Poesia Completa e Prosa

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⁠⁠Resiliência

Contrariando minha teoria
E tudo que escrevi
Refiz minha poesia
Por causa dum bem-te-vi

Que saberes você tem
Diante da Natureza
Escreve o que convém
Nunca se tem certeza

Com resiliência e dedicação
Exemplo de superação
Construiu um belo ninho

Hoje tem a sua morada
Segura e bem arrumada
Em meio a tantos espinhos

Há uma poesia silenciosa no deságue das águas, um ritmo que não se apressa, mas que nunca para.


No abraço da tarde, a cascata se torna um véu de luz, onde cada gota que cai carrega consigo a promessa da renovação.


​Olhar esse movimento é aprender com a própria natureza: o segredo da vida não está em reter, mas em deixar fluir com a força da queda e a serenidade do destino.


Que a gente saiba ser água — forte o suficiente para moldar caminhos e leve o bastante para refletir o brilho do sol.

Escritório novo


escritório novo, poesia nova, pra varear, de novo
a cada mês um renovo, seja ele qual for
as vezes alegre, gentil, às vezes com dor
mas mesmo assim, apesar dos pesares, estou a seu dispor
não sei se você acreditaria, mas garanto que é verdade
você é meu tudo, minha deusa, minha calmaria e veracidade
mas no fim eu preciso assumir ao pra ti
eu não te amo, quando olhei pra você… não gostei do que vi
Eu sou um zumbi, mas é você quem devora meu coração
a cada dia perco um pedaço e um pouco de espaço
no final eu já aceitei, estou preso ao seu laço
está tudo quebrado, aos trapos e farrapos
e lá vem você me deixando pra baixo
parasita, és uma parasita, uma sanguessuga
sugou tudo que havia no meu corpo
agora sou apenas um moço, sem alma, sem gosto
eu te odeio, eu te odeio muito
por culpa sua, única e exclusivamente sua
eu me sinto com quem perde um parente todo dia
eterno luto.

Resistência

Resista poesia!
Sobreviva, mesmo que doa
Mesmo que custe a última letra
Mesmo escreva com sangue
Resista!
Não deixe - se convencer
Não acredite no ser triste
Naquele insensível
Certamente...
Não conhece o amor
Insista!
Mostre-se a ele
Seja você mesma
Faça o sentir
Toque o n'alma
Sendo apenas você
Bela poesia.

Hoje vejo a chuva em nostalgia
leve, devagar, lavando a terra
e trazendo nas gotas a poesia
que sempre ela nos oferece
Hoje, mas somente hoje,
parece que algo nela não é
e que sua melodia ate carece
daquela força e de fé...
O que acontece, não sei,
algo com ela se deu
parodiando o poeta, pensei,
ela mudou ou mudei eu?

O viajante chega a terra da poesia⁠; saindo alguém ao seu encontro, disse-lhe:
-- Sr. viajante, aqui é tudo diferente, as leis são os hábitos,
e as linguagens são as árvores,
há um liturgia do amanhecer, uma liberdade no sentar
e uma honraria ao morrer

Aqui, ninguém é esquecido, sem que outro possa lhe tocar
não há lugar escuro, toda luz que brilha no céu
ilumina esse lugar..

O Viajante iluminado, na terra da poesia.

Arte e poesia


A arte utiliza de plásticas e performance
Expressa a realidade e a visão do artista.
Cria cenários e expressa romances
De tudo que está à vista.


A poesia transcende palavras,
Busca beleza, sensibilidade e emoção
E se manifesta na letra que desbrava,
Contando a história do coração.


A poesia é a alma lírica,
E a arte é o corpo físico,
Ambas se manifestam de maneira infinita
Com expressões e palavras bonitas.


A poesia expressa a beleza da alma,
A arte externa a beleza de uma face.
Ambas exteriorizam e acalmam:
Sentimentos, leveza e classe.


Arte e poesia são expressões humanas,
São profundas formas que se entrelaçam,
Evocam beleza e essências soberanas,
Ideias que o tempo e a alma abraçam


Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026

Olho o mundo com os olhos da inocência,
Onde cada detalhe vira poesia.
Viver é um presente sagrado e bonito,
E amar é transbordar essa doce energia.
Sou loba, sou rastro de luz no caminho,
Sou o afeto que acolhe e que abraça o irmão.
Seja bem-vindo ao meu mundo de paz,
Onde a vida pulsa na alma e no coração.⁠




---------- Eliana Angel Wolf

PREMÍCIAS DE UMA DOCE- AMARGA VIDA EM POESIA






Na espreita a luz se acende


Alma pura em impura transcende


E viva-morta ninguém sente


A dor e o prazer de ser gente




Nesses caminhos que a inspiração leva-nos


Os poetas dormem acordados


Fogem da ilusão real


E mergulham na ireal ilusão


Dos pobres apaixonados




A história conta por si so


O eterno conto das palavras


E amargas emoções doces sabores


Deixam na garganta um nó




Que se abre em flor de meio-dia


Doce amarga poesia


Que o sol nascente some


E em versos , sentimentos se consome




Doce amarga poesia


Persistir é imoral


Quando a falta nos e fatal


Aos olhos alheios


Poetar é coisa pra imortal


E nessas primicias que les


Ves um sonho real


Miha singela


Doce amarga poesia


Brotando a cada dia




Flor mais bela do jardim da fantazia


Te sigo e te vejo sorrir


As lágrimas que choro


MINHA DOCE


MINHA AMARGA


POESIA

Poesias pré-fabricadas





Construir uma casa
É compor uma poesia
Quero tudo no lugar
Onde sonhei desde criança
Nada de alugar
A poesia é meu lugar
Onde deposito toda minha esperança

Quero fazer uma poesia
Compor uma casa
Construindo um futuro melhor
Num compor-me desventuroso
Aventurar-me na poesia de cada dia

As idéias me vem com força de ser
Discernimento
E é impossível
A vontade de escrever conter
Da vida social
Na eterna terna construção
Se abster

No meio dessa obra
Esse canteiro de cimento verde esperança
Indomável inspiração concreta
Doce e amarga ferrugem que corrói
Os vergalhões da saudade
De um tempo de criança

Poesias são eternas
Como as moradas eternas
Poesias se reformam
Como as casas se remodelam

Coisas que vem do coração
Geradas toda hora
De instantes descartáveis
Poesias afáveis
Pré fabricadas na alma

Eu tentei procurar
Uma poesia que pudesse passar
esse sentimento que tenho por ti
É estranho, eu não consigo explicar
Nem mesmo pude encontrar
E por isso, então, eu escrevi



Ahhhhhhh! Esse seu sorriso!




Ele sempre me pareceu
Como aqueles que você dá com a alma
Aqueles que vem e acalma
Que contagia e você nem percebeu




Eis que tive a oportunidade
De poder observar de pertinho
O seu jeito e como chama seu paizinho
E todo o seu carinho
Pela nossa brasilidade




Você veio até mim
E como um final de semana sem fim
Vários momentos foram eternizados
E nem por quem fossem narrados
Conseguiriam se sentir assim




De ver o Sol nascer,
Tomar chimarrão e conversar
Aquelas conversas que encantam o olhar
Que fazem a alma e o corpo arrepiar
E o brinde que fez o olho brilhar




De cavalgar na lua cheia,
Dormir de conchinha e te ver na areia
Te ouvir dizer que era isso que precisava
E quando eu te fotografava
Em minha memória também ficava




Sua luz virou em minha alma poema
E então apareceu esse dilema:
Que sentimento é esse?
Eu não sei, e nem consigo explicar
E olha que procurei das montanhas até o mar




É um sentimento que quero contemplar
Eu quero apreciar, olhar e admirar
Toda a beleza que tua alma é
E poder fazer isso durante o café
Do encontro que o universo vai arrumar




Quero ver você voar
Como o voo de uma borboleta
Que vence o vento e a tormenta
Enquanto escolhe o lugar para pousar




E eu fico aqui, cuidando do jardim
Esperando que os ventos te tragam até mim
E que as flores mais bonitas e cheirosas
Aquelas bem majestosas
Façam você ficar enfim...

Poesia Ancestral


Somos brasileiros, frutos de migrações.
Chegamos a esta terra que já era Pindorama,
habitada por aqueles que cruzaram Bering
e fincaram raízes na vastidão da floresta.


Somos mestiços de muitas regiões,
acolhedores, enérgicos, diversos.
Em nossa cultura não há fronteiras,
há encontros, há braços que se abrem.


Na gastronomia, temperos se misturam,
aromas dançam, modos se reinventam.
Carregamos raízes fecundadas em terras distantes,
que se entrelaçam às raízes que aqui florescem.


Somos brasileiros com fervor,
não superiores, mas únicos:
resultado da obra divina,
expressão viva do universo.

DIVAGAÇÃO DA POESIA
(O Despertar do Poeta)

Contemplo o anoitecer
e a vejo sempre ali…
fulgente, a lua minguante,
naquele vaivém como uma
gangorra; as estrelas
cintilantes fazem algazarra
num torpor pueril e brincam
com ela no céu…
As demais, sorridentes e
arfantes, dançam graciosas
com fadas e querubins, feitos
num esboço colorido e vibrante
em pedacinhos de papel…
Sinto-mecativo e emoldurado,
onde o vazio permeia meu espírito
num rebuliço de ideias…
Ou será apenas a ribalta
de um cenário infante?
Onde estão as palavras? Onde
está a poesia que emoldurava
a minha mente?
E o papel pergaminho, onde eu
fazia manuscritos soltos e os
soprava pelo caminho?
Onde andará a minha inspiração?
Serei eu umlírico solitário, orbitando
dentro de mim mesmo, nessa fugaz
divagação?
Ouço, agora, o tique-taque do relógio,
do tempo que me desperta desse
instante…
Onde, mais uma vez, o meu sonho
élúcido e eloquente.

Lu Lena / 2026

UMA DICA DO JAZZ

"O que há de belo na velhice é a poesia da inutilidade." É claro que esta ideia ou ponto de vista não é de um velho, mas pode bem ser de uma jovem que tenta interagir com um velho em profunda decadência física e mental...
Contudo, o velho tem a seu favor a experiência, conhece os atalhos por onde teve que passar, atalhos estes que certamente um jovem ainda não trilhou e nem conhece...
Sempre há uma justificativa para o absurdo, uma causa, um efeito e, a despeito do que podem pensar o velho e o jovem, ambos estão trilhando a mesma estrada, escrita pelo caos. Todavia, como no Jazz, aproveita melhor a falta de harmônia aquele que souber improvisar. A propósito, sou velho e toco jazz.

Evan do Carmo 14/12/2016

Síntese da vida

A poesia é a síntese da vida,
vida sem poesia é vida inútil
traduza-se isso por:

"Vida sem amor não é vida que vale viver..."

Antes de se aventurar a fazer poesia
antes se faz necessário viver
por isso se lê tantos poemas insípidos
de poetas que não têm calos na alma
nem nas mãos,
nem de viver
nem de fazer poesia.

A Crueldade da Poesia


A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.

A Crueldade da Poesia


A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.


Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.

Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”


In Carta a Laura Saramago

Inventaram poesia porque enlouquecer em silêncio era insuportável demais.

Porque havia dores que não cabiam em conversa.
Perdas que não aceitavam nome.
Amores que queimavam sem fazer fumaça.

Então alguém escreveu.

E naquele instante, a humanidade descobriu que palavras também podiam sangrar.

Desde então, todo poeta é apenas uma pessoa tentando sobreviver ao excesso de sentir.

— Lucci Santz

Poesia “Retinto” — autor: Mateus de Jesus Silva


Para mim não tem escolha,
ou nunca foi escolha?
Eu não escolhi ou tive opção de escolher?
Ou de me identificar: pardo ou branco?


Não teve descoberta,
ninguém me perguntou ou nunca me perguntaram.
Simplesmente rotulado pela minha pele.


Não preciso colocar "sou negro!" na bio do Instagram,
nem de alisamento que me deixe mais confortável para os racistas,
nem tampouco de inverno que me deixe clarinho como meu avô.


Não precisa de estilo,
não precisa de bandeira
e nem tampouco de posicionamento.


Eu simplesmente sou,
ou sou acusado de ser.