Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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DESATINO

Esses gritos em desatino
horroriza o meu silencio
estraçalha meus timbres
como se fosse granizo
de pedras ou de papiro
demolindo-me por dentro
sacudindo os meus ouvidos.

Esses proscritos gritos,
no meu intimo, eu estico
não suporto ver engolido
esses meus frágeis ouvidos
com esses momentos de intrico
por gritos críticos atípicos.

Esses gritos sem tino
Adentram nos meus tímpanos
não duvido do meu digo
gritos são pétalas a mais
intuito de enguiço
ouça um grito, o que é isso?!

Um grito na estação
foi do apito do guarda
o trem gritará pelos trilhos
na hora certa se afasta
pra não causar descarrilo.

O que foi aquilo na noite...
Na sombra d'aquela rua
o urro do lobo na pedra
o risco no pio da coruja
os olhos e o meda se ajuda
no escuro... Deus me acuda!

No grito do desespero
a bomba matando irmãos
misera pelo mundo inteiro
ato estranho das nações...
Abandono da devoção.

O grito calado da noite
pelo amor que o tempo partiu
a alma brada o açoite
o peito, seu ato de foice
no silencio, ninguém viu,

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TRANSITO

Enquanto viajamos lado a lado
sobre a cadeira d'aquele translado...
Eu senti você, debruçar no meu coração.

Sonhei voando, voando contigo
sobre as asas aladas desse amor
onde flutuávamos o ápice da paixão.

Vagamos acima das nuvens
nivelando os nossos sentimentos
nos cristais do espaço estrelar.

Flutuei nos braços d'aquele amor
aonde fixei meus planos de futuro
e viajei sob os delírios desse amar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

GUERRA E PAZ

Psiu! Hei você...
Os senhores da paz
estão promovendo guerra
para restaurar o amor
que eles mesmo estourou.

Somos todos irmãos...
Até que se agrupe ganância entre nós
e com abrangência da ignorância
elaboremos guerra, semeando, injustiça e dor
sempre na desculpa esfarrapado de que:
A guerra, é para trazer o amor.

Vão para guerra, e entram em êxtase
com os rios tangidos em sangue,
com lagrimas inocente do desespero
e saem pescando defuntos...
Com a linha forte da morte

Enterram seus medos, com anzóis do crime.
Ganha-se a guerra com maiores números,
de matadores, e perde... O lado de quem
mais morre, mas não esmoreça...
Deus esta sempre do lado de quem vence
ou vai vencer.
Esta claro como água cristalina que seu venci,
é porque! Deus me ajudou.

Bocas falam... O amor vence a guerra
mas essas bocas não entendem
de que, quem guerreou foi... As balas e
as espadas, ganhou quem mais matou.

A séculos e milênio...
Existe uma guerra escanchada aos
olhos sego do mundo... Inocentes
se acabando as mínguas, por fome
ou por desprezo dos seus irmãos
e até mesmo pelo atos da exploração.

Vitoria! Vitoria para que vence
mas os que perderem serão simbolizados
com o símbolo da tristeza e da morte.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Apenas em teus olhos
Eu enxergo a vida
Na tua presença vejo um futuro
Na tua ausência compreendo
O valor do amor
Em meio aos teus cabelos crespos
Passeio os meus dedos
Como quem passeia pelas nuvens
Sua saliva é mel para mim
Quantos segredos esconde em ti?
Quantos mistérios cativa
Em teu olhar enigmático?
Quantos pensamentos guardas contigo?
Conte-me teus segredos mais profundos
Deixe-me desvendá-la
Que eu te deixarei desvendar
a minha alma.

Inserida por Wellgomes

MEU VOOU

Como piloto...
Eu vou abordo de um voou,
no qual eu voou todo dia...
Voou sem asa, sem pena,
sem lacunas de sentimentos...
Voou de roda, rota e radar,
voou mais que os ventos
voou pelo ar, p'ra lá, p'ra cá,
vou voando por ai...
Com esse jeito estranho, de voar.

Voou de linhas aéreas traçadas ao tempo,
editado pelos controladores de voou
eu posso voar...
voou pelo alto, acima das nuvens,
quase que, lá no firmamento
vou de motor ou de turbina
como manda os mandamentos.

Quando voou estou rodando...
Pelo asfalto pela linha,
abordo estibordo, vou voando
espezinhando o ar...
Com motores e fumaça,
que pulmão, não podem respirar.

Voou quilos e quilos!
Da minha carne, da sua carne
até mesmo dos nossos animais...
Nossos empecilho de corpos,
nossos ossos com os ofícios,
das nossas entraves, e nossas...
Bagagens sentimentais.

O voou, é da forma que eu posso,
que você possa,
primeiro ele nos enche de felicidades
logo mais, ele nos enche
com o fedor de nossas fossas.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PANFLETOS

P'ra defender o seu inteiro
o panfleteiro sai pelas ruas
da noite, e da madrugada
com panfletos que não são seus
e vão panfletando... Frestas,
portas, janelas e calçadas.

E os panfletos com suas falas mudas
... Mudas que falam, que movem
os sentimentos e os instintos,
e como, se tivesse zonzo embebido,
pelo cálice do vinho tinto, resvalam.

Olhem a promoção!
venham ver e apreciar o preço
nesse ínterim, expõem o marido
da barata... Tudo barato!
lá vai o fogo citado na queima...
Queima de estoque, porque não
ao sotaque do norte, quem sabe...
Vá moço vá, vá antes que se acabe.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MANDO POSTO

De repente o imposto grosso
apontou para o meu posto
e apertou o tempo torto.

A firma com seu arrocho
mandou embora o seu moço
antes mesmo do aborto.

Tão logo o senhor doutor
no outro dia bem cedo
em segredo trabalhador.

Deu de cara com esse fato
no saco cheio desse ato
em um mato cheio de horror.

E de cara, mandou o cara
com a cara deslavada
e a vergonha que não sobrou.

Depois um outro mandou
e a coisa toda escapou
pelo que o moço falou...

Eu fui fera em minha hora
mandou-me embora agora
pelas coisas que não sou.

O que farei na verdade
com essa minha velha idade
e os atos que horrorizou.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O VOOU

O pássaro, voou, voou...
Sem plano de voou
sem rota transada...
Sem linhas paralelas,
meridiano... Nada, nada!

Voou solto pelo ar,
com seu instinto desconfiado
voou, voou... Vou por aqui,
por ali, voou por todos os lados...

Voou como voa um Pássaro alado,
lado a lado com sua amada
planado em seu navegar, voou...
Voou pelo passado, pelo futuro
pelo presente, condenado
e pelos planos tortos desajeitados.

Voou pelos rios sobre serras
sobre vales sobre as relvas...
por cima das casas e serras,
voou sobre ventos, como palmas
... Batendo as asas sem oração
navegando sob o tempo
articulando as válvulas do coração
... Correndo sangue pelas veias, meias
lua cheia, nova, quarto crescente
pela seca pelas enchente d'água
e de gente, voou, voou...
Na mais perfeita circulação.

O pássaro as vezes, faz do meu varal
um aeroporto sem sinais e posa...
Pousado caga, caga, caga...
Caga toda hora, caga no agora
logo mais, sem controladores de voo..
salta para o tempo, e vai embora.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ESTRADA DAS FLORES

As flores da nossa estradas
já foram sorriso alegre,
felicidade cheia, maré cheia...
prata sobre telha, lua cheia
Toda cheia de integre.

... Visão de passos seguros
sem ter cercas, sem ter muros
Foram passadas com abraços
de braços, e as mãos dadas
carinho com pulsar de coração,
amanhã... Nunca! Não, não.

As flores da nossa estradas...
já inspiraram confiança
hoje são pétalas marcadas
pelos tempos das lembranças.

... Sorrisos atirados ao chão
como se fossem folhas caídas
um sonho do coração
hoje vagando sem vida.

São hastes murchas sem água
ressequirão do deserto
são como contos de fada
que um dia teve tão perto.

As flores da nossa estrada
sem nosso brilho se acabou
hoje não resta mais nada
d'aquele colorido amor.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O DITO

No disse digo da vida
eu decide a partida
dizendo como dizer.

Foi editando o digo
que o dito disse aquilo
que não queria saber.

Esses ditos são dizeres
que ao dizer fica o dito
que disseram de você.

No dito por não dito
permeando meus gritos
tento eu compreender.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

OVO SEM COELHO

Se a Páscoa é pra pascoar
com patacoadas e bombons
se pode pascoar pascoa
se não pode... Coração
com toda essa patacoada
pascoar, pascoa acuada
pascoa simples da nação.

Se os coelhos de bombons
na Páscoa pascoarão doce
maioria do mundo pascoa
nesse dia de marrom
as portas em seus carnavais
todas portando sinais
do rascunho da paixão.

A pascoa já quase tosca
coelhos, ovos sem bombons
pelos montes e pela praça
há muitos sem aptidão
pra vários pirraça ou não
pra outros, água na boca
e lágrimas sem opção.

Pascoaria se pudesse
nesse meu mundo pequeno
pascoarei sim, com prece
pra escoar o meu veneno
um dia talvez pascoarei...
Coelhos no meu terreno.

Inserida por Amontesfnunes

SECURA SEQUIOSA

Sequiosa a secura, como é frágua
o chão ressequido árido secou
Posso ter sede de mais água
mas do craquelado, o cerrado eu sou

E na cremação dos meus versos
saudades, magia e seca maresia
Rimando no cerrado, diversos:
O abrandar da noite, a azia do dia...

Fria está sequidão, ardida e fria!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ILUSÃO MOMENTÂNEA

A noite acabou....
Ressaca, ressaca de cachaça
foi o que ficou na lembrança
do nosso amor.

Agora, com a casa vazia...
e na sensação de liberdade,
a solidão abraçou o tempo
e ébrio... Eu me enterro
no sol dos meus sentimentos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Amar,
tem que ser divulgado,
enquanto
somos vivos...
É deixar,
marcas em alguém,
de um sentimento
exclusivo.

Inserida por Crysgrer

Vejo que a palavra,
é apenas o que resta...
Para expressar,
tudo o que sente,
a alma de um poeta.

Inserida por Crysgrer

UNHAS RUÍDAS

Unhas ruídas sem vida
foram ruídas, pela mordida
de uma vida, prensada, ruída.

Cutículas atiradas ao léu
por ansiedade contorcida
um voou, entre terra e céu
em tíc, tác de uma vida.

Unhas ruídas, sem vidas
por ato de compulsão
com desculpas das cutículas
mordem a paz do coração.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

POEMA AUTOBIOGRÁFICO

Onde eu nasci
A cidade é sorriso
Do triângulo mineiro, Araguari
O cerrado é dos pés, piso
A juventude, amanheci ali
E a saudade inciso

Na chuva, brincando cresci
Ouvi os pássaros no quintal
E as estórias de saci
Fui criança, afinal...
Hoje longe, eu aqui
E lá sempre estarei

Em nada mudei!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MILONGA NOITE

Noite longa, de milonga trava
como bomba, recorda as ondas
... Cai as pálpebras e as palavras
de vida cingidas e difusas datas.

A voz, inebria no marrom do tempo
silabas voam sob tons dos sentimentos
a cada passo, uma passada dobradas
dúvidas voadas, sob o véu do pensamento
verdades em ventos, dissipadas sob nada.

Noite longa, em seus urros brada
e me ronda em suas, extensa onda
em sonho bons, sopapos me acorda
em tons carmins, pesadelos ansiava.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O SINO (soneto)

Do alto do cerrado meu eco sonoro
Percutindo alarma de chamamento
Riscando no ar gemido em lamento
De sombrio ato, sofrença com choro

Da torre franciscana sou sentimento
Festo, de paz e bem ao som canoro
Saúdo a vida, com meu fado oximoro
O orante da ave Maria, às seis, atento

Canto, pranto, em ruído éreo, laboro
Trino o dia se pondo e no nascimento
Musicando os céus, e assim, o coloro

Com que júbilo planjo dobres portento
Me juntando aos anjos em um só coro
Sou crebros nobres, fé, no sacramento

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

EMARANHADO

Primeiros, rumores...
Depois estrondos dores e fumaças
e tudo que foi feito, se desfaz!

Nesse ínterim, a morte se apodera
dos escombros, e as lagrimas vivas...
Banha os seres que restou.

Tantos planos!
Tantos trabalhos por nada!
Tudo se dispersa através de algum tipo
de esquema político... A falta de esperanças,
os desesperos das goelas, e logo mais...
A avalanche de uma grande
e poderosa guerra.

A morte é pela paz...
Para o esquema... Morrer em a granel,
é apenas baixa ética, para um rumo
do caótico mundo, no qual, eles de
cima enriqueceram e agora, estão fora
de seus... Emaranhados imundos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes