Poesia de Cora Coralina aos Mocos
Quando fico sem escrever por muito tempo,minha mente mergulha na piscina da preguiça,e eu fico lenta e louca para jogar umas poucas palavras para fora.
Não sou como todo mundo.Gosto de reparar o feio assim como reparo o belo.E gosto mesmo e muito mais do feio,ele é um mundo a ser corrigido,redesenhado,pintado e decorado e o belo não,ele já está feito,e é tão difícil fazer reforma,o risco de errar é muito grande.
Quando é cinza,eu falo.Quando é branco,eu sorrio .E se vier a vontade chorar,eu choro em qualquer lugar e a qualquer hora.
É quando um acontecimento aparece na sua vida e o faz despertar, provocando uma mudança interior. Sempre para o melhor. Metanoia.
Gosto de pensar que, se você tivesse o meu coração, não deixaria que nada ruim acontecesse com ele.
Ame por cada segundo, ame da sua forma. Nada me faria mais feliz do que te ver amando. No fim, ser feliz também é um ato de amor. O maior deles, talvez.
Talvez o amor seja um risco, mas é um risco que estou disposta a correr e, como você disse, não é uma escolha. Eu nunca pensei que poderia amar alguém assim, mas me apaixonei por você. Eu lutei contra isso. É a primeira batalha que não me importei de perder.
Amor é quando você se sente seguro nos braços de alguém, quando ele é a primeira coisa que você quer ver de manhã... O amor é se render. Você corre o risco de se machucar, mas não se importa. Você está disposto a dar a alguém o poder de quebrar seu coração.
Amor significa ver alguém no seu pior e ainda ver o que há de bom nele. Amor significa que alguém é perfeito para você, apesar de suas imperfeições.
A vida é injusta... Ela quer esmagar você, mas você não pode deixá-la vencer. Você tem que forçá-la a seguir suas regras.
Um país nasce de guerras e histórias, um guerreiro se orgulha delas, faça a sua família se orgulhar do legado que você irá deixar.
É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?
O amor dela era mais do que inflexível. Era brutal, com força industrial. Um amor enérgico que nunca dava espaço para nem um centímetro de fraqueza. Era um amor que via o que era melhor para você dez passos adiante e não se incomodava se doesse feito o inferno no intervalo. Quando eu me machucava, ela sentia com tanta profundidade que era como se fosse a sua própria aflição. Ela só era culpada por se preocupar demais. Agora eu tenho essa percepção, mas só quando olho para trás. Ninguém neste mundo jamais me amaria como a minha mãe, e ela nunca permitiria que eu me esquecesse disso.
Minha mãe expressava amor por meio da comida. Por mais crítica ou cruel que ela pudesse parecer – sempre me forçando a atender a suas expectativas obstinadas –, eu sempre sentia o afeto dela irradiando das merendas que ela preparava para eu levar à escola e das refeições que ela cozinhava para mim bem do jeito que eu gostava.
O amor era uma ação, um instinto, uma reação suscitada por momentos não planejados e pequenos gestos, uma inconveniência a favor de outra pessoa.
Pelo resto de minha vida, haveria uma farpa no meu ser. Doendo desde o momento da morte de minha mãe até que fosse enterrada comigo.
Às vezes, meu luto é igual a ter sido deixada sozinha em uma sala sem porta nenhuma. Toda vez que eu lembro que a minha mãe morreu, parece que estou batendo contra uma parede que se recusa a ceder.
Meu Coração
Eu tenho um coração um século atrasado
ainda vive a sonhar... ainda sonha, a sofrer...
acredita que o mundo é um castelo encantado
e, criança, vive a rir, batendo de prazer...
Eu tenho um coração - um mísero coitado
que um dia há de por fim, o mundo compreender...
- é um poeta, um sonhador, um pobre esperançado
que habita no meu peito e enche de sons meu ser...
Quando tudo é matéria e é sombra - ele é uma luz
ainda crê na ilusão, no amor, na fantasia
sabe todos de cor os versos que compus...
Deus pôs-me um coração com certeza enganado:
- e é por isso talvez, que ainda faço poesia
lembrando um sonhador do século passado
20 de Junho de 1942
Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo o tipo de coisas de dentro do meu peito.
O verbo amar
Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.
Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.
Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...
Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!
(Do livro - Bazar de Ritmos - 1935)
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