Poesia de Mae para meu Filho Homem
Meu poema: SINTO
Sinto
Sinto muito
Sinto Saudades
Saudades...
Da infância
Dos amigos
Dos meus pais( in memorian)
Da primeira professora
Dos meus pastores
Da primeira escola
De momentos incríveis
Sinto
Sinto?
Sinto muito
Por não está do seu lado agora
Por não ter certeza de que tudo está bem
Mas também eu SINTO
uma alegria enorme
Pelos amigos que conquistei ao longo dos anos
Pelas conquistas no mercado de trabalho
E principalmente
Sinto Deus agora tocando em nossas vidas
E dizendo: Filha,Eu estou aqui!!!
Isabel Carvalho,em 05 de novembro de 2010
Abraço o seu abraço
Abraça meu abraço?
Da um laço
Num dia de cansaço, um laço, um abraço, um braço.
Um braço seguro, segura meu abraço e nao o deixam acabar?
Como acabar com um abraço que mais parece um laço? Um Laço de carinho, um laço de braços... Laços
Tomara que tempo não passe, e que eu passe carinho, entrega e riso. Quanto mais apertado melhor, quanto mais dois, um...
Um despertar da entrega ao passo que o abraço se aperta, da volta, se entrelaça, abraça... Sincero olhar que desperta um sorriso próximo, um sorriso que quanto mais um, dois...
De que vale um braço sem o abraço? Seria um caminho à parede, uma escada às nuvens, uma boca solitária sem um riso e o som do reflexo de uma surpresa.
MC JOHN ESTILO CACHORRO
SERÁ INEVITÁVEL QUE VOCÊ TA ME QUERENDO EU SEI QUE TU SE AMARRA NO MEU JEITO MULHERENGO ESTILO CACHORRO EU SOU PESADO DE OURO EU TÔ VAI VENDO VAMOS TIRANDO ONDE DESSE JEITO (REFRÃO)
LUZ, CÂMERA E AÇÃO QUE EU ROUBO A CENA EU SOU SUA ATRAÇÃO MAS NÃO ATOR DE CINEMA EU SE QUE VOCÊ PIRA SE AMARRA E ADORA OFUSCA A SUA VISTA O BRILHO DAS MINHAS CORDAS.
NA PORTA DA SUA ESCOLA VOCÊ FURO A MINHA LUPA AGORA É A HORA PRA MONTAR NA MINHA GARUPA NA MIL E CEM CILINDRADAS VOCÊ VAI TER SUA SORTE APERTA MINHA CINTURA QUE É ESTOURO NO NORTE
PODE SE DIZER QUE É TOP O QUE EU TENHO AO MEU REDOR CARRO, MOTO E MULHERES TUDO DO BOM E MELHOR O BRILHO DO MEU OURO HIPNOTIZOU VOCÊ MEU ESTILO CACHORRO FAZ BANDIDA SE RENDER
NASCEMOS PRA BRILHAR E O SENHO É MEU PASTOR E NADA NOS FALTARÁ SE O QUESITO FOR VALOR E TÃO SE PERGUNTANDO QUAL É A FITA DOS MOLEQUES E A RESPOSTA É O SENHOR QUE NOS FORTALECE
Meu conhecimento tácito
No meu mundo me balanço
Meu conhecimento é tácito,
mas quero saber o que faço
para torná - lo explícito!
Fui buscar por curiosidade
e descobri que é só socializar.
Interagir que se bem da verdade,
é um saber no outro para se encontrar!
O insight é como intuição
cada um tem os seus.
Esse saber tem observação...
Quando vejo os meus
percebo às vezes, a emoção
e às vezes, vejo Deus!
Maria Lu T S Nishimura
Fostes tu
Fostes tu minha inspiração
Fostes tu minha razão
Fostes o meu mais belo sonho...
Fostes razão dos versos que componho!
Agora, sou apenas eu
Minha espera de ti se perdeu
Fostes e ficastes para traz,
Resgatei minha paz!
Olhares, suspiros e desejos vãos
Abraços em nó deslaçados e nãos
Cansei de ti e deixo-te aí no chão,
Cansei de magoar meu coração!
Meu amor é desejo e muito mais
e em ti cancelei todos os ais!
Agora tenho minha paz...
Pois encontrei outro rapaz!
Maria Lu T S Nishimura
EU ME NEGO À MALDADE
Não vejo um palmo diante do meu nariz,
Porque a minha visão eu refiz.
Escureci para esse mundo que não quis
Desfazer-se da agonia
De fazer o mal todo dia.
Eu me nego à maldade,
Ao egoísmo ou à falsidade.
Me nego ao que me incomoda,
Mas que a tantos engorda:
Regozijar-se sobre quem
Vive sem um vintém;
Sobre quem é fraco de verdade
Porque é vítima da crueldade.
Eu enxergo distante.
Enxergo longe.
Enxergo grande.
Busco o amor que se esconde
No coração de quem
Só pensa em fazer o bem,
Sem mesmo olhar a quem.
Espero pela cumplicidade
De quem só quer a igualdade.
Acredito na bondade,
Na partilha e na irmandade.
Acredito nas almas boas
Que habitam em algumas pessoas.
Acredito no que duvido:
Que não haja amor entre os humanos
E que todos os homens são tiranos.
O mundo só é mau para quem se nega
A amar uns aos outros sem distinção
E sem fazer sobreposição.
O mundo pode o bem dividir,
Se cada um, que sabe de si,
Reconhecer que amando o outro
É que se pode ser feliz.
Nara Minervino
SOU AVE. SOU PASSARINHO.
Sou ave.
Sou passarinho.
Meu voo é bem de mansinho.
Mas se estou apressado,
Faço um voo descuidado:
Voo alto ou dou rasantes,
Nunca voo como antes.
Não ligo pro que dizem as gentes:
"Se quer voar, nem tente"!
Acredito nas minhas asas
E na força que elas têm,
Porque, quando eu sinto a pressão,
Vou de pássaro a gavião.
As asas as quais eu tenho
São as melhores de voar:
Conduzem-me em meu caminho
E não me deixam perder o ar!
Sou ave.
Sou passarinho.
Sou bicho solto que voa,
Mas, se encontro bom ninho,
Do meu voo as asas pousam.
Me perco no aconchego
De um afago acolhedor
Que não corta minhas asas,
Porque sabe quem eu sou:
Um pássaro, um gavião
Que precisa sempre voar,
Mas que alegra o coração,
Quando tem onde pousar.
Nara Minervino
EU
Não me aborreço facilmente,
mas a raiva que me alcança
eu domino fácil demais,
porque meu coração,
que é amor,
não abre precedentes
pro rancor.
Nara Minervino
DESISTIR OU SEGUIR EM FRENTE?
Que minha vontade de desistir
seja menor do que
o meu desejo de seguir em frente.
Nara Minervino
No meu love não tem game over
Eu quero você meu love
não quero um game over.
O amor não é um jogo,
na aposta em uma mesa de poker!
Pare de fazer jogo comigo;
Pare com isso;
Quero você meu love...
Quero você comigo.
Comigo não há vacilo não
Confia...tenho amor pra te dar
Meu love...quero te amar;
Não faço jogo...
No meu amor não tem game over.
Não estou fazendo aposta
numa mesa em um jogo de poker!
O meu love é sincero
É você que eu quero
Vem amor...
Vem no meu love,
Me surpreenda que me comove...
No meu love não tem game over!
A maior tempestade
Da minha vida
Apareceu inusitadamente
Num dia que eu precisava
Lavar meu pranto
Não veio de mansinho
Mas trouxe consigo o sol
Com que eu agora vejo outro caminho
Sempre tento viver um amor
Mesmo em tantas decepções
Toda vez acabo com meu coração partido
Sinto-me perdendo os meus sentimentos
A cada decepção meu peito se esvazia mais e mais
Acho que só resta um pouco de amor em mim
Está é a última vez que tento
Cansei de sofrer
Sinto-me sugado
Como se minha alma chorasse em desespero
Sinto que nada mais importa
Tenho vontade de sumir
E vou acabar sumindo mesmo
Me perdendo de mim mesmo
E descansar em paz.
Baile do coração
Girei o ombro
Abri o peito
Seu corpo colado no meu
O corpo tremeu, desceu até o chão...
E o meu coração bailou junto do seu!
Baile do coração é assim mesmo
Tem que ter par
Senão ele não dança
e fica a esmo!
Vem pra junto de mim,
Vem bailar com meu coração
Vem fazer tremer meu corpo e descer até o chão.
Se o ritmo for bom
dançaremos por todo o salão!
Eita...que tá bom...
Este baile do coração!
Nosso corpo treme que treme...
Dançando pelo salão!
Via Dolorosa
Sigo o trilho do meu ser,
Sem querer ser nem saber
O que me ha-de prover.
Munido de cobardia,
Arde em mim o adágio.
Propender que não agia,
Juiz pobre do ser,
Encostado à lombada
Julgava ter carácter
E menção para contender.
Certezas à chumbada,
Injustiças solver,
Casos vindos do nada,
Que o soldado na parada
Jurou não mais combater.
Sofrimento rio em que nado
Rumo à margem ansioso e crente.
Escapa-me da mão o tronco pendente,
De tanto nadar contra a corrente.
Rio que me lavas a vida,
Cada vez que engulo o vazio
E encharco meu pulmão doente.
Mas não desisto da braçada,
Escapa-me a margem à tangente,
Miro-a daqui enquanto trago água.
Miragem que é sinal de fumo,
Onde o apache escreveu resumo,
Da minha ofegante falta de coragem.
Padecem-me as forças,
Deste rio me inundo.
Sinto com a pontas dos dedos
Os seixo e lodo no fundo.
Dura pedra, vil mensagem,
Culminar esta viagem
No barranco da mesma margem.
Pois do profundo trouxe pedras.
Da peleja não mais miragens.
Das pedras o saber de aprendizagens.
Reconheço no vazio
Um sentir contra o sentido,
Pois não fora outrora um prodígio
E talvez nunca serei um ser bem entendido!
Diáfano Impreciso
Entre o meu ente e o teu ente,
Há uma colisão, um encontro de um só ser.
Acordo de duas almas qualitativamente
Que se encontram por prazer.
Do lado de um fado, há um lado!
Do fado ao lado, outro fado!
Do lado da fronteira, há uma asneira!
Ao lado da asneira, outra fronteira!
Uma reza,
Rotina
E rotineira!
Entre os entes há as mentes.
Há o sentido figurado,
Onde o meu coração,
Foi começado,
E o teu... foi destroçado!
A ambígua maneira de dizer,
Em suma o que acontece:
É que o teu ente quis viver;
O meu ente, ao que lhes parece,
Fez da curva, reta, não quis ser!
Um ente foi para o que veio!
Outro ente veio para o que foi... ser meio!
Ao lado do que padece, há um que se estabelece!
Do lado do um que se estabelece, o outro, de si... se esquece!
É uma escuridão.
Diáfano turvo,
Que enlouquece!
Entre o teu ente e o meu ente,
O que não colide passa ao lado.
Passa sem comum e repete concomitantemente
Que o prazer não foi encontrado!
Dois lados esburacados,
No meio da fronteira.
Dois soldados,
No meio, uma trincheira,
Onde as munições são fados!
O prazer... é a asneira,
E o ente,
Dois corações despedaçados!
O círculo é laranja.
O traço é eufemismo.
O polígono é o que se arranja,
E o dormir,
É o que da vida...
Se esbanja!
Nada mais importa agora
Você foi embora e eu fiquei tão só
Sigo, sem saber meu rumo
Eu não me acostumo sem você aqui
De que vale ter tudo na vida
De que vale a beleza da flor
Se eu não tenho mais teu carinho
Se eu não sinto mais teu calor
Hoje, eu estou tão livre
Posso amar a quem quiser
Mas nada me interessa
Mesmo que ofereça
O mundo aos meus pés
De que vale ter tudo na vida
De que vale a beleza da flor
Se eu não tenho mais teu carinho
Se eu não sinto mais teu calor
Sei, outro alguém te ama
Pensa que você já me esqueceu
Mas ao senti-lo perto
Tudo é tão deserto
Você pensa em mim
"
"Esses olhos que leem, acalmam o meu coração, lembrando das situações que viveram e das emoções que sentiram. São minhas luzes, minhas palavras e minha direção”.
Nen Araújo (1920-2015)
"Meditação"
Meu mundo é vasto;
E as vezes nesta vastidão toda eu escapo um pouquinho, me deixo me perder, consciente do caminho, pra na hora que desejar, saber como voltar.
O que seria de mim se não fossem as curvas sinuosas que percorro no meu íntimo?
Toda a vastidão daria lugar a um profundo vazio, e a toda superficialidade que ele é capaz de carregar.
Mente silenciosa em meio a todo o barulho que teima em continuar.
E é deste silêncio barulhento, que consigo me conhecer por dentro, compreendendo que esse barulho aqui dentro, é uma outra parte de mim tentando me enganar.
Enxergo, sinto, acolho, agradeço e deixo partir.
Sem receio de onde cada curva vai me levar.
Apreciando cada fagulha, deste meu universo tão íntimo, fragmentos distorcidos, sombras e luzes vão emergindo, deste momento divino, até a hora de equilibrar e retornar.
E é neste mergulho profundo onde devo sempre estar!
Gratidão ao TODO
Namastê
Poetizando-me
E se eu ficar sentimental?
Eu te dou meu colo.
Se eu me perder nos pensamentos?
Prometo ir te buscar.
E se eu não estiver com vontade de conversar?
Fico em silêncio ao teu lado.
Mas se quiser e precisar chorar?
Faço chover para te ajudar.
E qdo eu tiver crise de riso?
Te faço cossegas pra você não mais parar.
E se der vontade de andar por aí?
Seguro na sua mão e caminho ao teu lado.
Se eu não conseguir parar de falar?
Meus ouvidos sempre estarão prontos pra te escutar.
Se o medo me rondar?
Canto pra você até ele te deixar.
Se me sentir meio perdida?
Te abraço até fazer se lembrar quem tu és.
Se o sono me abandonar?
Mantenho meus olhos abertos até os seus se fechar.
E se eu resolver ir embora?
Vou ficar triste, mas compreenderei que te prender não vai te fazer plena e feliz.
Se eu decidir voltar?
Se decidir voltar, saberei que em todos os instantes que vivemos, fui importante pelo menos um pouco pra me tornar seu porto seguro.
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