Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Cara, você é um idiota. E o pior, o idiota que eu amo, que eu não consigo esquecer. Porque raios você insiste em continuar por perto? Vai embora, me deixa sozinha, talvez assim eu possa perder as esperanças e voltar à minha vida normal. Mas não, você continua perto demais, tão perto porém tão longe do meu amor. Você quis ir embora e eu deixei, então agora você resolve seguir em frente e espera que eu seja sua amiguinha. Eu quero ser. Nossa, como eu queria ser sua amiga e muito mais que isso, mas eu não posso! Será que você não entende isso? Meu coração dói de ter que ficar por perto e te ver seguindo em frente. NÃO FAZ ASSIM COMIGO. Para de me contar tudo, para de me deixar ficar perto. Para de me deixar ter esperanças, PARA, POR FAVOR, PARA de deixar eu te amar. Eu te imploro, me deixa, me deixa te esquecer, para de voltar sempre e me dizer mil coisas que me dão milhares de esperanças, você adora fazer isso né? Vem, me enche de esperança e então se vai. Você não sabe como isso dói? É tudo tão simples, mas você complica, então vou te explicar: Se você me ama, fique, independente das pessoas, independente de tudo, se não, VAI EMBORA. Essa de ser amigos não vai dar certo, não enquanto você ainda for a pessoa que eu amo.
Perdi você num passado não muito distante porque continuamente brigo com ele nos meus dias atuais, me recuso a tentar, não posso perdê-lo mais uma vez.
Que mal fariam a Deus os nossos inocentes desejos?...Por que não merecemos nós o que tanta gente tem?
Suma com tudo aquilo que não soma. Muitas vezes aquilo que parece ser menos, é mais. Esta é a matemática do verdadeiro afeto.
Usam pessoas como se fossem coisas, amam coisas como se fossem pessoas. Coisas não preenchem o vazio e pessoas não se encontram em vitrines. No final, todos se ferem.
Não entendo esta gente que vive pelo sonho do Paraíso e quando a hora de ir chega, chora como se ele não existisse.
E você disse que eu faço o tipo misteriosa e eu achei engraçado pois não sou o tipo de mulher que faz tipo. Mas naquele noite descobri que talvez você faça o meu tipo.
Comprei um casaco de couro de um verde meio esquisito. Não era musgo, era um verde meio fosco, ocre. Não uso muito verde e acho estranho quem usa couro. Prefiro usar tricô e cores nudes, acho que fica melhor em mim. Mas comprei essa porcaria de casaco porque queria bancar o descolado, o garoto cheio de estilo. O negócio também é que eu passo pelas vitrines da Barra e fico horrorizado com tantos casacos de couro e quase nenhuma outra opção. Me pergunto se os estilistas estão doentes da cabeça ou se sou eu que estou fora de moda, vai saber... Só sei que já reparei que vez em quando eu gosto de pertencer a um mundo que não é o meu. Vai que nessa de experimentar o que não é bem a minha praia me torno alguma coisa menos estranha e mais comum nessa cidade. Odeio esse casaco, cara. Tenho ódio só de olhar. Ele não foi feito pra mim, entendeu? Mas sei lá, você também não foi feito pra mim, mas eu vivo querendo fazer parte do seu mundo.
Reclamamos muito dizendo que a diferença nos separa, mas não suportamos no outro os mesmos defeitos que carregamos em nós.
Descobri que metade, não precisa ser oposta e que quando igual, fica até melhor. E nos tornamos nós, e seremos sempre nós.
Você não voltou, e talvez não precisaria mais, pois ficou, mesmo que eu acredite que nada é para sempre.
A bondade é algo contagiante, que irradia gentileza, e bons atos feito epidemia que invade não só o corpo mas a alma.
O 'quase' é uma mentira que inventamos para proteger o nosso ego. Não queremos aceitar que fomos rejeitados e, por isso, criamos vários 'quases' ao longo de nossa vida
Se eu fosse você eu não ia embora. Ficava comigo que é a melhor companhia. Porque você acha que amo ficar sozinha, aqui com minha solidão?
Não exija nada, o mar beija e abandona a praia todos os dias e sempre permanece um belo cenário de amor...
Não sou de acumular decepções, logo as esqueço. É que meu coração, grande colecionador, já tem seus depósitos preciosos, de alegria, luz, paz, magia, leveza e amor.
Não sei se escrevo, nessas linhas tortas, para ti, ou se me leio no que te escrevo. Não importa as interrogações, preciso expor esse sentimento que transborda em palavras e como a única ação que me é possível, nesse momento, é escrever, sigo escrevendo. Minhas palavras parecem não ter um contexto, me perco no texto, sentimentos soltos, suspiros avulsos, verdades que, sem ti, se tornam falsas, paradoxos, minha mentira real. E em cada palavra, desabrochada, no papel, vou te decorando e me relendo, tentando te aprender e me encontrar, enquanto me desaprendo e me perco em ti.
Não me fale em coragem, se você esconde os seus sentimentos, se você não abre o peito, se você inibe os seus atos e sufoca suas palavras, com medo do NÃO. Deixa os seus sentimentos fluírem livres, tal qual um rio que anseia pelo mar. Perdedor, não é aquele que sofre por amor. Perdedor, é aquele que teme o amar.
E não importa a direção, segura com força a minha mão e não a solte jamais. Aonde fores, irei eu, de corpo, alma e coração, sem nunca, nunca olhar para trás.
Não deixe fragmentos do seu coração em cada canto. Onde se encontra o encanto, é lá, onde ele, INTEIRO, merece habitar.
