Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
“Antes de Ti
Sem o teu amor eu nada tinha
era só no mundo, vivia como um cão
uivando à lua, procurando abrigo!
Não notava no mundo, nem as coisas nele
durante o dia o céu era cinzento
apenas interrogações no meu lamento!
As pessoas eram como sombras
não as via, nem as escutava
tudo em minha volta pertencia aos outros
não tinha endereço nem destino
esperança era como miragem
no deserto em que habitei antes de ti!
As estações do ano não percebia
ou era outono ou verão constante
mas ao te encontrar descobri
as cores do arco-íris e o som da primavera!
tua beleza encheu meu universo vazio e escuro
teu amor me fez reviver e descobrir a beleza do mundo.”
―Evan Do Carmo
quem me dera
quem me dera, amor,
que todo amanhecer fosse eterno.
quem me dera, amor,
que toda noite fosse uma breve parada
para um café, uma pausa para descanso
do corpo e dos olhos,
nesta magnifica viagem
que é a nossa existência.
é sempre nas manhãs,
quando te aconchegas nos meus braços
que minha mente imperfeita evoca a eternidade.
quem me dera amor, quem me dera,
que tudo isto não fosse um sonho
uma ilusão efêmera, de um coração
apaixonado!
quem me dera amor,
quem me dera.
Como se deu a vida?
Foi a junção do amor com a esperança
forjados de um pensamento divino,
que numa união cósmica
produziram uma explosão atômica
então das trevas surgiu a consciência
e do instinto, antes pó, se fez razão.
Achei o amor
Achei o amor, o insolúvel enigma
para os deuses, mas real para homens.
Achei o amor, em meio à contradição,
entre o medo e o abismo.
Achei o improvável, o que ninguém presumia
o teorema das águas e do fogo.
Achei o amor, a soma do equilátero
do infinito, sem medida.
Achei a consumação de tudo, do fim e do meio,
achei o etéreo-efêmero.
Achei o amor, o impossível, o imanente,
o átomo divisível, sem cor, nem corpo ou gênero.
Evan do Carmo
Eis o amor que vale a pena,
é aquele que nos faz virar poeta
ou alcoólatra!
Imaginem um amor
que nos dá as duas coisas!
AMOR PROPRIO
Amar só pode ser: desgarrar do "amor", e alçar voo pra outros cantos
E conhecer um mundo de encantos que não posso conter em mim.
Se fomos feitos pra voar, por que não o faze-lo?
Se o amor primeiro esta' nesta finalidade, fim.
Por que trancafiar-se em prol do cantar?..
Este amor e' egoísta! Querendo o canto,
Poe fim ao encanto, pois não se voa
Onde o choro molha as asas no mesmo tanto.
A perder-me de ti, e' crucial o resgate de mim.
Doce encanto de quem descobre de um pouco
Que não se tem por viver; o espirito a padecer.
Ate' que um dia... ah!.. um dia esse coração oco...
poeta_sabedoro
"Se ódio 'e o que sente agora, então ore para que venha o amor.
O tempo... ah!. O tempo sempre e' o melhor professor."
AMOR MALOGRADO
Tu que lançares-te ao amor, lançaras-te ao mar
Tu levaste sol aos vales encantados do amor,
Bem sabes tu que o amor cria um espaço sonar,
Na frequência do amor não há rusga, estridor.
E no instante que a massa prima torna sintoma
O amor; este mesmo amor se reveste do torpor.
Se vem em demasia dor e' paixão que o toma.
O amor e' silente e chega como vento arpoador.
Não se sabe quando e como se deu o malogro
No amor tudo e' levado por primorosa afeição,
Num duelo transloucado, quem sacou "el logro"?
Quem pendeu-se a saber do baile no coração?
poeta_sabedoro
Gatos Eternos
O amor dos gatos
inscreve-se
no delicado da alma
a preencher o espaço
único
inesquecível
a circular
eternamente
na memória do
afeto.
(Suzete Brainer)
O Dourado Estelar que Permanece em Mim
Minha avó:
Amor sereno que guardo no meu sorriso,
Saudade que não está mais no meu choro contido;
Mestra transfigurada em mim.
Em momentos assim
Liberto o meu riso, rio
E todas as sombras desistem
De escurecer o meu dia
E o dourado estelar é
Lembrete do que
A minha avó dizia...
E agora o que faço sem ti?
O que restou dos meus sonhos de amor?
O que foi feito da paixão? E...
aquele sentir profundo do coração e na alma?
E os meus versos infindos se até
a melancolia e a saudade
velejaram no mar de estrelas e
desapareceram no infinito deixando
apenas o VAZIO...
Abençoada as mãos que me afagam o coração
Que acarinha com tanto amor meus cabelos e que alcança
A minha alma...
Sagrada à mão que me tira da solidão...
São tantos... Os dias de solidão!
Busco-te no Mundo... Acho-te em mim...
Ah meu amor!
A tua essência extasia-me... Mas fere... E dói...
Meus sussurros... Cortam a noite...
Tem vezes que penso coisas tão vazias do sentir...
Mas é preciso despertar o silêncio... Tantas desesperanças
Tantas dores dentro do coração...
Não sei se o anoitecer é a melancolia das tardes que morrem...
Aprisiono o vento...
Desejo guardar pedaços do céu de uma primavera que vivemos juntos...
Venturosos momentos!
Quero ficar aqui em frente ao mar... Serena...
Vigiando o verde que emprestou ao meu olhar...
Esperando a noite companheira de minha solidão!
Louco gostar...
Poucas palavras de amor... E eu ali já em teus braços...
Com este louco gostar
No teu corpo encontrei meu aconchego... E me sentia sublime...
Nos meus sonhos mais profundos amei...
- E ainda amo-te -
E te dei o melhor de mim até o meu último frêmito
E eu te cobri de flores... De beijos... E te dei meu céu nos dias
Mais ensolarados... Pois era sempre verão... Na minha vida!
Mas tu partiste... Seguiste outros caminhos...
Levando meus encantos... Meu riso e as minhas lágrimas...
E aqui fiquei triste... Com meu coração partido...
Hoje restam as lembranças deste louco gostar
Quando eu fui tua...
O amor de sempre...!
As letras que escrevo choram... Pérolas...
Sentidas... Quais lágrimas que morrem no canto da boca...
Aonde caminham as canções perfumadas
Que arrastava além dos sonhos e risos...
Antes de se perderem no tempo...
Na loucura dos dias...
Então escrevo...
E sinto a brisa em meu rosto
E os arrepios da alma...
Escrevo versos e muitos versos...
E assim preencho as páginas vazias
De tua ausência...
Eternizo assim meus sentires...
E vou escrevendo poemas horas a fio
Tentando descobrir-te num aglomerado
De letras... quem sabe poderás estar num
Poema distante ou no crepúsculo que
Invade o esboçar das noites de solidão!
celina vasques
Até o ultimo arrepio...
Prisioneira que sou
Do teu amor...
Um pássaro sem voo... Sem partida...
Como num sonho entre brumas...
Procuro por ti... Em algum lugar
No firmamento... Entre céus...
Talvez...
Onde perdi também a alma e a paixão...
Já me reinventei dentro de todas as viagens...
Por entre mares... Por sobre as ondas
Sem chegar nem partir... Sempre no mesmo lugar
A te procurar... Até o ultimo arrepio...
Mas apenas um olhar pra trás onde
Somente um vazio e as palavras que versam
Quais gritos de amor... Nas rimas do meu poema...
A tua ausência e nada mais...!
Sou apenas...promessas de amor!
Escrevo às vezes
Simplesmente para rasgar o silencio
Da solidão das noites de insônia... Sem sonhos...
Talvez para contemplar as estrelas e
Esta lua fascinante de Misteriosa beleza transcendental...
Ou quem sabe ser testemunha de um novo nascer do sol...
Momento em que todas as esperanças renascem
Num novo dia...
- Sol brilhante em eterno dia -
Serei eu uma rosa que se abrirá após o orvalho
Das madrugadas sem fim... Trazendo o perfume
Inebriante das manhãs primaveris...?
Então descubro que sou apenas poesia
Versos escritos por ti poeta...
Sou apenas promessas de amor...!
Tens medo do amor...
Mas ele existe quanto maior mais profundo
Pelo mar onde reflete o azul do céu
No nascer e do por do sol
O sorver da terra... E as flores de todas as cores...
Das canções cujas melodias falam de encanto e nostalgia...
Enquanto o teu coração temeroso arquiteta uma saída
Teus lábios sussurram não...!
Mas teu coração... Quer o meu amor...
E fazes poemas que a cada dia
Vão-se inflamando sozinhos
Em sopro de ventos estranhos
E eu falo-te de amor em mansa oração
Pela solidão que me toma por dentro
Um vazio triste oculto de inquietude e revolta
Deste amor por ti que nunca terá fim!
Grafite de amor...
Esboçando no papel a imagem de meus sonhos impossíveis..
Fecho meus olhos... E deixo que minha alma te veja...
Não quero desenhar o partir... Apenas o sorrir...
O reencontro mágico do sol com a lua...
O sussurro do anoitecer ansiando rever a alvorada...
O milagre do amor dos versos castos
Poesia e oração são tudo igual...
Quais as canções... Que encantam...
Musicas dos pássaros em frente ao mar a te chamar...
Ah...O amor pode ser eterno...E vejo teus olhos
Que doce miragem... E a solidão me faz sentir um abraço
E sinto em meus lábios a fantasia infinita de um beijo...e
Assim minha grafite de amor...está finda !
Harmonioso amor!
Ontem em meu piano toquei canções
Com harmonias infindas...
As compus em noites de luar... Musicas
Cujos versos trazem luz para a minha alma!
Falando do mar... Das tempestades... Das estrelas...
E me vesti de pássaro
Qual fosse uma gaivota sobrevoando o horizonte...
Harmonioso amor...
E apaixonada por ti... Continuei tocando enfeitiçando teus dias azuis!
Na noite fascinada... Teu corpo é sinfonia quando te afago...
Amo-te imensamente... Com sublime paixão!
