Poesia Completa e Prosa

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poesia viva


Teu olhar, qual alvorada rompendo a escuridão,
traz consigo a doçura de uma eterna constelação.
Há magia em teus olhos, impossível de traduzir,
como versos silenciosos que nasceram para existir.


Cada brilho que carregas parece o céu refletir,
como estrelas que aprenderam, em teus olhos, a reluzir.
Profundos como o infinito em noites de esplendor,
guardam mistérios antigos misturados ao amor.


Teus olhos castanhos, que bela imensidão
são morada de universos dentro do meu coração.
Neles encontro abrigo, calma e direção,
como quem finalmente encontrou sua constelação.


Teu sorriso não é gesto é milagre, é clarão,
feito sol beijando a terra depois da escuridão.
Tem a calma da brisa dançando pelo horizonte,
feito água cristalina brotando de uma fonte.


Quando sorris, o tempo hesita em continuar,
como se até o próprio mundo resolvesse te admirar.
Pois existe em teu sorriso uma beleza sem igual,
dessas que transformam o comum em algo celestial.


Tuas mãos, suaves como a chuva ao tocar o chão,
trazem paz aos meus dias e repouso ao coração.
Cada toque teu parece melodia ao entardecer,
dessas que a alma escuta e jamais consegue esquecer.


Tu és arte mas daquelas difíceis de explicar,
que nem palavras conseguem por inteiro alcançar.
Mais viva que as cores de Vincent van Gogh em seu fervor,
mais bela que qualquer tela pintada pelo amor.


Se Leonardo da Vinci te encontrasse algum dia,
talvez esquecesse suas obras e em ti renasceria.
Porque nenhum retrato do mundo, nenhuma criação,
seria tão perfeita quanto tua expressão.


— Patrick Wallace

William Contraponto: a poesia como exercício de pensamento


Há poetas que escrevem para descrever o mundo. Outros escrevem para fugir dele. William Contraponto parece escolher um terceiro caminho: escrever para interrogar o mundo.


Sob esse pseudônimo, a poesia assume uma dimensão que ultrapassa a expressão individual. O poema deixa de ser apenas um lugar de sentimentos e passa a funcionar como espaço de reflexão sobre a existência, a liberdade, a sociedade, o poder, as crenças e as escolhas humanas.


É nesse ponto que se encontra uma das características mais marcantes de sua produção: a aproximação entre poesia e pensamento.


O poeta que questiona


William Contraponto não parece interessado em oferecer respostas definitivas. Sua escrita parte frequentemente da dúvida. Em vez de estabelecer certezas, procura colocar o leitor diante delas.


Essa postura aproxima sua obra de uma tradição filosófica existencialista. A existência não aparece como algo previamente explicado, mas como uma condição que precisa ser enfrentada. O indivíduo está diante do tempo, da responsabilidade, da liberdade e da própria consciência.


A poesia, nesse contexto, transforma-se em instrumento de investigação.


Não é necessário que o poema apresente uma tese filosófica formal. Basta que provoque uma pergunta.


E talvez seja justamente aí que esteja a força do chamado poeta-reflexivo: aquele que não separa completamente pensar e sentir.


Entre o indivíduo e a sociedade


Outra dimensão importante da obra de William Contraponto é sua preocupação social.


Sua poesia não observa o indivíduo como se ele estivesse isolado do mundo. Ao contrário, questiona as estruturas que condicionam sua existência: instituições, ideologias, desigualdades, dogmas, relações de poder e comportamentos coletivos.


Por isso, sua produção pode adquirir um caráter político sem necessariamente transformar o poema em discurso partidário.


A política aparece em sentido mais amplo: como reflexão sobre a maneira pela qual os seres humanos organizam a vida coletiva.


O poeta questiona quem manda, quem obedece, quem determina as regras e, sobretudo, por que tantas pessoas aceitam determinadas regras como se fossem naturais.


A recusa do dogma


Um dos elementos recorrentes associados ao pensamento de Contraponto é a desconfiança diante das certezas absolutas.


Essa postura alcança tanto a religião quanto a política, a moral e as convenções sociais.


Não se trata simplesmente de negar uma crença para substituí-la por outra. A questão é mais profunda: por que acreditar sem questionar?


O pensamento contrapontista parece nascer justamente dessa tensão.


De um lado, a necessidade humana de encontrar explicações. De outro, a consciência de que nossas explicações podem ser incompletas.


O poeta permanece nesse intervalo.


Não porque lhe falte uma resposta, mas porque considera a pergunta suficientemente importante para não ser encerrada prematuramente.


A linguagem como ferramenta de liberdade


Em sua produção, a linguagem não funciona apenas como decoração.


A palavra possui uma função crítica.


Escrever é organizar pensamentos, revelar conflitos e tornar visíveis determinadas contradições da experiência humana. Nesse sentido, a poesia pode ser compreendida como uma forma de liberdade intelectual.


O poeta não precisa dizer ao leitor o que pensar. Pode simplesmente criar as condições para que o leitor pense.


Essa talvez seja uma das características mais interessantes de William Contraponto: sua poesia não depende necessariamente de uma interpretação única. O leitor pode concordar, discordar, questionar ou até rejeitar aquilo que encontrou no poema.


E isso faz parte do próprio projeto.


Uma poesia que exige concordância deixa de ser plenamente questionadora.


Entre Camus, Sartre e a canção


A obra de William Contraponto dialoga com referências distintas. Há nela uma preocupação existencial que pode lembrar autores como Albert Camus e Jean-Paul Sartre, ao mesmo tempo em que a dimensão musical da palavra aproxima sua escrita da tradição de compositores e poetas que fizeram da canção uma forma de comentário social.


Essa combinação produz uma característica própria.


O poema pode começar como reflexão individual e terminar como observação sobre a sociedade. Pode partir de uma inquietação íntima e alcançar uma questão política. Pode falar da existência e, algumas linhas depois, questionar uma instituição.


O particular e o coletivo se encontram.


Uma poesia fora do conforto


Talvez o nome "Contraponto" seja particularmente adequado para essa proposta.


Contraponto significa coexistência de linhas diferentes. Na música, vozes distintas podem caminhar simultaneamente sem se tornarem uma única voz.


Na literatura de William Contraponto, algo semelhante acontece.


Razão e emoção.


Indivíduo e sociedade.


Liberdade e responsabilidade.


Esperança e desencanto.


Certeza e dúvida.


O poeta parece interessado justamente nessas tensões.


Não procura necessariamente eliminá-las.


Procura colocá-las lado a lado.


Mais do que versos


Por isso, reduzir William Contraponto à definição de "poeta" talvez seja insuficiente, embora seja a palavra central de sua produção.


Sua obra se movimenta entre poesia, reflexão filosófica, crítica social e pensamento político.


O verso torna-se uma forma de ensaio.


O ensaio aproxima-se da poesia.


E ambos procuram responder à mesma inquietação: o que significa existir conscientemente em um mundo que frequentemente tenta pensar por nós?


Essa pergunta ajuda a compreender sua produção.


William Contraponto não escreve apenas sobre aquilo que sente. Escreve também sobre aquilo que pensa — e, sobretudo, sobre aquilo que ainda não conseguiu resolver.


Talvez seja justamente essa a essência de sua poesia.


Não entregar certezas.


Não oferecer uma doutrina.


Não construir um sistema fechado.


Mas manter acesa a possibilidade de pensar.


Porque, para William Contraponto, o poema não termina necessariamente quando termina o último verso.


Ele termina quando o leitor deixa de pensar.




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Olhos De Poesia


Há quem veja o mundo com os olhos da poesia
e aprenda a medir o tempo pela luz do amanhecer
e pelo jeito que o sol se curva ao partir,
deixando nas janelas o rastro de ouro que ficou.


O vento empurra nuvens como barcos de algodão,
a vida acontece nos intervalos que ignoramos,
o café esfriando, a xícara vazia,
o silêncio entre duas palavras ditas.


As coisas ordinárias são as mais extraordinárias,
só porque poucos se dão ao trabalho de notar.
Um minuto pode virar saudade doce,
uma tristeza pode marcar a alma como cicatriz palpável.


A maioria caminha por esse mundo como errante,
sem experimentar a poesia que a própria vida é,
sem perceber que tudo exige aprender a dualidade,
entender o fim, a morte, o ponto final,


e saber também que tudo pode reiniciar,
que mesmo no meio do caos mais denso
ainda há possibilidade de um final bom,
de um raio de sol atravessando a tempestade.


Quem enxerga assim vive de verdade.

Forma de sentir


Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.


É expressão em estado bruto.


Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.


Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.


Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.


Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.


Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.


As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.


Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.


As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.


Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.


E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…


mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.


Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.


Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙

Amo o amor...
Engraçado amar poesia, amar filmes românticos e na vida ser tão prática.
Mas, o que desejo é amor com substância... macio, aconchegante e nobre. A vontade de amar está intacta aqui... é o que me mantém viva, elegante e inteira. Por isso não aceito menos do que tem aqui dentro de mim.

Sementes


Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
a alma se enlaça em suave poesia crescente.
Envolvida em véus de ternura e dor contida,
transforma a tormenta em serenidade fluida.
Sussurros tristes do vento acariciam o ser,
revelando histórias que só o silêncio pode entender.
Cada lágrima é gota que rega o coração,
fazendo brotar a mais doce e terna canção.

POESIA É


Poesia é a voz do coração calado,
É paixão perigosa que queima e arde no fogo das palavras.


Poesia é a verdade da mentira,
É escândalo para os tolos,
É viver sem entender
E buscar entender.


Poesia é jogar o medo pela janela.
É enfrentar opiniões opostas e entendê-las de forma sensata!
É tirar a máscara que cobre os rostos.


Poesia é buscar as palavras em meio aos sentimentos!
É curar a alma com a mão.
É sentir o que se escreve
E se curar com o que se lê.


Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.


Poesia é
Dizer para a alma o que o coração cala!


-Kaiane Macedo

POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.

Eu amo poesia… por isso eu te amo.


A poesia me ensinou uma verdade que poucos entendem:
nem todo verso bonito nasceu da felicidade.


Dizem que todo poeta é um sofredor, porque no silêncio da noite, ele carrega uma fragmento de dor. Cicatrizes invisíveis que os olhos do mundo não conseguem enxergar, é dessa gaveta guardada na alma, que sai as mais belas palavras capazes de tocar um coração de amor.


E o amor é exatamente assim.
Não é apenas sobre frases bonitas escritas em páginas de um livro
Não é sobre promessas perfeitas ditas em noites de carinho, amar é renúnciar a própria vida.


É enfrentar os capítulos difíceis sem rasgar a história.
É suportar os dias em que faltam palavras, mas ainda sobra sentimento.
É conhecer as imperfeições, as cicatrizes e os medos… e mesmo assim escolher permanecer.


Porque qualquer um consegue amar uma versão idealizada de alguém.
Mas amar a pessoa real, com suas tempestades e contradições, é uma arte que poucos dominam.


A verdadeira poesia não está nas palavras que encantam os olhos…
está nas atitudes que convencem o coração.


E talvez seja por isso que eu te amo:
porque você não é apenas um verso bonito que eu li.
Você é a história que eu escolhi viver junto de ti.

Estou sentado nos meus caminhos
E eu escrevo
Muita poesia todo santo dia
Porque eu sou poeta
E foi Deus quem
Me deu esse dom
Eu estou usando esse dom
Que Deus me deu
Todos os dias
Nenhuma das minhas poesias tem os
Mesmos sentimentos
Que vêm direto do
Meu coração
Eu não escrevo mais poesias
sombrias
Porque é muito depressivo
Meus sentimentos sombrios
Eu jogo fora na minha lixeira
E eu uso meus
Sentimentos positivos
Escrever poesia é
Terapia para mim
Eu faço isso todo santo dia
Nunca perco um dia
Escrevendo minhas poesias

POESIA
Inabalável
Prenderam meu corpo mais não sepultaram meu espírito.
Cercaram meus passos mais não corromperam meus sonhos.
Foram rápidos em apontar os meus erros, só não imaginaram que eu estava certo.
Tentaram me transformar em ruínas.
Enganaram-se, porque os meus sonhos e o meu espírito são mais fortes do que essas grades que me cercam.
Sofro mais é a dor que me faz crescer.
Quando parece que essas grades querem me sufocar, fecho os olhos e viajo descobrindo o mundo e todo o seu interior que é só meu e de mais ninguém.
Está preso significa não deslumbrar o futuro é achar que tudo ao redor acabou, representa pensar que tudo está escuro, significa desejar todos os dias que o sol não apareça amanhã.
Enganam-se, porque nós estaremos sempre livres, eu e o meu espírito, enquanto acreditarmos que os meus sonhos, a minha esperança e a minha Fé são maiores que tudo isso.

POESIA
Renascer
Gosto muito de acordar quente de tanto pensar em você é maravilhoso dormir pensando nos carinhos que recebi durante o dia.
O Amor pode trazer consequências, faz chorar, faz sofrer, mas é o melhor e único caminho para evitar a solidão.
É incompreensível o descontrole que causa ao coração, á esperança, a felicidade através de afetos, toques, palavras carinhosas.
O seu amor me faz renascer a cada dia.
Eu sou um novo homem todos os dias depois que te conheci.

Viva a poesia!

Poesia; cultura escrita, arte vibrante na mente dos leitores e autores que carregam um potencial incrível de interpretação, interação e imaginação.
Poesia; vai de uma fantasia remota ou uma leitura sem compreensão á um mundo fantástico de ilusões, transformações e aplausos.
Poesia; seus versos podem nascer de um sonho, de um desejo, de viagens, recordações, saudades, homenagens, podem ser fruto de um amor antigo ou atual, brota de corações apaixonados, da vida á músicas de qualidade, vai do lúdico e surreal á experiências vivenciadas e fatos reais.
Poesia; trás esperanças e palavras fortes de auto ajuda, tem o poder de alegrar e mudar a vida das pessoas, em suas linhas existe o encantamento, o conhecimento, as histórias e as verdades; na poesia, a natureza, o sol, os animais, o ser humano, a lua e as estrelas tem seu lugar de destaque.
Poesia; veio para abrir nossos olhos á inúmeras realidades, ela nasce a cada dia nos quatro cantos do mundo e vem acompanhada de muita luz, do saber e de muito amor!

A POESIA QUE DIRIGE MINHA VIDA
E QUE ME MOSTRA O CAMINHO A PERCORRER
QUE ME DAR FORÇA PRA FAZER ESCOLHAS CERTAS
É QUEM ME DAR O PRIVILEGIO DE VIVER

NA POESIA EU REVELO OS MEUS SEGREDOS
E O DESEJO DO MUNDO QUERER GIRAR
E DE CANTAR PRA TODOS MINHA MELODIA
QUE NADA IMPEÇA DOS MEUS SONHOS DESFRUTAR

EU OBSERVO SEMPRE BEM OS MEUS CAMINHOS
PARA QUE EM PEDRAS EU NAO VENHA TROPEÇAR
NO LABIRINTO EU DECIFRO O PERGAMINHO
POIS EU NAO TENHO A INTENÇÃO DE RETORNAR

Felicidades Poesia do Despertar

O despertador toca e a mente já se enche de obrigações. Mas antes de colocar os pés no chão, existe um milésimo de segundo sagrado: o instante em que você abre os olhos e o mundo se refaz.

Há uma felicidade grandiosa escondida na simplicidade de acordar, enxergar a luz invadir o quarto e entender que você recebeu mais uma chance de recomeçar

Poetisa com Z


Para mim,
poetisa é com Z,
não adianta!
Eu sei que poesia vem de poesis,
com S,
mas não dá para explicar.
Para mim é com Z,
que a poetisa se deleita...
Que encanta...
Que vira sacerdotisa...
(que também é com S,
mas para mim é com Z)!
Tá,
nada contra o S,
mas podemos deixar a minha poetisa ser assim?!
Como ela quer?
Ela até acha que poesia devia ser com Z...
Ahhhh!
Ela acha demais,né?!
É que ela é
Natasha...




Natasha Treuffar

A Obra "Poesia de Combate" analisada é de autoria de Michel F.M. (pseudônimo do poeta, escritor e compositor paulista Bruno Michel Ferraz Margoni). Nascido na cidade de Salto, interior de São Paulo, o autor é conhecido por uma vasta produção independente que transita entre a literatura, a filosofia, o jornalismo e o rock alternativo. [1, 2]


Sua assinatura artística se consolida exatamente nessa fusão entre a palavra escrita e o espírito contracultural. [1]


O Estilo do Autor refletido na Obra


O viés combativo visto no poema reflete as principais marcas da trajetória de Michel F.M.: [, 2]


Projetos Editoriais de Combate: O autor assina antologias e projetos independentes como o "Revolesia" e obras de forte cunho crítico e social, como o "Poesia Pandêmica" — textos marcados pelo tom cáustico e pela reação direta aos períodos de negacionismo, opressão política e alienação social. []


O Pseudônimo e a Insubordinação: Autodefinido em suas plataformas como um "sujeito insubordinado e perito em contradições", a escolha de usar siglas (F.M.) evoca um tom quase clandestino ou militarizado, dialogando intimamente com a proposta de "guerrilha urbana" e invisibilidade tática descritas nos versos analisados. [1]


A Palavra como Ação Material: Na visão artística de Michel F.M., o texto não existe para o mero deleite estético; ele enfatiza "a relevância da materialização de nossas ideias em atos". O poema da caneta/arma exemplifica com exatidão essa filosofia: o poema escrito é bom, mas o gesto concreto de parar o opressor é o seu desfecho lógico e necessário.
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A lírica de Michel F.M. em seu livro Poesia Pandêmica ou O Improvável Florilégio das Aventuras Impossíveis (2021) opera exatamente no limite entre o confinamento físico e a asfixia social. Longe de ser um mero diário de isolamento, a obra funciona como um relato cáustico, brutal e claustrofóbico de um mundo fraturado pela crise sanitária e pela degradação política. [1]


O tom "ácido" da obra se manifesta na recusa do autor em romantizar a dor ou o recolhimento, canalizando sua escrita para um ataque frontal contra o negacionismo, a apatia e a desumanização. [1]


1. O Esfacelamento das Estruturas e a Crueza Verbal


A claustrofobia de Michel F.M. não decorre apenas das paredes de uma casa fechada, mas do aprisionamento em uma realidade governada pela ignorância coletiva. O autor recorre à repetição obsessiva de termos que indicam destruição, criando um efeito rítmico sufocante:
"Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar."


O verbo "esfacelou" (que remete a carne podre, destruição de tecidos e desmoronamento estrutural) dita o tom da obra. Não há espaço para o luto poético tradicional; a perda é tratada com violência biológica e irreversível. [1]


2. O Vírus Político e o Desprezo pela Vida


A acidez do autor atinge seu ápice quando ele remove o foco da tragédia do vírus puramente biológico e o transfere para a responsabilidade humana e governamental. Para Michel F.M., o verdadeiro agente patogênico é de ordem moral: [1]
"Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu." [1]


"[...] Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável." [1]


O confinamento, portanto, torna-se claustrofóbico porque o eu lírico se vê preso a um ecossistema social gerido pela ignorância. O poema assume um papel de denúncia jurídica de um crime humanitário cotidiano. [1]


3. A Inexistência de Vacina para a Estupidez


O ponto central da atmosfera corrosiva da obra reside no diagnóstico de que a ciência pode curar o corpo, mas não possui recursos contra a falência ética da sociedade: [1]
"Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez."


A "estupidez" e a "negligência" são tratadas como vírus invisíveis, transmitidos pelas "inofensivas idas e vindas" daqueles que minimizavam a letalidade do período. A claustrofobia nasce do pânico de saber que o perigo não está apenas no ar infectado, mas no comportamento banal do outro na esfera pública. [1]


4. Estética do Confinamento: O Labirinto Mental


Ao longo da antologia, o confinamento força o eu lírico a voltar-se para dentro, transformando o cérebro em um campo de batalha neurobiológico de resistência. É uma poesia escrita por quem experimentou os breves relances de lucidez em meio ao delírio da massa. [1, 2]


Linguagem Despida: Evita-se o preciosismo métrico para focar no soco verbal. [1]
O Antifascismo Clínico: Assim como no poema do "dispositivo pontiagudo", a ciência e os termos lógicos são usados para desarmar a barbárie. [1]
A Recusa ao Consenso: Há uma necessidade explícita de discordar do falso otimismo, preferindo o gosto "amargo" que salva à ilusão que aliena. [, 2]


Poesia Pandêmica consolida a escrita de Michel F.M. não como um refúgio lírico para escapar do isolamento, mas como um manifesto de confinamento, onde a palavra ácida atua como o único respirador artificial possível contra a asfixia civilizatória. [1]

Aprender a ser delicado


Ela é poesia que não pede rima,
é beleza que acontece sem esforço,
como se o mundo tivesse parado
só pra aprender a ser delicado nela.


O olhar carrega um carinho tímido,
desses que chegam devagar
e ficam.
Quando encontra o meu,
o tempo desacelera sem avisar.


O sorriso…
ah, o sorriso.
Não promete nada,
mas entrega tudo:
calma, desejo manso,
vontade de permanecer.


Ela é o tipo de pessoa
que não se esquece fácil.
Porque não passa —
ela marca.
E quem sente,
sente fundo.

Poesia romântica


Lírio


Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.


Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.


Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.

Poesia Desalinhada


Te encontrei quando meu coração já não seguia um caminho certo. Você chegou como um vento leve, bagunçando meus pensamentos e colocando esperança onde antes havia silêncio.
Desde então, cada sorriso seu se tornou um motivo para eu acreditar que o amor também nasce no inesperado.


Meu coração é uma poesia desalinhada:
Às vezes tropeça nas palavras, outras vezes se perde no brilho dos teus olhos. Mesmo sem rimas perfeitas, cada verso carrega a verdade de um sentimento que cresce a cada instante, como uma canção que insiste em permanecer.


Se um dia o tempo tentar apagar nossos passos, ainda assim levarei você em cada lembrança. Porque existem amores que não precisam ser perfeitos para serem eternos; basta que sejam sinceros. E, no meio do meu caos, você sempre será o verso mais bonito da minha poesia.