente semeia
com boa vontade
e colhe com a bênção
das matas serenas,
não teme desafios
e faz a vida valer a pena.
Dos teus olhos cheios de mar
do amor que mora em nós dois,
Temos um destino a cumprir
a vida para viver sorrindo,
O amor não vivido para cultivar.
Verdade, céu, inferno e amar,
no teu coração eu vou chegar.
Demos as mãos, vamos seguir
a vida não há de atentar...,
O Universo irá sereno se abrir.
Dos beijos que eu não lhe dei,
eu vou em versos contar:
- Meu delírio em noite de luar
Berço esplêndido de amar,
Riacho imenso e límpido;
É este corpo feito para navegar.
O amor virá para sempre ficar,
ainda que mui menino,
Tão lindo moreno e poeta do mar,
és meu seguro e secreto refúgio,
Doçura de (arrebatar),
Espero que venhas em breve,
Fazendo não só a dedicatória,
Escrevendo o meu poema
E me tirando para dançar.
Ao poeta do mar...
Eu não acredito em amores perdidos,
e sim nos amores não encontrados...,
O destino costuma pregar peças,
eu quero te colocar sob meus cuidados.
O amor nas letras poéticas do Sol
que chegará calmamente...,
No desabrochar do arrebol,
eu desejo amar-te solenemente.
Eu não acredito em amores passageiros,
e sim no amor que rompe fronteiras...,
O divino amor não passa,
ele reúne dois e formam inteiros.
O amor nas rimas eróticas do amar,
que chegará deslizando...,
Nas ondas da água do mar,
eu estarei neste barco embarcando.
O amor que não passa
e nele crê, confia e espera.
Ele virá sem dúvida,
com uma infinita argúcia,
devastador e forte,
Como as forças da Natureza,
Eu sei que ele virá,
com a profundidade dos oceanos,
E com toda a sutileza que há de ser,
e nenhuma câmera irá capturar...
O amor virá arrebatador,
- ele já está escrito
O Universo está ciente,
que o amor de verdade virá,
O meu amor que não passa,
e jamais [passará];
Como derradeiro que é, se eternizará.
O teu sorriso aceso tem a luz
Das estrelas acesas do céu,
O meu destino escreveu
Nos canteiros mais coloridos,
O meu coração nunca esqueceu
Das luzes da ribalta avistadas da barca;
Ah, essa primavera que não passa!
O teu nome é sinal de pura censura
No mundo das pessoas perfeitas,
O meu peito arde de tanta loucura
No arder das plenas reminiscências.
O teu perfume ao vento paira
Com a força de um vero jasmineiro,
O verso que arranquei para ti
Foi do mais lírico [canteiro...,
O manancial deste substantivo
Tão abstrato e dolorido
Que bate no peito como concreto;
E para alguns é como canto secreto.
O teu nome é sinônimo de ausência de luz
No mundo ninguém sabe como surgiu,
O meu caminho para ti me conduz
No passo do tamanho do céu de anil.
Desta culpa sou ré confessa:
- Por ti morro de saudades
Sei que vou acabar enlouquecendo;
Com o peito que vive a bater forte,
Ele está sempre por ti doendo...
Deste Sol que não se apaga:
- Por ti escrevo versos de saudades
Sei que vou acabar sozinha,
Com o peito estrelado em versos,
Que para este mundo está se descrevendo.
Somente entende quem tem peito,
E com ele fielmente escreve.
O destino imperfeito
É governado pela chama Celeste.
Compreenda que tudo tem jeito,
E com Ele tudo entra no trilho.
O Amor é perfeito,
É luz em nosso caminho...
Somente entende quem ama,
E por amor sofre, nunca reclama.
O impedimento não apagou a história,
É com ele que se tempera a chama.
Contando com as horas ao nosso favor,
Escrevendo poesia para esconder
- a minha dor -
De ter deixado para trás o nosso amor.
Navegando nas tuas águas
(ilimitadas)
Escrevendo o meu destino
(infinito)
Circundando a tua ilha
(exuberante)
Rodeando as 158 estrofes
(gloriosas)
Escutando o teu Hino...
Ramo de oliveira
No bico da pomba
Também é poesia
Sem se dar conta.
Encontrando nas areias
(paradisíacas)
Os beijos das sereias
- encantadoras -
Escutando as tuas lendas
(gregas)
Nas tuas vozes
(cipriotas)
Eu acredito, e confio
No desejo de paz duradoura.
Asa de poeta
No bico do verso
Rama poética
Você é parte do Universo.
Na tua gente escrita está
A poesia e o (mistério)
De cada Deus e sua musa
O cordão (etéreo)
Que faz o encanto cipriota
Viver para ser eterno.
Nas tuas ondas bravias
Nas espumas brancas
Desfeitas no (azul)
Recebam as linhas
Tecidas dos meus ventos
Vindos do meu (Sul).
O rancho rodeado
pelo verde esmeralda,
A vida rural seguindo
o seu destino,
O sul do país possui
uma verdadeira joia,
A vida rural possui
o seu fervoroso ledo,
O amor dela é afeito
aos detalhes,
A vida rural enfrenta
muitos entraves,
E tem dado provas
que com fé na terra
quase tudo
- se resolve -
tudo liberta!...
O homem do campo é o herói
que tem calma,
A vida rural
é o vero paraíso,
O sul do país tem mostrado
que é aguerrido,
A vida rural não
tem nenhum segredo,
O amor dela se revela
em todos detalhes,
A vida rural é vida
por todos os lugares,
E tem sido a vera
heroína desta terra
resistindo as ditaduras,
e vivido de espera.
De sol em sol,
com as mãos em ação
O homem do campo
segue plantando:
o futuro da nação.
De sol a sol,
com as mãos ocupadas
O homem do campo
segue plantando:
enfrentando as gentes
de 'poder' e as geadas.
De chuva em chuva,
e com as mãos ocupadas
O homem do campo
segue cuidando:
do futuro do país.
De chuva em chuva,
e com a mãos em ação
O homem segue cuidando:
Do dever de casa
que todos deveriam
ter feito.
Fiz o voto
de perder-me
imensamente
Somente em você,
exclusivamente;
Estranho destino
é o meu de tê-lo
Abrigado em meu
coração silente.
Como se diz
poeticamente:
Chegaste como
um amanhecer
- lindamente -
Dominaste-me
carinhosamente.
Fiz o voto
mesmo distante
De somente
te pertencer,
E resistir à tudo
Que me empurre
para longe
De você.
A minha confissão
é clara
- fiel -
E plácida como
os bordados
Feitos com os
fios coloridos
Da vida,
Que nos afastou
e nos brinda,
Por ainda crermos
nesse amor,
Abençoado pelos deuses,
Pelas ninfas
Recebendo a coroa
de trigo
Pelas mãos
campesinas.
Não tenha receio
- do destino
E nem de escrevê-lo,
Observe o caminho,
Este é o meu pedido!
Celebram e revoam,
Sob o céu colorido,
E sobre o mar de chumbo,
Assim são os pássaros,
Livres como o teu amor,
Que é o maior do mundo.
Os teus dedos tocam
A Lua e a estrela;
Paciência de esteta,
Que ama com beleza,
E refinada cadência.
As areias seguem o curso,
Somos como elas,
Temos leveza, e pertença
O receio não nos pertence;
Só exclusivamente o perene.
Os teus lábios macios,
Intensos e atrevidos,
Doces e quentes,
Não meteóricos,
Etéreos e atraentes.
Esbanjando essa fascinação,
Airosa sideração,
Não menos dispersa,
Encantamento de quem guarda
Para dois amantes:
o cálice da paixão.
Na prece silenciosa
desta tarde azul,
não paro de pensar
na força do destino
deste amor bonito
que há de nos unir.
O Sol dando beijos
na mata verde,
parece até contigo
que nunca sai
da minha mente.
O romance da Lua
tão aguardada
que prateando
a mata adormecida,
há de entreter-me
esta noite porque
não tenho você
para me distrair.
Tudo isso me faz
meditar as cores
da Pátria gentil
que erguidas num
dos topos do mundo,
trazem um sinal
parecido comigo;
porque em teu
peito vou ocupar
território fixo,
e jamais deixarei
que me toquem em retiro.
