Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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(Desilusão)

Ser poeta é uma chatice
Incompreendido
Compreende a tudo em redor
Mas não consegue
Se compreender
Solidão de ideias
Quase sempre
vê a poesia sozinho
Vegeta em meio a utopias internalizadas
Caminha de costas
Sozinho
Na contramão
Ninguém quer saber o que senti o poeta
Ninguém quer saber de nada
Que flua do oceano das ideias
Esse papo de ser
Sentir
E blablablá ...
É tão distante
Tão obscuro
Tão platônico
O amor pela poesia.

ÁGUAS PASSADAS

Veleiro no porto, atracado...
Com todo seu pano furado,
não navega mais, o veleiro!
Pelos mares do condado.

Amarrado em seu cais...
Dorme sonho de toda vida
acorda em seus madrigais
no altar de grande partida.

Veleiro no porto atracado
um dia projetou-se no mar
velejou águas e oceanos
e sonhos p'ra não se acabar.

Supriu os mares do mundo
com seu plano e coordenadas
bombordo estibordo e pano
agora são águas passadas.

Antonio Montes

O WIFI

Com wifi eu vou,
sem sair do lugar...
Para onde quero ou não quero
através dessas asas é vero,
que qualquer um pode voar...

Vou por ai pelas cidades
horizontes campos e mar
pelos os oceanos da vida
vou de asas, vou de dedos...
E remos a navegar.

Com wifi... Faz?!
Não sei, não sei...
Não sei se faz ou não faz
o que sei é que, com wifi
eu sou um pouco, pouco, mais.

Busco acalento no tempo
psicologia para meus ais
manobras para meu sentimentos
barulho, calmo em silencio
tudo esta, no wifi.
Antonio Montes

Vivo sorrindo, pois assim não preciso
sentir o gosto salgado das lágrimas.
Vivo infringindo a lei porque as regras que impõem
me impedem de viver.

Sou totalmente contra aos sentimentos
porque junto com a alegria e o amor
vem a tristeza e o ódio.
Vivo loucamente por que somente quem é louco
sabe como é bom viver.

Essa sou eu... movida à paradoxos,
rebeldia e até um pouco de inteligência,
mas há quem diga que essa boba niña nice
ainda vai conquistar o mundo.

O dia convida para encher os lençóis...
O sol, que não veio, está caindo às pálpebras de sono...
Tem cheiro de lavanda nos travesseiros e de chá de alecrim pela casa, a cama está desfeita da noite.
Da janela, vejo os pingos que gotejam do céu...
As vidraças embaçadas de água e gotas que formam desenhos no reflexo dos meus olhos.
O dia acordou preguiçoso, mas com pássaros cantando e vento trombando ecos nas curvas e no fim da montanha que, encontra-se junto às palmeiras que longe, fazem balé com às folhas verdes e eriçadas, alegria por mais um dia de vida!
Alegria...

NÃO

O calor rasga a minha pele
O furor esgotado em trevas
Escorrega na fúria encantada da Eva
Um "NÃO" pode ser ao rasgar do véu
E abrir o sonho do Céu

Não pereça no abrolho
Não procure no quintal as farras
Não faz sentido agir às cegas
Não contamine ao filhote de Leão as garras
Não mistures o púlpito com álcool
Não procure amanhã no passado
Não respire o peixe no anzol
Não contamines Santidade ao pecado

Perdure o "Não" e perceberás que nada valeu
Presentes de memória comprei
Coração arrebatei, só que morreu
Mas não sei...
Sim!... O Não prevaleceu...

O BELO


A Floresta me basta.
Não que seja o lar,
mas ela é veicu-lar.

Não basta eu entrar na floresta,
ela tem que entrar dentro de mim.

Desta forma eu encontro a paz
e com a paz dispenso os meus sentidos.

Os sentidos não fazem sentido.

Não confuda um poeta com um buda.
Um buda é um poeta, cuja vida virou poesia,
mas um poeta é alguém que se ilude com a beleza.

A beleza é uma ilusão,
pois a visão pode acabar,
e os ouvidos podem falir.

Então não haverá
o belo meneio das folhas luminosas
nem se ouvirá os sons do bosque.

Como saber se a ipoméia
e as hortências
ficaram azuis?

A função da floresta é me
conduzir ao vazio,
um vazio sem sentido algum.

O único jeito!

Por quantas e quantas vezes fechei os olhos e não sonhei?
Por mais quantas vezes sem motivos eu chorei?
Por outras tantas sem sono fiquei?
Acho nunca saberei,
Acho que não serei aquele a saber,
Mas sempre sei que serei eu a sofrer,
Sabemos que sempre seremos nós a chorar,
Mas entendemos que na vida muito mais há,
E então eu me pergunto por que devemos nos lamentar,
Pra que ficar preso as essas lagrimas?
Porque preciso chorar?
Juro neste momento nunca mais me lamentar,
Juro neste momento nunca mais uma única lagrima em meu rosto secar,
Pois só assim a verdade a mim virá,
Pois só assim neste mundo eu poderei ficar,
Pois só assim eu poderei pensar em amar!

Solidão

Mais um dia cansado passou...
Não o culpo de está comigo
Mas hoje és o melhor amigo
Que realmente me sobrou
Pode não acreditar, mas sou
Alguém ainda de compaixão
Independente da ocasião
Só nos sobrará um ao outro
De longe, pareço até solto
Mas vivo preso a ti, Solidão.

(Jefferson Moraes)
Olinda, Pernambuco
20/05/201

Bateu-me um besouro na testa
e me contou o segredo da festa:
_ Não esperes da menina o sorriso,
vá dançando a valsa da loucura,
que dela iras roubar o desejo obtuso
de tratar um apaixonado sem cura.

"O sol brilhava,
mas eu não me importava.

A chuva caia,
mas eu não a sentia.

Uma criança para mim sorri,
indiferente eu a vi.

A dor que eu sentia,
era o que me movia.

Em busca da felicidade,
vagarei pela eternidade."

Fragmentos de um tempo

Eu não sou homem (...).
Sou um anjo incompreendido,
Sombra doce do anoitecer,
Um tesouro desnudo... Avulso...
Consumido por um prazer inquietante.
Vou seguindo em frente...
Sou um pássaro simples
Às vezes triste...
Eu volto... Pouso... Canto...
Vejo o tempo cantarolar momentos...
Meus enigmáticos modos... Adoro!

CARAVANA

Eu sei que não saber não dá ciência,
a mim, do que não sei, sabendo ou não,
de tudo que, com lógica e razão,
conheço e sei que sei, por evidência.

Conduz-me tosca mão, rapaz prudência,
contudo, se é o saber a devoção
à qual, estulto, entrego o coração
no torpe turbilhão das aparências...

Pondero que não há que mais saber,
nem houve nunca, desde aquele pomo,
que vem se deglutindo sem querer.

A bem desses milênios, quê hoje somos
além de caravana a percorrer
o espaço numa busca do que fomos?

Ele ali, perfeito...
Dizendo me amar
Mas o coração arredio
Disse não acreditar
Que no coração do poeta
Eu pudesse estar.

Não sou poeta ao pé da letra
Sou a contemplação dos planetas
Dos redemoinhos de constelações
A entidade frívola e agoniante
que perambula as noites através
De um caos
do meu caos
do eu-caos
Sou a participação efervescente
dos seus pensamentos
a parte que põe lágrimas em teus olhos
essas mesmas que jaz em tua alma
Sou a concupiscência e o abstracionismo
a caricatura mais bem elaborada
Do nada
do oco
do vazio
de mim
Sou o borrão mal delineado
trabalhado, pontilhado
desastrado, remendado
arregaçado e dolorido
Que um dia já foi frase inteira

Tem gente que vê mais não consegue enxergar
Escuta mais não consegue ouvir
Existe mais não consegue viver
E morre mesmo sem morrer
Amando sem conseguir amar

Eu posso parecer piegas e extremamente chato, de tão meloso e romântico. Mas o que não somos se não poetas!? Eternos apaixonados, eternos falantes de amor, eternos críticos das formas de amar.
sonhamos por amor, vivemos por amor. E se parecemos tão piegas assim, desejo continuar piegas, desejo ser um eterno poeta, apaixonado, irritado, desiludido, amado.

Eu não sei na verdade quem eu sou, já tentei calcular o meu valor, mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou, porque a gente é desse jeito? criando conceitos pra tudo que restou...
(Eu não sei na verdade quem eu sou)

Acordar sem medo
Sem receios despertar
A vida é cheia de aventuras
Não se deixe paralisar.
Excelente Dia,
👼🏻Josie Angel👼🏻

VIVA

Uma pessoa, um ser
Uma alma que habita em você,
Se não souberes viver
A melhor opção é aprender,
Pois se morreres
Os teus amados, ficaram para traz.
Sem nada,
Sem amor,
Por isto, eu o digo,
Aprenda a viver,
Pois se morrer,
Serás mais um sem vida,
Mais um sem valor...

( Meu primeiro poema ) 02-08-2010