Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Na minha nudez
Que eu seja um verso
Que o rio rasga
As fragas beijam
E o mar abraça
Num poema
Em poesia
Na chegada do Outono
Meu motivo principal de todos os dias. Em minha vida amorosa, quero que tudo tenha seu tempo, não quero que seja 5 minutos antes ou 10 minutos depois, quero que seja na hora em que meu coração sentir que é a hora, chega de me sentir pela metade, chega de amar pela metade, me valorizar, é isso que preciso, me valorizar, me amo, me amo tanto ao ponto de não dá atenção a sentimentos alheios que não me favoreceram em nada, sejamos nosso amor, sejamos pacientes para que a hora certa chegue e que vejamos que todo o tempo gasto e investido tenha realmente valido a pena.
Ame-se mais, valorize-se mais, o amor é lindo, mais amar a você mesmo com todos os pretextos, falhas, acertos e escolhas é muito melhor.
Viva o amor, viva o seu amor.
TORMENTO
Divagando pela veneta
Da noite
Destrancando minha gaveta
Das aflições em açoite
Entre as estrelas e a lua
Na janela das saudades silentes
Em delação tão minha, tão sua
Vou trovando motivos urgentes
Nos lamentos com agrura crua
De um tempo que já se foi...
E neste silencioso agudo
Só a alma põe-se falante
E assim, então, eu a saúdo
Segando o tormento dissonante
Versando a solidão em suspiros rudo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/04/2013, 01’45”
Cerrado goiano
Casa branca à beira da estrada
BR Vila da Quinta ao Chuí
Família boa, família amada
Minha infância e adolescência passei por ali
E nestes longos anos de jornada
Casa branca abençoada
Eu nunca de ti esqueci.
RUAS DE RORAINÓPOLIS
Nas ruas da minha cidade,
Não estou suportando andar,
Tem buracos para todos os lados,
Vamos ver até que ponto vai chegar.
O prefeito só sabe falar,
Mas cadê que ele manda arrumar?
Essa é a rua da prefeitura,
Mas parece o garimpo em chuva.
Mas futuramente as eleições vão chegar,
E o nosso prefeito pode sentar e chorar,
A nossa cidade vai crescer,
Ou ele age agora ou vai perder.
Tem lugares onde carros não estão passando,
Os carros baixos estão se acabando.
Vamos ter que se manifestar,
Pois essa é a nossa cidade e por ela temos que zelar.
Será que estou imaginando coisas, algoz?
Segura minha mão,
Não solta, nem que começa a suar.
Quero ouvir sua voz.
Calma e terna,
Grave e feroz,
Te gosto, algoz.
Te quero.
Certa vez perguntaram-me a coisa mais bela que já havia presenciado em minha vida.
Não quis responder, pois há tantas coisas, e há tanta vida.
Porém, por um momento pensei naqueles olhos, mas não recordei-me a cor. Fugaz memória, entretida com o afável sorriso.
Não estou pedindo uma segunda chance
Estou gritando com toda a minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha
Senão eu cometerei o mesmo erro outra vez
Você tocou meu coração, tocou minha alma
Você mudou minha vida e meus objetivos
E o amor é cego e eu soube disso quando
Meu coração estava cego por você
Minha alma velha
me arrepia os meus
ouvidos,
me deixa o meu corpo
bambo de emoções.
Já fui escravo,
sou escravo.
Minha liberdade
são meus olhos:
Capoeira!
Queria saber se pensa em mim
Tanto quanto eu penso em você
Queria saber se sente tanto a minha falta
Como eu sinto a sua
Sinto falta do seu cheiro
De olhar em seus lindos olhos azuis
De poder te abraçar e me sentir em casa
Sinto falta do calor do seu corpo
Sinto falta do seu sorriso
Sinto falta de tomar banho com você
Sinto falta de dormir no seu sofá
Sinto falta de ouvir com você as suas músicas horríveis
Sinto falta de vê-lo tocar guitarra
Sinto falta de dormir e acordar com você
Sinto falta das brincadeiras idiotas
Iury sinto falta de Tudo em você
Carta 26.09.17
O susto ( trecho de poesia de minha autoria )
Hoje me assombrei contigo,
Fiquei estatelado de espanto,
Quase morri solta a alma do corpo,
Louco alucinante, quase vacilante.
Olhei e pouco vi seu rosto
O que vi nao lembro parecia um vacuo.
Um vazio des-sonhado e tosco,
Como se dentro de ti fosse um buraco.
Nao me parecia no inicio
Que sua alma fosse tao escura,
Entao rebentou-se em mim o fragil anelo
Como rosa bela que com espinhos fura...
REVERÊNCIA
minha tristura
saúda a lágrima
e nesta usura
a vida é estima
na ternura
se em baixa ou em cima
saúdo a loucura...
no silêncio, um covil
solidão
tudo é funil
só amor é coração
e possível
com emoção...
O resto falível!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Caça à palavra
repleta, minha alma espreita atrás do estrume do mundo:
de onde vêm os versos, que face ocultam entre o amor e a morte?
às vezes os sons são os mesmos, as texturas, o tempo,
o mesmo homem a revolver-me as veias
onde se lacram as vãs repetições, que noite veste o poema?
o sol nos vasos de crisântemos, ecos de um triste país,
largos horizontes onde meu pai passeia verbos nem sempre sublimes.
tudo é memória, sirenes ligadas. a infância sempre ontem, mas aqui.
todo verso sugere uma serpente oferecida.
que na minha caça à palavra (que face ocultam o amor e a morte?)
não haja qualquer vislumbre de repouso.
INCAUTO
Minha santa ordem quase sem mãe
Que jamais permita com teus poderes
Carcomer as pétalas das tuas flores
Depois fingir infinitamente apiedado
Chorar copioso as tuas dores
Deixar borrar os aventais de giz
Mofar os rituais dentro do peito
Decompor as ferramentas de aprendiz
Tornar impuras as brandas mãos
Obsoletas inférteis comprometidas
As ideias discorridas dos ideais
Por negar-me a mim diante do espelho
Trincado de ingratidão
Perdido
Eu te encontrei no maior descaso da minha vida
Eu estava perdido, sem nenhum sentido
Você abriu meus olhos e me mostrou o caminho
Caminho esse que eu não encontraria
Sem nenhum motivo você foi o meu alívio.
Náufrago
Estou naufragado em minha própria ambição
Ambição que me leva a loucura do estado mental
Não sei se vou conseguir continuar
Eu me sinto preparado para parti
Estou sozinho e eu não posso fugir.
A PRIMEIRA POESIA
(12/10/2019)
Minha vida se conecta
Com a sua, neste vasto mundo!
E suplica por lábios teus que,
Nada pedi, só o sabor das manhãs.
Entro em exaustão, por conta da luz!
Uma luminosidade, vinda sei lá de onde,
Mas conduz os meus olhos até a noite.
Alma pertinente, viva, transparente,
Transferi os sintomas de amor,
Para os anos experimental de mim.
Hoje, se estabelece os dias...
Assim, as respostas da realidade,
Convidam a ver o sol e sentir a lua.
Numa loucura da primeira poesia,
Sustento todas as essências das outras.
Terminando com a lembrança dos mistérios,
Doravante, enraizado no coração eterno.
Acendes a tua mágoa e a lança contra mim.
Que explode o teu egoísmo em minha direção.
Acerta o que eu penso, o que eu acho e o que eu sinto.
Por isso, não consigo ser como eu era.
Não consigo mais ser romântico, não consigo mais ser tão carinhoso, não consigo mais expressar tanta preocupação e cuidado, não consigo mais ser o teu namorado.
Não resisti a tanto orgulho, tanto egoísmo e corporativismo.
Não sou de pano, não sou de pedra, simplesmente, sou um Poeta.
