Poesia de Carinho e Afeto por um Menino
Lamento de um Eterno Menino
Em brumas do ontem, onde as luzes se cruzam,
Rezava a família ao inverso destino,
Que arrebatou, com mãos invisíveis e firmes,
Um filho, um anjo, de sorrisos divinos.
No seio do lar, uma estrela fulgente,
Nascido em corpo de homem, coração pueril,
Guardava a pureza dos céus em seus olhos,
E em risos serenos, o mundo sentiu.
Ond'outros viam a ciência e leis rígidas,
Via ele cosmos, e em estrelas dançava;
Na poesia e música encontrou a linguagem
Que ao peito dos homens, mansamente tocava.
Filósofo, advogado, de astros amante,
No seu mundo próprio, uma missão traçava:
Ensinar que no amor, como um rio que flui,
Encontra-se o sentido onde a vida se lava.
Mas como explicar, quando o céu se desfaz,
O quebrar da ordem, o filho que parte?
Chora o universo, na perda de um astro,
Que brilhou tão breve, em tão frágil arte.
"Se ele é incrível", assim ele disse,
"Ele não será fácil, mas vale o lutar";
Pois mesmo na dor da mais cruel despedida,
É o amor que nos resta, é o amor a ficar.
Sagrado menino, em adulto disfarçado,
Tuas lições de ternura, ainda ecoam, vivazes;
No teatro da vida, foste peça rara,
E nas cortinas do fim, deixaste rastros de paz.
Por todos os dias em que a música cessa,
E em que os poemas não podem consolar,
A lembrança de um espírito eterno e criança
Nos fará sorrir, nos ensinará a amar.
Na rua Garay, a criada me disse que tivesse a bondade de esperar. O menino estava, como sempre, no porão, revelando fotografias. Junto ao vaso sem flor, no piano inútil, sorria (mais intemporal que anacrônico) o grande retrato de Beatriz, em pesadas cores. Ninguém nos podia ver; num desespero de ternura, aproximei-me do retrato e disse-lhe:
– Beatriz, Beatriz Elena, Beatriz Elena Viterbo, Beatriz querida, Beatriz perdida para sempre, sou eu, sou Borges.
Carlos entrou pouco depois.
O menino é aquele que se perde em devaneios, que sonha com a vida como se ela fosse um conto de fadas, sem saber das armadilhas escondidas nas entrelinhas. Ele se agarra a ilusões, espera que o mundo lhe dê o que ele sente que merece, sem ter compreendido ainda que o mundo não deve nada a ninguém. O menino espera pelo resgate, pela mão salvadora que nunca vem. Espera pela aprovação alheia, pela validação externa, como se sua existência dependesse do olhar do outro.
Mas o homem… o homem sabe que a espera é inútil. Ele entende que nada será dado de graça, que cada passo adiante é conquistado com suor, com dor, com quedas que ferem o orgulho e fortalecem a pele. Ele não sonha em ser salvo; ele aprende a salvar a si mesmo. O homem olha nos olhos do mundo com firmeza, encara as incertezas, sem perder o ritmo. Sabe que ninguém irá aplaudir seu esforço no final do dia, mas também não precisa desse aplauso para continuar.
O homem aprende a carregar seus fardos em silêncio, a medir suas palavras, a controlar suas reações. Ele já entendeu que a vida não é feita de vitórias, mas de pequenas derrotas superadas com dignidade. Ele não lamenta mais o que poderia ter sido, não se perde mais em desejos infantis. Mata o menino em si porque percebe que para andar adiante, é preciso abandonar o que já não serve.
É uma escolha difícil, dolorosa, cheia de momentos em que o menino quer gritar e lutar para sobreviver. Mas o homem sabe que essa luta não tem mais espaço, que o caminho é outro, que a jornada exige outra postura. Ele sabe que é hora de calar a voz do menino, para que sua própria voz, madura, finalmente ecoe.
Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital
Versos de Salvação
E em sonho, um Anjo avisou a José
"Levanta-te, toma o menino e a mãe dele
E foge para o Egito"
E José lá permaneceu até a morte de Herodes
A salvação do menino Jesus
Obedecia um plano maior
Que se concretizava
Com o passar dos anos
E em se de deu o primeiro Milagre
Em Caná da Galileia, durante as Bodas
Jesus transformou água em vinho
E seguiu curando endemoninhado e leprosos
Cegos e aleijados, ensinando sobre a Fé
Doze eram seus Apóstolos
Mas somente um o traiu
Sentados à mesa com seus discípulos
Disse Jesus:"Em verdade vos digo: um de vós irá me trair
E assim se cumpriu a professa
Por 30 moedas Judas Iscariótes
Entrega Jesus aos Sacerdotes e aos Fariseus
E mesmo inocente é condenado e crucificado
Como profetizado, Jesus retorna ressuscitado
E determina que os Apóstolos preguem.a palavra
Mundo afora, por terras distantes
Ensinando sobre o amor de um Deus vivo
E tudo se deu pelos Sagrados Planos
Pela obra traçada por um Deus amado
Que entregou seu primogênito ao mundo
Para fenecer por nossos pecados!
Aquele garoto descalço, nem nu nem vestido, que te abordou na rua, pode ter sido o menino Jesus.
Benê
Procura-se o Menino Jesus!
No dia 27 de dezembro, um viciado em crack levou o Menino Jesus do presépio da Igreja da Consolação, em São Paulo.
Benê
Certa vez o profeta proclamou:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6)
Que nesse Natal lembremos do frágil bebê Jesus na manjedoura, Deus vestido de homem, despido de toda glória e poder, para nós reconciliar consigo mesmo e nos trazer paz.
E que essa mesma paz transborde em seu lar, enchendo seu coração de esperança e graça.
Que o infinito amor de Cristo Jesus esteja com você e seus familiares.
Boas Festas!
Que o Menino Jesus nos lembre que o amor nos leva a construir um mundo de justiça e uma sociedade com igualdade social. Que o projeto de vida de Cristo esteja presente neste natal.
Feliz Natal!
Te conheci era um menino, nos reencontramos adolescentes, um filho, amores, sorrios e cada um seguiu seu curso, depois nos reencontramos novamente... adultos maduro e mais 2 filhos, lindos, perfeitos todos eles... e eu errei com você mesmo sabendo o significado da sua existência na minha vida, pois qual ser humano não erra? Pois hoje não sei o rumo da minha vida, sabendo que você era o caminho que eu precisava trilhar, sabendo que é seu corpo que o meu corpo quer a noite,
Sabendo que sou completamente apaixonado por voce.
Sabendo que eu não sinto mais nada por ninguém, só por você...
Sonho ou pesadelo!
Cantaram parabéns para o menino sem nem saber se ele nascera.
Mas Herodes o levou sutilmente, e eu e nem ninguém percebera.
Findou-se o vinho, as luzes coloridas se apagaram e partiu o bom velhinho.
A felicidade foi-se embora, onde a alegria não existia.
Os homens adormeceram, agora era tudo silêncio, vazio e escuridão, e a tristeza persistia!
Cada um conduz sua vida, desde os tempo de menino.
Seus pais te mostram o ponto de partida, e você é que traça o destino.
O menino sol
Ele vem e se exclui.
Me flui, mas não me induz.
O celular é para se esconder?
Para tentar desaparecer?
É um refúgio ou uma caverna?
Sua salvação ou perdição?
Seus olhos verdes me prendem,
Mesmo sem nunca me verem.
Sua solidão é como um clarão,
O faz refletir em meio a multidão.
Desconheço seu nome, como me desconheço,
Mas quero saber o porquê dele me enfeitiçar,
E, dessa forma, poderia descobrir como me curar.
O menino que Vendia Palavras
Na esquina,
Nesta pedra de Assuntá,
Rabiscava o chão
Escrevia em muros
Vendia versos
Por trocados de lua
Palavras miúdas
Que o vento dispersava
Quem compra um sonho?
Gritava à tarde
Enquanto a cidade
Passava sem ver
Nas mãos,
Só lhe restavam sílabas gastas
E o eco das frases
Que ninguém levou.
Mas ele, teimoso,
Escreveu letras no chão
E assim,
Entre riscos e poeira
O menino poeta
Se fez eterno
Teófilo Otoni – Berço do Menino do Mucuri
No Mucuri nasceu a liberdade,
De Minas brava, doce claridade,
Cantando aos céus canções de paz e fé,
No peito forte, a pátria se revê.
Menestrel puro, em lírico caminho,
Varreu do chão o peso e o desalinho.
Firmou-se ali república e raiz,
Em cada canto, um povo mais feliz.
Terra que exala a chama do amor puro,
Com sua gente altiva e de bom juro,
Que a ternura abriga no olhar fiel,
Do coração que pulsa como um céu.
Oh Teófilo, és berço de estadistas,
De histórias mil, de glórias imprevistas,
Dos bairros tantos, vivos na memória,
Guardando em si fragmentos de tua história.
Bela Vista e Iracema são canção,
Pedrosa, Barreiros, Ramos, coração.
São Cristóvão e São João, na lida,
São Jacinto, a força dessa vida.
Do Frei Dimas à vila do Eucalipto,
Do Boiadeiro ao campo mais bendito,
Taquara, Palmeiras, e o Laranjeiras,
Teus filhos brilham nas manhãs primeiras.
Mais de cem mil em solo tão fecundo,
Gente de alma limpa a construir o mundo,
Entre cristais e pedras tão formosas,
Brotam canções e amizades grandiosas.
Capital do Amor Fraterno, és destino,
No coração do Mucuri, menino.
Tens no teu seio a luz da tradição,
E no teu povo, eterna devoção.
Um menino crescido, mas de alma leve,
Que ainda dança, ri, ama e escreve.
Então venha! Traga o riso, o olhar, a ternura,
Vamos viver juntos essa doçura.
Porque esse dia não será só comemoração…
Será culto de gratidão, em forma de reunião.
"Poema: Canção de verão em Primavera
Era uma tarde de domingo na janela, e um menino espiava uma donzela - o nome dele: Verão, e o dela- linda princesa Primavera!
Verão por dentro trovejou de amor por ela - e a menina acenando da janela disse: -adeus Verão, pois já findou minha estação.
De onde vem este cantar tão só?
É de Verão que se apaixonou pela linda princesa Primavera!
Chora, chora, chora de dor! Lembra Primavera que partiu!
E no seu pranto brotou uma flor, lembrando primavera que partiu!
Canta, canta de amor!
Pois da Primavera, só restou uma flor! "
(Marcos Müzel- readaptado- festival de MPB Unesp-Ilha Solteira - 1998 )
Pipa amarela
Era uma vez um menino
Que era muito sonhador
Trocaria a sua pipa
Seu brinquedo favorito
Por um cargo de doutor
O menino então cresceu
Teve o sonho realizado
Tornou-se executivo
Profissional respeitado
Mas um dia aquele homem
Sentiu no peito uma dor
Ao abrir sua janela
Viu pairando no horizonte
Seu brinquedo favorito
Era uma pipa amarela
Era uma vez um homem
Que era muito sonhador
Trocaria seu destino
Pelos tempos de menino
(um mentiroso na presidência)
a derrocada final
do quase indômito menino
chamado Brasil...
Vencido...
Vencido por pessoas
Vencido por pessoas hipócritas
Que dizem defender a pátria
Que fingem defender a família
Que nunca conheceram Deus
pobre Brasil
nas mãos dos filhos seus..
