Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Às vezes a gente chora
Para lavar nosso rosto
E tirar as impurezas
Que um dia alguém tenha posto.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Eu sou feito de pedaços
Sou retalhos de cetim,
Sou uma longa canção
Sou melodia sem fim
Sou verso, sou poesia
Sou algo que contraria
Eu sou o não, sou o sim!
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Nossa Casa do Cordel
Da Cultura ela faz parte
E em todo o Brasil
Ela é um Baluarte
Uma Casa que tem planos
Com os seus dezoito anos
De muita Poesia & Arte.
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
19 Janeiro 2025
Poesias são frases presas
Na mente do menestrel
Que por um descuido seu
Fogem para o papel.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
24 Janeiro 2025
“Enfim, as horas deste dia voaram feito as gaivotas, ao deitar o sol leva consigo a certeza que amanhã voltará às memórias que continuam vivas da vida que vivi um dia. Ah… se não fossem o mar, o vento, o sol, as estrelas e as músicas que fornecem encantos às poesias medicinais que curam diariamente esta alma cansada.”
#bysissym
11 de setembro de 2024.
10:50 da manhã.
era quarta-feira as 09:54 da manhã
meu coração batia forte, acelerado
meus olhos brilhavam e meu peito florescia, e foi ali naquele instante que percebi que estava apaixonado por você
o vento frio da manhã que batia na minha pele, trazia uma lembrança boa de você dos momentos que tivemos juntos, o calor do sol me lembrava o calor dos seus lábios
o brilho do sol, juntamente com o brilho dos meus olhos lembravam os seus, naquele domingo, onde o meu olhar cruzava com o seu e me trazia um sentimento de paz
uma paz que era e é surreal, uma paz que eu já não sentia há um bom tempo, e mesmo com a rotina corrida e cansada
eu só penso em você, e em quando eu vou poder te ter em meus braços de novo.
com você a vida se torna leve
as horas parecem cessar
a vida se torna colorida
e tudo se torna mais divertido
acho que isso é paixão
a paixão que arde no peito
o sentimento de amor que vem
nascendo a cada momento compartilhado contigo
ouvir teu coração batendo naquela noite
me fez te ver além do corpo
não foi apenas um acaso
não foi apenas um encontro
foi conexão, foi encontro de almas
eu senti que te conhecia antes mesmo te conhecer.
O inverno vem anunciando a seu fim
As lindas copas dos ipês amarelos, estão carregadas de flores.
E o chão, é um verdadeiro tapete natural!
Quando se olha a árvore de baixo para cima parece um buquê gigante
Como não se encantar com tanta beleza que toca a alma.
E tudo isso representando,
FORÇA E VITALIDADE
O mais belo ainda está por vir…
Ao observar a contribuição sutil do vento
Que faz com que as flores se desprendem das árvores
É fantástico, quando começa a “chuva de flores”,
Minha alma fica em êxtase
Eu posso florescer sempre.
Amanhecer primavera,
Transmitir calor e luz.
Transpirar verão.
Atravessar os dias,
Adentrar as noites,
Poetizar a lua,
E ter um caso de amor com o sol.
Eu posso simplesmente ter... Ser... Eu.
Lis Fernandes
By Editelima
Árvores desnudas
galhos esqueléticos
um dia cheio de folhas
folhas que o vento levou
galhos que um dia acolheram visitantes
pássaros que ali fizeram seus ninhos
pássaros saudosos
empoleiram nas extremidades dos galhos
hoje secos ,
cheio de cicarizes,
marcados pelas intempéries
Árvore amiga, sempre acolhedora
Árvore que lamenta
as atrocidades feitas
não só pelo tempo
Mas também pelas mãos do
homem,
insensível, arrogante, prredador
Ah, homem !
Sábio,
inteligente...
Ignoras que a natureza
nosso maior bem
Supre todas nossas necessidades
mas não supre sua ganância .
O preço é alto
Irreversível
editelima60
Eu vi o vento
a brincar por entre as árvores
Eu vi o sol a espiar
o balançar do vento
Eu vi flores a desabrochar
de acordo com a intensidade do sol
Eu vi a donzela a balançar despreocupada
crianças de encontro ao vento
elas querem se apoderar do vento
ou o vento com elas quer brincar ?
Segue o desafio
o vento a ventar
crianças a correr
folhas a cair
flores a desabrochar
Sol a brilhar
E o mancebo?
Que faz ali o mancebo?
Buscando chamar a atenção da donzela
que tem o pensamento ao vento
E com ele voa para lugares distantes
Em busca de mais conhecimento
não dedica a ele
de sua atenção um instante.
*******
editelima 60/ 2023
Ventos de agosto
Vento frio , vento morno
Vento lento , vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
que está para chegar.
Ventanias não são constantes
e também não são eternas .
Ventos vem , ventos vão .
baguçam,
derrubam o que parecia forte
mas depois tudo se transforma
Vão embora as quimeras
prá dar lugar à primavera
Agosto 2023
editelima 60
Chove chuva
chove de mannsinho
levando ao ipê florido
terno gesto de carinho
Ouço pássaros a cantar
prá lá e prá cá a voar
eu de cá olhando
não deixando de admirar
Chove chuva
Chove sem parar...
Editelima60
Instantâneo
o mar adormece
e as gaivotas vão planando…
o sonho acontece
e a vida vai-nos chamando
para a derradeira prece
que o silêncio vai rezando.
enquanto a brisa arrefece
o mar realmente adormece
com gaivotas a planar…
e no sonho que acontece
o silêncio é uma prece
que nos parece chamar…
Eu amo os pássaros
me encanta acordar
ao som de seus cantos,
Estes são muitos,
e são livres,
por isso cantam
a plenos pulmões,
até em dias chuvosos
eles cantam
As 5 da manhã
como loucos livres
já estão cantando
Os engaiolados
também cantam
mas não com essa força
é um canto sufocado
Embora seus amos
se encantam
vê-los cantando
de dentro da gaiola
Esses, perderam
a sensação de liberdade
Que louca
e extraordinária
é essa tal liberdade
Lutas e Glórias
Rompendo o tempo com o peito aberto;
Tendo por certo que o tempo é parceiro;
Faceiro, costuro a boca do mundo que me acusa,
Intrusa e maléfica é a duvida...
No caminho há risos e choros;
Há coros e couros...
Pra quem não desiste ficam histórias:
Glórias de quem insiste.
Golpe direto nessa vida desregrada;
Seguir nessa estrada... Quieto...
Pois a voz engasgada se transformará:
Numa canção de balada!
Aos meus dias de pranto,
às vertigens ocas
espaços inexplorados
e às virgens destrambelhadas
o meu aplauso.
Às flores de lótus
quimeras incendiadas
de paz e opala
minha rendição.
À poesia, mãe amada
companheira de glória e infortúnio,
única e dedicada amiga
todas as pérolas,
poemas, almas decepadas
ouro, platina,
filhos que amei
sem parir e chorei.
Agonia que jamais ousei
de meu ventre
amor aos pedaços
pela enseada de azul e nada.
À poesia e somente a ela
todas as alegrias,
todas as tragédias!
Nascem-me das mãos
madrugadas de afronta,
enquanto do meu ventre
gritam araras
em agonia
No lagar da morte
aprecia-se o vinho
enquanto gemem os dias
absurdamente iguais
mordendo pétalas,
as mais belas.
Nasce-me dos olhos
a fome com rosto de meninos
mas é em becos sorridentes
onde meu fado habita
que a morte se esgueira
expande, agiganta-se
num leito de beijos.
Nascem-me das mãos
madrugadas de afronta,
mas é na face uterina da noite
que se incendeiam os dias
e nessa luz imensa
acalma-se a agonia
deste meu ventre de pranto
Chamo-te hoje,
Porque pensar-te
É a lâmina mais feroz.
Êxtase de te revelar segredos,
E te acolher no ventre, ó vagabundo,
Entre o pranto e o anoitecer,
Estremecendo vagas de solidão em aguaceiros de poesia.
Ó desconhecido de todos os desalentos,
Escancarando vida no umbral da porta,
Imaginei-te somente!
E, guardiã da tristeza intrínseca,
Baptizei-te alento,
Prenúncio de temporal.
Grito-te ainda,
Porque o silêncio a bailar entre risonhos girassóis,
É o tempo mais sublime,
Ânsia de ansiar
Nossos corpos esculpidos
Num sopro de infinito.
© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…” (2011)
A Pastelaria Defronte À Casa Vazia De Mim
Na pastelaria defronte à casa vazia de mim
onde habito
distraio-me nas gargalhadas imbecis
das gentes rotineiras que absorvem meias de leite e galões
fazendo uma espécie de orquestra
com o autocarro parado adiante
falando da vida alheia
com a boca tão cheia
que chegam a cuspir “gafanhotos”espaciais
apanhando os mais incautos.
São raras as vezes que passo por lá,
mas gosto de observar o saltitar dos pardais em busca de migalhas.
Na pastelaria defronte à casa
onde ainda habito
o álcool ameniza as mágoas,
a marijuana devolve-lhes
os sonhos mais banais
e as crianças vagueiam soltas sem jantar
brincando e comendo gomas e chocolates.
Se ao menos fossem como os pardais da manhã a saltitar entre as mesas,
se ao menos fossem como alguns cães que certas senhoras
levam a passear aos quais compram bolos de arroz ou com eles dividem a tosta mista!
Quão estéril é a pastelaria defronte a esta casa vazia de mim!
Ela é força, com um olhar que revela personalidade. É mistério, como uma flor de lótus. Tem um jeito de menina, mas a firmeza de uma mulher decidida. E é bela, em sua essência.
Beleza que vem de dentro para fora. Conquista com um olhar; mesmo com seu mistério, carrega consigo verdade, sua verdade. Nos prende com seu magnetismo, uma força sutil que nos atrai. Sua presença traz equilíbrio entre suavidade e poder, uma combinação rara que encanta e desafia.
Ela tem uma essência pura que nos intriga, nos levando a querer decifrá-la. A cada dia, desejamos conhecê-la mais, mas nunca conseguimos defini-la por completo. Com seu olhar e seu mistério, ela é... pura poesia.
