Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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MALDITO TEMPO

Chega o tempo em que os ponteiros nos bastam!
A rotina nos amofina numa rede de mesmices
É um abrir os olhos sem despertar
A ausência do novo estagna
Não há promessas de beijos
Nem preâmbulos de orgasmos
Tudo é nada senão repouso...
Repouso forçado de um corpo ainda vivo
Vivo?___ Quem disse?!
( belíssima ironia, se me permitem)...
Sucumbindo ante a morte prematura
O mar não é mais tão azul
O céu cinza derrama cortina de fumaça sobre a cabeça
Estrelas? Quais estrelas?
Afogaram-se numa abóboda sem luar!
___ O que fazer das horas meu Deus!
E Deus, dos confins sabe-se de onde
nada responde!
Confinamento dos sonhos
Quimeras de histórias cruas
Sem lendas
Sem magia
Sem beleza...
Até a poesia tomou ares de vazia
O que antes era utopia
agora jaz numa lápide mal caiada
...Esquecida de flores
Sem memoriais...
Sem Epitáfios
Sem saudades
Sepulcros cujas carnes ainda deambulam
Alheias aos versos
Isentas de vida
Desgraçados
(Tão arrependidos de terem sido gerados)!!
.... Malditos momentos esses!
Oxalá que o vento os varressem!
Apagasse já a memória
de tais zumbis.
Que esmorecem ao tempo.
E onde foram os dias repletos de paixão a amor?
Meu Deus...
Onde foram?
Não.
Um milhão de vezes não!
Assassinem o ser antes deste tempo.
Porque já é tarde
E não há porque adormecer
Muito menos despertar!

Inserida por elisasalles1973

ESPERA ANNA, ESPERA...

Sente ânsias de desistir. Bem poderia...
Há muito a tal ave lhe furou a visão
Escureceu-se o sol. Mas não a poesia!
Continua, louca, trôpega... Mas não em vão.

A brisa de seus sonhos nunca será quimera
Por tal o sangue ainda lambe suas veias...
Ainda que a dor a carne flama e lacera
O diabo pelas suas portas urge e vagueia;

Não abandone, por nada o comboio da vida
O corvo branco a levará ao lar supremo...Certo!
...Um dia. Sim!_ Haverá, Anna, para ti guarida!

Suas mãos nunca lhe tragam a esperada paz
Ainda que que a anseie com ardor intenso...
Que lhe necrose a matéria. Sua alma jamais.!

Inserida por elisasalles1973

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO

Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras
Já breve a noite entrará por teus portais
O silêncio eterno lhe será a maior ventura
Aquela à quem aguardas, não tarda jamais!

Esquece pois dos teus desamores, criatura...
Daqueles que partiram sem dar-te um abraço
No céu as nuvens se fazem cinzas escuras..
Logo, tudo de dissipará. Desata o nó no laço!

Nada há que valha, entre o nascer e o ocaso
Tudo é engodo._ Ludibriamento e inutilidade
O nada supremo e absoluto. Total marasmo.

Veste no que lhe concerne tua antropofobia!
Deixa ao esquecimento logo teus queixumes
Cerra o livro. Aniquila a dor. Mata a poesia.

Inserida por elisasalles1973

SOB O SIGNO DA MALDIÇÃO

Quando ela nasceu uma certa negra ave
De olho profundo, negro e abismal,
Grasnou, num ímpeto perverso e grave:
" Para ela, só o choro. Contínuo e mortal"

A pequena, ainda da vida nada conhecia
Mas já se entrevia na alma a cerne infeliz
De seus lábios raramente um riso se colhia
Um semblante depresso, num céu de giz...

Dela todos fugiam. Velozes. Enfada presença!
De certo,as almas sentiam o mal presságio
Amigos? Nunca. Só conheceu a indiferença!

Claro dia. Solstício de verão. Vida em renovo!
Nas mãos pálidas, a adaga.Um corpo. Sangria.
No céu azul ( Estranho) muitos viram um corvo!

Inserida por elisasalles1973

QUEM??

E quem fitará os olhos destes miseráveis?
Quem ousará ver suas dores frias. Malditas?
Tocar suas mãos imundas,negras . Detestáveis.
São os filhos do vazio, do nada.Almas proscritas!

Corra do caminho do homem nos sombrios becos
Pois sua carne disseca. Seu hálito espuma.Fede!
O que há de necrosar antes? Seus ossos secos...
Ou a hipocrisia da tua indigna cristandade?!

Foge veloz do vil desgraçado. Corra covarde!
Mas não se omita, jamais de carregar tua capa
A fachada sob a qual rebuça tua maldade...

Acararás, o Juiz da vida e da morte. Insondável!
Tremerá o cosmo ante a Sua voz. Magnífica!
Quem verá, então o Ades? O falso ou o miserável?

Inserida por elisasalles1973

A ESPERA

Estou inquieta
Minha alma cinzenta redemoinha
dentro de mim...
Sinto frio
Sinto tristezas
Sinto vazios
Sinto " Solidões" sem fim...

Por onde andará a minha paz?
Aquela quietude que invocava risos?
Em que parte de mim perdi meus sonhos?
Hoje tudo é tão sem cor
Saudades não sei de quê
Um cair imenso
Um sofrer intenso
Um vagar impreciso...

Um abismo negro me traga
Dentro desse abismo, outro abismo!
Em minhas costas, garras afiadas
Arrancam pele
Sangra
A dor é inerte
Não a sinto mais
Não sinto nada.

Não. Sinto sim...
Apenas um toque profundo e macio
Uma promessa, talvez, de libertação
Aquela que um dia virá
Na vida, minha única sorte
Gélida
Bálsamo de esquecimento
Alívio
Mão doce
Piedosa
Minha querida
Esperada amiga morte
De tudo que nunca foi, o fim
Leveza do ser
Alheamento total
de mim.

Inserida por elisasalles1973

NOSSA TELEPATIA

Perdido na praia, da minha solidão,
ali, em meio as melodias das sereias
eu escrevia seu nome nas areias.

A lua estava cheia, São Jorge com dragão
enquanto, os peixes debatiam-se sobre as
ondas do mar... Eu sentia a flecha do amor
trespassar o meu frágil coração.

Vi as espumas, apagar seu nome...
Debruçado sobre a prata lunar, eu chorava,
enquanto eu chorava...
Minhas lagrimas molhava a saudade e a
paixão soluçava a telepatia do nosso amar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CUIDADO!
Cuidado com o alimento e com o que alimenta
Cuidado com o lamento e a quem lamenta
Cuidado com o interesse e com a ferramenta
Cuida do endereço e da trilha que há de ser feita
cuida do que te acompanha
cuidado com a campanha
cuida dos familiares
cuidados que dão insônia...

Inserida por Charad4

ESSA AQUELA VIDA

Aquela historia da vida vivida
nascida no sereno, serena pequena
hoje a vida é velha, comprida ferida
as vezes tem gosto amargo de veneno.

Aquela vida todavia esta por vias
vias de fatos de atos... Baco-baco
entre tacos suspiros de tabacos
a vida passa com espirro e hiatos.

Aquela historia de vida vivida
estão lendo, tanta leitura perdida!
Aprendendo a cada dia uma vida
essa vida todavia só quer, viver a vida.

Uma vida de poema poesia
um viver um momento a cada dia...
Um sopro com muleta em primazia
as vezes um vento, em desalento leve
... Leva a farinha.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

COM POEMA

Assim com poema, vou por ai
desenfreado sem lado
as vezes em sopros mirrados
em outras... Em ventos largos.

Te digo, não ligo...
Se eu vir, escorregar,
e por acaso, cair no lago,
quem sabe, sob frio, molhado
farei um poema de tremer
ou até mesmo um poema
encolhido, coitado.

Mas uma coisa, te digo
mesmo que eu acenda a centelha
Entre banhos de palavras e larvas
não irei queimar minhas favas...
saborearei o mel das frases
sobre as telhas da minha casa.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ESTRIMILIQUE

Com a cangalha
sobra a galha...
Com fuxico e sem fuxico
o burrico do seu Dico
ploc, ploc
nunca deu ouvido a grito.

Leva milho
leva palha...
Na estrada com zagaia
relinchos não atrapalha
seu reboque, seu enfoque
subindo descendo
babando, tremendo
a galope, de sul ao norte.

O seu Dico, vai aos gritos...
Acreditando no feito
e os ticks fiquitiço
nem esta ai para isso
muitos menos com os grilos
de burrice do burrico.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Andaluz

Teus olhos , junção de eclipse lunar,
Com fragmentos estelar.
Luz incandescente, de brilho reluzente
a me incendiar.

Eu, solitário, solidário com resquícios
de uma ilusão.
Sobrevivo contemplando-te diante
da imensidão.

Balsamo raro, cura eu, cura voce
Livrando-nos de nos perder.

Vida e cruz, caminho de luz.
Reluz andaluz!

Inserida por ClaudioFrancisco

Prece

Chegou sorrateiramente,
e lançou a semente.
Sem saber se iria colher,
os frutos que plantou.

Tratou logo de cantar,
uma canção de vida.

Peço sua bênção e proteção,
faça chover na plantação.

Dê esperança ao meu sertão,
cuide desta nação.

Inserida por ClaudioFrancisco

Carro de Boi

No quadro, um retrato do se foi.
Vejo crianças e um carro de boi.

Creio que muito ele rodou, gente
e histórias por ele passou.

Até contos de Alibaba, e de pessoas
que conheceram o mar.

Ah interior, cheio de miscelâneas,
imunes ao que se vê.
Anciões e sábios,
sem saber ler e escrever.

Inserida por ClaudioFrancisco

Anexado

Arquivo anexado,
e-mail enviado.

Destinatário espera carente,
eu sabendo,fiz questão de borrifar,
energias positivas, antes de enviar.

Já não envio cartas, tenho um tal
de computador.
Hoje em dia, ele ameniza a dor,
de quem suspira com saudades,
do seu amor.

O perfume que dava o toque final,
após os balbucios e sorrisos,
já não é mais igual.

Em tempos de nudes,
o romantismo está em escassez.

Novo e-mail!
O que será dessa vez!?

Inserida por ClaudioFrancisco

Quando falo uso as tuas palavras,
me vejo com teus olhos,
com as tuas pernas
caminho ao meu encontro.
Com teus braços me abraço,
me desnudo e me visto com teu corpo.
Dentro de ti sonho,
acordo e, no espelho, te vejo,
já não recordo de mim.
Tudo que ainda tenho meu
está em ti,
quando caminhas é o meu jeito de andar,
em teu rosto vejo o meu sorriso,
em teu coração circula o meu sangue.
Há tanto tempo que somos um,
que não sei por onde ando,
mas não procuro mais por mim
sei que estou em você.

Inserida por rudimarzimmer

Lua e Mar

Lua e Mar vão casar.
Lua cheia de paixão,
Mar de agitado coração.

Lua tem suas fazes,
Mar tem que se adaptar.
Dançar no compasso e não
desafinar.

Lua é boemia,
Mar é prontidão, 24
horas à disposição.

Inserida por ClaudioFrancisco

Bom Dia!

Bom Dia, hora de acordar,
O café está servido, já vou levar.

Tem torradas e tem mel,
e o Sol firme no céu.

Tem beijinho e cajuzinho,
tá tudo arrumadinho.

Vem, vamos aproveitar, hoje é dia de amar.
Vem, vamos montar, uma cabana e brincar

Inserida por ClaudioFrancisco

Ibope
Ligo o rádio e a TV,
Ganha ibope quem
me entreter.

Briga de audiência,
eu na solidão.
Murmúrios e gemidos
no frio da estação.

Inserida por ClaudioFrancisco

Eixo

Ar cênico.
Ar Cético.

Mar Vivo.
Mar Morto.

Osso Orto.
Nuvem Chão.

Visão contemplação.
Grafia Afia.

Assado Cortado.
Em pedaços se fez,
Em vida se refez.

Fênix, pronta para estrelar,
Nos primeiro raios da aurora.

Voa e vai encantar.
És pássaro, vida que
me ensina a recomeçar.

Inserida por ClaudioFrancisco