Poemas Vinicius de Moraes de Mar

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⁠Um dia eu fui pescar
Na praia de Maruda
Encontrei um caranguejo
Que tocava um realejo
O siri todo gabola
Dedilhava uma viola
Uma tartaruga sapeca
Vinha tocando rabeca
Convidando a dona raia
Para vim sambar na praia
Os peixinhos do mar
Vem para areia sambar (bis)

Inserida por junior_kleinlein

⁠"Ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele verdejar.
Aqueles olhos verdes, que me remetiam ao mais belo e profundo mar.
O macio da tez, me causa tortura, ao lembrar.
Deveria tê-lo feito, te pedido pra ficar.
A distância que nos separa, me faz ter o doce do seus lábios, somente no sonhar.
Aqui estou eu e ela está lá.
Longe do seu aconchego, sou sofrimento, longe do seu abraço, não tenho um lar.
Sinto falta do negror dos cabelos, que cobriam-me a alma, naquelas noites de luar.
Eu já não sei o que pensar.
A ausência do vermelho dos teus lábios, me afoga como o mais profundo rio, não posso nadar.
Encontro um suspiro nas lembranças, de outrora, ao lhe beijar.
Recordo-me do olhos verdes, que ao fitarem-me, vieram a calma me roubar.
E eu ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele doce, sereno e profundo, verdejar..."

Inserida por wikney

⁠"Eu dormia pensando naquilo, que poderíamos nos tornar.
Hoje, não durmo, refletindo sobre o que nos tornamos.
Longe de ti, cada piscar.
Parece-me, passou-se anos.
A ampulheta da vida, como areia, meu amor parece acabar.
O amor acaba, mas não terminam os encantos.
A saudade é profunda e me afogo nesse mar.
Talvez, hoje, eu já não esteja mais nos seus planos.
Sinto, que estou em um pesadelo, já não consigo acordar.
Ter você tornou-se somente sonhos.
Hoje, eu durmo pensando, naquilo que poderíamos nos tornar..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Caminhei até o fim da noite, mas não encontrei o por do Sol.
Velejei pelas águas da solidão, atraquei em alguns portos, mas não encontrei farol.
Nessas mesmas águas, fui presa fácil, com os seus olhos castanhos, fisgou-me, em seu anzol.
Preso em sua beleza, calhou-me encalhar, em seu atol.
Existem mares vastos e profundos, mas nenhum se equipara a solidão, ao vazio do lençol.
Amor meu, sei que não sou nenhum escol.
Naveguei por esses mares, mas não vislumbrei, meu por do Sol..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

Estava preso
Durante um tempo
Amaldiçoado
Em um encantamento
Seu perfume
Ficava no ar
Seu toque
Nas águas do mar
Sua falta
Na escuridão da rua
Seu olhar
Na luz da lua
Seu calor
No raio de sol
Minha sina
Peixe e anzol
Hoje livre
Fugi disso tudo
Vou andando
Andar vagabundo
Sem destino
Achado e perdido
Onde passo
Vou sendo acolhido
Não cobro amor
Nao peço esmola
Passarinho
Livre de gaiola
Com migalhas
Só marco o caminho
Estou livre
Mas nunca sozinho

Inserida por EricJoLopes

Samba / Canção

Sol

Esse choro que o mundo não vê
Pinga dentro de mim e faz eco
É a chuva que rega meu ser, o solo de um coração infértil
Então o sol, noutro dia vem
Arde minha vista em beleza, e eu choro pra fora também
Deixa pingar, toda chuva que há em você
E que pingue pra fora, para os lábios regar e o sorriso florescer
Essa chuva é feita de sal
Essa chuva é feita do mar
Que habita meu corpo, meu peito, ele vem o meu rosto banhar
Essa chuva é feita de sal
Essa chuva é feita do mar
Que habita meu corpo, meu peito, ele vem o meu rosto banhar
Lava, lava, mar
Meu rosto, meu corpo,
Eu vou recomeçar
Lava, lava, mar
Meu rosto, meu corpo,
Eu vou recomeçar.

Inserida por nanavedo

⁠Hoje fui levado,
indeciso, abandonado.
Apenas formado pelos grãos de areia
e a água salgada,
que pulsa em minha veia.

Mesmo rodeado de água,
sinto a frieza, a tristeza
de não poder te avistar.
Sei que estou apenas no começo,
de meu interior seco.

Em meu mundo vazio,
só me resta a luz do sol
e o flutuar das ondas
dos meus pensamentos,
que se vão como leves fragmentos.

Com o tempo, as lágrimas
parecem também fazer parte do mar,
e se unem no mesmo gosto salgado.
Tudo de repente, se torna memória
num corpo que não pôde comemorar vitória.

Inserida por davilimagunther

Copacabana

Copacabana me ama,
Copacabana me engana,
Copacabana me chama,
Copacabana me dana.
Copacabana me ama,
Copacabana é dama,
Copacabana sacana,
Copacabana é lama.
Copacabana me ama,
Copacabana é fama.
Copacabana na cama,
Como amo Copacabana.

Inserida por ricardovbarradas

⁠Procurei uma poesia sobre olhos para te dizer como me encanta teu olhar.

Como não achei nada, fechei os meus, com o coração resolvi essa aqui em palavras expressar.

Te enxerguei um oceano lindo e profundo, mesmo você insistindo que dessas águas nada tem para pescar.

Feliz me encontro em descobrir o brilho do céu estrelado que é o seu olhar.

Estaríamos todos a deriva? se quiser venha me acompanhar.

No final, aqui não somos nada. Apenas um continente de dúvidas em um mar de ilusões turbulentas para mergulhar.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠"Até o oceano me rejeita."

Pego-me vagando em meus pensamentos,
Aquele momento em que o tempo para.
Os ventos cessam sua brisa fria,
E o silêncio arranca de mim
Os suspiros que já não existiam.

As nuvens fogem, levando consigo
A chuva que poderia apartar
As chamas vívidas da luz guardiã,
Aquela que persiste mesmo à noite
E me protege dos males da escuridão.

Mas quem disse que não gostaria
De cegar-me com o breu?
De andar sem preocupações,
Ferindo-me aos cacos de garrafas quebradas,
Dos inocentes bêbados eufóricos,
E entregando-me aos lobos famintos,
Finalmente tendo um propósito?

Embora venham com mentiras ardilosas,
Dizendo que meu destino é iluminar o mundo,
Eu sei: meu reflexo está distorcido.
Os demônios solares, sedentos por lúmen,
Corroem minha carne e alcançam minha alma.

Busco então refúgio no azul profundo,
Sob o manto do mar,
Esperando apagar a chama que consome
Minha essência.

Mas até o oceano, que abraça todos os naufrágios,
Me rejeita.
Ele conhece meu peso, minha dor...
Mas devolve-me à superfície,
Como um pedido que o universo se recusa a ouvir.

Resignado, aceito: não há lugar para mim.
Passo a vagar, uma existência pífia,
Ociosa para mim, mas viciosa
Para aqueles que sugam o que resta da minha alma.

Inserida por Gesiel_Modesto

⁠Timoneiro


Se me fosse imposto optar
Entre a pedra do chão que sangra
E o céu que engole o dia,
Eu ficaria com o mar,
Onde o tempo se desfaz em ondas
E a eternidade é apenas um sopro.

Nos braços do meu barco
— solidão que navega —
Paro em portos de ausência
E parto levando memórias
Que ainda não gestaram.

Longe do ruído do mundo,
Sou um vulto que vaga e sonha.
O balanço do mar é um relógio,
E remo, rezo e remo até que a noite
Cante em meu braço cansado.

Quando não puder mais suportar,
Soltarei os remos,
Redirecionarei a rota dos silêncios.
E se não souber o que fazer,
O vento, antigo mestre, saberá,
Pois ele é voz do que em mim nunca cessa.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Deságua

Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.

As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.

Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.

Inserida por Epifaniasurbanas

Quando chegar as águas
e não mais poder distinguir
o paraíso terrestre do celestial,
Mergulhe.
Quando souber que chegou
lá onde céu e mar
se tocam num beijo azul,
Mergulhe.
Afogar-se é a melhor opção.
Não tenha medo.
O ar aqui é mais rarefeito...
É o que acontece quando se vê o belo,
falta ar.
Essa falta de oxigenação te fará bem,
ainda que esse bem te mate.
Não precisa morrer pra ver Deus,
mas se quiser conhecer os seus céus
sim.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Rio

No meu monte há paz, como um rio que corre,
por entre as graníticas pedras do declive serrano!
Vai em paz rio de esperança, vai, não há engano.
À tua foz, tu chegarás, em ti teu caudal, jamais morre!



Vai manso rio, nessa mansidão, chega ao lago do mar,
então em lá entrardes, verás o que à tu paz pertence,
Esse mar é tão calmo, como tu, no seu longo amar!
Teus peixes leva contigo ao mar que não enche!



Depois as águas sobem ao azul céu, onde voarão,
depois sobre uma nova terra elas todas descerão...!
Terra de árvores vivas e de doces frutos sempre!



Onde os homens têm paz como a dos meninos,
não há mal, todos são grandes, sendo pequeninos!
Têm todo o tempo, para serem felizes, sem findar o tempo!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Albufeira



Albufeira em ti não estava, antes!
Mas já em tempos, por vezes a ti vinha!
Mas foi, quando saúde eu tanto tinha!
Te visitava a ti e a outros tantos!



Hoje estou velho e doente, neste lugar,
Unidade de Longa Duração e Manutenção,
de Albufeira, onde estou, sem já nada esperar!
Dá-me tu, pois tua ou alguma atenção!...



Eu queria-te ver e mais perto de ti tanto estar,
mas eu já com dificuldade posso andar!
Por isso, só em ti, eu vou hoje versejar!



E neste dia vou-me tentar de algum modo me alegrar!
Pois é Natal, e há mas é que sempre cantar!
E no bem pensar e nas ondas do teu lindo mar!

Inserida por Helder-DUARTE

Deixa eu ficar aqui parada olhando pro nada
como quem olha o mundo.
É que eu não tenho pressa
nem vontade de entrar neste tumulto.
Deixa eu sentir o vento, sem me preocupar com o tempo,
que a vida passa tão depressa e a maré ta baixa.
Então deixa eu mergulhar no que é belo,
que forma um elo entre o meu eu indefinido e o universo.
Sem decisões, sem precipitações, nem azul, nem amarelo

Inserida por ChristieWingler

O céu gritou

Parece que o céu gritou seu nome, anjo
Suas lágrimas o chão tocou,
Vou sentar no gramado e contar
Cada formiga que por mim passar,
Ouvindo o luar falar de amor.
Parece que o céu gritou seu nome, anjo
Meus simples versos vou cantar
Ouvindo a orquestra das estrelas
As folhas que o vento rasteja
Você eu sempre vou lembrar.

Procuro a luz entre as sombras
São poucas chances em infinitas
De eu encontrar mais uma vez
As cores dessa simples vida
Que transbordava minha alma
Como uma forma me moldava
Garota tu é a uma fada
Brilhe pra mim minha querida.
Esse amor ta cristalizando
Pensamentos do coração
Formando uma joia de sonhos
Florindo um jardim de emoção
Porque você voou pra longe
Me deixa eu te encontrar
Vou seguir a linha de luz
Que se estender pelo mar,
Parece que o céu gritou seu nome, anjo
Meus braços não vão aguentar
Segurar esse sentimento
Pouco a pouco cessa no vento
Meu calor já está frio por dentro
Até meu medo quer chorar.

Parece que o céu gritou seu nome, anjo
Suas lágrimas o chão tocou,
Vou sentar no gramado e contar
Cada formiga que por mim passar,
Ouvindo o luar falar de amor.
Parece que o céu gritou seu nome, anjo
Meus simples versos vou cantar
Ouvindo a orquestra das estrelas
As folhas que o vento rasteja
Você eu sempre vou lembrar.

Inserida por AlanRodrigo2

⁠Minha cabeça virou nuvens
E deixou-se se levar,
Pela tal brisa do vento
Me perdi, não sei me achar
Fui querer vomitar frases
Que não queriam pular,
Como andar no sol em chamas
Derreti o meu olhar.
Um poeta sem palavras,
Um passo a passo sem chão,
Um passarinho sem asas,
Uma estrela sem clarão,
É igual juntar pedrinhas
Desenhar com elas no ar,
As ondas ondas do mar, pulsantes,
Que só queriam voar.

Inserida por AlanRodrigo2

⁠É como se eu estivesse sendo carregado...
Para um lugar onde o vento não conhece,
Ao redor das maiores árvores,
Coberto pelas maiores montanhas
Onde o céu apenas observa,
Levado sobre o chão, sobre o mar.

Inserida por AlanRodrigo2

Depois do maravilhoso sol quente, agradeço a chuvinha gostosa que cai pra gente.

Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164

Inserida por NaraNubia