Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Na palavra
O renascimento de tudo.
Hoje é o que temos,
Não confiar
Na dúvida que é o amanhã,
Abraçar agora
E esquecer o mundo
Lá fora.
Chego com minhas palavras
Derramando tudo
E o chão sem piedade
Engole tudo
Não devolve nada
E a vida tão curta
Dizendo que também sou pó
E o fim não avisa quando chega.
O corpo-sono
Não resiste ao sonho
E acorda
Na outra avenida
Correndo para não perder o trabalho
Que grita na mente
De madrugada
E não deixa mais dormir.
Para te esquecer
Fui um poema escrever
E me arrependi totalmente
Pois, você não saí da minha mente
E no poema
Persiste o mesmo problema
Teu nome estampado
E carimbado
Nas entranhas do meu ser
Que ainda me fazem te querer.
A exaustão do corpo!
A mente não suporta
Os dias difíceis...
Em busca de resultados
E ganhar o mínimo.
Perder a vida
Pelos outros.
Em cada esquina
Uma dor diferente
Com caminhos tortuosos
E não temos escolha,
Andar pela contramão
Nessa intensa confusão
De egoísmo
Que nos afasta um do outro.
Não gosto de despedidas.
Fica um gosto amargo
Falta algo
E o vazio abraça
Nada parece fazer sentido
Porque uma parte de nós também vai embora.
Ter disponibilidade
Para viver,
A vida não é só trabalho.
Ter disponibilidade
Para ser presente na família,
A vida é curta demais
E algumas coisas não podem esperar,
O amanhã pode não existir.
Ter disponibilidade
Principalmente, para quem te ama
E te quer por perto.
Continuar na caminhada
Enquanto o tempo não para.
Os dias vão e vem
Como uma roda gigante
E em seus altos e baixos
Nos ensinam,
Nos deixam mais fortes
Em cada batalha vencida,
Em certas ocasiões
Lutamos contra nós mesmos.
Ter paz na alma
Não deve depender de ninguém,
Somente de si mesmo.
O equilíbrio é interno
E o que faz a diferença
É o foco na evolução.
Você foi embora e não quero que volte
Mesmo que eu te ligue implorando para isso
Não faz sentido,
Sorrimos e sofremos.
O amor nos entregou um ao outro
E não soubemos aproveitar
Derrapamos na estrada da vida
E mesmo desejando o passado
Prefiro seguir um novo rumo.
Na ponta da caneta
O verso reclama
Do preço alto
Que se paga
Por amar
E não ser amado,
É perda de investimento.
No trabalho cansado
De ouvir bronca do patrão
Que parece não ter coração,
Preciso trabalhar amanhã,
Depois de amanhã, depois e depois
Todos os dias,
Para eu viver com o mínimo
E ele no máximo luxo.
Vou reconhecer
Que hoje estou sem inspiração,
Não irei escrever
Nem falar nada do coração,
Do amor, essa grande explosão
Que me faz sofrer,
Sorrir, chorar, querer abraçar
E também desejar afastar.
Vou reconhecer
Sem você não consigo viver!
Tem dias melhores
Tem dias piores.
Tem momentos para sempre lembrados
Tem momentos que não queremos que sejam recordados.
Tem vida e morte
Tem azar e sorte.
Tem amor
E tem dor.
Todos os sentimentos
Todos os lamentos.
A vida é isso, simples em cada detalhe!
É impossível domar o tempo
Que não atrasa
Muito menos adianta,
Está sempre no seu lugar
Indo adiante da vida,
Nós é que se pararmos
Perderemos muito tempo.
Planos escritos
Lugares restritos
Andar devagar
Nunca parar.
O que tenho
Não retenho,
Derramo poesia
Nessa travessia
Uma história
Na memória
Na vida o sonho
O desejo que proponho
De mente aflita
Conduzo o verso na escrita
Buscando por paz.
A tentativa
O erro de novo
O acerto
A vitória
O sabor
Para quem não desiste
Depois do cansaço da luta,
O alívio
E a paz...
Romper certos laços é importante
Buscar e encontrar paz é confortante
Dizer não em certas ocasiões é formidável
Cuidar de si mesmo é agradável
Ter leveza
Agir com destreza
Saber entrar e sair
Sem se confundir.
A dor revela que sou humano
Lembro que não sou herói
Lembro que não sou eterno
Lembro que sou poeta
E através das dores, faço alquimia
Transformando sofrimento em poesia.
A chuva chegou
mansa e calma a nos alegrar
evocando a presença do outono
que teimava em não ressuscitar
Ah, chuva calma , chuva mansa
como é bom te ouvir
Neste silêncio que me põe a meditar
O sol que ainda teimava em veranear
Afastou-se lentamente
permitindo que ares de outono
Finalmente se estabelecessem
Sons suaves,
sons cadentes ,
pingos reluzentes
que mexem com a alma da gente
Tarde enevoada
mas nada de trovoada .
Somente o ping ping
um ar fresco, mas aconchegante
uma vontade louca de madornar
