Poesia Completa e Prosa
Vestida de rosas
É um pouco das cores da primavera,
É um pouco do calor do verão,
As oscilações do outono,
E um pouco do frio do inverno,
Um pouco de mulher,
Um pouco de homem,
Um pouco de gay,
Muitas vezes intuição,
Muitas vezes razão,
Muitas vezes coração,
Que quebra em pedaços,
E aprende a andar pela passarela,
O levantar do dia e o cair da noite,
Um pouco de tudo,
As várias camadas do crepúsculo no entardecer,
Os prismas do arco-íris ao chover,
Custei a observar todas as rosas,
Sentir todos os aromas,
Entender as diferenças,
Na complexidade do jardim,
Fui costurando como um vestido,
Tomando cuidado com os detalhes,
Cada rosa é uma única,
No meio de todas as outras,
Parecem iguais,
Mas quando te olhei vestida no altar,
Compreendi sua beleza singular,
Sua história particular.
Árvore de Natal 2.0
Natal está chegando,
e minha casa irei enfeitar,
Tempo breve e especial,
que marca a passagem,
Seus enfeites pendurados,
Me fazem lembrar,
O passado dos que estiveram,
O presente dos que estão,
O futuro dos que estarão,
Tudo é tão decorado,
Os detalhes com cuidado,
Natal é um momento mágico,
O passar dos anos,
Vai mostrando,
Que não é apenas uma data,
Da mesa colorida,
Dos enfeites colocados com entrega,
Da casa cheia à luz de velas,
E com o tempo vai se esvaziando,
Quando se monta a árvore,
Bate a nostalgia da saudade,
Das gargalhadas da ceia,
Dos sinos natalinos soando,
Dos anjinhos pendurados,
Das bolinhas balançando,
Dos piscas-piscas,
Acendendo e apagando,
Como estrelas,
Que enfeitam lá em cima o céu,
Que também acendem e apagam,
Com o tempo quem monta árvore,
Vai entendendo o significado,
Da noite de Natal.
Ciclo sem fim
Vem primavera, vem com suas pétalas!
Traga sonhos, deixe-os voar!
Folhas q nascem, secam, caem, surgindo novamente!
Assim como a esperança!
Tens sempre que regar!
Pra cultivá-las!
Secam, caem, brotam novamente!
Transmutando-se!
Num ciclo sem fim!
Novas vidas em novas pétalas!
Novas oportunidades em novas folhas!
Nada se repete assim como cada dia q passa!
Gotas de orvalho!
Q caem na terra!
Recicla!
Num ciclo sem fim!
Conectando o mundo, podemos pessoas ver.
Mas conectar... será mesmo?
Para ver, basta um passo, um chamado, uma troca.
Se conectar é mais do que enxergar,
é deixar que o mundo nos toque,
é atravessar os muros invisíveis entre nós.
E, no entanto, a verdadeira conexão nunca chega.
Não porque está longe, mas porque a deixamos desluir.
Ela se dissolve entre os rostos —
amigos ou estranhos, conhecidos ou esquecidos.
Tristonho, enfim, lhes digo:
esta poesia é de nada,
mas, talvez, seja de tudo.
Entre versos doces ou amargos,
há um eco do que perdemos.
Simples é conectar.
Difícil é perceber que, entre os delírios do tempo,
fomos nós que nos perdemos...
A dificuldade de uma confiança,
oprime a felicidade,
agoniza nossa alma,
oprime nossas mentes,
nos submete a infelicidade.
O passado é o culpado,
as nossas inseguranças,
os nossos bloqueios.
Amar...
Nos liberta da culpa,
da desconfiança.
Mas, amar...
Nos trás riscos,
é como um oceano revoltado
se você se debater de mais, morrerá.
Mas se ter a calma, viverá.
Amar não mata,
mata quem se deixa morrer.
Nem sempre quero dar conta de tudo.
Muitas vezes, somente viver o momento,
Chorar sem pensar no tempo.
Quero sentir a intensidade,
Viver sem precisar explicar tudo,
Libertar-me das amarras da vida,
Buscar por liberdade.
Todos os dias vivemos muitas lutas, mas nem sempre as pessoas sabem.
Viva a sua história
Que saudade de Aruanda,
Mas um dia hei de voltar!
Encontrarei com os amigos
Que daqui vivo a sonhar...
Vovó Santana, Pai Guiné...
Pretinha Doce, Catarina
Seu Tranca Rua e Seu Zé
Que me acompanham em cada esquina
Mulambo,
Araúna,
A baianada que me anima!
Zambi, Pai Maior
Acalanto da família!
Que saudade de Aruanda...
Onde o corpo não arria
Esperem-me, Amigos
Tornarei à casa um dia!
Enquanto isso me protejam
Da estrela que alumia,
Que eu siga avante no trabalho
Sustentada na alegria!
Brasil:
No berço apenas a burguesia desfruta dessa mãe gentil,
"A amazônia é nossa" mas pobre desfruta-la nunca
se viu,
"o petróleo é nosso" mas para o nosso bolso é
incabível,
somos servos dos filhos amados dessa mãe
gentil,
eles acham que isso é guerra entre patrão e proletariado,
mas é guerra dos sem teto e latifundiários,
por que ontem passei fome e ele hoje comprou um novo carro?
Se somos filhos da mesma pátria por quê apenas eles esse solo tem
herdado ?
A maior dificuldade talvez seja reconhecer,
Que eles dizem ser seu para as grades você não
romper
e ir atrás de algo que foi construído por
você
O vaso do meu eu
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu aprendizado,
o tanto deve ter lutado,
o tanto deve ter guerreado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado,
o tanto deve ter amado
o tanto deve ter se enganado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado,
o tanto deve trabalhado,
o tanto deve ter passado
-Fino vaso quebrado, em
suas fissuras meu
aprendizado
quantos devem ter partido,
quantos devem ter deixado
-Fino vaso, não conheço suas fissuras,
não conheço seus
cacos
mas por estar em pedaços
no quarto espelhado
faço de suas marcas meu aprendizado e
seu salto meu
resguardo.
soneto da frase sobrando: O poeta esta morto
O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)
Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam
Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via
Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia
EXISTE VIDA APÓS VOCÊ
Foi depois de você que fiz novos amigos
Foi depois de você que aprendi a viver
Foi depois de você que entendi o caminho
Foi depois de você que entendi que era comigo
Foi depois de você que me interessei
Pela vida, pela música, pela poesia
Foi depois de você que descobri
Que existia vida após você!
azul como o céu 🌊
Azul como o céu
Azul como o mar
Estrelas a brilhar
E nossos corações a pulsar
Sentados na calçada a noite
Perdida no Azul dos seus olhos
Tento focar no que você diz
E me perco em seus braços, como uma boa aprendiz
Um amor puro e verdadeiro
Um laço forte, um laço inteiro
A conexão nunca falha
Em cada abraço, a alma se agasalha
A cada beijo, a cada toque
Nossos desejos dançam como um rock
Em nossos corpos, a paixão se foque.
Eu sou o preto de nome Alex.
Descendente do escravo que fugiu para
Cavalcante sou Hadda o Kalunga.
Graças a Deus e a ele hoje estou vivo.
Mas. Cuidado comigo.
Bisneto de preto ladino
Eu falo eu canto eu rimo
Falo português duas "vez"
E o idioma daquele gringo.
Tatuagens e cicatrizes carrego comigo.
Sua ignorância minha aliada.
Meu conhecimento seu maior inimigo.
Crônicas de verão
Nos raios iniciais solares
Na escola, antes das aulas
Devaneando suavemente nos bancos escolares
Do lado de fora na frente das salas.
Numa preguicinha matinal
Sono em mim se mostrando
Sentindo o sol e me sentindo menos mal
Pelos corredores me pego caminhando.
Com a leve brisa do vento
Caminhando lentamente com meus amigos
Bem devagar, lento
Passando pelos pés de figos.
Em mim mesmo procurando abrigo
Para sumir esse sentimento de vazio
Pisando nesse chão antigo
Na pele sentindo o frio.
Minha nova canção!
Eu quero ser o amor
que chama por Deus!
Eu quero ser a escada de Deus
E que Ele desça por mim neste mundo!
E toque tudo
E floresça a vida
Sem dor por Deus...
Eu quero ser o nome de Deus!
Eu quero perdoar
e manifestar a tua graça
Eu quero dançar e exalar o Teu perfume
Eu quero ter o movimento que imita Deus!
Eu quero pintar e abraçar
com os braços de Deus!
Eu quero ser o amor que imita Deus!
Eu quero cantar e curar
o destino da Terra
e que daqui surja a paz
onde houver ainda guerra no universo!
Eu quero ser o amor
que chama por Deus numa nave espacial
Numa árvore de natal
Num desfile de carnaval!
Deeeuuuussss...
Todos vamos morrer
Todos vamos desaparecer
E este é o único e justo motivo
para sermos tão incrivelmente vaidosos
A vaidade e o ego
são âncoras que nos atam a vida
Danados que somos
sem nunca ter visto Deus ou o Diabo
Encerrados neste corpo
que nem é o que queremos ser
e onde queremos estar...
Só temos a vaidade
para nos explicar
E soterrar
o medo da morte,
a raiva da vida
e a danação de ser gente
e não poder voar!
Vou ao quintal
ergo minhas mãos sereno e elétrico
Emano o que sou ao céu azul
e desejo:
Que reverbere a minha história ao universo
e além dele!
A minha história...
O meu canto;
o meu caminhar
e o meu sonho!
E mesmo que não tenha dado nada certo
eu segui em frente e pra cima
eu fiz o melhor de meu caminhar
e de meu cuidado ao mundo!
-Se dependesse de mim
este mundo estaria coberto de jardins!-
Eu levei a bandeira
d´Aquele que veio antes de mim
e que batizava com fogo
eu segui adiante
não envergonhei
a Confraria do Fogo
da qual pertenço!
Festim são teus desejos que plantam n' aorta de mim semente de amor perfeito no veio arterial
Semeia no céu da boca humana
pé de beijo e espigas de trigo pelo cabelo
No cerebelo milhões de nirvana...
Me asserenam essência pelo quintal
aduba tudo com teus olhos de mel boreal e colhe serial Amor...
Cântico do teu Olhar
No olhar do meu amado oculto...
há um cântico de mistério
Tem a cor e o doce do caramelo
o belo da gema crua do âmbar
possui um elo com paraíso
sei quê ou sei lá...
No olhar do meu amado
há flor de avelã mutante
Um côncavo contornado
num fundo dourado um diamante
Em cada pupila um doce favo de mel
Cintilantes leio seu elã em poemas
do tamanho do céu escrito à mar
No olhar do meu amado oculto...
O segredo adjunto é tântrico
Um beijo no olhar mais romântico.
Lendas da paixão
Causa e efeito dita o adágio
Tempo e duração por estágios
O diagnóstico determina os sintomas
Primeiro um presságio em vão
E o coração é pulso forte de repente ama
O segundo nosso tirocínio
Elementar segue o primeiro raciocínio
O terceiro suicida todas as razões
O coração não aceita empate
A paixão bate com fúria é mortal combate
De quanto em vez o Amor vence esse embate.
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