Poesia Completa e Prosa

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JULGA (soneto)

Ah.... o poeta procura
A alma em cada verso
Rimar o olhar disperso
Num canto de ternura

Porém, tem senso averso
Também, na sua estrutura
E de tal jura, na sua leitura
Que faz do leitor submerso

E, de momento a momento
Que varia o sintoma diverso
Levando-o na ilusão ter fuga

E, é em vão só o sentimento:
Se é alegre ou se é perverso.
Pois, ao poeta não cabe julga!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2020, 17’14” – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Fascínio

Lugar onde o ego se enrijece.
E nada mais, consegue chamar a atenção.
E a curiosidade, a vontade de possuir
Tudo e a todos, dá lugar a uma doentia,
Forma de estar.
Tudo o mais. Fica parado.
Dependendo da força que impulsiona,
A vontade fascinada.
Apenas se move em direção,
Daquele foco em que está presa.
E só consegue se libertar com o
Tempo. A vontade fascinada
É o grande aprisionador dessa era.
A visão e audição condicionado ao
Estado de belo e conforto.
Paralisa outras funções dos sentidos.
Daí a necessidade. Da Realidade
Permeando, os pensamentos considerados
Sensatos. Porque; para se fascinar, e viciar.
É rápido. Principalmente, para quem já
Nasceu nesta geração. O mundo se torna
Um imenso sonho. E a Vida apenas um filme,
Que se repete, em infinito epílogos.
Sagas, e episódio. Como; por milagre.
No próximo episódio. Os problemas
Vão se resolver. Mas não é isso.
A mente está em alta ilusão.
O vício, está instalado.
E a Vida prisioneira, em um
Quadrado , cheio de imagens e sons.
Inspira , que todos são verdadeiros
Artistas e importantes.
Mas, a Realidade; sempre foi difícil.
Por isso, salvávamos as consciências infantis.
Geração infantilizada. E tudo termina em X.
Depois, somente, arquivos, de um mundo que
Existiu. E que ficou enterrado nos escombros
Da sociedade em que o homem reinou por
Uns tempos.
Progesterona. Não é mais a força que manda no Mundo.
Mas a força da mente.
Porem ela encontra-se fascinada em frente ao espelho,
Que a colocaram. E precisa acordar , o quanto antes
Para a Realidade da Vida.
Senão o passar do tempo, será como um filme,
Assistido várias vezes, e que não encontra
Continuação. E a sensação de tédio,
É inevitável. Porque esqueceu a forma
De redescobrir o mundo a sua volta.

Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Limitar-se a pouco, sussurros
e eu súbito penso: vírgulas
sim, quem sabe, de vez em quando
um belo ponto.
Escavar
em um fosso
um poço
para a água da chuva
meter a estaca em pé
para amparar
o novo damasqueiro
e o tempo que passa
enumerá-lo
escandi-lo
sem repetir a trama.
Nas tuas mãos
há um sol
não tão luminoso,
mas, claro e necessário
que calmo adormece
na sua luz opaca.
Não ajunte outro
te põe em movimento
e corre a dar às vinhas
a água que exigem.

Inserida por pensador

Tens uma face
doce e tranqüila
talvez por isso
às vezes penso
que te conheço
desde sempre
que posso dialogar
contigo, estando sentado
encostado no tronco
liso do castanheiro
a refugiar-me
dos ruídos e do sol.
Aqui havia um poço
faz tempo
no centro do terreno
num caminhão vermelho
carregavam a uva.
Tens uma face
doce e tranqüila
que se reconstrói por si só
quando me assalta
a vontade
de raspá-la de vez
dos muros
arcaicos da mente

Inserida por pensador

As árvores
foram abandonadas?
já não têm nome
sob o espesso córtice
não há mais que o vazio
uma passagem aberta
sem linfa
um ninho de mofo, de traças.
Por isso em três dias
virão abatê-la.
Por terra os frutos
carcomidos pelos vermes
tomados de assalto
pelas formigas esfomeadas
e as aranhas vermelhas
com suas bocas de tenazes.
Em volta da árvore
o tapete de folhas
maceradas na água.

Inserida por pensador

Ontem trouxe para casa
um grande cesto de vime
cheio de damascos maduros
cor do sol
e mais doces que o mel.
Então a mim me olhaste
com um sorriso novo
aquele com que sonho
desde que estou no mundo.
Cheirava a giesta vermelha
a sálvia aveludada
a menta romana
a lavanda
a alecrim
que tem pequenas flores azuis
folhas delicadas
mas afiadas
como dentes de bebê.

Inserida por pensador

E se for a árvore de Judas este amor
pendurado num canto apartado da casa.
As mãos perdidas nos cortes
nas cicatrizes dos beijos
nos pés inquietos, aguardando
percorrer o mesmo idêntico percurso.

Os nossos corpos não nos bastavam
nós os tínhamos trocado entre nós
por acaso ou para derrotar a sorte.
Agora a pele cinzela outras palavras
filtra a luz e aguarda distanciada
outros perfumes, ou os jogos da morte.

Inserida por pensador

Alma

Acho que os sentimentos têm células,
pois as sinto remexer,
intensas libélulas
a se fundir e a se desprender.

Alimentam-se de lágrimas e risos,
sempre crescem.
A cada instante que vivo,
mais então se expandem,
mais amadurecem.

Seu núcleo me pede pulsações
e quando me perco pelas emoções,
ele se avoluma e me maltrata.
Chega a ser tão grande seu efeito,
que rompe o peito,sangra
e se dilata.

Ah minhas células emotivas!
Quero-as em mim
coladas e cativas
fazendo-me viver intensamente.
Eu as batizo com o nome de "alma"
e as responsabilizo a viver eternamente
ainda quando o coração se acalma
e põe-se a dormir
irreversivelmente.

Inserida por pensador

Arquitetura

Solidão é quando se sente o próprio hálito,
se se descobre pálido olhando o vão do dedo.
Estar só é morrer de medo do silêncio,
amassar o lenço na palma da mão.
É quando a noção da vida se desloca,
sai do meio da rua, quer a toca,
onde o espaço menor não deixa sobra.
Solidão é o canteiro de obras da emoção:
nele se guardam materiais preciosos,
os pontiagudos, os tortos, os porosos,
que, se devidamente combinados,
serão perfeitamente aproveitados
como estrutura de uma nova construção.

Inserida por pensador

Beijos

Procure embaixo de sua saudade,
um beijo meu.
Em algum instante da despedida
ele se perdeu,
mergulhado, talvez,
numa lágrima perdida.
Não possui nada de especial:
a dose de açúcar
que no beijo é natural,
a umidade das várias emoções.
Com uma certa tendência
a contravenções,
é melhor que seja procurado
em lugares proibidos,
onde ele pense jamais ser encontrado.
Carrega de um lado
uma meia-tristeza conquistada
nos desatinos de uma noite,
daquelas em que a lua vem quebrada;
do outro lado, um sorriso
de quem sabe como chupar estrelas.
Sobraram-lhe sequelas e aderências
das muitas experiências
de quem já foi bolinar o paraíso.
Se for capaz de encontrá-lo,
devolva prontamente,
pois é evidente a falta que ele faz.

Inserida por pensador

Perdoa coração este momento
de introspecção.
Sinto teu aperto,
teu descompasso,
tua pressão.
Peço-te perdão
por mais este instante oprimido,
por todo impulso contido,
cada decepção que te causei:

as grandes cenas que não fotografei,
os beijos que retive,
as risadas que contive,
as brigas que não briguei,
os poemas que não escrevi,
os falsos que respeitei,
as auroras que não vi,
os porres que não permiti,
o amigo que não percebi,
o amante que não amei.

Perdoa coração por este abuso,
mas me recuso a recuar novamente.
É que sempre se morre um pouquinho
a cada emoção que não se sente.
Não vale entrar na vida de mansinho;
tem-se que vibrar intensamente,

ainda que te custe uma palpitação.

Inserida por pensador

Caleidoscópio

Pela fresta observo a dança das cores
nos vidros recortados.
Separam-se, aglutinam-se,
desenham maravilhas
Como se bailassem calçando sapatilhas.
A cada movimento, uma surpresa,
a mesma flor concebida com destreza,
em seguida se espalha e se desfaz.
Por trás de seu processo giratório,
o caleidoscópio avisa:
a forma é fugaz e imprecisa
e o colorido de hoje é provisório.

Inserida por pensador

O POETA (soneto)

O poeta busca
Em cada verso
O senso diverso
E o estro rebusca

Porém, perverso
Na sua enfusca
D’Alma, sarrafusca
O destino imerso

De instante a instante
Muda do riso à mágoa
Se alegra e, entristece

Do segredo sussurrante:
Da terra, fogo, ar e água
Causa a toda a sua messe...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 19’40” – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Goiás

Só te vejo, Goiás, quando me afasto
e, nas pontas dos pés, meio de banda,
jogo o perfil do tempo sobre o rasto
desse quarto-minguante na varanda.

De perto, não te vejo nem sou visto.
O amor tem destes casos de cegueira:
quanto mais perto mais se torna misto,
ouro e pó de caruncho na madeira.

De perto, as coisas vivem pelo ofício
do cotidiano — existem de passagem,
são formas de rotina, desperdício,
cintilações por fora da linguagem.

De longe, não, nem tudo está perdido.
Há contornos e sombras pelo teto.
E cada coisa encontra o seu sentido
na colcha de retalhos do alfabeto.

E, quanto mais te busco e mais me esforço,
de longe é que te vejo, em filigrana,
no clichê de algum livro ou no remorso
de uma extinta pureza drummondiana.

Só te vejo, Goiás, quando carrego
as tintas no teu mapa e, como um Jó,
um tanto encabulado e meio cego,
vou-te jogando em verso, em nome, em GO.

Inserida por pensador

Modernismo

No fundo, eu sou mesmo é um romântico inveterado.
No fundo, nada: eu sou romântico de todo jeito.
Eu sou romântico de corpo e alma,
de dentro e de fora,
de alto a baixo, de todo lado: do esquerdo e do direito.
Eu sou romântico de todo jeito.

Sou um sujeito sem jeito que tem medo de avião,
um individualista confesso, que adora luares,
que gosta de piqueniques e noitadas festivas,
mas que vai se esconder no fundo dos restaurantes.

Um sujeito que nesta reta de chegada dos cinqüenta
sente que seu coração bate mais velozmente
que já nem agüenta esperar mais as moças
da geração incerta dos dois mil.

Vejam, por exemplo, a minha cara de apaixonado,
a minha expressão de timidez, as minhas várias
tentativas frustradas de D. Juan.
Vejam meu pessimismo político,
meu idealismo poético,
minhas leituras de passatempo.

Vejam meus tiques e etiquetas,
meus sapatos engraxados,
meus ternos enleios,
meu gosto pelo passado
e pelos presentes,
minhas cismas,
e raptos.

Veja também minha linguagem
cheia de mins, de meus e de comos.
Vejam , e me digam se eu não sou mesmo
um sujeito romântico que contraiu o mal do século
e ainda morre de amor pela idade média
das mulheres.

Inserida por pensador

Comparação

A vida é uma dança desengonçada
No salão do infinito que somos.
O sabor das coisas insípidas,
A casa que nos esconde,
O sorriso que nos camufla,
O sonho que nos move...
Tudo, tudo é nada
Se comparado à comida domingueira
De minha falecida avó.
Quero crescer, vó, mas onde?
Aonde?

Inserida por pensador

sempre me diziam que nessa terra era estrangeiro
mais, o motivo dessas palavras não me diziam
minha carne vale menos que o espirito
era isso que sempre proferiam.

mais hoje eu entendo do porque me chamarem de estrangeiro
pois, mesmo que eu não queira acreditar
não me considero, mais humano, desde meu nascimento
apenas espero desse corpo putrifico me livrar.

mas e claro, escolhi me afastar, me isolar
pois só assim pude perceber
que errado eu não estava
mais sim que esse mundo que venho a me degradar

por isso, vos digo não aceitei nada desde mundo
pois tudo que há nele e passageiro
tanto, que daqui a alguns anos eu como muitos serei esquecido
não imensidão de um buraco escuro

onde eu verei aqueles que comigo foram pelo tempo esquecido
um lugar sem cor,luz,escuridão apenas o vazio
que no passado me perseguia atolado no meu coração
este lugar que só a alma pode chegar ,no centro do espirito

Inserida por arthursouza123

QUANDO AS NUVENS SE MOVEM...

Quando há ânimos que se exaltam
Pelos egos altamente inflamáveis
Sóis e Luz não os deixam estáveis
De tão sedenta que és a ambição
Arenoso fica aos poucos o coração
Desviam as vertentes de harmonia
Que podiam irrigar em sintonia
As sementes da Paz e da União

Sem perceber nuvens se movem
Para acalmar os homens inquietos
E seus pobres e terrenos projetos
Diminuem no temor da tempestade
Assim é feita a suprema bondade
Que permite que a dor se aproxime
União e Amor dessa forma germine
Para uma colheita de boa vontade

O movimento assim nunca cessou
Mas os olhos não prestam atenção
Como indiferentes a toda a situação
Que lhes parece no imediato alheia
Mas o homem que enxerga semeia
Mesmo que outros não dêem valor
Só atos de caridade desviam o furor
Que aos corações sem fé incendeia

Desabrigados estão sós estes seres
Que não encontram refúgio na Paz
Porém toda a tempestade refaz
Retirando o pó do egoista caminho
Ninguém poderá evoluir sozinho
Mesmo que a escolha seja só
E estas chuvas que tiram o pó
Acontecem pelo Divino carinho

Todas essas nuvens irão passar
Não há motivo para a desesperança
Mas temos de voltar a ser criança
Escolhendo os puros sentimentos
São nuvens movidas pelos ventos
Soprados pelas nossas consciências
Que adormeceram nas exigências
E na falta dos agradecimentos

Ficarão boas sementes somente
Porque as secas o vento irá levar
Através da bondosa corrente de ar
Que foi permitida para ser eficaz
E os ensinamentos que ela traz
Serão como refúgios na escuridão
Construídos de Luz, de pura União
Para que o aprendiz se torne capaz

Quando as nuvens se movem...
Vem também o sopro de Deus
Que nunca esqueceu dos seus
Por isso permite algumas lições
Que preocupam alguns corações
Mas que irão ficar na eternidade
Assim é feita a Suprema vontade
Para que caiam todas as ilusões

A lei é deste contínuo andar
De nuvens escuras e passageiras
E ventos que varrem as poeiras
E fardos que devemos abandonar
Assim fica a beleza do olhar
De quem reconhece da Luz o valor
Para que possamos colher o Amor
Duras e valiosas lições irão passar

Inserida por umbertosussela

AQUI DE CIMA...

Hoje vibramos! Começamos a sorrir pelas incansáveis e inúmeras orações que nos chegam sem objetivos pessoais, senão os coletivos.

Ganham valor nossas crenças de que os corações iriam despertar e que todos iriam abandonar as buscas desnecessárias que atrasam a existência em sua jornada evolutiva.

Estamos felizes por vocês, todos estão pensando e considerado o invisível que por muito tempo ficou esquecido pelo brilho da matéria.

Aqui de cima presenciamos o renascimento que adormecido estava e sucumbia pelo ego que contaminava a razão.

Olhamos satisfeitos os trabalhadores da Luz que incansavelmente combatem as sementes maldosas, ofuscando o seu aparecimento dentre as brotações morais.

Aplaudimos a União que ganhou valor e está superando todo e qualquer adereço que se podia comprar, nos mostrando que nossas vibrações nunca foram em vão para que a Paz prosperasse.

Atentos, nos conforta a tranquilidade dos animais e a regeneração do Globo que consegue respirar mais leve o ar de recesso e reflexão coletivas.

Nossos olhos brilham com o entendimento de muitos que são e serão os futuros disseminadores da necessidade da calma, da reflexão e da fé.

Mais tranquilos ficamos, sabemos que esta permissão de instabilidade está gerando novos e comprometidos comportamentos.

Estamos também empenhados, porque já passamos e superamos grandes transformações e hoje nossa missão é ajudar para que juntos vençamos.

Os bálsamos que nos foram permitidos lançar estão sendo e serão absorvidos por todos e quantos quiserem e desejarem o bem coletivo, percebemos que alguns relutam, mas a cura não lhes será negada.

Aqui de cima pacientes e vibrantes acreditamos na prosperidade do Espírito e na benevolência do Arquiteto maior que tudo pode e tudo permite, fazendo de nós um reflexo de sua bondade.

Aqui brindarmos, mas atentos e vigilantes estamos para que os esforços se mantenham no caminho, combatendo tudo o que possa ofuscar a esperança.

Não nos apresentarmos e isso não importa, mas saibam que estamos com todos, assoprando ares de bondade, de reflexão e de saída para as provas mais difíceis que sabemos serem de grande valia para a construção e fortalecimento do Espírito.

Também trabalhamos, mas em outros planos e precisamos de suas orações e suas vibrações que junto com suas atitudes geram um escudo de Luz para que possamos carregar nas batalhas Universais que acontecem e continuarão a acontecer.

Aqui de cima nos animam os sorrisos em meio a tantas dificuldades, isso nos alegra porque compartilhamos e desejamos essa felicidade.

Hoje mais uma vez presenciamos a força da fé e a persistência daqueles que lutam sem nada querer e sem nada desejar a não ser a claridade dos caminhos nas consciências ainda errantes.

Como nos contenta o silêncio regenerador que há muito tempo vinha sendo suprimido pela arrogância dos miupes que vagam e destroem as sementes do bem.

Estaremos aqui, na expectativa e ânimo constante da Vitória e do renascimento, pois tudo foi permitido conforme suas forças poderiam superar.

Não desanimem, tudo faz parte dos seus e dos nossos aprendizados, lição que por vezes não é compreendida mas é valiosa na mesma proporção que o apego e as ambições individuais desaparecem nas páginas da evolução.

Deus está conosco, Deus está com vocês dentro de suas consciências e dentro de suas coletividades.

Aqui de cima esperançosos sabemos que tudo será superado e que um novo mundo irá nascer, aqui de cima conservamos a nossa fé na regeneração da humanidade.

Inserida por umbertosussela

APRENDEMOS...

Aprendemos que somos frágeis.
Que seres indefesos guardam a pureza e estão imunes a contaminação dos homens.
Que o necessário é o simples e todo o acúmulo é fardo sem serventia.

Aprendemos que as vitrines não brilham já que a Luz não pode ser guardada.
Que o brilho se esconde nos olhos e que o preço perde o seu valor na primeira incerteza que a surpresa traz.

Aprendemos a sentir a falta de um abraço e o calor de um afeto.
Que o sorriso precisa de um olhar e que a real fortaleza é o nosso Lar.

Aprendemos que os caminhos existem se seguirmos na direção da esperança.
Que o caos pode gerar sentimentos nobres e resgatar o que perdemos na ambição do imediato e que somente a Luz pode curar a escuridão que reside na falta do Amor.

Aprendemos que os desejos são ecos do ego e destruidores dos justos.
Que o isolamento nos aproxima e que o ser e o sentir precisam do agir para ter significado.

Aprendemos que o medo precisa da razão para clarear os sentidos.
Que a fé não reside nos templos e que os olhos não detém a verdade.

Aprendemos que tudo tem um significado, nem sempre compreendido.
Que a lição verdadeira se esconde na dor,
E que precisamos manter a lição depois de superada a prova.

Aprendemos que precisamos seguir aprendendo, este é o caminho da evolução.
Que Deus nos permite o sofrer para nos tornarmos mais humanos e que é preciso morrer no ter para renascer no sentir.

Inserida por umbertosussela