Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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FELICIDADE

Felicidade é um momento
no passado...
Rascunhado no presente.

Um sentimento sentido
no sopro do consciente.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O DITO

Eu disse ontem...
Mas hoje eu penso, o dito do passado
até fico suspenso nos passos
que o dito editou errado.

Eu penso...
No grito assombrado, e tenso,
que hoje, direi a você,
para que no amanhã, logo de manhã
esse grito não me assombre...
E eu não venha me arrepender.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONETO IMAGINÁRIO

Imagino um soneto do imaginário
Que escorra da doce imaginação
Com o seu ilusório jamais solitário
E cheios de quimeras e de emoção

Que tenha na sua existência itinerário
Não só formas, nem aparência, ação
Onde os sonhos são seu mobiliário
Aduzidos dos cômodos do coração

Quero com que seja o meu amuleto
Guardado no peito tal qual a oração
Em mantra, não como simples objeto

E se, assim, brotar do tal poço secreto
Dos poetas, que venha com inspiração
Imaginando satisfação por completo

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MOCIDADE JAZ (soneto)

Mocidade em mim, em simpatia
A sua lembrança já é sem graça
Na arena, silêncio, pouca galeria
E já tão distante, saudade, lassa

Nesta morrinha, de lado a ideologia
Pois, acima ou abaixo, tudo passa
Apressadamente, serventia é ironia
Velhice, prudente palavra: desgraça

Nos licores de prazer, só mitologia
As perdas já fazem parte da vidraça
Do fado, e o entusiasmo na periferia

Porém, nem tudo é ledice sombria
Curtir a paisagem e brindar a taça
Do viver, dizer não, fazem a alegria

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

COM UM OLHAR

Um olhar... Um olhar!
Quando pequeno, bastava
um olhar!
Um olhar, para me represar.

Aquele olhar...
Direto como flecha no alvo
Direcionado por aquele arco
de carvalho calvo...
Aquele olhar único verdadeiro!
Era claro, suficiente para,
desvencilhar, os meus encravos.

Hoje, tudo acabou!
... Não vai...
_Eu vou...
Quem é o senhor
para me dizer...
Que eu, não vou!

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

LAGRIMA NA CALÇADA

Aquela lagrima...
Aquela lagrima cansada,
em toda tarde caída...
Despencava da sua janela
sobre a calçada sem vida.

Aquela lagrima
Ah! Aquela... Lagrima...
Aquela lagrima perdida
sob os ventos da saudade
caiu no tempo esquecida
pala paixão da vaidade.

Aquela lagrima furou pedras,
do paralelepípedos do amor
ao ficar sem sua entrega...
A minha alma, chorou!

Aquelas lagrima chorada
caída nos jardins tristonhos...
Regrou as flores da vida
quando a haste era um sonho.

Aquela lagrima molha a alma
orvalhando os sentimentos
nas água d'aquela lagrima
eu naveguei com meu intento.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

CHORO SÓ

Pai, sabe aquela menina que, todo dia,
passa em frente, a nossa casa chorando?!
_ Sim filho...
Aquela menina pequena, serena
em sua sensatez...
_ Isso pai, essa mesma!
Hoje, ela passou chorando, outra vez!
_ Filho... O choro é d'ela, deixa-a chorar.
_ Mas pai...
Do que adianta ela chorar, ninguém ouve...
Se ouve, não quer escutar,
alem do mais, choro, aos outros,
só serve para incomodar.
_ Deixe a menina chorar filho
só ela sabe a dor que sente
e porque chora, alem do mais,
o choro é a marca da desunião
... Mas, lava a alma, regra o ser...
Eleva o ego e faz o amor renascer.
_ Então ta pai, eu vou ajudar, ela chorar
_ Filho, filho...
Chorar sem precisão, não é compaixão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

As saudades que
tenho são traquinas.
Saudades do corredor
que corria.
Saudades da bronca
daquele dia.
Saudades de um tempo
que não volta.

Inserida por alex_gabriel

Quando criança eu tinha um mundo,
mas quando adolescente descobri
que o mundo é que me tinha.
Quando casei o mundo
não era mais só meu
e quando fiquei velho descobri que
o mundo não me queria.
Quando morri
encontrei um mundo
que me quis.

Inserida por alex_gabriel

EUFORIA DA SOLIDÃO

Sobre a calçada da noite...
A lua, com seu lençol prateado,
pendulava, cobrindo os passos
do dançarino...
E esse, embalado pelas notas frescas
de um sanfoneiro...
Marcava a tristeza, com sua euforia.

Ali, n'aquele momento...
Enquanto ele dançava a musica da solidão
em seu peito enchia ritmado...
Pelas batidas desconsolada de um coração.

O tempo esse, ah tempo não via.
E as lagrimas d'água...
despencava pela nostalgia fria.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VINHO VIVO

Eu vi o vinho, vivinho...
O vinho do parreiral do vizinho
frutos maduros, frutos verdinhos...
junto ao chilrear dos passarinhos.

Ouvi o sino tinindo...
no labirinto do velhinho
que outro dia ouvindo
tiniu com o seu carinho.

Eu vi a idade, subindo...
a cada ano, um pouquinho
mosquitos zunindo a pino
enrugando o vovozinho.

Vem idade, não me leve
entregando as rugas suas
essa vida já é tão breve
por favor, não me destrua.

Não me entregue por ai
como se eu fosse um pacote
tu sabe, que meu existir
nunca foi assim, tão forte.

Não sou vinho, sou menino
para idade do planeta
menino ainda novinho
candidato ah perneta.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PRENDEDORES DO TEMPO

Eu sinto o vento dando vida
as roupas do varal,
ao mesmo tempo... Vejo-as alegres,
batendo palmas como se tivessem,
saldando o sol, e vibrando o
enxugamento do momento.

Se bem que, no mesmo tempo...
Dá impressão que elas estão
agradecendo o ontem...

Sinto pena por velas felizes...
Sabe se lá porque, o motivo da alegria!
Mas estão lá, presa ah prendedores...
E não se dão conta do seu,
repetitivos castigos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TURBULÊNCIA TEMPLÁRIA

Em noite escura, eu adormeço
ninado pelo coaxar do tempo
e sonho, correndo pelas ruas
e tão logo, sou acordado pela...
Turbulência sentimental.
E de supetão... Desperto-me,
molhado pela chuva templária.

De repente...
Me dou conta que estou,
sendo bombardeado pela mira
da minha goteira. E essa...
Articulada aos desmandos da sua
ausência, a qual encharca-me
pelas águas caídas, da cumeeira
dessa... Sua velha telha.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A FALA QUE ACHA

Enquanto a lua esgueirava pelas ruas,
as sombras esqueléticas...
Esgueiravam-se, pelas formas retas
dos seus totens de concretos,
e as pilastras que ninguém não as vê.

Você não acha...
Eu não acho, eles o que acham?!
Quem é que acha, o que não se pode,
ou não quer achar...
Quem é que acha,
a barca, que se perdeu no mar?

Aquele que não fala, não gosta de achar
a lua acha, mas se cala sem falar
com sua prata, ela apenas ilumina a fala
para, aqueles que gostam de achar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

102Entre A e z
tão simples,quanto uma folha no outono caindo
Tão sincera quanto uma criança sorrindo
Tão delicada quanto uma flor desabrochando
Ao mesmo tempo tão forte quanto o vento soprando
Tão misteriosa quanto o tempo
Tempo que vem,tempo que vai
Tempo que leva e trás
Fria,como a noite em que a chuva cai
Quente,como o dia em que o sol sai
Agreciva como uma fera
Mansa,acolhedora e carinhosa
Temente mas corajosa
Cercada de pessoas,mas sozinha
Grande, como uma girafa
Pequena,como uma formiguinha
Impossível de se compreender
Mas meiga e doce de se conhecer

Inserida por Helena21

TATO DO SABER

Ao nascer...
Nasce o que se vê
ao crescer... Como parece!
Agora, quanto a ser...
Isso já, não acontece.

O que parece...
Nunca foi... E não, não é!
N'essa sociedade, perdida...
Não sei... Não sei, se é mulher.

Já se esgueira pela vida...
Aquilo que nunca foi, mas não foi!
A sociedade esta perdida...
homem, mulher... O que foi?

Se você não sabe, não sei,
o que um dia... Pode ser?!
por essa vida minha tateie
o tato do meu saber.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SINAIS GRÁFICO

Sou maiúscula, sou minúscula,
vogal, sei lá... Consoante
sou um tanto, quanto caduca
mosquito, anta, elefante.

As vezes, sou imbecil...
dona de mim, na explicação
lousa giz, todos me viu
no bilhete do coração.

Ocasião, com circunflexo
acento... Grave, e til
quem sabe, trema apóstrofo
assim na gráfica... Quem não viu?

Você viu... Eu vi!
todos viram os sinais
que não obedeceu estão por ai...
Nos sinais das capitais.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Cabanos hoje

Nós somos hoje herdeiros
De um povo valente e guerreiro
De ideias e bravura honrosas
Da nossa história tão gloriosa

Que viva em nossa memória
Nossa heróica trajetória
De luta árdua e revolução
Contra a voraz opressão

Então cantemos a liberdade
Calada ontem pelos covardes
Pelos agentes da submissão
Da bárbara exploração

Nós somos povo herdeiro
De heróis verdadeiros.
Que nos sertões da hiléia
Permaneça viva a ideia!

Inserida por kaio_nikolas

Amazônidas pela liberdade

Levante, povo amazônida
Temos correntes para romper
Avante, povo amazônida
Já não há tempo a perder

Mesmo que sejam as noites escuras
Mesmo que seja a dor mais aguda
A liberdade sonhada outrora
Faz-se pra sempre desde agora

Em frente, filhos da Amazônia
Escreveremos nossa história
A liberdade almejada virá
Da nossa garra e da união!

Inserida por kaio_nikolas

quero uma primavera de luzes dentro de mim.
os olhos dos amigos são os botões do meu jardim.
transitam almas sem cessar.
não consigo ficar sempre no mesmo lugar.

Inserida por cris_rangel