Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Quisera eu, poder sentar do seu lado
Olhar seus olhos e ouvir você contar seu dia
Quisera eu, ter um abraço apertado
E admirar um sorriso repleto de alegria
Apreciar a voz que soa como melodia
E sentir o perfume que enfeitiça e arrepia
Me embriagar do teu brilho que contagia
E depois sonhar para compor mais uma poesia
“Notas de saudade”
Chorar eu choro
E quando a chuva cai
Acho que é você chorando daí também.
Dentro da gente
Tem gente
Que já não está mais aqui.
Tem saudade que só pode ser curada
Na prece
Tem lembrança que faz a gente despertar lágrima.
Tem conselho que a gente queria
Só mais uma vez escutar.
Tem coisas que a gente queria
Só para aquela feição confessar
Tem gente que vai,
Mas fica no coração.
Muzambinho
terra de gente que vive sorrindo
cidade tão pequena
mas com almas tão serenas.
Lugar de gente de bem
quem conhece,vai além
gente simples,de coração nobre
cidade do carnaval,
festa em alto astral
Me diz?!
Quem nunca foi rezar lá na matriz,
ou visitar o chafariz
Quem não sente saudades daquele delicioso doce de leite
temos também o instituto,
um bom lugar para se "colher bons frutos"
É muzambinho ....
para muitos, é lembrança,
de uma doce infância...
Muzambinhense:
Tem o charme do olá, a leveza do caminhar e aquele jeitinho airoso de brilhar.
Faz do dia, intensa melodia. Tem história comprida pra contar e doce “baum” pra compartilhar.
Vencido pela idade, dura saudade.
Quando na rua, ganha alma pura...
Segue sereno ao caminhar,
Pois sabe que a cada esquina, um novo riso irá encontrar.
Muzambinho:
Terra de gente que vive sorrindo
Cidade tão pequenas
Mas com almas tão serenas.
Lugar de gente de bem,
Quem conhece, vai além...
Independente do caminho escolhido, outros ficaram para trás, outras possibilidades, outras histórias, outros amores…
E não importa o quanto você se esforce, se doe, se entregue, para os outros, nunca será o suficiente…
Faça apenas o que manda seu coração, pois é lá onde você encontra a aprovação, que muitos procuram na opinião dos outros.
11 de setembro de 2024.
10:50 da manhã.
era quarta-feira as 09:54 da manhã
meu coração batia forte, acelerado
meus olhos brilhavam e meu peito florescia, e foi ali naquele instante que percebi que estava apaixonado por você
o vento frio da manhã que batia na minha pele, trazia uma lembrança boa de você dos momentos que tivemos juntos, o calor do sol me lembrava o calor dos seus lábios
o brilho do sol, juntamente com o brilho dos meus olhos lembravam os seus, naquele domingo, onde o meu olhar cruzava com o seu e me trazia um sentimento de paz
uma paz que era e é surreal, uma paz que eu já não sentia há um bom tempo, e mesmo com a rotina corrida e cansada
eu só penso em você, e em quando eu vou poder te ter em meus braços de novo.
com você a vida se torna leve
as horas parecem cessar
a vida se torna colorida
e tudo se torna mais divertido
acho que isso é paixão
a paixão que arde no peito
o sentimento de amor que vem
nascendo a cada momento compartilhado contigo
ouvir teu coração batendo naquela noite
me fez te ver além do corpo
não foi apenas um acaso
não foi apenas um encontro
foi conexão, foi encontro de almas
eu senti que te conhecia antes mesmo te conhecer.
O inverno vem anunciando a seu fim
As lindas copas dos ipês amarelos, estão carregadas de flores.
E o chão, é um verdadeiro tapete natural!
Quando se olha a árvore de baixo para cima parece um buquê gigante
Como não se encantar com tanta beleza que toca a alma.
E tudo isso representando,
FORÇA E VITALIDADE
O mais belo ainda está por vir…
Ao observar a contribuição sutil do vento
Que faz com que as flores se desprendem das árvores
É fantástico, quando começa a “chuva de flores”,
Minha alma fica em êxtase
Eu posso florescer sempre.
Amanhecer primavera,
Transmitir calor e luz.
Transpirar verão.
Atravessar os dias,
Adentrar as noites,
Poetizar a lua,
E ter um caso de amor com o sol.
Eu posso simplesmente ter... Ser... Eu.
Lis Fernandes
By Editelima
Árvores desnudas
galhos esqueléticos
um dia cheio de folhas
folhas que o vento levou
galhos que um dia acolheram visitantes
pássaros que ali fizeram seus ninhos
pássaros saudosos
empoleiram nas extremidades dos galhos
hoje secos ,
cheio de cicarizes,
marcados pelas intempéries
Árvore amiga, sempre acolhedora
Árvore que lamenta
as atrocidades feitas
não só pelo tempo
Mas também pelas mãos do
homem,
insensível, arrogante, prredador
Ah, homem !
Sábio,
inteligente...
Ignoras que a natureza
nosso maior bem
Supre todas nossas necessidades
mas não supre sua ganância .
O preço é alto
Irreversível
editelima60
Eu vi o vento
a brincar por entre as árvores
Eu vi o sol a espiar
o balançar do vento
Eu vi flores a desabrochar
de acordo com a intensidade do sol
Eu vi a donzela a balançar despreocupada
crianças de encontro ao vento
elas querem se apoderar do vento
ou o vento com elas quer brincar ?
Segue o desafio
o vento a ventar
crianças a correr
folhas a cair
flores a desabrochar
Sol a brilhar
E o mancebo?
Que faz ali o mancebo?
Buscando chamar a atenção da donzela
que tem o pensamento ao vento
E com ele voa para lugares distantes
Em busca de mais conhecimento
não dedica a ele
de sua atenção um instante.
*******
editelima 60/ 2023
Ventos de agosto
Vento frio , vento morno
Vento lento , vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
que está para chegar.
Ventanias não são constantes
e também não são eternas .
Ventos vem , ventos vão .
baguçam,
derrubam o que parecia forte
mas depois tudo se transforma
Vão embora as quimeras
prá dar lugar à primavera
Agosto 2023
editelima 60
Chove chuva
chove de mannsinho
levando ao ipê florido
terno gesto de carinho
Ouço pássaros a cantar
prá lá e prá cá a voar
eu de cá olhando
não deixando de admirar
Chove chuva
Chove sem parar...
Editelima60
Instantâneo
o mar adormece
e as gaivotas vão planando…
o sonho acontece
e a vida vai-nos chamando
para a derradeira prece
que o silêncio vai rezando.
enquanto a brisa arrefece
o mar realmente adormece
com gaivotas a planar…
e no sonho que acontece
o silêncio é uma prece
que nos parece chamar…
Eu amo os pássaros
me encanta acordar
ao som de seus cantos,
Estes são muitos,
e são livres,
por isso cantam
a plenos pulmões,
até em dias chuvosos
eles cantam
As 5 da manhã
como loucos livres
já estão cantando
Os engaiolados
também cantam
mas não com essa força
é um canto sufocado
Embora seus amos
se encantam
vê-los cantando
de dentro da gaiola
Esses, perderam
a sensação de liberdade
Que louca
e extraordinária
é essa tal liberdade
Ela é força, com um olhar que revela personalidade. É mistério, como uma flor de lótus. Tem um jeito de menina, mas a firmeza de uma mulher decidida. E é bela, em sua essência.
Beleza que vem de dentro para fora. Conquista com um olhar; mesmo com seu mistério, carrega consigo verdade, sua verdade. Nos prende com seu magnetismo, uma força sutil que nos atrai. Sua presença traz equilíbrio entre suavidade e poder, uma combinação rara que encanta e desafia.
Ela tem uma essência pura que nos intriga, nos levando a querer decifrá-la. A cada dia, desejamos conhecê-la mais, mas nunca conseguimos defini-la por completo. Com seu olhar e seu mistério, ela é... pura poesia.
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão
Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.
Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.
Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.
Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.
Fronteira: linha traçada.
Na fronteira onde a história se entrelaça,
Tropeiros marcham, guerreiros Guaranis em caça.
Lendas vivas, memórias sem fim,
Ponta Porã e Pedro Juan, juntas assim.
O povo fronteiriço, forte e aguerrido,
Sua cultura vibrante, jamais esquecido.
A erva mate que a terra gerou,
Tereré refrescante, tradição que ficou.
Chipa dourada, sabor sem igual,
Comidas típicas, herança cultural.
Chimarrão que aquece, mate a brotar,
Dessas folhas que um dia iam pelo ar.
Beleza de vida nessa linha traçada,
Conquistas e dores, estrada moldada.
Divisão imaginária que nunca impediu,
Mistura de povos, união que nos uniu.
Passado, presente e futuro a tecer,
Duas cidades, um só viver.
No sul de Mato Grosso do Sul a brilhar,
Histórias que seguem e vão se contar.
Que essa poesia celebre a fronteira que pulsa e respira, onde culturas se abraçam e o tempo constrói sua própria melodia.
Instante de Felicidade
É quando o tempo esquece do tempo,
e tudo cabe num suspiro leve:
o riso solto sem nenhum lamento,
o agora inteiro que nunca se atreve
a prometer mais do que entrega.
Felicidade não grita, sussurra.
É cheiro de pão na manhã que escura
vai se rendendo à luz que se achega.
É o toque breve, quase distraído,
mas que acende em nós o sentido.
Talvez more num olhar que entende,
num silêncio que acolhe e não fere,
numa lembrança que sempre se rende
a voltar como se nunca partisse.
É fração do dia, fragmento de tudo,
um átimo de paz no meio do mundo.
E, mesmo quando vai embora,
fica escondida na memória.
