Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Cerca de 530645 frases e pensamentos: Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

quando vejo seres livres,
junto quero ser livre também
nem que o junto
signifique separado

os homens não criariam gaiolas,
nem celas
se a liberdade fosse compreendida
de uma maneira tão...
livre.
assim como ela por si só é.

não sou lobo,
sou pássaro em pele de cordeiro,
com sede de compreensão.

Inserida por rubobrobsky

o conceito de liberdade é desesperador
meio à imensuráveis formas de se sentir aprisionado.
de todas,
receio a mental ser a pior.

Inserida por rubobrobsky

somos líquidos
densos como água
água suja
se imunda
contamina.
nos esgotamos
tal como um esgoto.
no entanto
não se engane que purificamos.
somos líquidos
densos como água.

Inserida por rubobrobsky

menino franzino da mente malhada
olhos atentos e a língua afiada
ouvido macio, alma brilhante
coração colorido, peito cintilante

ohh menino
nas ruas do mundo a quiçá
ohh menino
crê que não se aprisionará

menino no rio nadando com esperteza
vê gente igual vai contra a correnteza
seus olhos atentos faz vê a esperança
buscais lindas flores meio a tanta lambança

ohh menino
não te desanimes com a humanidade
egos são maleáveis
independe de idades
não te cale que não falhas
acreditar na mudança é enfrentar as batalhas.

Inserida por rubobrobsky

o choro

era domingo.
passava pela rua Janice
com sua filha de mãos atreladas.
olhos bem abertos e verdes.

era domingo de ventos
num desses
um cisco
num outro Janice
a moça de olhos bem abertos e verdes

cisco que pousa em olhos bem abertos e verdes.
dessa vez era o de Janice.
lágrimas desciam

a polícia passava
e Janice a moça de olhos verdes e grandes não parava de lacrimejar

Janice era branca, mulher fina
e muda.
sabe-se lá porque que na tentativa de acalmar as lágrimas dos olhos
seu dedo flechava Muriel

Muriel. quinze anos.
fazia compra para sua mãe Katia na feira.
provava das uvas das senhoras que lhe oferecia uvas.

uvas, sorriso não.

sabe-se lá o que fizera na vida Muriel.
se nascer não bastasse.

volta-se ao fato não previsto por Janice,
nem mesmo pelas senhoras da uva.

Muriel terminaria estirado numa das tabas com as uvas,
uvas acopladas de sangue.

num desses domingos de vento
Muriel sentia pela última vez o cheiro de uvas
e na calçada do morro
punha-se a chorar Katia

o choro.
o choro da viúva, mãe de dois filhos
empregada doméstica
e moradora da periferia.

invisível que era
só se via lágrimas a descer.
lá do alto.

Inserida por rubobrobsky

entorpecida

lá estava ela, titubeando
alma pleno regozijo
seguindo em direção da morte.
era um péssimo dia para morrer.
mas morreu.

Inserida por rubobrobsky

Fica comigo... Fica comigo essa noite
Fica enquanto o fogo brilha
Fica que eu te faço feliz
Fica comigo até o raiar do dia.

Fica nos meus braços essa noite
Diz que não é o que você sempre quis?
Finge como é o seu costume fugir
Finge que sou seu amor, que eu te faço feliz.

Inserida por Phneno

Paz!
Momento sublime que nos redime
aos pés do Criador
Enquanto infantes, das reais diretrizes
Meros aprendizes
Refletindo em contemplação
o equilíbrio da ação, no existir
e sempre e sempre, persistir!

Inserida por siomarareisteixeira

EXTREMOS

O barulho, o som
Sussurros de loucos
O silêncio absoluto
Para ouvidos moucos

A opressão do clarão
Pela lente externa
Supressão da visão
A escuridão eterna

Para o manjar insosso
O paladar exigente
Para o gosto sem rosto
Sabor sempre ausente

Nos pequenos frascos
O aroma importado
O cheiro amordaçado
Jamais inalado

Um aperto de mão
O abraço negado
O afagar consciente
Nunca experimentado

Sentidos no extremo
Opção e carência
De um lado exigência
Do outro a ausência

Inserida por wilson_magalhaes

O marmeleiro descasca
no seu verde antigo
o açude racha
no seu mar antigo
o mormaço
esse nem dá as caras
e a gente vive
disso tudo já vivi
sou amigo disso tudo
não precisa desse medo

Inserida por pensador

O rio das garças
vem desde o arraial da telha
(onde colhi meu sangue caboclo)
até o atlântico
que beija portugal
e belisca o mar do norte
das terras baixas da holanda
(dois pedaços de terra onde meu sangue europeu nasceu)

Inserida por pensador

Tenho sangue de gente
tenho essa poeira laranja na cara
no peito
no sangue
sou metade gente
metade bicho
sou sertão da cidade
sou pedaço água
ferro
terra
sou rio
trilho
rodagem

Inserida por pensador

Nunca entendi tão bem a apreciação por uma cidade e o porquê de tanta exaltação,
só colocando meus pés nos lugares sagrados que entendi e exaltei,
óh cidade do nosso agrado,
óh cidade tão bela,
óh maravilhas secretas,
óh lugar de esplendor e inspiração,
agora eu entendo qualquer devoção,
e que cidade maravilhosa, um tesouro nacional,
quero voltar pra ti e nunca mais sair,
dos encantos,
beleza e tua cultura tão realista,
o que me resta?
saudades,
deste magnífico lugar e de suas beldades.

Inserida por Kamilaaalves

Primitivo No. 1

Nossos desejos nos devoram.
E lentamente devoram o cérebro,
o coração e os olhos.
Pronto! Agora somos irracionais.
Primitivo e lutando irracionalmente
pelos frutos de nosso desejo.

Talvez isso seja só um transe
e logo vai acabar.
Será? Um desejo hipnótico que nos devora
e permanece. Nós somos primitivos.

Nos devoramos uns aos outros
com o propósito de alimentar nossa imaginação.
Frio, primitivo e agressivo.
Sendo devorado pelo desejo.

SOUSA, Rodrigo. 2019

Inserida por RodrigoSousa2

As vezes pra deixar-se bordar,
a gente precisa mais que deixar-se tocar.
A gente precisa deixar-se sentir!

Inserida por EncontrosBordados

e como tenho minhas loucuras.
afirmou com veemência.
doses desmedidas
neste mistério pitoresco,
cujo espetáculo onde o palhaço sofre de amor na vida,
contempla a encenação do patife que se auto-flagela.
só mais um trago de cigarro
antes que a noite vire dia.

Inserida por rubobrobsky

VIDA.

Muitos se perguntam se a vida tem sentido,
Eu só posso te responder que quem diz sim tá mentindo,
Pq conforme tudo vai acontecendo,
Ela se mostra um verdadeiro labirinto.

Inserida por caiosena_55

Vazio Poético

As palavras se esvaziam da mente
Como um copo de água em dias quentes
A sonoridade poética silencia a alma e desinquieta o coração
São dias difíceis ao poeta que se lamenta e se renova em seus escritos
Em que a criatividade se distancia e suas emoções se perdem na dor
A dor de estar no vazio poético.

Inserida por paulo_seixas

Hoje me lembrei de você
E do quanto me faz falta
Das nossas brincadeiras enquanto crianças
E das histórias que contava
Agora minha vida é como um conto perdido
Uma página amassada
De um livro outrora belo
Mas que agora já está velho e usado
A alegria de acordar todas as manhãs
Te ver sorrindo e gargalhando
Ter a sensação de que estava te fazendo bem
Agora não passo de um conto perdido
Uma velha folha de carvalho que cai no outono
Seria a vida apenas uma parte da jornada?
A vontade de te encontrar é imensurável
Onde você está agora?
Sou apenas um conto perdido
Uma fábula que entristece o coração
Uma plantação com pragas
Ah, como eu queria te ter por perto
Desde quando partiu, minha vida já não é a mesma
Como te alcançarei agora?
Com quem vou disputar o melhor dos desafios?
Me sinto como um conto perdido
Há muito esquecido pelo tempo
E que as pessoas jamais poderão ler novamente
Sinto saudade das fogueiras e dos chás quentes
Das diversas aventuras percorridas pelo bosque
Dos machucados
Das dores
Da pescaria no velho rio, no verão
É como se eu fosse um conto perdido
E minh'alma já não se aquece mais
Apenas espero que um dia o destino se lembre de nós
E que a morte me acolha
Para que eu possa olhar o brilho dos seus olhos novamente
Como se fossem contos perdidos pela vida
Contos encontrados novamente
Contos que podem ser compartilhados à todos
Contos a mim e a você.

Inserida por ChozArt

Abraça-me a sombra do umbuzeiro
ao sol do meio-dia...
E, sereno, sonho-me no
balanço macio
dos braços de
minha mãe.

Inserida por EuHoje