Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Minha cisma estranha de vida
É no desequilíbrio que se esta em seu normal,
Gira, gira, gira, gira, gira, gira,
Gira com a força de um temido furacão,
Gira, gira, gira,
Gira com a sincronia de um veloz pião,
Gira, gira, gira,
Quando se esta em harmonia,
Porque quando se esta revolta,
Volta a girar no descompasso descabido de um furioso furacão,
Gira, gira, gira, gira, gira, gira,
Metade moça metade fera,
Justiceira desde nascença,
Quem em perigo se encontra,
A chama pelo símbolo do olho de Tandera,
Detentora de uma determinação muito maior do que a de Mandela,
Rebeldia impreterível,
Segura a ferocidade melódica dessa alienada menina,
Devastadora como um míssel,
E por onde a freak passa,
Ela tem o impulsivo costume de derrubar tudo,
Tudo o que insista em atrapalhar.
Tá ligado que essa mulher é sempre muito justa,
Vem no soco,
Pode jogar bomba,
No peito dela reside a luta,
E é incrível como ela confunde a morte,
De perto quem vê,
Não acredita na sua sorte,
O Santo dessa fera é muito forte,
A palavra dela é forte como o timbre do Seu Jorge,
Caminha lado a lado com seu braço direito,
Seu estimado amigo Salve Jorge!!
Cada batida sua,
Soa como um poderoso acorde,
Bate, bate, bate,
Quem escuta, sempre corre.
Porque ninguém sabe lidar como ela com a morte.
Escrito por Madam Avizza em 25/08/2020 ás 14:12 em Santos - SP
Anarquia
A distração faz-me perder o foco da ansiedade, para produzir êxtase em minha sanidade;
Uma anestesia capaz de enganar a aflição da minh'alma;
Ouço o gorjear da calmaria, sinto uma leve sensação de euforia;
São a partir desses momentos que questiono o meu sofrer, preso num quadrado onde tanto recebi prazer;
Agora volto a me coroer;
Com questionamentos sem nenhum proceder:
Por que a ansiedade cega a realidade?
São coisas que eu nunca irei saber.
tua poesia me alimenta,
é minha refeição,
uma janta
que devoro em doce Reflexão,
e sonhos adormece o meu coração!
Meu amor Por você
Minha querida Princesa, em pensar que um dia estarei ao seu lado olhando filmes românticos e te abraçando, só de pensar não consigo aguentar, a vontade é grande e o amor é maior ainda. Mas por em quanto, eu vou ter que esperar. Por isso escrevi esse texto, pois eu te amo e sempre te amarei.
Eis-me aqui, mais uma vez a derramar minha alma em letras...
Ainda a pouco, o mar a minha frente, dava-me a impressão de que Iemanjá espreguiçava-se vindo de seus sonhos de Deusa, e seus braços a alongarem-se preguiçosamente, empurravam a água que formava fortes ondas a baterem-se de um lado nas rochas da Ilha, e do outro nas de Paranapuã! Seu bocejo fazia marolas que docemente espraiavam-se nas areias aos meus pés, como a convidar-me a profundas reflexões, sobre os constantes altos e baixos da minha vida. . .sobre as pessoas, e coisas que vem e vão, sobre gentes, que vão sem ter ido, e outras que ficam embora não tenham chegado! Presente adquirido, por seculares existências passadas, a formatarem o meu futuro! Experiencias vividas, e a serem vividas nesse Universo onde nada se perde, escribas do livro da Vida, escribas da Lei do retorno!!...
odair flores
Ana...
Como falta que se faz no peito,
Te espero,
Abstinência,
Em minha boca permanece o gosto do seu beijo,
A consistência da sua pele macia de menina,
E aquele cheiro delicioso do seu óleo de banho,
Corpo nú enrolado na toalha,
Meu coração palpita,
Exita,
Pupila dilata,
Vício meu,
Sem rebordose,
Exata dose,
Amor,
Entre suas coxas me encontro,
Acerto o ponto,
Prazer,
Em te conhecer,
Ana,
Não me engana,
Faço-te minha mulher,
No cair da noite,
Até o amanhecer,
E como é lindo o amanhecer da tua janela,
Envoltas no teu edredom,
Seu sorriso ilumina e aquece como o sol,
De dentro pra fora,
O calor do seu corpo,
Meu corpo,
Os seus cabelos que insistem em repousar sobre em meu rosto,
Até o adormecer.
...
Carolina...
Quero morrer de amor contigo,
Isso mesmo,
Morrer de amor,
Depois de uma vida tão linda,
Só de pensar,
Um frio na espinha,
Borboletas no estômago,
Histórias,
Tempo da juventude,
Nós duas bem velhinhas,
Deitadas numa esteira ao entardecer,
Sorriso implantado ou banguela,
Não importa,
Amor de alma quero,
Ultrapassa qualquer barreira,
Transpassa,
Quero ser sua calmaria,
Enquanto você,
É vento tempestuoso,
Quero ser teu sol,
Teu abrigo,
Aquele dia de domingo que se torce para jamais findar,
Infinda,
Comigo,
Fica?
Letícia Del Rio
Linda dona minha minha mulher
meu coração esta em pedaços
minha alma voa fora de mim
ela vai voando sobre o céu
minha alma chega até as estrelas
meu amor esta ferido como uma
passarinho ferido.
estava tão feliz como um passarinho
na chuva.
voando sobre o céu azul
na imensidão ...
meu coração é viver. é lutar por esse
amor.
você é a minha pintura , mais linda
minha paisagem..
você é meu ar , meu céu azul...
sem você perco meu folego.
soprado pelos deuses meu folego
de amor.
meu amor vai alem de cem anos...
vou para onde você for
nossos campos no céu ...
o nosso paraíso , nosso sonhos
nossa união és para sempre.
nosso amor durará enlaçados
nas estrelas...brilhando na imensidão.
SOL DA MINHA VIDA
Como um raio de sol
Chegaste de repente
O calor dos teus olhos
Deixou meu coração ensolarado
Iluminou a minha vida
Mostrou-se a clareza de um grande amor e puro
Infelizmente, o sol se pôs
E levou a luminosidade dele
Com ele foi você
Que deixou a sua Lua aqui
A aurora já chega
E meu amor por você continua aqui
Como a luz acessa do meu coração
Meu sol.
E falei-lhes assim:
Alma minha! Meu espirito, sem fim!
Meu corpo; meu ser!...
Se sobre vós, não ousou chover!
Como então! Perante meu fado,
E meu tanto enfado...
Sobre nós, então, buscar ides!
Águas, para destes cegos olhos, lágrimas sair verdes?!
Então me disseram:
Eis que sobre tu e nós!
Águas que são, serão e eram...
Aliviam esta tormenta...
Que continua veloz...
Porque são águas fortes, como sete vezes setenta!...
Sou uma pessoa vazia,
Que ninguém consegue
Entender
Minha família não entenderia, se eu tentasse explicar, meus amigos me abandonariam se entendessem onde quero chegar.
Mas eu sei que isso não vai acontecer, já que nem eu consigo me entender.
Não consigo esvaziar minha mente
São tantos pensamentos que insistem em permanecer lá
Talvez seja mesmo o melhor a fazer
Talvez isso resolva os meus problemas
Descobri que não preciso me cortar
Estou morrendo aos poucos
Isso é bom
Só espero que não demore
Os choros permanentes
A vontade de desistir
Parece tão claramente certo
Parece a única opção
Esse seria o melhor momento para um conselho
Mas não tenho alguém que se importe comigo
Alguém que esteja disposto a perder seu tempo para me ajudar a não desistir
Ninguém se importa
Eu sou só mais uma no meio de tantos
Eu não faço diferença
E muito menos falta
Escreves leve como uma pena,
toda a nossa história.
Sim tu minha amiga Lena!
Este trabalho fazes a toda a hora.
O teu serviço é escrever.
Trabalhas sem medo ter.
Nas coisas desta Unidade.
Mas fazes tal, com tanta caridade.
Que também escreves com a alma,
a todos dás muita calma,
trabalhas até que em nossa alma,
escreves um poema de amor.
Com uma força tanta,
que por ti nosso ser Clama...
Vem nos tira toda a dor!
Então vens com ligeireza.
Atendendo, quem te chama.
Para dar o teu grande amor.
Disso todos temos a certeza,
que és rainha do bem.
Com o qual cantas e danças tão bem.
Por vezes até aos aflitos dás pão.
E sempre com um sorriso.
Aos doentes estendes a mão.
És assim, porque em Deus tens inspiração.
Por isso, eis que no céu tens teu galardão !
Dedicado a Lena, Administrativa da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Albufeira
Com muito
Carinho
Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.
Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.
Falo, penso.
Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.
É sempre outra coisa, uma
só coisa coberta de nomes.
E a morte passa de boca em boca
com a leve saliva,
com o terror que há sempre
no fundo informulado de uma vida.
Sei que os campos imaginam as suas
próprias rosas.
As pessoas imaginam os seus próprios campos
de rosas. E às vezes estou na frente dos campos
como se morresse;
outras, como se agora somente
eu pudesse acordar.
Por vezes tudo se ilumina.
Por vezes canta e sangra.
Eu digo que ninguém se perdoa no tempo.
Que a loucura tem espinhos como uma garganta.
Eu digo: roda ao longe o outono,
e o que é o outono?
As pálpebras batem contra o grande dia masculino
do pensamento.
Deito coisas vivas e mortas no espírito da obra.
Minha vida extasia-se como uma câmara de tochas.
Nessas águas eu me afoguei
Nesse escuro eu me perdi
Não sei ao certo onde estou
Minha mente grita
Socorre-me, Socorre-me.
E mais uma noite se passou...
Ó mais Linda Flor
Ó Boneca minha;
Ó meu Lindo Amor;
Ó Linda Rosinha;
Ó mais, Linda Flor!
Que bom é ver-te, minha Amada;
Tão sempre, pra mim, Linda assim;
Que bom é ter-te, em namorada;
Tão sempre: havida em tal pra mim!
Ó boneca, bonita e minha;
Ó meu querido e lindo Amor;
Ó linda e só: minha Rosinha;
Ó mais, dos jardins; Linda Flor!
Por tão seres delas, mais Bela;
Tens em Ti, dessas tais, gostinho;
Que tão me faz ver em ti, Aquela;
A quem quero dar meu carinho!
Ó Boneca, tão linda e minha;
Ó meu lindo e tão belo Amor;
Ó linda e tão minha Rosinha;
Ó mais, dos jardins; Linda Flor!
Que bom pra mim, foi ter-te achado;
Neste achar, tão raro pra tantos;
Por ter em ti, tudo encontrado;
Havido em esses teus encantos!
Ó boneca, querida e minha;
Ó meu lindo e tão bom Amor;
Ó linda e cá minha Rosinha;
Ó mais, dos jardins; Linda Flor!
Ó boneca e amada, só minha;
Ó meu tão desejado, Amor;
Ó minha formosa, Rosinha;
Ó mais, dos jardins, Linda Flor!
Com o carinho do Amor, dedico-te esta balada;
Ativo minha manhã, atualizo a realidade, levanto templos à virtude da esperança e da paz, no entanto, encontro só ruínas por todo canto.
Deixo meus sonhos na cama, morro vivendo a realidade de cada instante fora de meus delírios sonhados, meus ais, suspiros por um...
POETA NILO DEYSON MONTEIRO
7 vezes me peguei pensando
Minha garganta de nó atada
Sufoco enquanto tudo turva
Sinto-me em corda bamba
Meus desastres aumentam
Cada dia que vejo meu reflexo
Magoado ao lembrar do beijo
É por você que tenho desejo
A proxima segue apunhalando
Cicatrizes das batalhas por ti
Seu sorriso, lança que atinge
Digo que essa gota contém
Kilos e kilos de angústias
Horas que o peito restringe
