Poesia Anjo
Beija-flor-de-veste-preta
meu amoroso poema
das Américas do Sul e Central,
És meu anjo sereno que faz
destas Terras um paraíso Celestial.
Quando a gente nasce
Um anjo faz uma prece
Em algum lugar deste Universo
Alguma coisa muda
Mas nem tudo que acontece
Na vida da gente
É do jeito que se espera
No dia que a gente nasce
Inicia-se uma contagem
Alguma imagem boa e muda
Na esfera do mundo
Existe e não é à toa
Apesar de fazer o inverso de tudo
Cada segundo vai sendo contado
Tem dias que a gente vive
E tem a incrível sensação
De ter sido esquecido
E deixado de lado pela vida
Mas um dia, finalmente a gente morre
E ocorre de nesse dia
O mesmo anjo fazer outra prece
Não sei dizer
Como e porque acontece
Mas sei que acontece assim
Portanto
Enquanto isso, eu vou vivendo
Pois a prece
Que algum anjo atrapalhado fez por mim
Deu certo
E quis Deus que fosse assim
Exatamente desse jeito
O mesmo vento que me trouxe
Deixou-me com um beijo doce
E me disse
Que eu devia encarar sorrindo
O lindo amargor dessa vida
Pois iria passar bem depressa
O vice-versa
O início ao avesso
O doce que sempre caiu no chão
As verdades de mentira
Deus, por favor, me socorre
Não me esquece!
Manda o anjo fazer logo a prece
do dia que a gente morre.
Edson Ricardo Paiva.
No dia do Juízo
Um anjo indeciso
Pergunta ao miserável:
De qual maneira
Julgas este mundo
Que foi-te tão pouco amigável?
E o miserável responde:
Sina pior que a minha
Teve o poeta em vida
Recebeu somente indiferença
Tentando dividir a arte
Que a sorte não queria dividida
Escreveu, escreveu
Não resultou em nada
A sua letra trôpega
Foi do Alfa ao Ômega
Tropeçou no Gama
Caprichou no Sigma
Pediu a Deus talento
Não pediu sorriso ou agrado
Assim viveu o poeta
Lançando seta atrás de seta
Deus não concedeu-lhe pontaria
Jamais um sorriso, aplauso...
elogio
A pena com a qual escrevia
era digna somente de pena
Palavras na mente: choviam
Reconhecimento : Estio
Porém houve um dia
Um olhar mais atento
Quis olhar para o poeta
Por ao menos um momento
Esse dia jamais existiu
Já faz algum tempo
O poeta partiu
A terra sobre a qual
ele escreveu
Agora o esconde
Sem perguntar aonde
O anjo chorou.
hoje
um anjo esteve aqui em casa
Me abanou de leve
Sorriu-me um sorriso breve
E me convidou a passear
Sob a sua escolta
Apesar de eu
não sentir nenhum medo
Confidenciou-me, em segredo
Que me traria de volta
È engraçado o poder que Eles tem
em romper barreiras
No tempo e no espaço
Em um segundo eu voava
em seus braços
e via a chuva
Numa rua da minha infancia
Chamada Adele Zarzur
E via o brilho das pedras e cascalhos
Que a chuva lixiviava
E se acumulava
E se avolumavam
Bem em frente a casa
onde eu morava
E eu nem me lembrava
Que isso acontecia
Quando voltamos pra casa
a febre havia baixado
olhei pro Anjo, agradecido
Enquanto Ele se desfazia
antes de partir, Ele me pediu
Que transformasse meus problemas
em poema ou poesia
Um anjo montava guarda
vestido de branco
Tinha em suas mãos
o fogo da espada
Guardando os portões
dos túneis da História
e tudo que se passou
de alguma forma
lá ainda está
Os últimos que embarcaram
naquele trem sem volta
Os primeiros a ser encontrados
Milhares de anos depois
E aqueles que desapareceram
pra nunca mais voltar
Os segredos que foram queimados
E os portais que se abriam
pra dois lados
É como se fosse uma fotografia
de um rio que correu em outros dias
Passou e permaneceu
E continua a correr
Em outros casos
Nem nasceu ainda
Aquilo que começa
e tudo aquilo que finda
de alguma forma
hoje, agora; Está tudo lá
Toda vergonha e toda a Glória
Atrás daqueles portões ainda estão
levados pelo rio
revelados na fotografia
escondido há milhares de anos
Aquilo que estava e não estava nos planos
Tudo isso aconteceu
e ainda vai acontecer
Hoje, antes que termine o dia
Cada amor que nasceu
tendo ele acontecido ou não
Tendo que passar obrigatoriamente
Por todos aqueles rincões
e aqui
Abrace antes o Mundo
E encare a vida face a face
Mergulhe fundo nos teus sonhos
Antes que os anjos se afastem
E o tempo leve seus melhores amigos
Não deixe que seus desejos
Se transformem em sonhos antigos
Sem que antes tenha tentado
Não existe nenhuma garantia
de que vão se realizar
Mesmo assim
Não permita que um dia
Você mesmo se cobre
Pelo arrependimento nada nobre
de ter visto a vida passando
e que você não disse
não fez, não foi e nem viveu
por medo
Não permita que enterrem
Junto a ti
Os teus segredos
Viva os teus sonhos
Grandes ou pequenos
E permita que eles permaneçam vivos
depois de você
O Céu hoje está tão claro
Se eu soubesse ontem
Que isso indifere
das canções que cantem
Os anjos do Céu
Talvez não doesse tanto
Em minha alma de papel
O fato de ter aguardado
A noite escura
Por pensar que a alma pura
Pudesse transpor
Com tanta desenvoltura
A manhã desbotada
Que meus olhos embotados
antes viam
Pois nem sempre
O amor que a gente sente
é amor do bom
Quando somente
quem o sente é a gente
Eu não percebia
Que o coração pudesse assim
causar tanta dor
Quando o sentimento
que ele mente
é de amor.
Com esse Papo-de-Anjo
mais doce do que o doce
que enternece os sentidos,
você me leva fácil contigo
e nos mantém seduzidos.
No mangue também existe poesia,
Ele é como um anjo que vive,
- entre o céu e a terra
Ele entre o rio e o mar,
Conhece o ritmo das águas,
Ele sabe como se comportar
Como anfitrião da vida...,
No movimentar das águas doces,
E no bailar das águas salgadas,
O mangue sempre sabe esperar...
Talvez seja porque não é notado,
Ou porque vive despercebido,
Ele é abrigo, viveiro e ninho.
O mangue como grande anfitrião,
Só a existência dele é uma lição:
de paciência,
resiliência
e fonte de sabedoria
- Ele surpreende porque é veia;
Existe nele um sangue invisível,
O mangue é um lugar incrível!
Respeite o mangue como intangível,
Ele é a cintura da terra que liga,
O rio com todo o oceano, ele é pura lida!
Aceita, meu amor, meu anjo, minha vida;
Cada letra de paixão para ti despida.
Parece que até que foi ontem,
Ao paladar da nossa boa prosa,
Que perfumados por nossos sorrisos,
- juntos fazíamos planos
Parece até que foi ontem,
- que perdi as rédeas
Mas continuei o amor semeando,
- o amor em todas a cores e tons
Ainda lembro dos nossos bons momentos,
- apreciando juntos os mesmos sons
Semeando o amor em canteiros de flores,
E vendo o luar à beira do chafariz acontecendo,
Vivendo o nosso amor cor-de-rosa,
parece que foi ontem...
Ainda creio que retornarás por onde
- paramos;
Chegarás em pleno verão para esquentar
os nossos planos.
Porque juntos somos a fome com a vontade
de comer,
Temos o sabor, o aroma e o sangue tinto
repletos de revolução,
Tanto um para o outro não consegue dizer
não.
Sempre soubemos de nós dois,
nunca deixamos nada para depois...
Parece que foi ontem,
Esse momento que ficou longe,
Você me chamando ao pé da escada:
- Não te atrase, venha logo minha amada!
Aqui quem te espera é a
tua alma apaixonada e um ramalhete de
rosas brancas com a tua pureza de eterna namorada.
Um anjo no meio
da multidão com algo
a mais do que a espada
e a balança na mão:
anunciando que não
haverá nenhum tipo
de descanso enquanto
não houver a libertação.
Sob os olhos de ônix
se desenha a fênix
do próximo capítulo
com fé na justiça
e na força do destino.
Não haverá nenhum
retrocesso ou desistência,
só será preciso um
pouco de resiliência
para a tempestade vencer
em união com a tropa
o povo e a paz necessária
à quem precisa se convencer.
O anjo zelador
do guerreiro
na condição
que se encontra
de defendido;
Fez como se pede:
cooperando
com o exercício
Necessário ética
e da justiça;
Para que ninguém
mais impeça
a liberdade,
E que se cumpra
o valor
da verdade
que nos dignifica.
E assim junto
caminha
com o juiz
da causa,
Respeitando
sem quebrar
os protocolos,
paciente
E amável
ao clamor
de toda
a gente,
O peito abriu
e o aviso deu
amavelmente:
Que o adiamento
foi solicitado.
No profundo
é bem duro,
Mas deve ser
respeitado,
Mesmo
sabendo
Que a vida
se encontra
Num quadro
delicado,
Que venha
final esperado,
Repito o voto
de que que além
De tudo isso
o guerreiro
Seja curado,
Peço que ele
seja libertado.
Vendo uns comentários tipo olha lá a "ficha do anjo", mas alguém tem que lembrar
que não estamos na Idade Média e que a Constituição Federal não autoriza pena de morte e a justiça com as próprias mãos.
Militar pela legalização da pena de morte ou da justiça com as próprias mãos é estender tapete vermelho para os fofoqueiros.
Às vezes os seres humanos não valorizam as pessoas certas, ignoram e até mesmo deixam de lado. Mas existem as insistem em nós, mesmo sabendo que você é uma causa perdida, um grande erro, sem conserto e sem jeito, porque no fundo enxergam o melhor em nós. E uma dessas pessoas é você. Mesmo eu sendo cheia de defeitos, sendo difícil de conviver as vezes e mesmo uma querendo sair nos tapas com a outra, você não desistiu de mim. Além de amiga, você é minha conselheira e quando eu estou mal você tenta me animar, você enxuga minhas lágrimas, me abraça com palavras e diz que vai ficar tudo bem. Amigos são irmãos, não importa a distância, idade, altura, peso e cor. Amizade é uma forma de amor e preocupação é uma forma de cuidado, de proteção. Quando eu precisei você me estendeu a mão. E agora, eu te estendo as duas.
Ninguém me engana, pois mentir para o Diabo é igual dizer a verdade mentindo. Sou o hoje, o amanhã, o sempre e a sua mentira se torna minha glória.
Vizinho
Que bom seria para mim se teu vizinho,
eu fosse.
Te veria todos os dias pelas manhãs
em tua janela, às tardes em teu jardim, e
às noites, quando saísses.
O paraíso estaria ao meu lado, dele o anjo
mais lindo para mim, às vezes sorriria.
Vontade de um beijo roubar.
Com minhas mãos as tuas pegar,
na luz dos teus olhos viver,
e em teus cabelos, fio por fio anelar,
e no meio deles os meus dedos esquecer.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.
Membro Honorário da A.L.B. São Josè do Rio Preto. SP
Membro Honorário da A.L.B. Votuporanga. SP
Membro da U.B.E
Poesia da Saudade
Hoje a saudade bateu forte
E não pude evitar
Caíram lágrimas dos meus olhos
Mesmo eu tentado cantar
Num lugar qualquer, minha princesa
E meu anjo do coração
Estão bem perto e tão longe
E sempre em minha oração
Nem tudo o tempo cura
Nem sempre é fácil entender
Que oque era tudo hoje é nada
Deixando um vazio, difícil de preencher
E assim vou seguindo em frente
Numa esperança desvalida
Mas o que seria de mim
Sem estas existências de vida
E para acalmar minha alma
Deus tem sido o consolo
Sei que ainda há lugar
Para o sonho de um retorno
Nem tudo está acabado
Enquanto houver fé e amor
E Jesus no comando de tudo
Lembrando, confie eu sou o salvador
Fartei de voar...
Deixo as minhas asas, simplesmente as encosto,para no futuro próximo quem sabe....alguém as leva.
Deixo-as a porta,estão grandes,fazem-me confusão.
Cheguei ao dia de as largar...para que um novo anjo as leve,e as carregue o mesmo tempo que eu...estão ensinadas,afinadas,agora para aterrar...só com prática.(Adonis Silva 08-2018)
Imagine-me desnudo
De alma, de corpo
Vulnerável
A você entrego-me!
O cálice derramou
Manchou-me de vermelho vinho
Não há mais volta
Penetrou meus poros
Sinto correndo em minhas veias
Salva-me!
Corra até aqui
Oh meu amor
Encoste sua cabeça em meu peito
Sinta as batidas do meu coração
Meu hálito quente no seu ouvido
Ah, como eu te amo!
Meus dedos passeando pelos seus cabelos
Acaricio seu rosto admirado
Oh que anjo
Oh que anjo
Me enlaçou, criou raízes
Estão por todo lado
Deixe-me te regar
