Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Almas ressequidas pela robusta ignorância
Onde estão em si mortas
Apesar de semivivas
Não conhecem a vida
Apenas sobrevivem
Feliz são as prosopopéicas vidas que as assistem

Inserida por Poetaantonioferreira

ESCADAS

Todos querem chegar no topo,
Em tudo isso não há nada de mal,
Mas porquê não esperar mais um pouco,
E subir degrau por degrau!

Suba na vida sem temer os perigos,
E se apresse porque o tempo passa,
Mas jamais faça dos seus amigos,
Os degraus da sua escada!

A subida pede um degrau de cada vez,
E lá no alto prevalece a cooperação,
Não se deixe levar pela altivez,
Use a escada sempre, jamais o corrimão!

Viver é como tentar conquistar o topo de uma escada,
Muitos virão pra querer te impedir,
Mas se você seguir firme na escalada,
Todo o mal que te desejarem, vai te fazer subir!

Rodivaldo Brito em 15.07.2019

OTIMISTA

Não se preocupe,
Se poupe dos aborrecimentos,
Nem se perturbe,
Aproveite os bons momentos!

Seja sempre otimista,
Acredite em Deus e que tudo vai dar certo,
Não seja como o pessimista,
Que morre antes de ver o deserto!

Não dê atenção em tudo que ouvires,
Nem acredite em frases arranjadas,
Porque há mentiras em muito do que ouvires,
E verdades que jamais serão reveladas!

Seja sempre um bom sujeito,
E não o que as pessoas querem,
Trate a todos com respeito,
E perdoe aqueles que te ferem.

O otimismo pode te levar para o teu objetivo,
A um lugar que o medo não dá passagem,
Porque ter medo é não querer correr riscos,
Ser otimista é uma atitude de coragem.

Rodivaldo Brito em 21.07.2019

EU SEI SENHOR

Eu sei senhor, pequei e não sou merecedor,
Mas coloco em tuas mãos, humildemente,
A minha vida, perdida, sedenta de amor,
Esperando confiante na condição de crente!

Quando finalmente estiver perto do fim,
Em que a morte, à espreita, me esperar,
Te compadeça e tenha pena de mim,
Não se esqueça de contigo me levar!

Perdoa-me Senhor, por ser tão culpado,
Por tantos erros, e muitos pecados,
Não quero sofrer a ação do teu juízo!

Eu quero Senhor, me preparar para o porvir,
Aguardando a hora de partir,
E acordar no paraíso!

De Rodivaldo Brito em 05.08.2019

DISPERSO

Ninguém viu neve queimar,
Nem gelo virar fogo,
Porque não deixo de te amar,
Se não quero te ver de novo?

Que fogo é esse, onde ardo,
Queimando em fogo brando?
Que chega sem mandar recado,
E que aos poucos vai me tomando!

Muitas vezes quizera não ter nascido,
Não ter provado do teu beijo,
Mas não sei o que acontece comigo,
Nem sei entender o que em mim mesmo vejo!

Sou o retrato de tudo que não quero,
Do que não tolero, e o que não posso ser,
Quero me concentrar, mas fico disperso,
Porque tudo que peço é não pensar em você!

De Rodivaldo Brito em 13.09.2019

-Quando você não sente mais nada...

Quando chega o momento que você não sente mais nada
o único fio de esperança é fechar os olhos e gritar para si mesmo um foda-se bem alto na vaz esperança de sentir algo.

Inserida por gustavo_domingues

Para meu pai
Talvez não seja fácil,
É necessário coragem,
Não É um dia especial,
Como a segunda que nasci.
É uma mera quarta chuvosa,
Mas preciso de coragem para sentir a paz e a certeza.
Não sou cabeça cheia, talvez uma poeta fugitiva.
Nunca vi algo tão fascinante quantos as palavras,
Queria te dizer pai,
Que eu estou crescendo,
embora eu tenha sido sempre adulta.
Procuro algo de além de meu conhecimento sobre a vida através de meus olhos leitores do mundo.
Procuro um conhecimento de lembranças de um breve futuro.

Uma parte de mim busca por conhecer pessoas, e fazer a maior loucura dos humanos que é se relacionar,
Não devo buscar felicidade.

Buscarei Conhecimento, além de aprendizagem.

Há muito escrevo sobre relações para estar pronta e mostrar o quão capaz sou,
Pai é inútil ter certeza,
Mas devo ter certeza de tua confiança e amizade.
Pai além de nossa relação ser a melhor que tenho,
Eu queria te contar um pouco sobre nada e um pouco sobre tudo.
Eu quero me apaixonar e chorar, escrever poesias.
Quero sair para lanchar e namorar.
Quero sair no fim da tarde com o nascimento das estrelas,
Quero chegar em casa dando gargalhadas,
Quero cantar igual ao tim maia,
Só espero ser ainda eu, e sua filha. E pode dividir um pouco das meras historias.

Inserida por izadora_ortega

Não pergunte o porquê
algumas coisas nem eu mesmo sei responder

E palavras são assim...
Imprescritíveis.

Inserida por HudsonHenrique

Ela não me acompanhou na minha jornada.
Pra ela fui só um jornal,
que se lê e joga fora

Em meus sonhos de mentira
seria tão fácil me jogar
igual um avião de papel
pelos arranha-céus.

Inserida por HudsonHenrique

Não espere grandes acontecimentos...
Cante uma canção. Sorria de novo e de novo!
Plante um jardim ou até mesmo uma flor.
Olhe nos olhos... Ria de si mesma...
Escreva uma poesia.
Seja um vento menino a revoar por todos os cantos.
Não espere grandes acontecimentos.
Somente Viva!!!

Inserida por Leilamel

Quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um desses lençóis
que alagámos de beijos quando eram outras horas
nos relógios do mundo e não havia ainda quem soubesse
de nós; e leva-o depois para junto do mar, onde possa
ser apenas mais um poema - como esses que eu escrevia
assim que a madrugada se encostava aos vidros e eu
tinha medo de me deitar só com a tua sombra.

Inserida por pensador

NESPEREIRA

era uma nespereira e
eles não sabiam como
protegê-la

quanto tempo leva
gestar um poema

era uma nespereira e
espiávamos dentro dos
saquinhos feitos de jornal

pode levar uma infância curta
ou uma vida inteira

era uma nespereira e ansiávamos que
amadurecessem para enfim
comermos o poema

Inserida por pensador

ela pediu pra eu não enlouquecer
parei de tomar os remédios pra tentar ser gente
mas uma chuva forte caiu
era janeiro
e me escorreguei
perdi o senso
disseram
é temporário
os tremores noturnos
a matriz de uma ânsia descabida
os rostos na janela
todas as noites
os rostos que catequizam as janelas
nas casas sem muro
não há o que se ver que não sobrecarregue a carne
o corpo ainda sente
curva-se ao inevitável
tomba no meio da rua e conclui
não se dá as costas pra morte
há sempre um diagnóstico
preto no branco
vou morrer de tempo ou
vou fazer o quê?
re:___________________.

Inserida por pensador

Vieram os homens que eu
não queria, mas que me queriam,
e os que eu queria, e não pude ter.
Os homens que não pude ter
eram sempre enormes, ambidestros,
bonitos como o meu pai quando
meu pai não era homem,
quando meu pai era eu mesma,
perdido de amor.

Inserida por pensador

eu porém tantas vezes não estava pronta
banho tomado
penteada asseada jantada
crescida formada empregada quase morta
pra quando minha mãe chegasse
eu não estava pronta
eu resistia a todos os meus deveres
eu me insubordinava
eu teimava toda uma vida
(ainda teimo)
eu não me limpava
só pra ver se minha mãe chegaria
a despeito de mim
a despeito da sujeira do erro da noite
a despeito da espera a que
assim fingindo não esperar
eu me recusava
foi assim por muitos anos
minha mãe e eu
numa língua estranha e indecisa
embora fosse a mesma língua
a limpeza que eu deveria guardar para ela
e oferecer a ela
na volta
ainda guardo comigo
e de repente deparo com ela
(que ainda espera)
num livro
numa voz estranha
numa outra mulher
que também esperou
numa banheira vazia
o seu amor voltar

Inserida por pensador

Tu pensas que estou aqui para brincar
foca-te naquilo que eu vou-te contar.
Enquanto danças não consegues pensar
porque o teu mal é parar pa escutar.

Inserida por TiagoSuil

Nem sempre uso a vírgula
ela numa trova falta não faz
o que vale é ter conteúdo
um pouco de alegria e ser da paz

Inserida por neusamarilda

não bebo muita água durante o dia,
fumo em média sete cigarros
um deles é pela minha vontade de fumar.

Inserida por rubobrobsky

um ator em decadência.
é assim que sempre me senti.
entretanto, não duvides.
enquanto restar minha pele,
esta que habita em mim,
ou,
esta que me habita.
que tanto me ocupa,
que tanto me consome.
estarei atuando.
e quem não?
viva a decadência.

Inserida por rubobrobsky

O centro não é um ponto.
Se fosse, seria fácil acertá-lo.
Não é sequer a redução de um ponto a seu infinito.
O centro é uma ausência,
de ponto, de infinito e ainda de ausência
e somente se o acerta com ausência.
Olha-me depois que tenhas ido,
ainda que eu recém tenha partido.
Agora o centro me ensinou a não estar,
porém mais tarde o centro estará aqui.

Inserida por pensador