Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
a alma-vida
nos braços do tempo
em cada passo
não é corrida
buscando a direção
no infinito da imensidão.
não ter medo
seguir cada dia
com a força
para não desistir
buscar o equilíbrio
focar no objetivo
seguir o rumo
e alcançar o inalcançável.
O que será?
O tempo vai além
E não sei o que fazer
Com tantas dúvidas.
Procuro respostas
No meio do nada
Estou perdido na existência do ser.
Jesus Cristo,
Tenho aflições
E vivo diante de tribulações,
Mas, não desisto.
Em ti encontro bom ânimo
E sei que o Senhor venceu,
Contigo ao meu lado
Sei que vencerei
Por isso, na minha jornada continuarei...
ouço vozes o dia inteiro
elas chamam meu nome
vou na porta e não vejo ninguém
além da solidão
numa tarde fria
ouço vozes na dentro da mente
elas chamam meu nome
escrevo todas no papel fazendo poesia.
na noite o tempo vai
o dia vem
e você não saí da minha mente.
teu sorriso
é a melhor lembrança
e carrego a vontade intensa
de estar ao seu lado a vida inteira.
A maior guerra
É travada dentro de nós.
Levantar da cama sem vontade
Não desejar nada
E ficar parado no tempo
Sem expectativa.
Somos levados para não desistir,
Buscando algo maior
Que nos faz acreditar em nós mesmos
E sempre continuamos nossa jornada.
Eu esqueço o passado
Abraçando o presente.
Vou em frente
Não fico parado.
O dia é um mistério
Cheio de adversidades
Com mentiras e verdades
Escritas nas nossas histórias,
Sempre buscando protagonizar o bem
E derramar amor
Por onde passar...
Muita cobrança.
O cansaço
Abraça o corpo
E mente já não suporta
Tantos pensamentos,
O dia torna-se uma tempestade
De reclamações,
Não existe motivação
Tudo fica perdido no meio do caminho
Entre a frustração e a realização.
Escrevi um poema de luz apagada
E escutei uma voz:
Não vai dar certo lutar contra a correnteza
Na força do braço.
Mas, se eu não ir para a luta
O dia não será bom.
No final é só um poema
Escrito com palavras
Que perdi na memória.
Tem dias que é difícil escrever
Não existem palavras,
Somem no labirinto da mente,
O poeta fica perdido dentro si
Sem conseguir se encontrar.
Minhas palavras são lembranças de bons tempos
Que estão no meu viver
Só não sei se é impressão
E fico me perguntando
O que será de mim?
Não tem como concertar o que já passou
Mas, de hoje em diante
Tem como ser melhor.
O medo de errar
Gritar palavras ao vento
Sentir dor no peito
Não ter para onde correr
Em cada detalhe um sinal
O tempo viajando
Estacionar a força na zona de conforto
Deixar a chuva alagar os pensamentos
Nuvens densas
Ver o que não se deve
O medo de cair é prisão
Para não sentir o sabor da vida.
Hoje não escrevi
Não me atrevi
Em fazer um verso.
Toda vez que pego papel e caneta
Lembro de você
E aí tudo me leva a escrever
Sobre nós dois
E isso já é passado,
Necessito escrever novas histórias.
Não tenho pressa de chegar,
Sei que chegarei
Ou mais cedo ou mais tarde,
Não adianta correr
Certas coisas na vida
Fogem do nosso controle
E contra isso não podemos lutar.
A tontura me leva ao chão
Perdendo a força do corpo
Não tenho controle sobre a dor
E arde o tempo
Fugindo de minhas mãos
Como areia na ampulheta.
Não é caro sonhar
Desejar alcançar um objetivo
Cruzar o mar
Dentro da mente
E ver acontecer
A realidade da conquista.
Em cada verso
Que escrevo
Deixo um pouco de mim,
Quando eu partir
Não será o fim,
Ainda estarei aqui
Em poesia.
Sonho descartado
Na memória
Do ontem.
O que foi, já é
E não será.
O tempo cruel
Que atropela
A vida
Nos levando tão depressa pro fim...
