Poesia de Medo
Quando o verbo em mim calar
cessará todo o julgamento do mundo
a consciência do medo se dissipará
e hão de se fechar todos os abismos
então reinará o imponderável silêncio
sobre o discurso da dúvida
e a verdade terá enfim seu pleno espaço
a luz iluminará sem temor a escuridão
E quando chegar esse momento sagrado
não haverá mais intrigas nem artimanhas
o amor enfim será o nosso guia
e a paz reinará nas almas mais danificadas
Então minha alma poderá voar livremente
sem medo de ser julgada ou incompreendida
e o coração feliz baterá em plena harmonia
numa eterna sinfonia de amor e vida.
Ó medo que me amedronta ao sair
De casa, em busca de quem me conforte
Se pudesse encontrar-te, ó doce sorte,
Em algum ponto dessa vida a fluir
Nesta cidade que me cerca a dor,
Não há esquinas, só ruas agitadas
Pessoas que não se olham, nem se amam,
Tenho receio de sair desse torpor
A solidão me acompanha nesse andar,
Em quatro paredes, mas não me basta,
O monstro dela parece me atentar
Não quero que ela me devore, é gasta
Minha alma, preciso me libertar
Compartilhar a vida, talvez a encontre lá
Eu pensei em te falar, mas fui contido
Por medo da resposta que teria
E então sozinho, fiquei submetido
A dor que a tua ausência me causaria
Escolhi o sofrimento momentâneo
Pra não ter que sentir eternamente
A dor da tua falta, o descompasso
E assim, seguindo em frente, muito embora
Com o meu coração ainda ardendo
Sigo fiel ao amor que ainda chora
Pois mesmo sem te ver, sem te encontrar
Sigo te amando, sem me arrepender
Fiel ao que sinto, a te esperar.
Não importa quantas vezes caiamos
Sempre há a chance de recomeçar
O medo pode nos paralisar
Mas é a coragem que nos faz avançar
E quando pensamos que tudo está perdido
Uma mão se estende para nos levantar
Os amigos nos ajudam a encontrar sentido
E nos mostram como é possível sonhar
Assim, mesmo que a vida seja dura
E o caminho se mostre tortuoso
Ainda há motivos para sorrir
E acreditar no nosso próprio valor
Pois cada um de nós tem uma luz
Um brilho que é só nosso e de mais ninguém
E quando nos permitimos ser quem somos
Descobrimos a alegria de ser alguém
Não me peçam razões por meus ais profundos,
Porque em minha alma tudo é turbulência,
Sem ter medo dos riscos nem dos rudes,
Porque eu sigo um caminho de intensa vertigem.
Não peçam por que cantamos as paixões,
As dores em nossas vidas tão intensas,
Cantamos para que não as sufoquemos,
E para que as floresçamos em nossas mentes.
Por que razão cantamos tão intensamente?
Porque a voz que carregamos no peito
É um grito que faz romper as algemas,
E nos torna seres livres do preconceito.
Não me peçam razões para eu seguir,
O caminho que escolhi pra mim,
Pois é o meu coração que guia meus passos,
E minha alma que me leva além do fim.
E assim, sem explicação ou razão,
Sigo meu caminho, sem temer a solidão,
Pois sei que cada passo meu,
Me trará mais perto de minha própria evolução.
No abismo do caos, surge o medo aflito,
Envolto em vinho, busca-se o equilíbrio,
Na metafísica, a alma encontra abrigo,
E a angústia se mistura ao sublime grito.
Em cada gole, os sentidos se agitam,
O vinho embriaga, num manto de encanto,
No cálice, a essência de um sonho sacro,
E a mente se perde em versos que gritam.
Na dança etérea dos sentidos inquietos,
A metafísica encontra seu sentido,
E a angústia se dissolve em cada verso.
Num universo vasto, misterioso e lindo,
O sublime se revela em cada gesto,
E o vinho nos conduz ao amor divino.
O medo de sair de casa me assombra,
se pelo menos soubesse que te encontraria,
numa esquina qualquer da vida.
Mas, na cidade onde moro, não há esquinas.
As ruas são infinitamente movimentadas.
[Verso]
Medo de sair pela porta
Desejando te encontrar com certeza
No barulho movimentado desta cidade
As ruas não têm mais esquinas
[Verso 2]
Multidões empurram dia e noite
Sentindo falta de lugares onde poderíamos
Nos encontrar na luz
Mas as sombras roubam nossa luta
[Refrão]
Cidade sem esquinas
Fora de controle
Não consigo encontrar amor no trânsito
Tudo está tão estático
[Ponte]
Rostos aleatórios passam por mim
Apenas reflexos nos meus olhos
Esperando que nossos caminhos se cruzem
Mas não há onde se esconder
[Verso 3]
Ruas intermináveis e solo agitado
Não consigo te ouvir no som
O ruído da cidade me mantém preso
Mas ainda espero que você apareça
[Refrão]
Cidade sem esquinas
Fora de controle
Não consigo encontrar amor no trânsito
Tudo está tão estático
Tatuagem Invisível
Jamais tatuei meu corpo — não foi medo,
Mas por respeito à pele e ao seu clarão.
É nela que o silêncio se faz imensidão,
É nela que se oculta o meu segredo.
Quem sangra e não soluça, busca cedo
Marcar na carne a dor, sua prisão.
Mas minha dor gravou-se em dimensão
Que foge ao ferro, ao traço, ao frio enredo.
Só tenho uma inscrição — Iranete, amor —
Cravada em mim no osso e na retina,
No vão da alma onde o tempo se desfaz.
E o mundo, ao me olhar, vê esse fervor:
Um nome eterno em luz, sem tinta,
Que só se lê no corpo feito em paz.
Por Evan do Carmo
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
O sábio tenta convencer alguém
pela mansidão da palavra,
enquanto o tolo tenta impor o seu
medo, através do pavaroso grito.
O mesmo medo que nos amedronta, e que nos apavora, é o mesmo medo que também nos protege contra o perigo, porque toda coragem, é antes precedida pela imediata ausência do medo.
Uma liderança omissa ocupa uma posição de silêncio,
medo de responsabilidade e de incompetência diante
de seus liderados.
Fazemos coisas maiores na vida quando superamos o medo,
ainda que alguém nos diga que não devemos fazer.
Meu Medo
Estou preste a explodir,
Em meio ao desespero vou rir.
Não tem graça e muito diversão,
Ter medo de desistir
A fobia é abandonar
Meus sonhos, perder a esperança, desistir da vida;
Tenho medo
De não me encontrar
Desistir de tentar continuar,
Meu medo é me abandonar
Meu medo sou eu
Do que posso me tornar.
Protegendo de todo o escuro,solidão e medo.
Afastando todo aqueles que querem te fazer algum mal.
Estando do seu lado como um escudo , e com palavras doces .
Afogando o orgulho ,vencendo as mágoas .
Jogando nossas verdades em ventiladores e mentiras sendo enterradas em lugares onde o sol nunca iluminará.
Construindo fortalezas que nunca mais serão derrubadas.
Está tão para mim, quanto tão para você nesse momento .
Eles não sabem pedir desculpas, se embaraçam, se estilhaçam e se atropelam .
Medo de que os erros se repitam tentam ensinar o máximo que podem, a verdade é que impor é um objetivo e amar é lei.
Vejo o medo, frustração e insegurança em seus olhos que se oprimem atrás de uma carcaça rude mas, que se desfas rapidamente com qualquer dor ou arrependimentos que sentimos.
O quão amáveis e rigorosos são, o quão ajudam e atrapalham nossa vida, o quão importantes, verdadeiros e humanos são !
Não tenha medo de dar o próximo passo.
Um novo caminho abre-se à sua frente.
Uma nova oportunidade surge. Não desanime! Finque o pé e siga confiante. Pode ser que aconteça tropeços e até possíveis quedas. Mas não desanime. Porque a felicidade não significa caminhos sem deslizes. Mas a felicidade acontece quando você se esforça para superar dificuldades e aprende com ela.
Deus está com você. Confie N'ele é prossiga!.
Todos estão a todo momento tentando construir sua história. Com medo ou coragem. Quando você interfere com seu egoismo você não é esperto, leva apenas uma vida de sentimentos medíocres.
Assuma suas escolhas. Não tente transferir.
A sua conta só aumenta com o que é sentimental e espiritual.
Tenho medo que as pessoas transformem os meus filhos em ladrões, assassinos e Marginais, pois, estamos numa sociedade onde tudo está um cão.
Daniel Perato Furucuto
