Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Eu sou da arte
Sou a música carregada de paixão
Que foi cifrada pelo mais sábio dos músicos.
Sou a letra e a melodia que você para pra ouvir
Sou a música que voce escuta e chora
Outrora sorri
Eu sou da arte
Sou a arte que brilha no picadeiro
O malabarismo, a pirofagia e o riso
Sou a arte que brilha no circo
A arte que você para pra assistir
Eu sou um verso sertanejo
Sou uma poesia
A arte que causa estranhismo
A arte que causa medo
Eu sou da arte pintada
Da arte escrita
Da arte exposta
Numa carta, numa revista
Da arte guardada e jamais vista
Da arte natureza
Que a fotografia congela
Pra ter o prazer da sua beleza
Sou da arte
A arte que mostra a alma
Que corre no sangue
Que jorra na veia
Sou arte que colore o mundo
Sou arte pra vida inteira
Aí, que vontade de beijar sua boca e dizer
Faz, do jeitinho que eu sei que cê gosta, então
Vai, sua mão na minha nuca e eu seminua é paz.
As estrelas que eu vejo no seu travesseiro, traz.
Um sossego que eu quero ter cada dia mais.
Sim, tô partindo no avião das cinco, as seis eu tô aí.
Raste o colchão pra sala e abre o portão pra mim.
Imagine meu corpo e seu corpo cheirando açaí.
Se pastor Mário Belchior fosse aqui.
Ah, se Indiara fosse ao lado de Cajati.
Diga, que não vamos mais fazer amor por telepatia.
Que meu corpo e seu corpo é letra e melodia.
Seu olhar dentro do meu olhar, é pura magia.
Sua mão puxando meu cabelo, olha como combina.
E se não combinar, dá jeito, se vira.
Ah, é duro dizer, mas cansei de imaginar.
Tô sentada no quarto, esperando esse dia chegar.
Pedindo ao Papai do Céu pra antecipar.
Nosso encontro que chega e deixa eu te amar.
E se ao escutar ficar louco, corre pra cá.
Composição: Josielly Rarunny
EU RESPEITO SUAS DECISÕES.
Eu respeito suas escolhas, suas falhas, suas visões, seus pontos fracos, suas desculpas esfarrapadas, sua maneira de ser.
É nessa bagunça que me aceito, é nessa bagunça que eu te vejo ao meu lado.
Se apenas olharmos as virtudes, não estaremos prontos para amar ou aceitar o próximo.
Nunca encontraremos algo perfeito para toda a vida, e eu respeito isso.
Mesmo sem jeito, eu me ajusto ao seu jeito, pois respeito suas opiniões, mesmo sem jeito.
Foi nessa desorganização que aprendi a viver, respeitando o espaço dos outros.
Agora, depois de conviver tanto com suas falhas, estou começando a desconfiar que talvez seja eu que não tenha mais jeito, mas me aceito.
Essas suas falhas, meio sem jeito, eu respeito, estou satisfeito com seu jeito de amar.
Artista Obcecada, Sem Medo de Sentir Demais (2025)
Se a faísca incendiar
Se o incêndio se alastrar
Queimemos em reciprocidade
E aproveita...
Sou artista obcecada
Sem medo de sentir demais
Seja a minha musa inspiradora
Te pinto um milhão de quadros
Te declaro um milhão de músicas
Te escrevo um milhão de poesias
A intensidade pode até me matar
Mas uma mulher absurda como você
Nascida para inspirar
Não poderia senão ser musa
Tenho ânsia de te conhecer
Mas sem pressa, pra não te perder
Quero saborear cada parte de você
Me apaixonar por cada singelo detalhe
Me embriagar de você
Mulher,
Mesmo que me machuque
Serei labareda escrita em carne
Em cada verso da nossa história
E com a leveza do óbvio
Mas com o peso das palavras
Eu lhe digo com veemência...
Você é estonteante,
Visceral
Incendiária, como chama que dança
Entrelace teus braços em mim
E me queime no compasso do teu corpo.
TUAREGUE por Ádyla Maciel
Sou andarilho do tempo como os tuaregues do norte da África, apesar da bela paisagem odeio ter que partir tão cedo, assim tão escuro, antes do amanhecer. Nasci para percorrer os quatro cantos da terra, como os atletas superhumanos, como os monges e hippies, porém odeio atravessar o rio em dias de enchentes, mas amo ser água, águia, fênix porque o céu é bonito em qualquer lugar. Sempre amplo, sempre claro.
O Homem na Porta
William Contraponto
O homem na porta observa
E tira suas previsões,
Entre uma e outra reserva
Vê o que há em ambas situações.
O homem na porta hesita,
Mas não cessa de esperar,
Pois cada cena palpita
Com algo a revelar.
Vê passarem os enganos
Com vestes de solução,
E os que fingem há muitos anos
Ser donos da direção.
Escuta o rumor da rua
Com olhos de dentro e fora,
Como quem encara a nua
Verdade que se devora.
Vê que a luz também confunde
Quando insiste em dominar,
E que o claro só responde
Se o olhar souber mirar.
O Silêncio Que Te Espia
William Contraponto
Te escondes no ruído e na agonia,
temendo o vulto da própria verdade.
Chamas de vida a farsa que te guia,
mas vives sob o fio da tempestade.
Teus gestos são ensaio e encenação,
reflexos de um deserto mal coberto.
Teu riso é disfarce da contramão,
pois nunca estiveste assim tão perto.
O quarto te devolve o que calaste:
um murmúrio sem rosto, frio, inteiro.
No fundo do silêncio que evitaste,
te espreita um ser sem nome e verdadeiro.
Não foges só do mundo lá de fora,
mas da presença crua que te habita.
O barulho é o refúgio de quem chora
sem ter coragem de escutar a dita.
HARLÂNDIA (À minha nobre autora e amiga)
"O teu nome é muito literário. Tem uma sonoridade bastante literária e poética. Não necessita nem de sobrenome ... Ele, por si só, já transmite uma mensagem forte, além de ser curto e de fácil pronúncia".
Muitos vão desanima-lo,
Mas tenha compreensão.
Busque o que você almeja,
Com mais determinação.
E seja sempre do bem,
Com amor no coração.
Uma postura política
Todo mundo deve ter,
Por faltar uma excelente,
Vamos tentar escolher.
Mesmo que seja a menor
Escolha a menos pior
E trabalhe para crescer.
Twitter, Instagram e Facebook : @varnecicordel
No Natal ou todo dia
Ore, reze um pouco mais
Encoraje-a com a Fé
Lute sempre pela paz
Inspire-se com a poesia
Ajude mais os demais.
Viaje mais na leitura,
Ande na imaginação,
Siga mais o coração.
Beba da literatura,
Abasteça de cultura.
Vai viciar em beber,
Mas livre você vai ser,
Vai amar o diferente.
O leitor planta na mente
a semente do saber.
(Mote: Ataídes Silva, o poeta de Ibitiara-BA)
(M)ês das mulheres é
(U)m mês resiliente,
(L)he inspira ser forte...
(H)oje seguimos em frente
(E) faça um favorzinho
(R)espeite mais a gente!
Vale a Pena?
Quando acerto, e tudo parece brilhar,
Sinto o peso dos olhares, prontos a me julgar.
Como se o sucesso fosse um crime a ser punido,
E as vozes da crítica, um coro desmedido.
Parece que quanto mais alto eu vou,
Mais forte é a tempestade que se forma ao redor.
“Será que vale a pena?”, pergunto em silêncio,
Quando a alegria se mistura ao medo e à dor.
Fazer tudo certo, mas ser penalizado,
É um fardo pesado, um peso indesejado.
A luta por reconhecimento, a busca pela paz,
Por que é tão difícil ser eu, e só ser capaz?
Mas entre as sombras, uma luz se acende,
A força que vem de dentro, essa que nunca se rende.
Vale a pena, sim, mesmo quando é doloroso,
Pois cada acerto é um passo, e eu sigo orgulhoso.
Se a vida me cobra por brilhar e amar,
Eu vou dançar na chuva, não vou me calar.
Ser eu mesma, mesmo sob a crítica e o pesar,
É o que me move, é meu jeito de lutar.
E assim sigo firme, sem me deixar abater,
Cada acerto é uma conquista, um motivo pra viver.
O peso dos outros pode ser um ladrão,
Mas eu sou minha força, e eu sou minha razão.
Histórias… estorias…
O tempo passa
Nosso passado é história
Muitas estórias também
Nem tudo vivemos
Muitas coisas julgamos saber
Até que a vida nos apresenta
A outra face
Nossos anseios e metas mudam
A cada minuto
Insaciáveis, buscamos o ouro
Quando o conhecimento
É o que realmente nos enriquece
Algumas coisas mudam
Outras jamais
Queremos que algo nos aconteça
Quando nós devemos acontecer as coisas
Vivemos e inventamos
As estórias nos permitem sonhar
As histórias, feitos que conseguimos
Realizar
Qual o próximo passo?
Qual o próximo abraço ?
Onde estou?
Onde quero chegar?
Estoriador ou historiador
Da própria vida???
Conectando o mundo, podemos pessoas ver.
Mas conectar... será mesmo?
Para ver, basta um passo, um chamado, uma troca.
Se conectar é mais do que enxergar,
é deixar que o mundo nos toque,
é atravessar os muros invisíveis entre nós.
E, no entanto, a verdadeira conexão nunca chega.
Não porque está longe, mas porque a deixamos desluir.
Ela se dissolve entre os rostos —
amigos ou estranhos, conhecidos ou esquecidos.
Tristonho, enfim, lhes digo:
esta poesia é de nada,
mas, talvez, seja de tudo.
Entre versos doces ou amargos,
há um eco do que perdemos.
Simples é conectar.
Difícil é perceber que, entre os delírios do tempo,
fomos nós que nos perdemos...
A dificuldade de uma confiança,
oprime a felicidade,
agoniza nossa alma,
oprime nossas mentes,
nos submete a infelicidade.
O passado é o culpado,
as nossas inseguranças,
os nossos bloqueios.
Amar...
Nos liberta da culpa,
da desconfiança.
Mas, amar...
Nos trás riscos,
é como um oceano revoltado
se você se debater de mais, morrerá.
Mas se ter a calma, viverá.
Amar não mata,
mata quem se deixa morrer.
Escrever é a minha forma de libertar
De expressar os meus medos
Gritar a minha verdade
Através das palavras, consigo entender o que sinto.
Nem sempre quero dar conta de tudo.
Muitas vezes, somente viver o momento,
Chorar sem pensar no tempo.
Quero sentir a intensidade,
Viver sem precisar explicar tudo,
Libertar-me das amarras da vida,
Buscar por liberdade.
Todos os dias vivemos muitas lutas, mas nem sempre as pessoas sabem.
Viva a sua história
A escrita alimenta minha alma.
Através dela, um novo mundo foi descoberto,
Onde cada palavra desperta inúmeros sentimentos.
Escrever é a minha melhor terapia.
Sou livre quando escrevo.
