Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Ei mano eu quando rimo sou fatal,
eu luto pelo bem e nao pelo mal.
Vivo a realidade dura e crua,
porque a verdadeira essência vem da rua.

Pelos

Lindos pelos
Por que não tê-los,
se os pelos vistos
são doces apelos
aos nossos desejos...
Por que removê-los,
se os pelos presentes
escondem nos grelos
mais de mil segredos...

É fim de tarde e eu não quero alarde, vem junto comigo eu sou a tranquilidade...
O teu calor me arde, minha estupidez te invade, hoje não tem ko, quero amor até mais tarde...............
Então vem, linda...
Te acalmo com poesia, te faço de minha rainha.
E a gente combina, é coisa fina, o tempo parou pra nóis e tu virou minha sina.

Jaz aqui um coração partido.
Não aguentara a dor, o sofrimento.
Jaz ao lado o corpo
Sujo, velho, com pequenos cortes
Um corpo acabado.
Assim como os olhos tristes e sofridos
de tanto chorar
não mais o fará.
Aqui jazerá todo o resto.
Aqui… Aqui dentro de mim.

Não falo de amores perdidos
Por ter sido sempre assim tão só
Não falo de pessoas perfeitas, por serem feitas
Do mesmo pó

Fortalecida


O que não me mata
não me fortalece,
mas também não me faz
mais fraca do que já sou.
Com sua benção, praga ou prece
sou eu que escolho pra onde vou.

Não tenho primor gramatical, nem primor literário.
Este último não tenho porque falta-me talento.
Já o primeiro eu não tenho porque sou um bárbaro
que usa e abusa da licença poética,
destruindo a gramática em favor de alguma melodia.
E aí quando acusam-me os puristas
de ajudar a assassinar a língua portuguesa,
eu vou dizendo pelo caminho
que, tal como as coisas essenciais da vida,
poesia não se lê com os olhos,
só se lê bem com o coração.

Permanência


Não peçam aos poetas um caminho.
O poeta não sabe nada de geografia celestial.
Anda aos encontrões da realidade
sem acertar o tempo com o espaço.
Os relógios e as fronteiras não tem
tradução na sua língua.
Falta-lhe o amor da convenção em que nas outras
as palavras fingem de certezas.
O poeta lê apenas os sinais da terra.
Seus passos cobrem
apenas distâncias de amor e de presença.
Sabe apenas inúteis palavras de consolo
e mágoa pelo inútil.
Conhece apenas do tempo o já perdido;
do amor
a câmara escura sem revelações;
do espaço
o silêncio de um vôo pairando
em toda a parte.
Cego entre as veredas obscuras é ninguém
e nada sabe— morto redivivo.
Tudo é simples para quem
adia sempre o momento
de olhar de frente a ameaça
de quanto não tem resposta.

Tudo é nada para quem
descreu de si e do mundo
e de olhos cegos vai dizendo:
Não há o que não entendo.

Desculpem lá a minha sinceridade,
tou-me a cagar para quem critica,
não faço rap por vaidade,
simplismente só quero mandar a minha dica.

Enquanto viver
Faça acontecer
Para não se arrepender
Quando estiver
Perto de morrer

(Mayke Franz)

Olha para mim, presta atenção,
não tenhas medo da mudança,
ela será a chave da esperança,
para o teu projecto crescer com confiança.

Fasso rap,e o que não falta é iniciativa,
porque temos uma mente explosiva.
Tento ser verdadeiro nesta vida frenética,
para jamais ser um réplica.

Em marte perdi, em mar te achei


Me prendi na tua órbita
E agora não consigo te esquecer
Você de marte com tua gravidade
Puxou e não sei soltar
Mas aos céus quando não há luz
Quando é denso como um buraco negro minguante
Sei que em nova te perdi

Então naveguei nos oceanos e estrelas
Nos rios dos sóis e das águas
Procurando teu brilho
E em mar te achei
No sono profundo da noite crescente em claro
Peço para a supernova me guiar
Pra novamente sua cheia luz alcançar

Eu nao paro eu sigo os astros,
quero me sentir vivo k se foda os lustros.
Ei maluco não preciso da tua guita,
eu preciso mas é da minha equipa.

Poeta e rosas

Sane os arranhões dos espinhos
Das rosas belas do bem viver
Não as ponha em vasos quartinhos
Ousando natureza morta pra escrever
Redija afeto, grafe alegria, a que recria
Que vem da lira e faz recomeçar
Decore e redecore, até ter a sua via
Apague, volte no iniciar
Cada arranjo é romaria
Cada pequenez, renove, renovar
Faz da teu vazante poesia
E verá o teu coração poetar
Nunca sejas peia
Rosas são para se apreciar
O amor colmeia
A vida a superar

Não são apenas versos

Poetando a sintonia de meu coração
Em ritmo de olhares e singelos gestos
Sem pretensão, a não ser minha emoção
Nas reticência, não são apenas versos

Em cada rima, em cada trova
Momentos de pura demonstração
Em formas de pensamento, prova
Que não são apenas versos, paixão

Se o poema grifa lágrima no reverso
Da ausência de seu sorriso, nos dias
O sentir também não é apenas verso
São presentes de ter-te aqui, alegrias

Nunca é tarde para poder lhe expressar
Que o que sinto vai além do universo
Trais amor, companhia, sede de beijar
A toda hora... E não é apenas verso

Sendo assim fica e vem pro meu lado
Ponha os afetos na alma submersos
Faz do meu sorriso no seu calado
Pois aqui não são apenas versos

(É o amor em verso alado...)

Luciano Spagnol

Mãos...

Precisamos das mãos que laboram
Das que tem essência e não choram
Das que venham esculpir a esperança
Das que não se mancham de vingança

Precisamos de mãos postas para liberdade
De mãos que não se esquecem da dignidade
De mãos abertas contemplando em oração
De mãos que erram, mas procuram solução

Precisamos das mãos que amam e labutam
Das que na vida ao irmão amigo escutam
Das que abram as portas da compreensão
Das que fecham pro preconceito no coração

Precisamos de mãos que cavem o recomeço
De mãos que escrevem histórias de apreço
De mãos que falem a linguagem da emoção
De mãos que gozem da dádiva da criação

Precisamos das mãos com capacidade de cura
Das que tragam luz ao dissabor da amargura
Das que redirecionam os caminhos em vão
Das que digam sim aos encontros com o não

Precisamos das mãos, de mãos... Em louvor
E que nos conduzam ao Criador

Luciano Spagnol

Madurar

Os adultos não sabem que não são crianças
Vivem reclamando, chorando por suas mães
Não perceberam na vida as totais mudanças
Clamam por suas ingenuidades perdidas sãs

Os adultos querem ser meninos e meninas
Eternamente...
Deitar no colo e permanecerem traquinas
Eternamente...
Querem não ter dever e nunca terem rotinas
Eternamente...

Os adultos esquecem que um dia tem que dobrar as esquinas
Da vida, madurar
Eternamente...

Luciano Spagnol

Se fala tanto em tempo
Como se o tempo fosse cura
Como se fosse uma estrutura
Alterável e não mutável como é
Pois ele devasta, afasta e avança
Tem pressa, se torna lembrança
Num piscar de olhos é só recordação
Então tenha no tempo mais emoção
E neste tempo para tudo
Use o amor como escudo

Luciano Spagnol

Acredita a vida é muito cruel,
a justiça nunca ira de conseguir o seu papel.
Não diga mentiras nem ilusões,
só verdades que por vezes destrõem uniões.