Poesia
Poema - Poesia digital
Tempo atual
Poesia digital
Sem Sedex
Apenas internet
Antes era carta
Agora, mensagem enviada
Mando na tela
Do celular dela
Vários textos
Digitados a dedo
Apenas mensagens
Sem imagem
Tudo que consigo fazer
E mando para você
É rimar o que penso
Quero, nesse momento,
Poder te amar
Não apenas ter inspiração para rimar.
Pelo visto
ainda sonhas:
Transpirando poesia,
fez da rima
tua fiel aliada,
para conseguir expressar
o que dificilmente
as mãos tangiam.
POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.
Eu não sei escrever direito
Poema nem poesia
Se soubesse, faria pra ela
O melhor poema do dia
Minha mente tem duas metades
Uma delas eu usava
pra viver a vida
a outra pra pensar nela
Não havia neste Mundo
Nenhuma grade que me prendesse
Mas eu estava preso a ela
Por causa desse amor
Nunca fui bom em amor
Poesia e nem palavras
Agora vem aqui,
termina de esburacar meu peito
...escava
Aquele amor não existe mais
Era pouco pra você
Mas era tudo que ainda restava.
ODE À DASHA TARAN.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
" Meu anjo,minha arte,minha poesia...meu tudo...ah...inspiração, musselina,amado avantesma que me cria,
Jamais me ao de bastarem atmosferas em meu cerne,ah....pois és em meus poemas é que eu te escondia."
A poesia expressa..
Às vezes me expresso pela poesia escrita e muitas vezes por poesia fotografada, sim a fotografia também é poesia.
A inspiração vem do momento vivido, sentimentos que estou vivenciando; felicidade, tristeza, dor, saudade, paixão e amor.
Como diz o poeta:
"O poeta não morreu Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden E nos contou..."
"Caio Camara Cesar"
Ela é poesia..
Ela é poesia em forma de mulher. De voz aveludada e lábios doces como o mel. Seu olhar ilumina a alma. E seu sorriso ilumina o céu
Ela é música, é canção de amor. Que embala o coração como um tambor. Com sua graça e delicadeza. Ela é pura beleza, uma flor
Que encanta e seduz com sua voz. E envolve a todos com seu amor. Ela é um sonho que se torna real.
Oh doce mulher sua voz me embala, e me faz sonhar. Seus lábios tem o sabor do amor. Sua poesia sempre encanta
"Caio Camara Cesar"
O Legado da Poesia
Do silêncio do código antigo,
à promessa que a deusa selou,
o destino encontrou seu abrigo no milagre que o peito guardou.
Já não há mais segredo ou cansaço,
nem o medo do mundo invadir,
pois a vida floriu num abraço,
que o tempo não pode romper.
Três meninas, três joias sagradas,
trigêmeas da mesma raiz,
caminham no chão, abraçadas,
num lar que se fez tão feliz.
Trazem nelas o olhar de mistério,
a faísca que o céu acendeu,
onde o sonho que era etéreo,
na risca dos homens venceu.
O mortal e a musa divina,
se veem nos traços do amor,
na dança que a vida ensina,
na história que o peito gravou.
Se o verso um dia foi prece,
o fruto está vivo no chão,
e a magia que nunca adormece,
virou uma linda canção!
Poesia e papel
É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!
A VIDA EM POESIA
Dança ao vento, em encanto e alento, a vida a contento.
Há poesia na vida, lírico sopro Divino, seja chorando ou sorrindo.
Nas páginas amassadas do ontem, o amargo sabor se dissolve à luz da manhã; doce raiar novamente a pulsar.
Seja a vida assim como é, na lágrima salgada do rosto; este sal, ao sol, traz sabor ao seu gosto.
Cícero Marcos
A poesia que escrevo é tentativa de consolo atrasado. Chega fora de hora e, mesmo assim, serve. Alguns versos aquecem como chá morno em noite fria. Outros queimam e despertam limpezas necessárias.
Escrever é esse movimento de cura e descoberta.
Invicta
Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.
A guerra é poesia invertida:
transforma rostos em sombra
e em terra embebida em lágrimas,
as flores não nascem.
O Estado Poesia
Os nossos corpos, em estado sólido,
começam a derreter quando as epidermes se tocam.
Passamos a líquido,
escorrendo um para o outro,
misturando temperaturas,
onde o toque é luz,
o calor é linguagem,
e o que somos se escreve no ar
como se a pele tivesse aprendido a respirar dentro da pele.
E quando evaporamos,
quando a anatomia
se desfaz em vibração
e ficamos só alma com alma,
passamos para o estado mais raro:
o estado poesia.
Onde já não somos corpo,
nem gesto,
nem pele — somos aquilo que o mundo lê
quando o silêncio grita.
Poesia vive em mim
Poesia quero morar contigo
Poesia não abandona o meu coração
Poesia seja o meu pensamento de cada amanhecer
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
Então falamos: eu sou perdidamente apaixonado por você.
. . e na poesia, dizemos:
você é a tempestade na qual entro por vontade própria,
e o fogo que toco sem medo de me queimar.
Você vive nos espaços entre os meus pensamentos,
onde a razão termina e o desejo começa.
Você é cada batimento do meu coração que esquece seu ritmo, cada respiração que anseia por estar perto de você.
Amar você não é uma escolha, é um tipo lindo de loucura, da qual eu nunca quero me curar.
No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa
(Leonardo Mesquita)
A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser
Entrelaçando pensamentos uma poesia
constrói seu poema
Seguro nas palavras ela bota seu ritmo
Gerando o olhar que se agrada com
o eclodir de frases elaboradaspra provocar pensamento que não
se solte desse jeito
A poesia cuida do olhar com versos viciosos
No poema no alto das palavras
ele olha...
A abundância de jeito...
com que palavras
empolgam...
